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15 de março de 2017

Pão de trigo integral


 Gosto sempre de passar pelo "Cinco Quartos de Laranja", tal como de certeza muitos de vocês, mas a sexta-feira é o dia que nunca passo sem lá espreitar o pão que a Isabel vai apresenta na rúbrica "Vamos fazer pão". Como sabem, porque já o disse aqui várias vezes, adoro pão e gosto de o fazer, embora ultimamente não tenha andado muito cozinheira, mas quando vi este pão, achei-o irresistível e no fim-de-semana que se seguiu deitei logo mãos à obra. Foi um sucesso! Delicioso como tudo e então morno com manteiga? De ir aos céus!



(Fonte: Cinco Quartos de Laranja)
Ingredientes:
Poolish de iogurte ou pré-fermento:
100 gr. de farinha de trigo T65
100 gr. de iogurte natural
1/8 de colher de chá de fermento seco de padeiro (equivalente a 1 gr.)
65 gr. de água à temperatura ambiente
Pão:
300 gr. de farinha de trigo T65
100 gr. de farinha de trigo integral
Poolish de iogurte (todo)
15 gr. de fermento de padeiro fresco
225 ml de água morna
10 gr. de sal
5 ml de azeite


Preparação:
O Poolish ou pré-fermento:
Coloque todos os ingredientes numa taça e mexa muito bem até obter uma massa lisa.
Tape com película aderente e deixe descansar, de um dia para o outro, à temperatura ambiente nos dias mais frios, ou no frigorífico nos dias mais quentes.
O pão:
Dissolva o fermento em 150 ml de água morna.
Coloque as farinhas numa tça, juntamente com o poolish e o sal. Regue com a água que tem o fermento e mexa.
Adicione mais um pouco de água e comece a amassar.
Amasse durante 10 minutos e vá acrescentando a restante água, aos poucos.
Forme uma bola com a massa e regue com o azeite. tape a taça e deixe descansar por 10 minutos.
Puxe as pontas da massa de fora para dentro, mantendo a forma de uma bola. Faça esta operação duas vezes.
tape e deixe levedar por 1 hora.
Numa superfície polvilhada com farinha, molde um pão redondo e coloque-o num cesto (mantive na taça). tape e deixe levedar novamente, em local abrigado, durante 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 230º com um tacho de ferro fundido (ou de barro) lá dentro.
Coloque o pão no tacho com cuidado para não se queimar. Faça um corte em forma de cruz no topo da massa. Tape e e leve ao forno por 30 minutos.
Retire a tampa do tacho e deixe ficar no forno mais 15 a 20 minutos para ganhar cor.

17 de fevereiro de 2017

Tatin de pera bêbada


Há unas anos atrás vi numa revista online espanhola uma tarte com pêras bêbadas que me deixou a sonhar até hoje. Era uma daquelas receitas que nos ficam na memória e que sabemos que algum dia havemos de voltar a ela para a por em prática. Ora, entretanto não sei onde guardei o PDF da revista, provavelmente ficou perdida entre mudanças de computador ou em algum lugar de armazenamento de ficheiros, daqueles que acabam por se transformar numa espécie de sótão ou de arrumos lá de casa, onde se guarda tudo e não nos lembramos do que lá temos guardado e exactamente aonde.
Bom, mas a memória desta tarte ficou e ao visitar o "Pratos e Travessas" encontrei pelas mãos da Mónica uma tarte Tatin que me levou de volta a essa memória. Desta vez não aguardei muito, só que chegasse o fim-de-semana, para levar á mesa esta delicia suprema que ficou classificada como uma das melhores sobremesas servidas ... desde sempre.
Aproveitem o fim-de-semana e mimem os vossos comensais com estas tartes maravilhosas. Se forem muito gulosos acompanhem-nas com uma bola de gelado.
 
(Inspiração: Pratos e Travessas
Ingredientes (rende 3 formas de tartelete):
Massa folhada
4 pêras pequenas, não muito maduras, descascadas e descaroçadas e cortadas em quartos
70 gr. de açúcar
1 colher de sopa manteiga
100ml de vinho tinto
1 cálice de vinho do Porto
1 pau de canela

Preparação:
Prepare as formas de tarteletes: corte circulos de massa  folhada com 1 cm de diâmetro superior ao das formas e reserve.
Pré-aqueça o forno a 200º.
Numa sertã deite o açúcar, a manteiga, a canela e os vinhos e leve ao lume, deixando o vinho ferver durante cerca de 5 minutos.
Acrescente as peras e envolva. Deixe cozinhar mais uns minutos, até as peras estarem embebidas no vinho.
Distribua as peras pelas formas, aconchegando-as bem. Regue com 1 a 2 colheres de sopa do liquido que restou na sertã e cubra com a massa folhada voltando as margens excedentes da massa para dentro da forma.
Leve ao forno até a massa ficar dourada.
Deixe arrefecer um pouco e desenforme as tartes virando-as com cuidado e rapidamente sobre um prato. 

6 de dezembro de 2016

Hoje a receita vem da Galiza!



Este ano as férias passaram a voar e o regresso ao trabalho foi de tal modo impetuoso, que nem publiquei o meu post de férias como habitualmente, mas o regresso de férias trouxe-me uma surpresa, por isso em vez de um post dedicado exclusivamente a elas, trago-vos uma iguaria de um dos locais por onde passei.

Explico: este ano optamos por seguir para Norte com destino final na Galiza, mais propriamente em A Guarda, com um saltinha à linda Baiona Ora, já depois do passeio, recebo um e-mail simpatiquíssimo dos autores do blogue "Bolboretas no Bandullo", Diana e David. Ora a Diana e o David são galegos e o blogue é escrito na língua galega e enquanto eu escolhi a Galiza para umas mini férias, eles escolheram o sul de Portugal para as suas férias. Só coincidências, mas agradáveis, por isso quando, nesse tal e-mail me convidaram a apresentar uma receita portuguesa para partilharem com os seus leitores, enquanto me apresentariam uma receita galega para partilha convosco, não pude, de maneira alguma recusar o convite. Afinal, aqui pelo norte, portugueses e galegos só se separam pela geografia, que de resto é tu cá tu lá e, claro, a sua gastronomia conquista-nos.

Como no seu blogue já existe uma receita de um dos petiscos mais afamados do Porto, a "francesinha", resolvi escolher para partilhar uma receita que não é nova por aqui, mas que é também originária do Porto  e com um dos ingredientes mais emblemáticos da nossa cozinha: o fiel amigo bacalhau, que não sendo nosso, se tornou tão nosso: o bacalhau à Gomes de Sá, cuja receita vão poder encontrar hoje por terras da Galiza, que por aqui se partilha uma não menos saborosa receita galega: a empanada! Que delicia, não acham?

Obrigada Diana e David por partilharem a vossa cozinha connosco!

Conheçam um pouquinho mais do "Bolboretas no Bandullo", por aqui e as sua rubricas "Bitácoras de aqui e acolá" e "Bolboreteando con...":
http://www.bolboretasnobandullo.com/
https://www.instagram.com/bolbonobandullo/
https://www.facebook.com/bolboretasbandullo/?ref=bookmarks
https://twitter.com/bolbonobandullo

Então, aqui vai a receita:

"Bom dia, amig@s! Hoje a vossa receita trazemo-la desde Galiza nesta parceria tão apetitosa. Apresentamos um dos pratos mais tradicionais do nosso território, a empanada, que ainda que hoje já se faça em boa parte do mundo, tem a sua génese como a que hoje conhecemos aqui na Galiza. No século XII, muitos peregrinos que viajavam até Santiago de Compostela, à procura do Apóstolo, sabiam que se estavam a aproximar pelo cheiro a pão e a empanada. Depois, deixavam a Galiza com a lembrança de uma delícia tipica feita com massa com recheios muito diferentes.
Bem, na última fase da Idade Media, quando o cereal mais recorrente era o milho, comia-se pão deste (aqui chamado de “broa”) e também uma empanada com sabor bem diferenciado pois o milho deixa o estômago bem satisfeito. Com o passar do tempo, o milho foi ficando marginalizado, mas estas empanadas mantiveram-se vivas em certas zonas do nosso país. Nas últimas décadas começaram a ganhar novamente muito prestígio, podendo encontra-las em muitas padarias galegas. Contudo, também podemos preparar uma boa empanada de milho em casa. Nas vilas piscatórias, como a nossa, costuma fazer-se com algum marisco. Nós, desta vez, optamos pelas “zamburiñas”, um molusco bivalve muito similar à vieira.
Certo que não é a opção mais económica para uma empanada, mas agora que se aproximam épocas festivas esta é uma ideia óptima para uma surpresa. Acham saborosa? Olhem!

 Empanada de milho e zamburiñas

Ingredientes:
Para a massa:
·         Para a massa madre: 25 g de farinha de milho, 25 g de farinha de trigo e 40 ml de agua morna.
·         300 g de farinha de milho
·         100 g de farinha de trigo
·         350 ml de agua quente
·         Uma colherinha de sal
·         Um ovo
Para o recheio:
·         10-12 zamburiñas (se não encontrarem, optem por vieiras)
·         2-3 tomates triturados
·         1 pimento vermelho
·         1 cebola
·         1 dente de alho
·         1 copo de vinho
·         Pimenta moída
·         Pimentão
·         Sal
·         Aceite

Elaboração:

Começamos fazendo a massa madre. Misturamos todos os ingredientes e deixamos repousar durante uma noite



No dia seguinte, juntamos a farinha de trigo e a de milho, a agua quente e o sal. Misturamos muito bem, tapamos e deixamos repousar até que duplique o seu tamanho.



 Enquanto deixamos que a massa fermente, preparamos o recheio. Primeiro trituramos o pimento, a cebola e o dente de alho. Fritámos estas verduras em duas colheres de azeite durante 5-6 minutos.




De seguido, adicionamos as zamburrinhas, misturamos bem e acrescentamos o vinho. Quando se evaporar, acrescentamos os tomates e cozinhamos durante 15-20 minutos. Temperamos com o sal, a pimenta moída e o pimentão. Reservamos.





A seguir, repartimos a massa em duas partes, estendemos uma delas sobre papel vegetal e colocamos sobre ela o recheio. Estendemos a outra e tapamos a nossa empanada. Fechamos bem os bordos, pintamos com o ovo batido e vai ao forno pré-aquecido a 220º (calor de baixo e de cima), durante 25 minutos, aproximadamente.




Deixamos arrefecer um pouco e já está pronta a comer! Esperamos que gostem dela ;) 
Aquí, na nossa casa, apenas durou uns minutos. Saborosíssima! Abraços desde a Galiza!








26 de agosto de 2016

Palmieres e a gulodice de um simples pedaço de massa



Uma placa de massa folhada no congelador ... hummm. uma volta pelas minhas leituras do Feedly e vejo os palmiéres da Rita, La Dolce Rita. Pronto, está a decisão tomada e nem o calor me afasta da cozinha sem aquelas bolachinhas deliciosas estarem prontas.

O melhor é passarem pelo video da Rita, para perceberem melhor a técnica, ok? Já que posso não ter sido muito clara.




(Fonte: La Dolce Rita)
Ingredientes:
1 placa rectangular de massa folhada
Acúcar q.b.

Preparação:
Polvilhe a massa folhada com açúcar e calque com o rolo da massa. A intenção é fazer aderir o açúcar à massa sem a esticar.
Volte a massa do outro lado e repita a operação.
Com o lado mais comprido virado para si, encontre o meio da massa e dobre cada um dos lados para o centro, deixando um ligeiro espaço entre cada "folha" dobrada. Polvilhe com açúcar e calque com o rolo da massa.
Repita a operação mais duas vezes e no fim sobreponha os dois lados de forma a ficar um rectagulo estreito de massa. mais açucar de um lado e doutro e com uma faca afiada corte pedaços com cerca de 1 cm de largura.
Coloque a massa com as dobras voltadas para cima num tabuleiro coberto com papel vegetal, deixando espaço entre eles, e leve a assar em forno pré-aquecido a 170º até ficarem dourados e estaladiços. A meio da cozedura volte-os e deixe dourar do outro lado.
Deixe arrefecer e guarde numa caixa hermética.

19 de agosto de 2016

Croissants ... tão bons



Não sendo um dia muito quente, daqueles que nos afastam do forno e apetecendo um coisinha doce, mas que não seja tão doce assim (não é pelas calorias, que a manteiga está cá para estragar essa festa), não deixem de experimentar estes croissants que já devem ter dado a volta à blogosfera umas duas vezes. Dificuldade só para quem quem, como eu, não se entende muito bem com massas mais gordurosas e com o rolo da massa, mas o esforço compensou, embora lá por casa ficasse a nota de que "se fossem um bocadinho mais doces...".
Por mim achei-os deliciosos e, no dia seguinte, estando a massa mais dura, foi só abri-los a meio e torrá-los. Que delicia.




(Fonte: Ponto de Rebuçado, numa receita adaptada da Susy Simbólica)
Ingredientes:
500 gr. de farinha sem fermenteo
1 saqueta de fermento de padeiro seco (uso Fermipan)
125 gr de leite
125 gr de iogurte natural
6 colheres de sopa de açúcar - mais, se gostar dos croissants mais doces)
1/2 colher de chá de sal
2 ovos médios
cerca de 100 gr. de manteiga sem sal amolecida
Leite para pincelar e açúcar em pó para polvilhar

Preparação:
Bimby:
No copo deite o leite, o açúcar e o fermento e programe 2 min./37º/vel 1.
Junte a farinha, o iogurte, o sal e os ovos  e programe 5 min/vel espiga.
Se a massa ficar demasiado pegajosa adicione um pouco mais de farinha.
Separe a massa em 8 bolinhas de tamanho igual e estique uma a uma com o rolo da massa até obter o tamanho de um prato normal.
Pincele cada camada com a manteiga amolecida (não derretida) e vá sobrepondo umas sobre as outras até chegar à ultima camada que não deve levar manteiga.
Estique o conjunto de discos de massa sobrepostos até obter o tamanho de uma pizza familiar (a minha ficou mais pequena, mas eu e o rolo da massa ....).
Corte 12 triângulos e enrole cada um partindo da parte mais larga até à mais fina.
Coloque-os num tabuleiro forrado com uma folha de papel vegetal e deixe levedar num sitio morno, por cerca de 1 hora.
Findo esse tempo pincele os croissants com o leite e salpique com açúcar granulado.
Leve ao forno pré-aquecido a 180º, por cerca de 15 minutos.
Retire do forno e polvilhe com açúcar em pó.

6 de junho de 2016

Creme de couve roxa






Não, nunca tinha pensado em utilizar a couve-roxa para fazer uma sopa. Provavelmente por estar tão habituada em usá-la em saladas, mas a verdade é que couve-roxa é couve e se é couve porque não acabar em sopa? Só quando vi este post no Santa Melancia é que fiquei curiosa. Suficientemente curiosa para a experimentar .
O sabor é ligeiramente ácido, tal qual o sabor da couve -roxa, claro. Para quem gosta é uma delicia, para quem não gosta tanto terá que reduzir a quantidade de couve-roxa ou acrescentar um ingrediente com mais doce (cenoura, batata ou abóbora por exemplo, embora a receita original desta sopa tenha a intenção de ser um momento detox para o nossos organismo).


(Fonte: Santa Melancia)
Ingredientes:
1 couve roxa pequena
1 couve-flor pequena
1 cebola roxa
1 dente de alho
Sumo de limão
Azeite q.b.
Água q.b.
Sal q.b.
Salsa picada para guarnecer

Preparação:
Numa panela coloque a cebola às rodelas ou meia s-luas, o alho esmagado, a couve roxa em juliana e a couve-flor cortada em floretes.
Junte água até quase cobrir  os vegetais, juntar umas gotas de sumo de limão e deixar cozer até os legumes estarem macios.
Triture com a varinha mágica e acrescente água até obter a consistência desejada.
Tempere de sal, junte um fio de azeite e sirva polvilhada com salsa picada.

4 de maio de 2016

Pão de figos, nozes e cevada



Há coincidências felizes. Uma destas semanas que passou, enquanto imaginava o pão que iria fazer para os meus lanches e que obrigatoriamente teria figos e café, a Inês, autora do lindíssimo "Ananás e Hortelã" lembrava na sua página do facebook uma receita mais antiga do seu blogue: precisamente um pão de figo e nozes. Se houvesse alguma réstia de indecisão, ela desapareceu nesse momento. Alterando as farinhas de acordo com o que havia no armário e acrescentando 2 colheres de Pensal. Ficou uma delicia.



Ingredientes:
175 gr. de farinha T65
100 gr. de farinha de centeio
75 gr. de farinha de espelta
2 colheres de sopa de Pensal Aveia e Cevada
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
100 ml de mel
375 ml de iogurte natural
100 gr. de nozes
100 gr. de figos secos

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 170º.
Unte uma forma retangular com manteiga e forre com papel vegetal (usei uma forma de silicone)
Numa tigela grande misture as farinhas, o Pensal, o sal, o bicarbonato, os figos cortados em pedaços e as nozes partidas.
Noutra taça misture bem o iogurte e o mel.
Adicione esta misture, aos poucos, à taça das farinhas e envolva, com a ajuda de um garfo até os ingredientes estarem todos ligados. O resultado é uma massa bem espessa.
Transfira a massa para a forma e leve a cozer por 40 a 60 minutos. Faça o teste do palito para ver se está pronto.
Desenforme sobre uma grade e deixe arrefecer antes de cortar.

23 de março de 2016

Um quickbread do Jamie


Ao passear pelo blog "As Receitas lá de Casa", da Maria João, dei com uma receita de um pão rápido, um quickbread, portanto, que me deixou de imediato em transe. Adoro receitas destes pães rápidos, que se fazem com iogurte e bicarbonato de sódio e, por isso, não necessitam de fermentação (encontram algumas deliciosas no "Anasbageri"). Adoro pães de centeio e adorei o facto de a Maria João ter adaptado a receita ao robot de cozinha. Não que não seja necessário o robot de cozinha para estas massas tão práticas, mas às vezes sabe bem simplesmente deitar todos os ingredientes no copo da Bimby e deixá-la trabalhar. 
A receita vem do livro "Receitas Saudáveis" do Jamie Oliver, que mal sabia eu que havia de acabar na minha estante (por enquanto ainda paira entre a mesinha de cabeceira e o sofá) por via de uma prenda de Natal atrasada, mas repito-a aqui, por mão da Maria João a quem segui o exemplo juntando as sementes e acrescentei as passas que, naturalmente, acabaram meio moídas pela Bimby no meio da massa com um resultado maravilhoso. 

Ingredientes:
250 gr. de farinho de trigo integral
100 gr. de farinha de centeio
50 gr. de floco de aveia
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal grosso
1 colher de sementes de girassol (acrescento da Maria João)
1 colher de sementes de linhaça (acrescento da Maria João)
1 mão cheia de passas de uva (acrescento meu)
1 ovo grande
2 iogurtes naturais



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º e prepare um tabuleiro polvilhando-o com farinha (usei uma forma retangular).
Numa taça bata o ovo com os iogurtes e reserve.
Coloque os ingredientes secos numa taça grande e envolva bem.
Junte a mistura de ovo e iogurte e misture com a ajuda de um garfo. Quando a massa começar a ficar mais coesa, cabe de amassar com as mãos ligeiramente enfarinhadas. Em alternativa use a bimby: 10 segundos/vel. 5/1 minuto/Espiga.
Transfira a massa para uma forma retangular (ou faça como o Jamie: use um simples tabuleiro, dando-lhe a forma que quiser e achatando-o até ficar com 3 cm de altura), dê uns golpes leves com uma faca e leve a cozer durante 35-40 minutos.
para verificar se o pão está pronto, bata com os nós dos dedos por baixo, se o som for oco está cozido.
Deixe arrefecer sobre uma grelha.

3 de fevereiro de 2016

Pão de chia, quinoa e trigo sarraceno



Desde que criei este blogue e comecei a partilhas os pães que de vez em quando se fazem na minha cozinha, nunca pensei que chegasse o dia que vos viesse dizer que fiz um pão que não me agradou por aí além. Eu que nutro um amor incondicional pelo pão, mesmo que tantas vezes o tente afastar da minha mesa.
Ora, então, o que se passou com este pão? É um pão especial, sem gluten (não, não sou alérgica ou intolerante ao gluten, nem aderi à moda do "sem gluten", mas é sempre interessante um pão sem trigo, o rei dos cereais) e feito com ingredientes especiais: chia, quinoa e trigo sarraceno (que não é trigo). Fiquei bastnate entusiasmada quando encontrei a receita. Por coincidência, uns dias de o fazer, dei com uma publicação num site (não me lembro onde...) que se referia aos pães de quinoa como sendo muito sensaborões. Hummm...então tanta gente a dizer que o pão é espectacular e tal e estes vêm dizer que afinal não é nada assim? E até sugeriam juntar café para lhe dar "vida ". O facto é que ignorei esta sugestão e lancei-me na aventura tão simples de recriar este pão. As receitas publicadas apresentavam-no como pão de chia e quinoa ou como pão de chia e trigo sarraceno, eu fiz um de chia, quinoa e trigo sarraceno para aproveitar os ingredientes que tinha em casa, mas o resultado final não me conveceu. Primeiro há sempre o sabor intenso do trigo sarraceno, que apesar de já estar habituada, é sempre um sabor que se estranha à primeira dentada (talvez um pão só de quinoa ultrapasse esse questão), depois temos um pão com uma boa crosta e um miolo denso como eu gosto, mas ... frio. Sim, é um pão frio. Não sei como explicar melhor, mas foi essa a sensação que me deixou cada fatia deste pão e eu não gosto de comer comida fria, a não ser em pic-nics.

Tendo em conta que os ingredientes que fazem este pão não são ingredientes baratos e que a margem de sucesso pode ser reduzida, não é provável que volte a experimentar esta receita tão cedo, de qualquer modo fica aqui a partilha. Se experimentarem (pelo menos muitos curiosos vai haver...), partilhem também.


(Fonte: The Healthy Chef)
Ingredientes:
300 gr. de grãos de trigo sarraceno e/ou quinoa (usei parte de uns e outros em conformidade com o que tinha na despensa)
60 gr. de sementes de chia
1 chávena de água
60 ml de azeite
1/2 colher de chá de sal
1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó ou 1/2 colher de chá de bicarbonato de soda + sumo de 1/2 limão

Preparação:
Aqueça o forno a 160º (com ventoinha ligada).
Forre uma forma rectangular com papel vegetal e reserve.
Demolhe os grãos de trigo sarraceno e/ou quinoa em bastante água.
Demolhe as sementes de chia em 1/2 chávena de água durante cerca de 30 minutos, até "gelificarem".
Coe muito bem a água os grãos de de trigo e/ou quinoa e coloque-os no robot de cozinha, acrescente o "gel" de chia e os restantes ingredientes.
Triture durante 3 minutos, até obter uma massa mas com alguns grãos inteiros.
Leve ao forno a cozer por cerca de 1hora e 15 minutos.
Retire do forno e deixe arrefecer, dentro da forma, por 30 minutos.
Desenforme e deixe arrefecer completamente, sobre uma grande, antes de servir.
Pode guardar no frigorífico, num saco bem fechado, até 1 semana.

25 de janeiro de 2016

Bolo de tangerina e mirtilos


Frutos
Pêssegos, peras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma da sílabas:
tangerina, tangerina
Eugénio de Andrade

Encheu-se a casa de tangerinas. Doces e tão aromáticas. Uma dessas prendas de vizinhos generosos, que nos sabem tão receber. E como tudo o que nos faz feliz deve ser partilhado, oferece-vos uma fatia deste bolo com sabor a tardes de aconchego. A receita fui encontrá-la num doce blogue, o "Coco e Baunilha", a que acrescentei uma mão cheia de mirtilos, também eles uma oferta generosa e que congelei para poder saborear o Verão nos dias mais frios de Inverno.

(Fonte: Coco e Baunilha)
Ingredientes:
3 tangerinas de casca fina
Sumo de 2 tangerinas
1/4 chávena de mirtilos (opcional)
180 gr. de açúcar amarelo (usei açúcar branco)
50 gr. de azeite (usei óleo de girassol)
1 iogurte natural
4 ovos (só usei 3, por serem grandes)
300 gr. de farinha
2 col. chá de fermento em pó
Essência de baunilha a gosto
Para a base da forma:
3 a 4 tangerinas finamente laminadas
3 col. sopa de açúcar amarelo



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Comece por untar uma forma com cerca de 22 cm de diâmetro e forrar o fundo com papel vegetal.
Polvilhe o fundo com o açúcar (as 3 colheres de sopa para a base) e distribua as rodelas de tangerina laminadas pelo fundo.
Bimby:
No copo coloque as tangerinas cortadas em pedaços (com a casca e sem caroços), juntamente com o sumo de tangerina e triture 15 seg./vel. 9.
Junte o açúcar, o óleo, o iogurte e os ovos e programe 3 min./37º/vel. 4.
Adicione a farinha, o fermento e essência de baunilha e envolva 15 seg./vel. 3.
Acrescente os mirtilos, envolvendo cuidadosamente coma espátula.
Deite a massa na forma por cima das rodelas de tangerina, com cuidado, para não as deslocar.
Leve ao forno por cerca de 40 minutos, até o bolo estar cozido.
Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar.

Tradicional:
Raspe a casca das tangerinas e reserve.
Bata a polpa e o sumo das tangerinas no liquidificar e verta para uma taça grande.
Acrescente o açúcar e os ovos e bata, com a batedeira, durante 5 minutos.
Adicione as rapas reservadas, o óleo e o iogurte e bata novamente, até obter uma mistura homogénea.
Junte os mirtilos, a farinha, o fermento e essência de baunilha e envolva bem.
Deite a massa na forma por cima das rodelas de tangerina, com cuidado, para não as deslocar.
Leve ao forno por cerca de 40 minutos, até o bolo estar cozido.


Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar.

23 de junho de 2014

Ai os morangos...



.... Que nestes dias modernos me baralham as estações. É vê-los a aparecer em Janeiro, grandes e carnudos, a tentarem-nos sem qualquer pejo, como se o Verão estivesse já aí ao virar da esquina. Depois chegam as cerejas, essas no tempo certo, e os morangos, que, agora sim, estão no seu esplendor de sabor, é vê-los tímidos, quase desaparecidos. De tal maneira que a semana passada quis fazer uma sobremesa com morangos e tive que usar  uma compota (homemade, vá lá) para lhe dar a cor e o sabor, porque não os via em lado nenhum. Nem supermercados, nem em bancas de estrada. Que o frio fora de época foi mau, mas que vindo o calor a sério tê-los-emos de novo. É o que dizem. Por isso sempre que os vejo, agarro-os como se fossem os últimos e trago-os comigo para não lhes dar descanso. Ainda prefiro comê-los assim, ao natural, mesmo sem açúcar se a sua doçura o permitir, mas a estes dei-lhes outro destino, seguindo as pisadas da Susana Gomes.


 
Gelatina morango-maçã
(Fonte: "Velocidade colher - Entre Tachos e Bimby", de Susana Gomes)
Ingredientes:
500 gr de água
250 gr. de morangos
1 maçã descascada
60 gr. de açúcar (a Susana indica açúcar amarelo)
2 colheres de sopa de ágar-ágar.
 
Preparação (modo Bimby):
Coloque no copo a água, a fruta e o açúcar e triture 1 min./vel.9.
Programe 8 minutos /100º/vel. 1.
Junte o ágar-ágar e programe 7 minutos/Varoma/Vel. 3. (Se usar folhas de gelatina, demolhe-as em água fria, escorra e junte à mistura no fim do passo anterior, apenas para que se dissolvam).
Coloque numa forma molhada ou forminhas individuais e leve ao frigorifico até solidificar.
 
Para o modo de preparação tradicional...vejam o livro, que vale bem a pena.

19 de setembro de 2013

Quickbread de maçã e tomilho / Aple and thyme quickbread

Passeando por outros blogues reencontrei no "Sabores com História" este pão delicioso da Ana. Ficou de imediato feita a escolha para o pão da semana. Este saiu um pouco mais tosco, mas sempre saboroso. Juntei-lhe maçãs e tomilho a antecipar os dias de Outono que se aproximam. 
 
 

 (Fonte: Anasbageri - A Padaria da Ana recordada por Sabores com História)  
Ingredientes:
200 gr de farinha de trigo
100 gr de farinha de espelta
50 gr de farinha integral
100 ml de leite
1 iogurte natural (120 ml)
1 colher de sopa de óleo
1 colher de sopa de mel
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 maçã Royal Gala cortada em pedaços
2 hastes de tomilho (só as folhas)
Geleia para pincelar (opcional)


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Barre uma forma de pão ou de bolo inglês com manteiga e forre com papel vegetal (usei uma forma de silicone, pelo que saltei este passo).
Misture os ingredientes secos numa taça grande.
Noutra taça  misture o leite, o iogurte, o óleo e o mel.
Junte a maçã e as folhas de tomilho à mistura de farinha.
Acrescente os ingredientes líquidos e misture tudo rapidamente.
Coloque a massa na forma.
Leve ao forno durante, aproxidamente, 30 minutos, fazendo o teste do palito para ver se está cozido.
Desenforme e deixe arrefecer sobre uma grade.

In English:

Strolling through other blogs rediscovered in "Sabores com História" this delicious Ana`s bread. I immediately made the choice for the bread of the week. This came out a little rough, but always tasty. I added some apples and thyme in the gough to anticipate the days of autumn approaching.


(Source: "Anasbageri - A Padaria da Ana", remembered by "Sabores com História")
Ingredients:
200 g all purpose flour
100 g spelt flour
50 g wholemeal flour
100 ml milk
1 natural yogurt (120 ml)
1 tablespoon oil
1 tablespoon honey
1 teaspoon salt
1 teaspoon baking powder
1 teaspoon baking soda
1 Royal Gala apple cut into pieces
2 stems of thyme (leaves only)

Preparation:
Preheat the oven to 180º C / 350º F.
Grease a loaf pan or an English cake tin with butter and line it with parchment paper (I used a silicone tin, so I skipped this step).
Combine the dry ingredients in a large bowl.
In another bowl mix together  milk, yogurt, oil and honey.
Add the apple and thyme leaves to the flour mixture.
Add the liquid ingredients to the dry ones and mix everything quickly.
Place the dough in the loaf pan ou cake tin.
Bake for approximately 30 minutes, doing the toothpick test to see if it's cooked.
Unmold and let it cool in a wire rack.

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