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28 de setembro de 2017

Palmiéres de maçã



 
 
Para o desafio mensal do "Intrusa na Cozinha", que tem por tema a maçã, preparei estes palmiéres, que já de si dispensam qualquer apresentação e a que o recheio de maçã tornou ainda mais gulosos, tanto que mal sobraram para contar a história no dia seguinte. 



Ingredientes:
1 placa de massa folhada rectangular.
3 maçãs, descascadas e descaroçadas
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de água

Preparação:
Comece por cozer a maçã, cortada em pequenos pedaços, com o açúcar e a água num tacho tapado, em lume brando/médio até a maçã estar amolecida (cerca de 15 a 20 minutos). Vá vigiando para que não deixar secar.
Triture até obter um puré macio e reserve.
Abra a massa folhada sobre a bancada e com o lado mais comprido virado para si, encontre o meio da massa e espalhe cerca de metade do puré de maçã, deixando um pequeno espaço livre no meio.
De seguida, dobre cada um dos lados para o centro, deixando um ligeiro espaço entre cada "folha" dobrada. Espalhe metade do recheio sobrante pelas duas folhas.
Volte a dobrar cada uma das folhas do exterior para o centro e espalhe o restante puré de maçã sobre cada lado e no fim sobreponha os dois lados de forma a ficar um rectagulo estreito de massa.
Ao dobrar a massa não aperte muito para que o recheio não se espalhe para fora.
Se quiser uns palmieres mais escurinhos polvilhe com bastante açúcar de um lado e doutro.
Com uma faca afiada corte pedaços com cerca de 1 cm de largura.
Coloque a massa com as dobras voltadas para cima num tabuleiro coberto com papel vegetal, deixando espaço entre eles, e leve a assar em forno pré-aquecido a 170º até ficarem dourados e estaladiços. A meio da cozedura volte-os e deixe dourar do outro lado.
Deixe arrefecer e guarde numa caixa hermética (se sobrarem...)
 
 
 
 

10 de agosto de 2017

Tarte de pêra e mirtilo

 
 
Lá em casa umas das nossas sobremesas favoritas são as tartes de fruta. Tartes simples compostas por uma base de massa crocante e o recheio 100% (ou quase) de fruta, de preferencia maçã, sózinha ou acompanhada, mas quase qualquer fruta serve. Estas tartes são sobremesas sempre apreciadas por todos e fazem-se num abrir e fechar de olhos, mesmo quando preparamos nós a massa. Na verdade, o que demora mais é descascar a fruta.
E porque gostamos tanto de tartes de fruta, a Susana, do blogue "Basta Cheio", deu-me a  desculpa perfeita para correr para a cozinha e preparar mais uma tarte de fruta, tema de mais uma edição do desafio "Sweet World". A generosidade de amigos tinha-nos presenteado com uma quantidade de peras que começavam a amadurecer sem piedade, por isso, desta vez, as maçãs ficaram de lado, para dar lugar às peras que recebram a companhia dos mirtilos que tenho sempre na gaveta do congelador. Não é preciso muita imaginação para adivinhar que o sabor ficou esplendido e que esta combinação acabrá por regressar à nossa mesa.

Ingredientes:
Para a massa:
250 gr. de farinha de trigo
125 gr. de manteiga bem fria, em pedaços pequenos
85 gr. de açúcar amarelo
1 ovo
Para o recheio:
500 gr. de pêras maduras (peso depois de descascadas e descaroçadas)
1 mão bem cheia de mirtilos (usei congelados)
2 colheres de sopa de doce de mirtilo
1 colher de sopa bem cheia de farinha
1 colher de sopa bem cheia de açúcar amarelo
Geleia para finalizar
Gelado de baunilha para servir (opcional)



Preparação:
A massa:
Se possível reduza o açúcar a açúcar em pó (Bimby: 15 seg./Vel. 9) e reserve. Se não tiver robot de cozinha capaz desta tarefa use o açúcar normal.
Na taça do processador de alimentos coloque a farinha e o açúcar e junte a manteiga.  Processe até obter migalhas grossas.
Junte o ovo e volte a misturar.
Forme uma bola com a massa e guarde no frio durante 30 minutos.
(Bimby: depois de pulverizar o açúcar, acrescente os restantes ingredientes e programe 15 seg./vel. 5)
Findo esse tempo, estenda cerca de 2/3 da massa sobre uma folha de papel vegetal dando-lhe a forma circular e forre uma forma de fundo amovível com cerca de 20 cm de diâmetro (não retire o papel vegetal). Apare as bordas da massa.
Estenda a restante massa sobre uma superficie enfarinhada e com uma cortador de bolachas corte várias flores (ou simplesmente faça tiras para sobrepor em grade sobre a fruta).
O recheio:
Descasque as pêras, descaroce e corte-as em quartos. Coloque-as numa taça com água e sumo de limão para atrasar a oxidação.
Coe a água das pêras e polvilhe-as com a farinha e o açúcar. Envolva.
Barre o fundo da tarte com o doce de mirtilo.
Coloque as peras em circunferencia na massa, acomodando bem cada pedaço, com o lado concavo para baixo.
Espalhe os mirtilos entre as peras.
Coloque as flores de massa sobre a fruta. 
Leve ao formo pré-aquecido a 180º (com função ventoinha) e asse, durante cerca de 30 a 40 minutos, até a massa estar dourada e a compota borbulhar junto às laterais.
Quando estiver pronta retire do forno e pincele com a geleia derretida.
Deixe arrefecer antes de desenformar.
 
 

1 de agosto de 2017

Trifle de ananás


Dizem os antigos que o o primeiro dia de Agosto é o primeiro dia de Inverno. Que o Verão se está para ir. É certo que atualmente o tempo está incerto e nem sabemos muito bem quando é que temos dias de verdadeiro Verão, pelo menos aqui pelo norte. Das minhas memórias de infância o calor de Verão começava em Junho e mantinha-se  até Outubro, quando se iniciavam a escola, mas é verdade que o mês de Agosto, embora fosse quase o pleno do Verão, era, de facto, o último mês de praia. 
Esquizofrenices meteorológicas à parte, Agosto continua a ser o mês mais concorrido para férias, continuamos a esperar dias de calor, sol, praia e mar, por isso o mês começa com mais um desafio do "Dia 1 na Cozinha" e hoje temos uma sobremesa fresca em camadas
 
 


(As receitas para a camada de natas e de creme custarda vieram do blogue "Lemon and Vanilla")
Ingredientes:
1 pacote de gelatina de ananás
1 lata pequena de ananás em calda
Para a base:
100 gr. de bolacha torrada
2 colheres de sopa de manteiga
Para a camada de natas:
2 folhas de gelatina
200ml de natas´
100 gr. de queijo mascarpone
4 colheres de sopa de açúcar em pó
Para o custard:
100ml de natas
350 ml de leite gordo
2 gemas de ovo L
1 e 1/2 colher de sopa de Maizena
100 gr de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 folhas de gelatina
200 ml de natas

Preparação:
Comece por preparar a gelatina de ananás segundo as instruções da embalagem, mas usando apenas metade da quantidade de água indicada nas instruções e reserve até arrefecer.
Pique a bolacha com a manteiga, num processador de alimentos e leve ao forno, a 180º, até tostar ligieramente. preencha o fundo de um pirex com a mistura e calque bem.
Corte 2 rodelas a meio (ou mais, dependendo do tamanho do pirex) e coloque-as ao alto com o corte para baixo pousado nas bolachas.
Espalhe por cima das bolachas mais 2 rodelas de ananás cortadas em pedaços.
Por cima verta a gelatina e leve ao frio para solidificar
Prepare a camada de natas:
Demolhe as folhas de gelatina em água fria durante 5 minutos.
Aqueça as natas até quase levantar fervura, retire do lume, junte as folhas de gelatina bem espremidas e mexa até dissolverem.
Acrescente o mascarpone e o açúcar e bata até obter uma mistura cremosa.
Para o creme custard:
Bimby:
Coloque todos os ingredientes no copo e misture 30 segundos/vel. 4.
Programe 8 minutos/90º/vel. 2 e 1/2.
Verta para uma tigela e tape com pelicula aderente, que deve ficar mesmo juntinha ao creme, e deixe arrefecer.
Quando a gelatina tiver solidificado acrescente metade do creme de natas, de seguida uma camada de custarda (não usei todo) e, de seguida, a segunda camada de natas.
Distribua ananás cortado em pedaços no topo e polvilhe com mistura de bolacha que tenha sobrado.
Leve ao frio até refrescar bem e sirva.


 





23 de julho de 2017

Estufado de vegetais


Eu não gostava de vegetais e passei a gostar quando o meu paladar despertou para novos sabores e, irremediavelmente, para novos ingredientes. Nesse momento a minha curiosidade pela cozinha e pelo ato de cozinhar também começou a crescer. Aventurei-me a aprender por aqui e este foi uma das minhas primeiras experiencias pela cozinha vegetariana. De vez em quando volto a este prato porque é simples de fazer, surpreendemente saboroso com a presença do milho e posso congelar em doses individuais para me precaver contra a falta de tempo, vontade ou inspiração para preparar uma marmita. E, assim, chega mais uma receita para o desafio da Marta.
 


Ingredientes:
1 lata pequena de milho, escorrida
1 cubo de espinafres congelados (previamente descongelados e escorridos)
150 gr. de cogumelos brancos
1 cebola
1 lata pequena de tomate em pedaços (não usei, acrescentei apenas 2 colheres de sopa de polpa de tomate)
Água ou caldo de legumes
1 dente de alho
Azeite q.b.
Sal q.b.
Piri-piri a gosto

Preparação:
Limpe os cogumelos com papel de cozinha e retire o talo (guarde-os para fazer um caldo de legumes).
Corte os cogumelos em fatias e reserve.
Num tacho coloque um fio de azeite e junte a cebola e o dente de alho esmagado.
Deixe refogar um pouco só até a cebola amolecer e então juntar os restantes ingredientes e temperar a gosto.
Acrescente um pouco de água ou caldo de legumes e deixe refogar, em lume baixo, por cerca de 30 minutos.
Comece-seassm, simples, ou com um ovo escalfado ou como bem lhe aprouver.

17 de julho de 2017

Polenta de pequeno almoço

 
 
Confesso que me admirei com o ingrediente que a Marta escolheu para o desafio deste mês: o milho. É que quando penso em milho vem-me logo á ideia a controversa dos transgénicos e por isso não é um ingrediente que use muito o ano todo. Normalmente fica reservado para as saladas de Verão e uso-o sobretudo sob a forma de congelado ou enlatado, isto se não falar da famosa Maizena, que mais não é que amido de milho.
Porque o tema surgiu acabei por refletir na injustiça que lhe tenho feito. Afinal o milho está enraizado na nossa cultura popular. Os campos de milho abundam e sempre abundaram muito antes ainda da tal polémica e com ele se faz a tão famosa e deliciosa broa de milho, de que me ainda lembro de as ver enormes sobre o balcão da mercearia e a ser vendida pedaço a pedaço, com uma côdea bem forte que eu adorava. Nas Beiras adoça as mesas com as papas de carolo e além de alimentar as mesas, alimenta as tradições com as desfolhadas que ainda se fazem pelas eiras e quinteiros do nosso Portugal rural. E até direito teve a ser eternizado numa canção, pela voz da poderosa Simone de Oliveira, que pelo do pouco que me lembro também teve o seu quê de polémico.
Bom, justiça feita ao nosso milho, aproveitei para alargar o meu horizonte gastronómico e escolhi a farinha de milho com ingrediente para fazer uma polenta cremosa de pequeno-almoço.
É uma receita fácil, mas demorada porque a farinha de milho requer tempo para ser hidratada e cozinhar, mas valeu a pena e tal como as papas de aveia ou de trigo sarraceno ou de millet permitem uma variedade considerável de variações. 


(Fonte: Heartbeet Kitchen)
Ingredientes:
1/2 chávena de farinha de milho (da mais grossa)
2 chávenas de leite de amêndoa (+ 1/3 de chávena)
1 pitada de sal
1 pitada de canela (opcional)
1 colher de chá de macca
2 colheres de chá de mel
Mirtilos a gosto
Iogurte natural
Topings a gosto (granola, frutos secos, sementes) - opcional

Preparação:
Comece por colocar os mirtilos num tachinho com 1 colher de chá de mel e leve a lume médio/brando, mexendo de vez em quando até os mirtilos se começarem a desfazer ligeiramente. Reserve.
Misture muito bem a farinha com a canela e a macca (o pó de macca é muito fininho e cria grumos com muita facilidade).
Num tacho junte as 2 chávenas de a bebida de amêndoa, o sal, 1 colher de chá de mel e a farinha de milho.
Deixe levantar fervura, mexendo sempre sem parar, para evitar que se criem grumos.
Reduza o lume para o mínimo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. A polenta deve continuar a ferver ligeiramente, soltando pequenas bolhas durante cerca de 30 minutos.
Quando ao mexer a polenta deixar de agarrar às laterais do tacho, está pronta.
Retire e junte o restante leite de amêndoa, mexendo para se tornar mais cremosa.
Sirva de imediato com a compota de mirtilos e topings a gosto.

Nota: pode preparar de véspera e aquecer na hora de servir juntando mais um pouco de leite de amêndoa, mas como a polenta tende a endurecer ficará sempre menos cremosa e macia.
 
 

1 de julho de 2017

Gelado de ameixas assadas e coco






O mês é para abrir com gelados de fruta, dizem-me do grupo "Dia 1 na Cozinha". Então assim seja, mesmo que Verão ande incerto entre dias tórridos e dias de autêntica Primavera.
O gelado que vos trago não é muito doce, porque a ameixa quando cozinha tende a amargar. Para quem goste de doces "pouco doces" é uma boa sugestão, para quem goste um bom docinho então sugiro que acrescente açúcar às ameixas quando forem a assar. Também pode substituir o iogurte natural simples, por iogurte açucarado (normal ou grego) ou por iogurte de coco, já que este ingrediente também está presente.
 
Bom mês de Julho!


Ingredientes:
1 chávena de ameixas de S. João descaroçadas
1 colher de sopa de vinho do Porto
2 colheres de sobremesa de geleia de arroz (ou mel, mas a geleia de arroz é mais doce)
1/2 iogurte natural (ou açucarado ou grego ou de coco)
2 colheres de sopa de coco ralado

Preparação:
Leve as ameixas, misturadas com o vinho do Porto a assar em forno pré-aquecido a 200º, até os sucos começarem a caramelizar. Retire do forno e deixe arrefecer.
Quando arrefecer completamente junte os restantes ingredientes e misture com a varinha mágica até obter uma polpa cremosa.
Distribua pelas forminhas de gelado e leve ao congelador até solidificarem.
Para desenformar passe a forminha por água quente.

27 de junho de 2017

Pão rápido de chocolate e mirtilos


O desafio da Ana para este mês de Junho, o meu querido mês de Junho, é apresentar um pão com chocolate. Uma gulodice, não é? Pois, mas bem tenteado caba por ser uma gulodice mais pequenina, por isso optei por fazer um pão simples possível, com poucos ingredientes e a que dei um toque de Verão adicionando mirtilos. Segui-me por esta receita, mas confesso que dos pães rápidos que tenho feito esta é que menos me convenceu (a receita da Ana continua a estar no top das minhas preferidas), se bem que as partes que apanham os mirtilos são mesmo deliciosas.



Ingredientes:
1 chávena de farinha de trigo integral
1/2 chávena de farinha de espelta
1/2 chávena de flocos de aveia integrais
1/4 de chávena de cacau cru (ou chocolate em pó)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de mel (opcional)
1 chávena de buttermilk (1 chávena de leite + 1 colher de sopa de vinagre e deixar descansar 10 minutos) ou de iogurte natural
1 mão mal cheia de mirtilos secos
1 punhado de mirtilos frescos congelados

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 220º.
Misture os ingredientes secos numa taça.
Acrescente os mirtilos e envolva.
Numa taça mais pequena misture o butermilk/iogurte e o mel  e mexa.
Verta a mistura liquida sobre os secos e com uma colher de pau mexa muito bem até formar uma massa homogénea. A massa fica um pouco liquida.
Verta a massa para uma forma rectangular, previamente forrada com papel vegetal, e elve ao forno a assar por 30 a 40 minutos, até que a massa esteja seca (faça o teste do palito) e batendo com os nós dos dedos na base do pão perceba um som oco. Se necessário cubra o pão com papel de alumínio para não ficar muito queimado.

9 de junho de 2017

Camadas de iogurte com compota de cereja


Penso que quando nos iniciamos na lides culinárias começamos, mais ou menos, pelas mesmas receitas: aprendemos a fazer o imprescindível arroz nos salgados e nas doçarias começamos por coisas tão simples como um salame de chocolate, um bolo de bolacha ou uma sobremesa que eu adorava, de que não sei o nome, nem sei mesmo se tem nome oficial, mas que era tão simples qunato alternar numa taça camadas de mousse de chocolate (de pacote), bolacha Maria ralada e Chantilly (daquele de pacote) ou natas batidas. Era sempre um sucesso.
 
Hoje, para participar no desafio da Marta, trago-vos uma versão mais saudável dessa taça gulosa: camadas alternadas de skyr (sim, o skyr é um pouco moda, mas pela sua consistência torna-se perfeito para uma sobremesa simples. Estejam à vontade para usar iogurte grego ou iogurte natural), uma simples e outra misturada com macaccino e entre elas suma camada de granola simples. Para terminar: a cereja no topo da taça, já que é de cerejas que se vive este mês no "Intrusa na Cozinha".




Ingredientes:
Camadas de iogurte:
1 iogurte Skyr *
1 colher de chá de Macaccino Iswari (ou cacau ou chocolate)
1 colher de chá de mel
Granola **
1 colher de sopa de flocos de aveia grossos
1 colher de sopa de arroz tufado
1 colher de chá de mistura frutas Iswari
1 colher de chá de xarope de arroz ou mel
1 pitada de canela
Compota de cerejas:
150 gr. de cerejas
2 colheres de sopa de água
1 colher de chá de mel
1 colher de chá de sementes de chia

Preparação:
Comece por fazer a compota de cereja: coloque as cerejas num tachinho com 1 colher de chá de mel e 2 colheres de sopa de água. Deixe levantar fervura e mantenha o lume médio, durante cerca de 10 a 15 minutos, mexendo de vez em quando, até as cerejas começarem a amolecer.
Retire o taxo do lume, polvilhe com as sementes de chia e envolva bem, de forma a que as sementes não fiquem coladas umas às outras.
Deixe arrefecer completamente.
A Granola:
Toste a aveia, o arroz tufado e as sementes numa sertã, em lume alto. Quando começar a sentir o cheiro a tostado (não deixe queimar), retire e reserve.
Reduza o lume para médio e junte o xarope de arroz, quando começar a fervilhar acrescente a aveia reservada e envolva rapidamente com uma colher de pau até os cereais terem absorvido todo o xarope e polvilhe com canela.
Retira para um recipiente forrado com papel vegetal e deixe arrefecer.
As camadas de iogurte:
Divida o iogurte em 2 e a uma metade junte o macaccino e evolva muito bem. à restante metade junte o mel e mexa muito bem.
A taça:
No fundo da taça coloque a camada de skyr com macaccino
Polvilhe com a granola (que terá que desfazer com as mãos uma vez que o xarope de arroz além de adoçar, aglutina a granola em clusters).
Acrescente a camada natural com mel.
Por fim cubra com a compota de cereja.
 
*O Skyr é muito denso, pelo que não precisa de mais ingredientes para formar camadas espessas, mas pode substituí-lo por qualquer iogurte natural (1 iogurte e meio) e acrescentar uma colher de sopa de sementes de chia para formar uma mousse ou misturar o skyr com umas colheres de iogurte grego para o tornar menos denso, mantendo a firmeza de "mousse".
 
** Pode usar qualquer granola
 
 
 

1 de junho de 2017

One pot pasta

 
 
A abrir o mês de Junho, o grupo "Dia 1 na Cozinha" pede pratos de massa. Imagino quantas receitas irão desfilar, já que a massa é tão versátil que tão depresse se tranforma numa refeição de conforto num dia de Inverno frio, com numa refeição leve e fresca num dia de calor de Verão. Para esta edição uso um Liquini com pesto, um sabor fresco para o Verão, numa refeição prática, que se coznha num único recipiente, daí o nome "one pot". E para a tornar ainda mais prática lancei mão de ingredientes que são pouco amados nas cozinhas: as folhas verdes do alho francês e os talos mais grossos dos espargos, mas que são igualmente saborosos e muitissimo crocantes.


Ingredientes:
Linguine com pesto Milaneza q.b.
1 bife de peru
4 espargos (sem as pontas)
1 tomate maduro
Alho francês (só as pontas verdes)
1/2 cebola
1 dente de alho
Molho de soja q.b.
Sumo de limão q.b.
Oregãos q.b.
Azeite q.b.
Sal q.b.

Preparação:
Corte o peru em pedaços pequenos e tempere com sal e sumo de limão. Reserve no frio.
Para preparar os espargos corte as pontas do fundo (vá partindo com a mão até quebrarem facilmente, descarte a ponta mais fibrosa e se precisar, raspe um pouco a pelicula exterior). Escalde-os durante 3 minutos em água fervente e passe-os de imediato por água fria. Corte as pontas e reserve-as para uma salada.
Corte os caules em rodelas com cerca de 1 cm.
Lave bem as folhas verdes do alho francês e corte em fatias finas.
Corte a cebola em meias luas e pique finamente o alho.
Corte o tomate em quartos e retire as sementes.
Leve uma caçarola funda ao lume com um fio de azeite e salteie o peru, dourando todos os pedacinhos de ambos os lados. Tempere com um pouco de molho de soja
Com uma colher de pau raspe os sucos da carne, acrescente um fio de azeite e salteie a cebola, o alho, o alho francês e os espargos em lume médio, mexendo sempre para que o alho não queime.
Quando a cebola começar a quebrar, esprema o tomate com as mãos e misture, deixando cozinhar mais dois minutos. Tempere de sal, se precisar.
Junte a massa (cortando-a a meio se não couber na caçarola) e cubra com água.
Deixe cozinhar até a massa absorver a água (cerca de 10/12 minutos).
Regue com sumo de limão e polvilhe com orégãos.
Sirva quente.
 
 

29 de maio de 2017

Overnight Oats de alperce e cenoura


A começar o dia com um frasco cheio de sabor de aveia, alperces e cenoura...que me dizem? Esta é a última receita com cenoura que trago para o desafio da Marta, embora muitas outras tivesse a aguardar um protagonismo que lhes será, a seu tempo, concedido, mas não agora. Hoje fico por aqui, com uma receita saudável e fresca.






Ingredientes (para 1 dose):
2 alperces pequenos
1 colher de sopa de cenoura ralada
2 colheres de sopa de aveia
1 vagem de cardamomo (só as sementes)
1/2 chávena de bebida de aveia
Para servir:
Iogurte natural
Mel a gosto
Sementes de cânhamo
Nozes




Preparação:
Descaroce os alperces e corte em pedaços pequenos.
Coloque-os num frasco com a cenoura, as sementes de cardamomo, a aveia e a bebida vegetal.
Misture bem com uma colher e leve ao microondas durante 1 minuto e meio / 2 minutos (costumo vigiar e quando a mistura começa a ferver e alcança o topo do frasco desligo).
Deixe repousar um minuto e esfriar um pouco o frasco antes de o guardar no frigorífico até à manhã seguinte.
Sirva com colheradas de iogurte natural, mel e sementes de cânhamo.


26 de maio de 2017

Aveia de forno com cenoura, cacau e nozes



O mote está dado: mais uma receita com a cenoura como ingrediente. Desta feita para o pequeno-almoço (sim, leram bem) trago-vos duas formas de a fazer brilhar juntamente com a aveia: a primeira são estas papas de aveia de forno. Parece estranho, também me pareciam estranhas as receitas que ia encontrando de aveia com cenoura a chamar para a gulodice dos bolos de cenoura, mas como o desafio estava aí, resolvi experimentar e digo-vos que é mesmo bom.



Ingredientes:
1 chávena de flocos de aveia integrais
1/2 chávena de arroz puf
1 chávena de cenoura ralada
1 e 1/2 chávena de bebida de aveia
1 colher de chá de canela em pó
1 punhado de nozes partidas grosseiramente
1 colher de sopa de cacau cru em pó
2 colheres de sopa de sementes de girassol
1 colher de sopa de mel
1 ovo

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 170º.
Numa taça grande misture os ingredientes secos.
Numa taça mais pequena bata o ovo e acrescente o mel e a bebida de aveia, misturando bem.
Verta esta mistura sobre os ingredientes secos e envolva bem.
Transfira para uma forma rectangular e leve ao forno até a aveia estar cozida (faça o teste do palito).
Retire do forno e deixe arrefecer.
Sirva com iogurte e fruta a gosto. Se preferir divida em porções e congele, depois é só aquecer 1 ou 2 minutos no microondas e tem o pequeno-almoço pronto.



19 de maio de 2017

Bolo espelho


Parece que o fim de semana se avizinha calorento, por isso chegou a hora de publicar esta delicia que esteve a aguardar uns meses até se concretizar e finalmente aparecer por aqui. Então, vou-vos contar a sua história: A Ana do Anasbagheri tem um desafio mensal no blogue intitulado O Nosso Grande Bake Off, no qual participai duas vezes com os Jaffa Cakes e bolachas decoradas. As receitas escolhidas são sempre deliciosas e é por serem tão deliciosas que muitas vezes ficam guardadas: loge da vista, longe a tentação! 
Claro que este "bolo espelho" foi os de que me assustou de imediato, não necessariamente pelas várias camadas, mas pela cobertura. Nem pensar, como é que alguma vez iria conseguir fazer semelhante, mas depois de ver a bomba de cassis e chocolate branco, comecei a deixar-me tentar e acabei por começar a preparar o bolo. Azar dos azares, por esses dias comecei a sentir umas das minha disposições gástricas que se agravou com o cheiro da baunilha (escolhi fazer uma mousse de baunilha e de chocolate branco). Como o bolo tinha mesmo que ir ao congelador, lá preparei as camadas todas e congelei o bolo já prontinho na forma. Não o faria nesse fim-de-semana e acabei mesmo por o concluir muito tempo depois, quando decidi que já estava no congelador há demasiado tempo tudo e decidi terminar a empreitada. Dificil? Não, nem por isso e foi uma diversão e melhor ainda foi a parte de provar. Eu não estava nada convencida, mas o resultado foi ... uau!!!



Ingredientes:
Genoise:
2 ovos
70 gr. de farinha
70 gr. de açúcar
1 colher de sopa de manteiga derretida
raspa de casca de 1/2 limão
Mousse de baunilha da Ana: 
1 folha de gelatina
2 dl de natas com sabor a baunilha
2 dl de natas
150 gr. de chocolate branco picado finamente
Recheio:
100 gr. de doce de framboesa
1 folha de gelatina
Cobertura espelho:
100 g de açúcar
100 g de chocolate branco
100 g de glucose ou  xarope de milho branco claro (podem usar mel mas vai ficar mais escuro.)
50 ml de água
70 g de leite condensado
2 colheres de chá (rasas) de gelatina em pó misturada em 60 ml de água.
Corante alimentar vermelho

Preparação:
Genoise:
Pré-aqueça o forno a 170º. Barre uma forma e forre com papel vegetal.
Bata os ovos inteiros com o açúcar, em banho Maria, até o açúcar derreter e a mistura começar a encorpar.
Tire do lume e bata com a batedeira até a mistura duplicar de volume, obtendo um creme fofo e esbranquiçado.
Envolva a farinha peneirada e a casca de limão, com cuidado para não retirar ar à massa.
Misture um pouco da massa na manteiga derretida e depois verta esta mistura na massa e envolva cuidadosamente.
Transfira a massa para a forma e leve ao forno.
Vigie a cozedura, porque o bolo coze rapidamente. Retire do forno, desenforme e corte o bolo do tamanho da forma que vai usar.
Mousse de baunilha:
Coloque o chocolate numa taça.
Hidrate a folha de gelatina em água fria.
Aqueça as natas de baunilha até levantar fervura. Retire do lume e junte a folha de gelatina, bem espremida, mexendo até dissolver.
Verta as natas quentes sobre o chocolate e misture até o chocolate derreter e leve ao frio até solidificar.
Junte as restantes natas e misture até obter uma mousse leve. Reserve
Recheio:
Hidrate a folha de gelatina em água fria.
Aqueça o doce de framboesa e junte a folha de gelatina, bem espremida. Mesa até dissolver e verta para uma forma ou recipiente menor do que a forma que vai usar e leve ao frio até solidificar.
Cobertura Espelho: 
Leve ao lume o açúcar, o mel e a água e deixe levantar fervura (se tem termómetro até ao 103 graus.)
Num recipiente que suporte calor, coloque a gelatina em pó, o leite condensado e o chocolate branco picadinho.
Por cima deite a mistura de açúcar. Bata com a varinha mágica, misturando bem, mas sem criar bolhas de ar.
Junte umas gotas de corante até obter a cor pretendida.
Tape com película aderente colocada em contacto com o glaze para evitar criar uma película e leve ao frigorífico até solidificar.
Aqueça o glaze no micro ondas, ou em banho maria só até derreter.

Montagem do bolo:
Deite a mousse na forma e no centro coloque, cuidadosamente a gelatina desenformada.
Cubra com a genoise.
Leve ao congelador.
Desenformem com cuidado e retirem o papel vegetal. Eu usei pelicula aderente na forma para ajudar a desenformar melhor, mas que causou engelhas na superficie, por isso, se fizer assim, alise a superficie com uma faca ou espátula aquecida, se necessário, mas sem deixar derreter porque o bolo tem que estar bem frio para o glaze aderir.
Coloquem o bolo sobre um suporte (2 copos, por exemplo, dentro de um tabuleiro) e deitem a cobertura por cima, alisando com uma faca a parte inferior. Se em algumas partes parecer que a cobertura não está a aderir, aproveite o glaze que vai caindo no tabuleiro e com uma colher vá "despejando" o glaze até obter uma superficie uniforme.
Leve ao frio até servir.

10 de maio de 2017

Paris Brest




O gosto pela cozinha já me fez aventurar por novos sabores e ingredientes, alargando o leque de aromas e sabores com que se faz a minha cozinha. O desafio, claro está, acaba por se impor a quem partilha a mesa comigo e com quem partilho estas descobertas. Umas benvindas, outras nem por isso. Umas instalam-se definitivamente nos nossos hábitos alimentares, outras apenas passam por lá. 
A par destas pequenas conquistas, há também a conquista de experimentar e ir além do que me achava capaz e de cada vez que há um experiência com sucesso é o espanto: afinal até era fácil... Foi assim com uma receita que irei publicar em breve e que fez parte de um desafio (ao qual faltei na altura) lançado pela Ana e foi assim com esta receita do desafio do mês do "Sweet World" promovido pela Lia e pela Susana. A verdade é que se não tivesse superado o primeiro desafio dificilmente me teria lançado neste, por isso quando vi esta massa crescer no forno e sair de lá tão bonita só me perguntei porque é que não a havia feito antes e mesmo que lá em casa já me tivessem pedido para não abusar nas experiências de doces, é certo que é uma receita que se há-de-repetir e sem repetir recheios.
Embora quando esteja a testar uma receita pela primeira vez costume seguir a que me é apresentada à risca, desta vez decidi arriscar um bocadinho e adaptei a receita da Lia e a que tinha aprendido na escola "Segredos & Cozinha"e segui esta receita no que toca aos tempos de cozedura. Passem pelo "Lemon and Vanilla", leiam a história do Paris Brest e deixem-se inspirar pela receita original ou dêem asas à vossa criatividade.



Ingredientes:
Massa:
Ingredientes:
175 ml de água
60 gr. de manteiga
1 pitada de sal
100 gr de farinha de trigo
casca de limão
2 ovos
Recheio:
Gelado de baunilha q.b.
Compota de morango ou de frutos vermelhos q.b.
Morangos q.b.
Para finalizar:
Geleia (ou geleia gelatina)
Amêndoa laminada
Açúcar em pó

Preparação:
Leva-se a água ao lume, juntamente com a manteiga, o sal e a casca de limão.
Deixa-se levantar fervura e acrescenta-se a farinha de uma só vez.
Em lume médio mexe-se até a farinha cozer e a massa começar a despegar das laterais do tacho e começar a formar uma bola.
Retira-se para uma taça e deixa-se arrefecer um pouco.
Com uma batedeira com as pás colocadas misturam-se os ovos, um a um, e bate-se até obter uma massa lisa e brilhante e que despegue das mãos (não foi o caso da minha, mas o resultado final foi feliz).
Transfira para um saco de pasteleiro e deixe repousar durante 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200º e prepare um tabuleiro forrando com papel vegetal.
Faça círculos de massa com cerca de 5 cm de diâmetro e leve ao forno durante 20 minutos (não abra a porta). Reduza a temperatura para 160º e deixe cozer mais 15 minutos. Finalmente reduza para 140º e deixe no forno com a porta entreaberta por mais 10 minutos.
Desligue o forno e deixe descansar uns minutos antes de os retirar e transferir para uma rede.
Deixe arrefecer completamente antes de os finalizar e rechear:
Corte as argolas de massa a meio.
Torre ligeiramente as amêndoas.
Derreta a geleia com um pouco de água e pincele a parte superior dos paris Brest. Polvilhe com a amêndoa e com o açúcar em pó.
Sobre a parte inferior coloque gelado de baunilha a gosto (com uma colher ou com um saco de pasteleiro, conforme a sua habilidade, mas neste caso o gelado tem que estar suficientemente mole, o que pode comprometer o resultado final), cubra com a compota escolhida e guarneça com fatias de morango. Cubra com a metade do topo e sirva de imediato.

27 de abril de 2017

Bolinhos de arroz e coco


"Abril arrozes mil". Foi assim que a Marta anunciou o tema para o desafio do mês de Abril. O arroz sendo um companheiro fiel das nossas meses, pode apresentar-se de múltiplas formas, como acompanhamento mais ou menos simples, mais ou menos ornamentado (arroz branco, de forno, de açafrão, de legumes (muitos), á grega...), ou ser a base um rico prato principal (arroz á Valenciana, arroz de marisco, de polvo, de carnes), ou numa sopa tão boa para acalmar o estomago, ou até sob a forma de doce (não o costumo ter na minha mesa de festas, mas muitos são os que não dispensam um arroz doce) e foi nesta forma mais doce que decidi trazê-lo à mesa deste mês: bolinhos, não muito doces, mas muito húmidos, quase a fazer lembrar uma massa de amêndoa.

E como se chama esta flor? Bago de arroz!
 


Ingredientes:
1/2 chávena de arroz carolino Pato Real
250 ml de bebida de coco
100 ml de nata vegetal de coco
1 casca de limão + raspa de 1/2 limão
40 gr. de manteiga
100 gr. de açúcar
2 ovos
2 colheres de sopa de coco ralado
100 gr. de farinha T55 peneirada
1 colher de chá de fermento em pó

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Leve a bebida de coco ao lume juntamente com a nata vegetal e a casca de limão e deixe levantar fervura.
Acrescente o arroz e mantenha em lume baixo até o arroz absorver todo o liquido. Retire a casca de limão e deixe arrefecer.
Reduza o arroz a puré e bata juntamente com a manteiga e o açúcar até obter uma massa uniforme.
Acrescente os ovos um a um, batendo sempre em velocidade média/baixa.
Junte a raspa de 1/2 limão e o coco ralado e envolva a farinha e o fermento peneirados.
Distribua a massa por forminhas de queques (pode previamente forrá-las com massa folhada, se quiser) e leve ao forno durante 20 minutos ou até os bolinhos estarem dourados e passarem no teste do palito.

19 de abril de 2017

Bakewell Tart


Acompanho o desafio "Sweet World" desde que nasceu pelas mãos da Lia, do blogue "Lemon and Vanilla" e da Susana, do blogue "Basta Cheio" (e que vos garanto que merecem uma visita), mas esta é a primeira vez que participo. Tenho sempre a desculpa de que preciso cortar nos doces, mas desta vez, com uma tarte tão apropriada à época, deixei-me de queixumes que a mesa de Páscoa quer-se doce e bonita.
Então, a proposta para este desafio era fazer uma "Bakewell Tart", uma tarte com uma camada de doce de framboesa e outra de recheio de amêndoa. A sua história está tão bem contada pela Susana, que me dispenso de a contar aqui e convido-vos a passar pelo "Basta Cheio" para a conhecerem. Também podem ler mais aqui.
Para a minha tarte baseei-me um pouco nas receitas da Susana e da Lia: optei pela massa folhada (a preferida dos meus comensais) tal como a Lia e para o recheio segui de perto a receita da Susana, reduzindo substancialmente a manteiga no recheio. O resultado final? Uma tarte com uma base estaladiça e um recheio húmido, num contraste delicioso entre a amêndoa e o doce de framboesa.   


Ingredientes:
1 embalagem de massa folhada
150 gr. de amêndoa ralada
150 gr. de açúcar amarelo
50 gr. de manteiga à temperatura ambiente
2 colheres de sopa de farinha peneirada
2 ovos
1 colher de chá de licor de amêndoa
4 colheres de sopa de doce de framboesa
Doce de alperce para a cobertura (ou "geleia gelatina")
Amêndoa laminada para polvilhar

Preparação:
Forre uma forma de tarte de fundo amovível com papel vegetal e de seguida coloque a massa folhada. Pique o fundo da massa com um garfo e refrigere durante cerca de 30 minutos.
Ligue o forno a 190º já com um tabuleiro lá dentro.
Corte o excesso de massa nas bordas da forma e  cubra com papel vegetal e encha com feijões ou qualquer leguminosa ou bolinhas de cerâmica. Leve a forma ao forno e deixe cozer durante 12 a 15 minutos. Findo este tempo, retire a forma do forno, retire o papel vegetal e o enchimento e volte a levar a forma ao forno, baixando a temperatura para 180º, por mais 12 a 15 minutos, até a massa estar dourada e estaladiça.
Retire a forma do forno e deixe arrefecer sobre uma grade e prepare o recheio:
Coloque o açúcar e a manteiga numa taça e bata durante cerca de 5 minutos até obter um creme aveludado.
Junte os ovos 1 a 1, deixando incorporar bem entre cada adição, e o licor de amêndoa.
Finalmente, envolva a amêndoa e a farinha.
Espalhe o doce de framboesa na base da tarte e com cuidado verta a massa sobre o doce e alise bem.
Espalhe as amêndoas laminadas por cima do recheio e leve a cozer durante 35 a 40 minutos, até estar firme e dourada.
Retire do forno e pincele a superfície com o doce de alperce derretido com uma colher de sopa de água ou com a "geleia gelatina".
Deixe arrefecer sobre uma grelha, desenforme e sirva fria.

1 de abril de 2017

Ovo escalfado mágico e ovo escalfado colorido - 2 desafios, 2 receitas

Abre-se o mês de Abril com uma participação no desafio lançado pelo "Dia 1 na Cozinha". Este mês as receitas a apresentar deviam dar o estrelato aos ovos, ingrediente que eu adoro e quem segue as minhas marmitas sabe como os ovos aparecem com frequência da forma como eu mais gosto de os cozinhar: escalfados!
O ovo é uma fonte riquíssima de nutrientes: contém todas as vitaminas com excepção da vitamina C e é extremamente rico em proteínas e ... sim, também é rico em gordura. Durante anos o ovo foi "diabolizado" como contendo elevados níveis de colesterol, no entanto foi-se chegando à conclusão de que o colesterol do ovo não é absorvido pelo nosso organismo (isto numa explicação simplista de uma leiga como eu, mas podem ver informação esclarecedora e sucinta aqui), pelo que caiu por terra o mito e eu saltei de alegria porque adoro ovos.
Então, sejam os ovos e, claro, escalfados e em duo. Uma das receitas que vos trago é do famoso Jamie Oliver, que é o chefe convidado para a última edição do grupo "Um mês com...", por isso este post cumpre dois desafios. Nesta receita usa-se uma das técnicas possiveis para escalfar ovos, que é mais simples no que toca manter a forma do ovo, mas com que ainda não me sinto muito confortável quanto ao ponto de cozedura, mas experimentem, afinal é disso que a cozinha se faz: tentar, errar, tentar, conseguir!
Ovo escalfado mágico do Jamie Oliver 
(Fonte: "Receitas Saudáveis", de Jamie Oliver)
Ingredientes (por pessoa):
1 ovo
1/2 malagueta vermelha
1 fatia de pão de centeio
1/2 abacate
Cebola vermelha
Tomate maduro (ou tomates cherry)
Sumo de lima (usei limão)
Coentros, folhas (não usei)
Azeite q.b.
Sal e pimenta preta q.b.
Ovo colorido
Ingredientes (por pessoa):
1 ovo
1/2 beterraba ralada
2 gotinhas de corante alimentar vermelho (opcional)
Vinagre q.b.
Preparação:
Ovo escalfado mágico
Estenda um quadrado de 30cm de lado de pelicula aderente e unte com azeite.
Corte a malagueta em rodelas finas (com ou sem sementes) e espalhe sobre o centro da pelicula aderente.
Parta um ovo, com cuidado, sobre o centro da pelicula, feche as pontas do quadrado e dê um nó, de forma a que o ovo fique aconchegado e sem ar.
Leve a cozer, coberto de água, em lume médio, durante 6 minutos (verifique se a clara está branca por todo o ovo).
Entretanto torre uma fatia de pão e reserve.
Pele o tomate, retire as sementes e coloque a polpa numa taça (ou corte os tomates cherry em fatias finas e retire as sementes), pique a cebola (cortei em rodelas finas) e junte ao tomate, misture e tempere com sumo de lima, sal e pimenta preta. Reserve.
Quando o ovo estiver cozido, retire do lume, mergulhe em água fria para parar a cozedura e arrefecer a pelicula e desembrulhe com cuidado.
Esmague o abacate e regue com sumo de lima.
Sobre a tosta espalhe a mistura de tomate e cebola e, por cima, a pasta de abacate.
Polvilhe com folhas de coentros e coloque o ovo por cima.
Sirva e delicie-se.
  
Ovo colorido:
Comece por cozer a beterraba ralada em água abundante a ferver até a água ficar vermelha (junte o corante se quiser uma cor mais intensa).
Coe e descarte a beterraba, mas volte a deitar a água no tacho e acrescente um golpe generoso de vinagre.
Leve a água a ferver em lume forte.
Parta o ovo com cuidado para uma taça.
Quando a água estiver em ebulição, baixe um pouco o lume e mexa vigorosamente com uma vara de arames, de forma a criar um remoinho no centro. Com cuidado deite o ovo no centro (mergulhe a borda da taça na água e deixe o ovo escorregar). Deixe cozinhar por 3 minutos, para obter uma gema liquida.
Prepare uma tosta como a que se indica acima e sirva.
Sugestão: acompanhe com uma "Bohemia" puro malte.

28 de março de 2017

Bolachas decoradas por uma mão pouco artistica


Mais um desafio "O nosso grande bake off" da Ana. Desta vez a proposta são bolachas decoradas... "hummm..." pensei, "medo....", mas as bolachas que a Ana nos apresentou eram tão apelativas que repensei a questão: bolachas decoradas não têm que ser cheias de rococós e de pastas de açúcar e afins, podem ser assim mais ao gosto rústico, que é o gosto de quem como eu não tem grande jeito (ok...nem um pequeno jeito, só um jeito pequenino) para as artes decorativas. Escolhi uma receita que está por aqui no blogue e que foram as primeiras bolachas que alguma vez fiz, o que fazia todo o sentido já que me ía estrear nas artes decorativas, substituindo apenas as farinhas e a laranja pelo limão, por isso vou aproveitar para depois passar pela casa da Marta e dar-lhe a provar estas bolachinhas com o aroma do mês.


Ingredientes:
5 colheres de sopa de manteiga derretida
4 colheres de sopa de açúcar
Raspa de 1 limão
5 colheres de sopa de sumo de limão
1 gema de ovo
100 gr. de farinha de trigo T55
100 gr. de farinha de espelta
Para a cobertura:
Chocolate negro de culinária q.b.
Chocolate branco de culinária q.b.
Corante alimentar vermelho

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Bata a manteiga com o açúcar até formar um creme.
Junte a raspa e sumo de limão e a gema de ovo.
Forme uma bola com a massa, embrulhe em película aderente e leve ao frigorífico por cerca de 30 minutos.
Estenda a massa sobre uma superfície enfarinhada e corte as bolachas a gosto.
Coloque as bolachas num tabuleiro forrado com papel vegetal ou tapete de silicone e leve ao forno durante 12 a 15 minutos. As bolachas estão prontas quando estiverem douradas e tocando no centro ainda estão um bocadinho (só um bocadinho) moles.
Retire o tabuleiro do forno e deixe arrefecer completamente.
Prepare as coberturas:
Derreta o chocolate negro no microondas, começando por 1 minuto na potência máxima e depois em intervalos de 30 segundos, mexendo com a colher de pau entre cada intervalo. Quando ao mexer o chocolate começar a derreter completamente não deve voltar ao microondas. Verta o chocolate para um mini-saco de pasteleiro de papel vegetal (vejam aqui como fazer).
Derreta o chocolate branco no microndas a 360w usando a mesma técnica do chocolate negro.
Junte o corante, aos pouquinhos, até obter a cor desejada (aqui tive um percalço: entornei um pouco do frasco, sem querer, sobre o chocolate que se transformou numa pasta e acrescentei um pouco de leite para o tornar liquido novamente).  Verta o chocolate para um mini-saco de pasteleiro de papel vegetal.
Com as bolachas completamente frias, desenhe traços horizontais e verticais, formando uma grade, ou outros desenhos se tiver mão mais artistica.
Leve ao frio para o chocolate solidificar antes de servir.   



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