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6 de dezembro de 2016

Hoje a receita vem da Galiza!



Este ano as férias passaram a voar e o regresso ao trabalho foi de tal modo impetuoso, que nem publiquei o meu post de férias como habitualmente, mas o regresso de férias trouxe-me uma surpresa, por isso em vez de um post dedicado exclusivamente a elas, trago-vos uma iguaria de um dos locais por onde passei.

Explico: este ano optamos por seguir para Norte com destino final na Galiza, mais propriamente em A Guarda, com um saltinha à linda Baiona Ora, já depois do passeio, recebo um e-mail simpatiquíssimo dos autores do blogue "Bolboretas no Bandullo", Diana e David. Ora a Diana e o David são galegos e o blogue é escrito na língua galega e enquanto eu escolhi a Galiza para umas mini férias, eles escolheram o sul de Portugal para as suas férias. Só coincidências, mas agradáveis, por isso quando, nesse tal e-mail me convidaram a apresentar uma receita portuguesa para partilharem com os seus leitores, enquanto me apresentariam uma receita galega para partilha convosco, não pude, de maneira alguma recusar o convite. Afinal, aqui pelo norte, portugueses e galegos só se separam pela geografia, que de resto é tu cá tu lá e, claro, a sua gastronomia conquista-nos.

Como no seu blogue já existe uma receita de um dos petiscos mais afamados do Porto, a "francesinha", resolvi escolher para partilhar uma receita que não é nova por aqui, mas que é também originária do Porto  e com um dos ingredientes mais emblemáticos da nossa cozinha: o fiel amigo bacalhau, que não sendo nosso, se tornou tão nosso: o bacalhau à Gomes de Sá, cuja receita vão poder encontrar hoje por terras da Galiza, que por aqui se partilha uma não menos saborosa receita galega: a empanada! Que delicia, não acham?

Obrigada Diana e David por partilharem a vossa cozinha connosco!

Conheçam um pouquinho mais do "Bolboretas no Bandullo", por aqui e as sua rubricas "Bitácoras de aqui e acolá" e "Bolboreteando con...":
http://www.bolboretasnobandullo.com/
https://www.instagram.com/bolbonobandullo/
https://www.facebook.com/bolboretasbandullo/?ref=bookmarks
https://twitter.com/bolbonobandullo

Então, aqui vai a receita:

"Bom dia, amig@s! Hoje a vossa receita trazemo-la desde Galiza nesta parceria tão apetitosa. Apresentamos um dos pratos mais tradicionais do nosso território, a empanada, que ainda que hoje já se faça em boa parte do mundo, tem a sua génese como a que hoje conhecemos aqui na Galiza. No século XII, muitos peregrinos que viajavam até Santiago de Compostela, à procura do Apóstolo, sabiam que se estavam a aproximar pelo cheiro a pão e a empanada. Depois, deixavam a Galiza com a lembrança de uma delícia tipica feita com massa com recheios muito diferentes.
Bem, na última fase da Idade Media, quando o cereal mais recorrente era o milho, comia-se pão deste (aqui chamado de “broa”) e também uma empanada com sabor bem diferenciado pois o milho deixa o estômago bem satisfeito. Com o passar do tempo, o milho foi ficando marginalizado, mas estas empanadas mantiveram-se vivas em certas zonas do nosso país. Nas últimas décadas começaram a ganhar novamente muito prestígio, podendo encontra-las em muitas padarias galegas. Contudo, também podemos preparar uma boa empanada de milho em casa. Nas vilas piscatórias, como a nossa, costuma fazer-se com algum marisco. Nós, desta vez, optamos pelas “zamburiñas”, um molusco bivalve muito similar à vieira.
Certo que não é a opção mais económica para uma empanada, mas agora que se aproximam épocas festivas esta é uma ideia óptima para uma surpresa. Acham saborosa? Olhem!

 Empanada de milho e zamburiñas

Ingredientes:
Para a massa:
·         Para a massa madre: 25 g de farinha de milho, 25 g de farinha de trigo e 40 ml de agua morna.
·         300 g de farinha de milho
·         100 g de farinha de trigo
·         350 ml de agua quente
·         Uma colherinha de sal
·         Um ovo
Para o recheio:
·         10-12 zamburiñas (se não encontrarem, optem por vieiras)
·         2-3 tomates triturados
·         1 pimento vermelho
·         1 cebola
·         1 dente de alho
·         1 copo de vinho
·         Pimenta moída
·         Pimentão
·         Sal
·         Aceite

Elaboração:

Começamos fazendo a massa madre. Misturamos todos os ingredientes e deixamos repousar durante uma noite



No dia seguinte, juntamos a farinha de trigo e a de milho, a agua quente e o sal. Misturamos muito bem, tapamos e deixamos repousar até que duplique o seu tamanho.



 Enquanto deixamos que a massa fermente, preparamos o recheio. Primeiro trituramos o pimento, a cebola e o dente de alho. Fritámos estas verduras em duas colheres de azeite durante 5-6 minutos.




De seguido, adicionamos as zamburrinhas, misturamos bem e acrescentamos o vinho. Quando se evaporar, acrescentamos os tomates e cozinhamos durante 15-20 minutos. Temperamos com o sal, a pimenta moída e o pimentão. Reservamos.





A seguir, repartimos a massa em duas partes, estendemos uma delas sobre papel vegetal e colocamos sobre ela o recheio. Estendemos a outra e tapamos a nossa empanada. Fechamos bem os bordos, pintamos com o ovo batido e vai ao forno pré-aquecido a 220º (calor de baixo e de cima), durante 25 minutos, aproximadamente.




Deixamos arrefecer um pouco e já está pronta a comer! Esperamos que gostem dela ;) 
Aquí, na nossa casa, apenas durou uns minutos. Saborosíssima! Abraços desde a Galiza!








7 de outubro de 2014

Doces férias!

O Outono chegou e para trás já ficaram os doces dias das férias. Agora que os dias vão ficando cada vez mais curtos, sabe bem recordar o céu azul e o mar. Aquecemos, assim, as horas mais frias com os momentos de um Verão azul.

O dia prometia. O céu pintado a aguarela de Setembro convidava a partir. Rumamos a sul, à procura de calor, já que a norte o Verão deixava muito a desejar. Perto de Aveiro fomos surpreendidos pela chuva, mas o sol acabou por aparecer e acompanhou-nos durante o resto da viagem. Seguimos pela auto-estrada até Ílhavo, para a primeira paragem. Uma visita às lojas da Vista Alegre, como não podia deixar de ser. Feitas algumas compras e depois de um breve passeio pelo espaço da antiga fábrica (a vista à fábrica em si ficará para outra oportunidade), seguimos viagem, mas desta vez pelas estradas secundárias. O objectivo é acompanhar a nossa belíssima costa  até S. Martinho do Porto.

 Ílhavo, Vista Alegre.



 

 A chuva acaba por ficar para trás e em Mira o céu azul recebe-nos de braços abertos.





Paramos para almoçar na Figueira da Foz. Um pequeno passeio pós-almoço pela extensa praia e estamos prontos para seguir.



Nova paragem em S. Pedro de Moel, depois de percorrer a Estrada Atlântica,  para admirar o magnifico mar verde-azul.



O ponto de destino aproxima-se, mas antes havemos de parar na mítica praia da Nazaré e abastecer a lancheira com figos e bolachas de amendoim.

 
 

Finalmente S. Martinho do Porto e a sua baía calma e solarenga. O descanso é merecido, cada minuto ao sol é saboreado. Esperam-nos dias lentos, preguiçosos, um mar sempre calmo e de águas temperadas, gelados na esplanada, bolas de Berlim na praia, comida boa a deixar saudades de um arroz de tamboril magnifico, num restaurante tão simpático como  a baía: O Cantinho do Amigo. Voltando a S. Martinho é certo que repetirei a visita.




Claro que houve tempo para mais uma visitas. Com as Caldas da Rainha tão perto não podia não passar pela Bordalo Pinheiro, provar uma fatia do famoso Pão-de-Ló de Alfeizerão e almoçar numa esplanada com vista para a praia da Foz do Arelho.


E como tudo é que bom passa depressa, lá chegou a semana ao fim. Tempo de regressar, desta vez tomamos a auto-estrada e saímos na Costa Nova para almoçar com tempo de visitar o mercado e trazer umas ameijoas e uma dose de peixe para uma boa caldeirada, mas essa é outra história, ou melhor, outro prato de que falarei mais adiante.
 

 

17 de setembro de 2014

Gelado de manga

 
Foi tempo de parar e de partir. Mais uma vez fomos "para fora cá dentro" à descoberta deste nosso tão pequenino e ao mesmo tempo tão grande Portugal. Por muito que goste de conhecer outros países, os seus hábitos e tradições, é dos passeios neste cantinho à beira-mar plantado de que guardo as mais queridas recordações. De cada vez interrogo-me como é que um país tão pequeno consegue guardar em si tão diversas e belíssimas paisagens, desde o mar até às serras, das cidades até às aldeias e sempre agradados pela simpatias das gentes com quem nos cruzamos. Pessoas que amam as suas terras e que fazem questão de nos transmitir esse amor de tal modo que ficamos sempre com vontade de voltar, mas por enquanto mais não digo porque este post é ainda acerca do "antes", dos dias que antecedem a partida e dos seus preparativos.
 
 
Depois da lista de roupa e outras coisas que vão na mala (faço sempre listas, não vá esquecer-me de alguma coisa indispensável) e de fazer algumas pesquisas na internet para fazer apetecer ainda mais a partida, resta-me espreitar o frigorifico e tratar dos frescos que lá estão e que não vou deixar estragar: prepara-se uma salada para o jantar, congela-se a sopa em doses individuais, branqueiam-se legumes e congelam-se (que bem me vão saber aquelas couves salteadas em azeite e alho). Congelo uns tomates cereja e um tomate assado e vou já a pensar no destino que lhes vou dar. Resta ainda um bom pedaço de polpa de manga, penso em congelá-la em cuvetes de gelo, mas ao lado pára um copo grande de iogurte natural já aberto, então decido preparar um gelado para me deliciar quando regressar. Amanhã de manhã, depois de coar o kefir, vou guardá-lo no frigorifico, coberto de leite e em recipiente de vidro fechado. 

P.S. - enquanto escrevo este post, dias depois do regresso, a chuva e o vento fazem as honras meteorológicas deste Setembro a anunciar o Outono que entra daí a dias. Não está tempo para gelados, é certo, mas porque  não contrariar as circunstâncias e saborear uma bola de gelado de manga, da cor do sol? Ah! E claro que na mala vieram mais tesouros de Verão...
 
 

Ingredientes:
300 ml de polpa de manga
300 ml de iogurte natural
100 gr. de açúcar
1 clara de ovo

Preparação:
Misture bem todos os ingredientes numa taça e refrigere no mínimo durante 2 horas.
Deite o preparado para a máquina de gelados e siga as instruções do fabricante.
Quando estiver pronto (na minha máquina levou cerca de 45 minutos, mas pode deixar por mais tempo) transfira para um recipiente com tampa e leve ao congelador.

29 de agosto de 2013

Instantâneos de Verão II + Um batido de gelado e tomilho

 
Num dia que começou chuvoso, sem grandes perspectivas de praia, rumamos a Ponte de Lima. Sem necessidade de dizer o quanto esta vila merece uma visita, vale ainda pelo Festival Internacional de Jardins que vem realizando todos os anos. Esta edição, que já é a 9ª, teve por tema "Jardim dos Sentidos" e faz-nos dar largas à imaginação. Entrar em mundos imaginários, onde as plantas são rainhas, no chão, suspensas, ordenadas, desordenadas. Não é suficiente caminhar, espreitar, ver, cheirar. Há cd`s a lembrar que também um jardim se faz de sons, há espelhos, há água, há flores gigantes imaginárias, há pássaros de papel que parecem voar.
 












 
 
E no regresso a casa de um dia que começou chuvoso e acabou num azul esplendoroso só uma bebida bem fresca para
 
Ingredientes:
1 copo de leite
1 ramo de tomilho
1 bola de gelado de pêssego


Preparação:
Coloque o leite num tachinho com o ramo de tomilho e leve a lume médio até levantar fervura.
Desligue e deixe arrefecer completamente, deixando o tomilho em infusão.
Retire o tomilho e misture a bola de gelado e o leite no liquidificador.

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