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1 de abril de 2017

Ovo escalfado mágico e ovo escalfado colorido - 2 desafios, 2 receitas

Abre-se o mês de Abril com uma participação no desafio lançado pelo "Dia 1 na Cozinha". Este mês as receitas a apresentar deviam dar o estrelato aos ovos, ingrediente que eu adoro e quem segue as minhas marmitas sabe como os ovos aparecem com frequência da forma como eu mais gosto de os cozinhar: escalfados!
O ovo é uma fonte riquíssima de nutrientes: contém todas as vitaminas com excepção da vitamina C e é extremamente rico em proteínas e ... sim, também é rico em gordura. Durante anos o ovo foi "diabolizado" como contendo elevados níveis de colesterol, no entanto foi-se chegando à conclusão de que o colesterol do ovo não é absorvido pelo nosso organismo (isto numa explicação simplista de uma leiga como eu, mas podem ver informação esclarecedora e sucinta aqui), pelo que caiu por terra o mito e eu saltei de alegria porque adoro ovos.
Então, sejam os ovos e, claro, escalfados e em duo. Uma das receitas que vos trago é do famoso Jamie Oliver, que é o chefe convidado para a última edição do grupo "Um mês com...", por isso este post cumpre dois desafios. Nesta receita usa-se uma das técnicas possiveis para escalfar ovos, que é mais simples no que toca manter a forma do ovo, mas com que ainda não me sinto muito confortável quanto ao ponto de cozedura, mas experimentem, afinal é disso que a cozinha se faz: tentar, errar, tentar, conseguir!
Ovo escalfado mágico do Jamie Oliver 
(Fonte: "Receitas Saudáveis", de Jamie Oliver)
Ingredientes (por pessoa):
1 ovo
1/2 malagueta vermelha
1 fatia de pão de centeio
1/2 abacate
Cebola vermelha
Tomate maduro (ou tomates cherry)
Sumo de lima (usei limão)
Coentros, folhas (não usei)
Azeite q.b.
Sal e pimenta preta q.b.
Ovo colorido
Ingredientes (por pessoa):
1 ovo
1/2 beterraba ralada
2 gotinhas de corante alimentar vermelho (opcional)
Vinagre q.b.
Preparação:
Ovo escalfado mágico
Estenda um quadrado de 30cm de lado de pelicula aderente e unte com azeite.
Corte a malagueta em rodelas finas (com ou sem sementes) e espalhe sobre o centro da pelicula aderente.
Parta um ovo, com cuidado, sobre o centro da pelicula, feche as pontas do quadrado e dê um nó, de forma a que o ovo fique aconchegado e sem ar.
Leve a cozer, coberto de água, em lume médio, durante 6 minutos (verifique se a clara está branca por todo o ovo).
Entretanto torre uma fatia de pão e reserve.
Pele o tomate, retire as sementes e coloque a polpa numa taça (ou corte os tomates cherry em fatias finas e retire as sementes), pique a cebola (cortei em rodelas finas) e junte ao tomate, misture e tempere com sumo de lima, sal e pimenta preta. Reserve.
Quando o ovo estiver cozido, retire do lume, mergulhe em água fria para parar a cozedura e arrefecer a pelicula e desembrulhe com cuidado.
Esmague o abacate e regue com sumo de lima.
Sobre a tosta espalhe a mistura de tomate e cebola e, por cima, a pasta de abacate.
Polvilhe com folhas de coentros e coloque o ovo por cima.
Sirva e delicie-se.
  
Ovo colorido:
Comece por cozer a beterraba ralada em água abundante a ferver até a água ficar vermelha (junte o corante se quiser uma cor mais intensa).
Coe e descarte a beterraba, mas volte a deitar a água no tacho e acrescente um golpe generoso de vinagre.
Leve a água a ferver em lume forte.
Parta o ovo com cuidado para uma taça.
Quando a água estiver em ebulição, baixe um pouco o lume e mexa vigorosamente com uma vara de arames, de forma a criar um remoinho no centro. Com cuidado deite o ovo no centro (mergulhe a borda da taça na água e deixe o ovo escorregar). Deixe cozinhar por 3 minutos, para obter uma gema liquida.
Prepare uma tosta como a que se indica acima e sirva.
Sugestão: acompanhe com uma "Bohemia" puro malte.

20 de fevereiro de 2017

Super pão e quase uma super saga


Continuando a saga deste "Um mês com...", a segunda convidada do desafio foi Mafalda Pinto Leite, que já devem conhecer dos vários livros que tem publicado e do site "Dias com a Mafalda" e a receita escolhida um pão que me pareceu delicioso. Lá fui preparar a receita. Feito o pão, deixei-o a arrefecer em cima da bancada enquanto preparava o jantar. A Nikita estava muito sossegada no canto dela e nem sequer dava sinais de curiosidade pelo pão, por isso, quando fui jantar deixei-a na cozinha, nem sequer imaginando o que é que iria encontrar quando regressasse: migalhas pelo chão todo e eu sem perceber o que se passava, até que o D. me diz "comeu o pão" e eu continuava sem perceber, até que olhei para a bancada e vi que...faltava o meu pão. O rasto de migalhas ía até ao terraço, onde a "desgraçada" estava, lá ao fundo, a olhar para nós com um ar completamente comprometido e nem sequer veio ter connosco, naturalmente. Do primeiro pão só sobraram, então, migalhas.
Não desisti e lancei-me na segunda tentativa, mas desta vez sem as amêndoas e as bagas goji e substituindo a cobertura de aveia e amêndoas por fatias de maçã (que acabaram entretanto). O pão ficou delicioso, embora a foto não lhe faça jus, mas foi o que consegui arranjar....

(Fonte: Dias com a Mafalda)
Ingredientes:
100 ml de leite de arroz (ou outro a gosto)
150 ml de iogurte grego natural (ou iogurte vegetal)
100 ml de mel (ou xarope de ácer)
100 gr. de tâmaras passas
50 gr. de bagas Goji (não usei)
50 gr. de coco ralado ou em lascas
80 gr. de amêndoas + 2 colhres de sopa extra (não usei)
50 gr. de flocos de aveia (ou de quinoa) + 2 colheres de sopa extra
150 gr. de farinha integral
180 gr. de farinha sem fermento
1 colher de chá de canela em pó (opcional)
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
2 colheres de sopa de sementes de chia
2 colheres de sopa de sementes de girassol
1 colher de chá de sal
1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó
1 e 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 maçã grande

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Forre uma forma de pão com papel vegetal (usei uma forma de silicone, por isso não precisei de forrar). Reserve.
Misture o leite, iogurte e o mel numa tigela.
Pique as frutas e as amêndoas de forma grosseira e misture com os restantes ingredientes secos.
Junte a mistura liquida à mistura de ingredientes secos. Se a masse estiver muito grossa acrescente leite, pouco a pouco, até obter a mistura desejada.
Deite a mistura na forma, corte a maçã em fatias e mergulhe-as na massa com  a casca para cima (ou  polvilhe com as amêndoas e aveia extra).
Leve ao forno por 45 minutos ou até ficar dourado e cozinhado no interior.
Deixe arrefecer por completo.
Pode congelar, cortando em fatias e guardando num saco próprio no congelador. Retire apenas as fatias que pretende comer e torre.

15 de janeiro de 2017

Lasanha de abóbora manteiga e cogumelos da Mary Berry



Um mês com... e eu a trazer a receita mesmo no ultimo momento. Bom, a chefe escolhida foi Mary Berry: "Nascida em 1935, a nossa próxima convidada formou-se no Le Cordon Bleu, em Paris, e no Bath School of Home Economics. Foi editora de várias revistas, apresentadora de diversos programas de culinária e escreveu uns inpressionantes 75 livros de culinária. Também conhecida como a Rainha dos Bolos, assume como missão de vida "to get everyone baking"."
Tendo visto um ou dois programas desta chefe, não fiquei muito entusiasmada com a escolha, mas depois de ler algumas receitas dela, acabei por encontrar opções muito interessantes a começar por esta lasanha de vegetais que tem a particularidade de poder ser preparada com antecedência, ficando a aguardar no frigorifico, para que as folhas de lasanha se tornem macias. Pode prepara´-la até 2 ou 3 dias antes e congelar até 2 meses. A receita foi publicada no livro "Cook Up a Feast"


(Fonte: http://www.goodtoknow.co.uk/recipes/516525/mary-berry-s-butternut-squash-lasagne )
Ingredientes:
1 colher de sopa de azeite
225 gr. de abóbora manteiga (peso sem a casca) cortada em pedaços pequenos
1 pimento vermelho, sem sementes e cortado em cubos
1 cebola, grosseiramente picada
2 dentes de alho esmagados
225 gr. de cogumelos brancos fatiados
2 latas de tomate em pedaços
1 colher de sopa de polpa de tomate
2 colheres de chá de açúcar
1 colher de sopa de folhas de tomilho fresco
Sal e pimenta preta moída na hora, q.b.
100 gr. de espinafres cortados em pedaços
6 a 8 folhas de lasanha (usei lasanha verde)
Para o molho béchamel:
75 gr. de manteiga
75 gr. de farinha
900 ml de leite quente
1 colheres de chá de mostarda de Dijon
100 gr. de queijo Gruyère ralado (apenas usei alguns cubos de queijo feta esfarelados no topo da lasanha)
250 gr. de mozzarella cortada em cubos (usei ralada)

Preparação:
Aqueça o azeite numa sertã larga e funda.
Acrescente a abóbora, o pimento, a cebola e o alho e refogue em lume médio durante 4 a 5 minutos ou até a cebola começar a amolecer.
Junte os cogumelos, o tomate, a polpa de tomate, o açúcar o tomilho e tempere com sal e pimenta.
Tape a sertã e deixe cozinhar em lume baico por 20 a 30 minutos ou até os vegetais estarem macios.
Acrescente os espinafres e misture até amolecerem.
Entretanto prepare o molho béchamel:
Derreta a manteiga num tacho, acrescente a farinha e mexa durante 1 minuto.
Lentamente junte o leite quente, mexendo até o molho engrossar.
Tempere com sal e pimenta preta e misture a mostarda e metade do Gruyère.
Deite um terço do molho de tomate num recipiente de forno e por cima deite um terço do molho béchamel.
Coloque por cima uma cama de folhas de lasanha e espalhe metade do mozzarella.
Faça mais uma camada com um terço do molho de tomate e outra com um terço do molho béchamel.
Coloque mais uma camada de folhas de lasanha e a outra metade do mozzarella.
Finalmente, deite o restante molho de tomate e por cima o restante béchamel e polvilhe com o Gruyère que sobrou.
Guarde no frigorifico durante 6 horas ou durante a noite para que as folhas de lasanha amoleçam.
Para servir, pré-aqueça o forno a 200º (180º de usar a ventoinha) e asse a lasanha durante 45 minutos ou até o topo estar dourado e o molho a borbulhar pelos lados da lasanha.

7 de outubro de 2016

Tarte de maçã da Leonor ou um mês com a Leonor de Sousa Bastos


O "Flagrante Delicia" foi um dos primeiros blogues que comecei a seguir quando entrei neste mundo da blogosfera. As receitas mais que gulosas numa envolvência visual que as tornava ainda mais apetecíveis. É da Leonor de Sousa Bastos, a chef escolhida para o "Este mês com...", uma das primeiras receitas publicadas neste blogue e depois dela ainda se seguiram uns dos melhores scones que já comi e umas bolachas que conheceram nova faceta. Conclusão: as receitas desta chef tão doce não desiludem e para comprovar mais uma vez escolhi uma receita tão outonal quanto esta  tarte de maçã.



(Fonte: Flagrante Delicia)
Ingredientes:
Massa:
250 gr. de farinha trigo
1 colher de sopa de fermento quimico
100 gr. de aç~ucar
125 gr. de manteiga amolecida
1 ovo
1 pitada de sal
Gema d eovo para pincelar (não usei)
Recheio:
7 maçãs (usei 5 maçãs Golden grandes)
300 gr de açúcar (só usei 200 gr.)
Sumo de 1 limão
1 pau de canela (não usei)


Preparação:
A Massa:
Misturar todos os ingredientes numa taça e amassar tudo.
Envolva em película aderente e refrigere por 1 hora.
Pré-aqueça o forno a 180º e estenda uma parte da massa sobre uma superfície enfarinhada e forre uma forma (ou várias formas pequenas).
Estenda a restante massa, corte em tiras e reserve (como usei uma forma um pouco mais pequena sobrou massa que cortei com um corta bolachas e coloquei sobre a tarte para esconder a minha falta de jeito em colocar as tiras de forma alternada).
O recheio:
Descasque e corte as maçãs em fatias finas.
Coza a fruta com o sumo de limão, o açúcar e o pau de canela até as fatias ficarem transparentes.
Retire o pau de canela e recheie a tarte com a maçã.
Disponha as tiras de massa por cima, cruzando-as.
Pincele com gema de ovo .
Leve a assar por 25-30 minutos.
Pincele com geleia para dar brilho.

3 de agosto de 2016

Crumble de maçãs, mirtilos e coco


A escolha deste mês como chefe convidada do "1 mês com..." recaiu, por sorteio, sobre Donna Hay. Elegi uma boa dezena de receitas dela, para acabar por ter que escolher uma e deixar as restantes para outras oportunidades. Acreditem que é difícil escolher, mas como gosto sempre de uma sobremesa na mesa de Domingo e tinha umas maçãs para usar, mais uns mirtilos no congelador a escolha estava feita quase por si só. Os crumbles não são uma sobremesa muito consensual lá em casa, com excepção para o simples crumble de maçã, mas de vez em quando lá o consigo levar a à mesa. Digo-vos que adorei esta sobremesa (adoro crumbles...) e tem sido a minha doçura semanal (a quantidade dá para umas 6 pessoas, mas lá em casa somos 2 e 1 não aprecia por aí além...por isso, mau grado a dieta, não houve como resistir.

E quem é Donna Hay?
"Donna Hay, escolhida pela maioria, volta ao nosso canto com as suas receitas deliciosas, inspiradas, que nos mostra através das suas maravilhosas fotografias.
Com 25 livros de receitas publicados, Donna estreou este ano o seu 3º programa de televisão, Basics to Brilliance, e é uma das mais amadas aclamadas chefs e food stylists da Austrália."



(fonte: Donna Hay)
Ingredientes:
Para o recheio:
1/2 chávena (110 gr.) de açúcar em pó (só usei umas colheradas de açúcar granulado)
1 vagem de baunilha - só as sementes
4 maçãs Granny Smith (usei 3 Fuji), descascadas e cortadas em pedaços
500 gr. de mirtilos (frescos ou congelados)
Para o crumble:
1/3 de chávena (75 gr.) de açúcar em pó
2/3 de chávena (50 gr.) de coco ralado
120 gr. de manteiga derretida (usei um pouco menos, claro)
1 chávena (150 gr.) de farinha peneirada



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Comece por preparar o crumble: coloque todos os ingredientes numa taça e envolva-os com as pontas dos dedos (ou 2 garfos) até obter uma mistura parecida com migalhas de pão. Reserve.
Noutra taça misture a maçã, os mirtilos, o açúcar e a baunilha.
Transfira o recheio para um recipiente de forno, espalhe o crumble por cima e leve a assar por 20 a 25 minutos ou até o crumble estar dourado.
Sirva morno ou frio, simples ou com uma bola de gelado.

12 de julho de 2016

O melhor almoço numa taça



Um mês delicioso com uma chefe vegetariana. Embora não prescinda da carne, nem do peixe gosto de fazer com alguma frequência refeições sem estes ingredientes. Aproveito sobretudo as refeições de marmita para o fazer, até pela simplicidade com que se podem juntar ingredientes (alguns sem necessidade de cozinhar) num prato e mesmo assim termos uma refeição completa e que nos sabe bem. A minha escolha caiu numa taça colorida, composta por ingredientes crus, que lhe dão frescura e ingredientes cozinhados com especiarias que lhe dão personalidade, tudo combinado com um delicioso molho de azeite, mel e limão. Esta não foi, no entanto, a minha primeira escolha, por isso guardada vai ainda ficar uma receita para experimentar: a afamada massa de pizza com couve-flor, mas sem ovos!

Então, a convidada deste mês é Ella Woodword e a Susana apresenta-na-nos desta maneira:

"Vinda do Reino Unido, a nossa próxima convidada é uma das food bloggers mais aclamadas e bem-sucedidas do momento. Aos dezanove anos, em 2011, viu-se confrontada com uma doença grave e altamente limitativa à qual a medicina convencional não conseguiu dar resposta adequada. Tentou por isso uma abordagem mais holística e natural e foi através de uma profunda alteração ao seu estilo de vida, nomeadamente na alimentação, que conseguiu retomar o controlo do seu dia-a-dia.
Para partilhar a sua experiência (isto é, as suas receitas) resolveu criar um blogue que rapidamente se tornou num sucesso e que resultou já em dois livros publicados internacionalmente, valendo-lhe um cunho de guru da alimentação saudável. Naquele que, pelo menos para mim, será um grande desafio, este mês teremos connosco… Ella Woodward.



(Fonte: deliciouslyella.com)
Ingrediente:
1 batata doce pequena
1 mão cheia de rucula
1/2 lata de grão de bico, escorrido
1/3 de pepino
6 tomates cereja
1/2 colher de chá de flocos de malagueta (usei uma pitadinha piripiri)
1/4 de colher de chá de canela
Para o molho:
1/2 colher de chá de mel
1/2 colher de chá de sumo de limão
3 colheres de sopa de azeite

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Corte a batata em fatias, no sentido longitudinal.
Coloque as batatas num tabuleiro de forno e salpique com a canela, um pouco de sal e um pouco azeite.
Leve ao forno a cozinhar por cerca de 1 hora. A meio do tempo junte o grão e tempere com os flocos de malagueta e deixe cozinhar por mais 30 minutos.
Entretanto, corte o pepino e o tomate em pedaços e faça o molho, misturando os ingredientes.
Numa taça combine todos os ingredientes e sirva.
Se quiser levar para o trabalho, deixe a batata e o grão arrefecer completamente antes de juntar os restantes ingredientes e guarde num recipiente fechado.

14 de junho de 2016

Bircher Muesli do Jamie



Lembram-se do "Quinze dias com...", pois agora foi renomeado para "Um mês com...". Temos mais tempo para escolhermos e executarmos as receitas escolhidas do menu do chefe do mês, o que é muito bom, mas mesmo assim, este mês quando dei por mim já tinha a receita escolhida, confecionada, fotograda (comida) e a 2 dias do fim do prazo nada de texto para o blog...Por isso vamos lá acelerar o teclado. 

O chefe do mês é o tão famado Jamie Oliver e a receita escolhida serve-se ao começar do dia, já que o pequeno-almoço, este ano, tem sido a minha refeição de eleição para experimentar novos ingredientes. Esta receita é uma das que me chamou de imediato a atenção no seu novo livro "Receitas Saudáveis" e é um muesli Bircher. Lida a receita conclui que são umas "overnight oats"  que descansam numa mistura de leite (ou outra bebida) e papa de fruta. Nome estranho para umas "overnight oats", não? Também me pareceu, mas a receita apresentava-se tão apetitosa que não me preocupei mais com a questão. Só quando me sentei para escrever este post é que decidi investigar um bocadinho e encontrei um artigo interessantissimo acerca deste Bircher Muesli. Este muesli foi criado pelo Dr. Maximilian Bircher-Benner, um nutricionista suiço que desenvolveu a receita para que os seus doentes passassem a incluir maior quantidade de fruta crua na sua dieta. A fruta de eleição da receita original, e que não aparece nesta, era a maçã. De resto não poderá faltar a aveia, preferencialmente demolhada, o leite (condensado no original ... :) ) frutos secos e desidratados, aroma (sumo de limão, baunilha...) e adoçante. Ora, como na culinária, tal qual no resto das nossas vidas, a mutabilidade é uma constante, a receita do Jamie foge um bocadinho aos ingredientes originais e a minha versão também deixou de fora alguns elementos que este chefe incluiu (folha de louro picada e baunilha), mas que não deixarei de experimentar numa próxima. Então aqui fica um pequeno almoço de rei:



(Fonte: "Receitas Saudáveis", de Jamie Oliver)
Ingredientes (para 2 a 3 doses):
100 gr. de flocos de aveia integrais
2 damascos desidratados
1 tâmara descaroçada
1/2 banana
1 laranja pequena (raspa e sumo)
1 punhado pequeno de amêndoas
200 ml de chá vermelho (no original leite ou bebida vegetal)
Para servir:
Iogurte natural, granola e fruta fresca (mirtilos e kiwi)

Preparação:
Num processador de alimentos (ou com uma varinha mágica potente) triture os damascos, a tâmara, a banana, a raspa e sumo de laranja, as amêndoas e  a bebida que escolher até formar estar bem triturado.
Acrescente a aveia e envolva e deixe descansar durante pelo menos 2 horas, ou de um dia para o outro. (ok ... aqui cometi um daqueles erros comuns que é o de não ler atentamente a receita e triturei a aveia juntamente com o resto. Ficou mais papa, mas ainda assim delicioso).
No dia seguinte sirva com os seus toppings preferidos: granola (pouca), fruta, iogurte e tenha um bom dia!  


17 de fevereiro de 2016

Almôndegas Verdes com Pesto de Sementes de Abóbora



Quem passa por aqui já conhece o desafio "Quinze dias com o chefe" (vejam na barra lateral). Na última quinzena a chefe escolhida foi a Sophie Dahl e, embora não conseguisse participar, escolhi duas receitas que encontrei no sitio oficial para fazer mais tarde. 
Ora, nestes desafios as minhas escolhas recaem quase sempre em receitas práticas e que me ajudem a gerir as refeições semanais, nomeadamente para a marmita, por isso estas "almôndegas" de vegetais pareceram-me uma escolha perfeita. Usei rúcula e espinafres tendo em conta a enormidade de rúcula que tinha no frigorífico (também me tento com as promoções, mas às vezes é mais olhos que barriga...) e reduzi a receita para cerca de metade, adaptando ás quantidades dos ingredientes que tinha. Só não fiz o pesto, mas porque deve ser divinal, deixo-vos também ficar a receita para o caso de quererem experimentar (o da fotografia é o tradicional de compra).
Na receita original estas "almôndegas" são servidas com quinoa, mas podem servir com lentilhas, arroz, etc.

Ah... a autora desta receita não é a Sophie Dahl, mas sim Anna Jones.



(Fonte: Sophie Dahl)
Ingredientes:
Para as almôndegas:
500 gr. de espinafres, lavados e grosseiramente cortados (usei espinafres e rúcula)
2 ovos
100 gr. de pão ralado (de preferência feito em casa)
50 gr. de pecorino ralado (usei queijo da ilha)
1 pitada de noz moscada
1 dente de alho, picadinho
1 chili vermelho, picadinho (não usei)
Sal e pimenta a gosto
Azeite q.b.
Para o pesto:
1 mão (mal cheia) de folhas de manjericão
1 mão cheia de folhas de hortelã
1 chili vermelho
50 gr. de sementes de abóbora tostadas
Sumo de 1/2 limão
25 gr. de pecorino ralado
1 golpe de azeite

Sugestão da Sophie Dahl para servir:
Quinoa cozida*, Pecorino, folhas de menta e manjericão e chili

Preparação:
As almôndegas:
Aqueça um fio de azeite numa sertã e junte os espinafres.
Cozinhe por alguns minutos até amolecerem e transfira-os para uma taça para arrefecerem.
Quando estiverem frios, acrescente os ovos, o pão ralado, o queijo, a noz moscada, o alho e o chili. Tempere e envolva bem.
Forme bolas com o tamanho de uma noz, coloque num tabuleiro que possa ir ao forno e refrigere por alguns minutos.
Pré aqueça o forno a 200º e leve a assar por 10 minutos, até estarem douradas.

O Pesto:
Coloque todos os ingredientes num processador tempere com sal e pimenta e triture até obter uma pasta.

Para servir:
Misture metade do molho pesto com a quinoa.
Coloque a quinoa num prato, por cima acomode as almôndegas e "regue" com o restante molho e junte os demais ingredientes.

*Como cozer quinoa:
Lave bem a quinoa num passador sob água fria corrente.
Deixe escorrer bem a água.
Num tacho coloque a quinoa e o dobro de água (1 chávena de quinoa para 2 de água). Deixe levantar fervura em lume médio/forte com o tacho destapado.
Quando ferver tape e reduza o lume para o mínimo e deixe cozinhar por 15 minutos, até a quinoa ter absorvido toda a água. Mexa com um garfo para soltar os grãos.

24 de novembro de 2015

Quadrados de maçã da Dorie Greenspan em "Quinze Dias com ..."



Quem passa por aqui já se deparou com inúmeras receitas da Dorie Greenspan, pelas minhas participações no grupo "Dorie às Sextas". Desta vez é pela mão do "Quinze Dias com ..." que ela aparece novamente por aqui. 

A maioria das receitas que experimentei desta chef são deliciosas e fazem sempre um brilharete quando as sirvo. O único senão que lhe encontro é que quase sempre as quantidades de manteiga e açúcar que contém são absolutamente pecaminosas, mas tenho conseguido reduzir as quantidades sem perder o essencial da receita. 

Por um feliz acaso estive para fazer esta receita, que até é bem comedida no açúcar e na manteiga, há duas semanas atrás, antes de saber quem seria a chef desta quinzena. Por esse mesmo feliz acaso não a fiz, mas quando vi quem era a nossa convidada nem hesitei em escolher o doce de fim-de-semana. Por um outro acaso, desta vez menos feliz (ai vesícula!), foi-me interdito prová-la, mas quem a provou (e comeu toda.....) achou-a ... aprovadissima!

E foi assim que a Susana, mentora do grupo, apresentou a convidada:
"...é uma das melhores pasteleiras do mundo. Americana de origem, o seu coração divide-se entre Paris e Nova Iorque, cidades onde vive e trabalha. No que a aventuras culinárias toca foi já parceira dos grandes Julia Child e Pierre Hermé. É raro uma receita sua não funcionar e não ser absolutamente deliciosa, o que lhe valeu já um número significativo de prémios. Quem folheia um dos seus livros dificilmente não sente a urgência de ir para a cozinha experimentar uma daquelas receitas. Uma coisa é certa: não irão arrepender-se."




(Vejam o video aqui ou a descrição da receita aqui)
Ingredientes:
Manteiga para untar
3 maçãs médias sumarentas (usei Fuji)
1/2 chávena de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1/3 de chávena de açucar
1 pitada de sal
2 colheres de chá de extrato de baunilha
6 colheres de sopa de leite
2 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida e à temperatura ambiente
Geleia para barrar (opcional - usei geleia de abrunho)
Açúcar em pó para polvilhar (opcional)

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Unte uma forma quadrada com 20x20 cm com manteiga e forre com papel vegetal.
Descasque as maçãs e fatie muito finamente, mas sem que fiquem fatias transparentes. Use uma mandolina, se tiver.
Numa taça misture a farinha e o fermento.
Noutra taça bata os ovos com o açúcar e o sal, durante alguns minutos, até o açúcar se dissolver e a mistura ficar esbranquiçada.
Junte o extrato de baunilha, de seguida o leite e depois a manteiga derretida.
Acrescente a farinha e envolva até obter uma mistura macia.
Com uma espátula, envolva as maçãs na mistura até todas as fatias estarem cobertas pela massa.
Transfira a massa para a forma e alise o topo com a espátula.
Leve ao forno por 40 a 50 minutos ou até o bolo estar dourado. 
Verifique se está cozido espetando a ponta de uma faca ou um palito no centro, se sair seco estará pronto o bolo.
Deixe a forma arrefecer sobre uma rede durante uns minutos, de seguida desenforme e deixe arrefecer completamente.
Barre com geleia derretida, corte em quadrados e polvilhe com açúcar em pó.

10 de novembro de 2015

Penne com molho de abóbora




A convidada desta quinzena do "Quinze dias com ...." era-me de todo desconhecida e ao pesquisar as suas receitas acabei por encontrar esta massa com molho de abóbora que me deliciou. Adaptei a receita à quantidade para um, mas é um prato que podemos fazer a mais, guardar e até congelar. tal como a Susana descreveu as suas receitas são simples e muito inspiradoras para quem não gosta ou não pode passar muito tempo na cozinha. 

"De nacionalidade norte-americana, a nossa próxima convidada vai inspira-se nos seus ascendentes sicilianos e cajun para fazer os seus pratos. Grande adepta das refeições que se preparam em menos de 30 minutos, tenta ensinar nos seus programas que a cozinha pode ser fácil, rápida e descomplicada. Iremos ter connosco… Rachel Ray."



Ingredientes (para 6):
500 gr. de penne integral (usei normal)
2 colheres de sopa azeite
3 chalotas, finamente picadas
3 a 4 dentes de alho, picados
2 chávenas de caldo de galinha*
425 gr. de puré de abóbora (1 lata) **
1/2 chávena de natas (usei creme de coco para cozinhar)
1 colher de chá de molho picante (não usei)
Noz moscada ralada na hora q.b.
2 pitadas de canela em pó
Sal e pimenta preta q.b.
7 a 8 folhas de sálvia, finamente cortadas, mais algumas para decorar
Parmesão ralado

Preparação:
Coza a massa em água temperada com sal.
Aqueça o azeite em lume médio, acrescente as chalotas e o alho e salteie por 3 minutos.
Acrescente o caldo de galinha e o puré de abóbora e misture, junte as natas e tempere com o molho picante, a canela, a noz moscada, sal e pimenta.
Reduza o lume para médio-baixo e deixe cozinhar por 5 a 6 minutos para o molho engrossar.
Junte a sálvia e polvilhe com o queijo.

* Aqui fiz batota: temperei a água de cozer a massa com um pouco de caldo de galinha e usei esta água em vez do dito caldo. Como a massa vai libertando o amido na água, este "caldo" vai ajudar a engrossar o molho.

**Usei cerca de 200 gr. de abóbora manteiga assada e temperada com azeite, sal, alho, ervas de provença e piri-piri em pó.

15 de outubro de 2015

15 dias com ... Yotam Ottolenghi e uma belissima shakshuka




Não vos quero massacrar com as minhas desculpas da azáfama do trabalho para não conseguir publicar amiúde, mas a verdade é que fiz esta receita no fim-de-semana e só hoje consegui escrever estas parcas palavras (e a receita...) para o publicar ainda hoje, mesmo no limite do prazo desta quinzena do "15 dias com o chefe..." Yotam Ottolengui.
Por muito azáfama que fosse, não podia deixar passar a oportunidade de voltar a folhear "O Novo Vegetariano" e escolher uma receita para fazer. Elegi esta shakshuka que me maravilhou. Os sabores são explendidos e vou repeti-la mais vezes, até porque dá umas marmitas deliciosas e pode sempre ser acrescentada (sem o ovo) a um prato de massa. Deixo aqui a versão integral da receita que foi adptada, na minha cozinha, a quantidades mais pequenas.

Nascido em Jerusalém, com raízes italianas e alemãs e abraçando Londres como a sua casa desde jovem, a sua cozinha tem uma forte inspiração do médio-oriente. Não sendo vegetariano, os vegetais são o ponto de partida para as suas criações gastronómicas que baseia na sua transformação em algo extraordinário. Nesta quinzena teremos connosco: Yotam Ottolenghi.



(Fonte: "O Novo Vegetariano", de Yotam Ottolenghi)
Ingredientes (para 4, em doses generosas):
1/2 colher de chá de cominhos em grão (usei uma pitada de cominhos em pó)
180 ml de azeite refinado ou óleo vegetal
2 cebolas grandes, às rodelas
2 pimentos vermelhos, em tiras de 2cm
2 pimentos amarelos, em tiras de 2cm
4 colheres de chá de açúcar mascavado
2 folhas de louro
6 raminhos de tomilho, com as folhas cortadas e picadas
2 colheres de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de coentros picados, mais algumas folhas para decorar
6 tomates maduros, picados grosseiramente
1/2 colher de chá de fios de açafrão (não usei)
1 pitada de pimenta de caiena (não usei)
Cerca de 250 ml de água
8 ovos caseiros (2 por pessoa)
sal e pimenta preta q.b. (não usei a pimenta)

Preparação:
Numa frigideira grande, toste os cominhos em grão em lume forte durante 2 minutos (saltei este passo e polvilhei as cebolas com os cominhos em pó no passo seguinte)
Junte o azeite e as cebolas e salteie 5 minutos.
Acrescente os pimentos, o açúcar e as ervas e continue a cozinhar em lume forte por 5 a 10 minutos, até ganhar cor.
Junte os tomates, o açafrão e a pimenta de caiena e um pouco de sal e pimenta.
Reduza o lume e deixe cozer durante 15 minutos e durante a cozedura, vá acrescentando água, para que a mistura tenha uma consistência de molho de tomate.
Prove e retifique os temperos. Deve ficar forte e saboroso.
Retire as folhas de louro e divida a mistura por 4 tachos fundos, cada um suficiente para uma dose generosa.
Leve a lume médio para aquecerem, faça dois buracos na mistura em cada tacho e preencha cada um com um ovo. Polvilhe com sal e cubra com o testo.
Cozinhe em lume muito brando durante 10 a 12 minutos, ou até os ovos ficarem duros.
Polvilhe com coentros e sirva.

14 de agosto de 2015

Creme de feijão e brócolos


Sempre que entro na blogosfera para pesquisar receitas ou só para ver outros blogues ou sites, dos pratos que mais me chamam a atenção são as sopas. E isto mesmo no Verão. Gosto da forma como os ingredientes se transformam numa sopa, por muito simples que seja e atraem-me sobretudo os cremes em que um ingrediente brilha praticamente sozinho. Gosto das cores. Gosto das sopas às quais se acrescentam ingredientes que na nossa tradição normalmente estão afastados destas preparações. Gosto que sejam salpicadas outras coisas boas. E ás vezes até gosto que sejam em si uma refeição completa. Por isso, enquanto escolhia a receita com que havia de participar no Quinze dias com Sarah Carey, esbarrei-me com esta sopa na página da Martha Stewart a que não resisti.



(Fonte: Martha Stewart)
Ingredientes:
1 cabeça de brócolo, floretes separados
1 cebola picada
1 dente de alho
1 lata de feijão branco, drenada
Água ou caldo de vegetais q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.
Pinhões e parmesão para servir (opcional - não usei)

Preparação:
Comece por cozer os brócolos ao vapor, só até ficarem tenros. Deixe arrefecer ligeiramente e reserve cerca de 1/2 chávena para decorar.
Numa panela média, salteei, no azeite, a cebola e o alho até a cebola se apresentar transparente.
Acrescente o feijão e a água ou caldo e deixe ferver.
Acrescente os bróculos e triture até obter um creme suave.
Acrescente água quente ou caldo, se necessário e tempere com sal.
Sirva, guarnecendo a sopa com os floretes de brócolos reservados, os pinhões e o parmesão, se quiser.


Outras sopas saborosas:
Sopa de beterraba e pêra
Creme de cenoura ao limão com frango assado e requeijão
Creme de lentilhas aromatizado com laranja e croutons
Creme de curgete e maçã, com chips de curgete
Creme de cenoura com a sua rama aromatizado com gengibre
Sopa de rúcula com sementes de coentros
Sopa de brócolos com amêndoa
Creme de favas com chouriço
Sopa de abóbora com "coconut sambal"
Sopa fria de cenoura e laranja
Creme de penca com fritos do seu caule

23 de julho de 2015

Pataniscas de grão da Sarah Carey


E de quinzena em quinzena lá vou descobrindo novos sabores. Desta vez Sarah Carey é a convidada. Mais uma desconhecida para mim, que me apresentou inúmeras receitas práticas para o dia-a-dia. Desta vez escolhi uma sugestão com grão que andava para experimentar há imenso tempo e de que tenho encontrado algumas receitas em livros e blogues mais vocacionados para refeições vegetarianas. Estes fritos, a que chamei pataniscas, precisaram de muito pouco gordura para cozinhar, até porque ao reduzir a quantidade de ingredientes o ovo, ainda que pequeno, tornou a massa mais liquida. Os originais ficam mais altos e até mais apelativos, mas ainda assim gostei imenso destas pataniscas.

E aqui fica mais um pouco acerca de Sarah: "Editora da revista Martha Stewart Living, é também co-apresentadora do programa Everyday Food, onde prepara refeições simples e deliciosas e dá dicas para facilitar o dia-a-dia na cozinha. Tendo estudado fotografia, foi na culinária que encontrou a sua verdadeira paixão", - Quinze dias com...


Ingredientes:
1 lata de grão (cerca de 440 gr.)
1/2 chávena de cebolinha verde, fatiada (usei cebola nova ou a chamada "onion spring")
1/3 de chávena de coentros picados
1/2 chávena de farinha
1 ovo grande
1 colehr de chá de sal
Azeite
Salada verde e quartos de limão para acompanhar

Preparação:
No robot de cozinha triture o grão, as cebolinhas e os coentros até obter uma pasta grosseira.
Junte o ovo, a farinha e o sal e misture.
Aqueça cerca de 1/4 de chávena de azeite numa sertã em lume médio-alto.
Acrescente a mistura de grão, cerca de 1/4 de chávena de cada vez e pressione gentilmente para formar bolinhos.
Cozinhe até dourar de ambos os lados, por 4 a 5 minutos, virando uma vez a meio do tempo.
Sirva com salada e gomos de limão.

7 de julho de 2015

Sopa fria de cenoura e laranja


Sopas frias não costumam fazer parte dos meus menus e qualquer sopa que possa ser servida fria, acabo sempre por a aquecer um bocadinho, só a ficar morna, ou até mesmo aquecer 1 minuto no microondas, porque aí a sopa não aquece por todo e vai haver uma "fusão" de temperaturas frias e quentes. Não gosto de água gelada, nem de alimentos gelados (ok, só os gelados e mesmo assim não pode ser uma grande quantidade). Gosto de tudo morno, assim morno para o frio no Verão e morno para o quente no Inverno, mas esta sopa tinha uma combinação de ingredientes que já conhecia e que me agrada muita: a cenoura e a laranja, por isso arrisquei e escolhi este prato para a quinzena do "Quinze dias com o chefe". E o chefe escolhido foi Viriato Pã: 

Concorrente do primeiro Masterchef português, a originalidade dos seus pratos inspirada na mistura de culturas trazida da sua Guiné-Bissau natal, do Portugal que o acolheu e de inúmeras viagens que foi fazendo ao longo da vida rapidamente lhe rendeu o salto para a sua verdadeira paixão: a cozinha. Tem, desde então, vindo a trabalhar em alguns restaurantes, criou o seu próprio espaço num quiosque no Martim Moniz em Lisboa e ganhou o seu próprio programa num canal de culinária,óptimas razões para dar a conhecer a fusão de todas as culturas de que foi bebendo. 



(Fonte: Viriato Pã, 24 Kitchen)
Ingredientes:
5 cenouras grandes
4 laranjas grandes
1 batata
1 cebola grande
1 alho francês
1 dente de alho
Azeite q.b.
Manteiga q.b.
Sal e pimenta q.b.
1 litro de àgua q.b.

Preparação:
Tradicional:
Aqueça a água numa panela e reserve.
Corte a cebola e o dente de alho cortados em pedaços pequenos e o alho francês em rodelas grossas.
Salteie os legumes num fio de azeite, até ficarem transparentes e adicione um pouco de manteiga e sal.
Descasque e corte as cenouras em rodelas e coloque-as, juntamente com o preparado anterior,  ao tacho com a àgua e deixe cozer em lume médio.
Raspe as laranjas e esprema o sumo e reserve em separado.
Quando os legumes estiverem cozidos, triture-os com a varinha mágica até obter um puré e deixe arrefecer.
Adicione a raspa e sumo de laranja e retifique os temperos.
Guarde 3 horas no frigorífico durante 3 horas antes de servir.
Bimby:
No copo coloque a cebola e o dente de alho cortados em pedaços e o alho francês. Pique 5seg./vel. 5.
Junte um fio de azeite e de seguida refogue 5min./vel.1/100º.
Acrescente um pouco de manteiga e sal.
Descasque e corte as cenouras em rodelas e coloque-as no copo. Junte a água quente e programe 20 min/vel. 1/varoma.
Raspe as laranjas e esprema o sumo e reserve em separado.
Quando os legumes estiverem cozidos, triture progressivamente nas velocidades 3-5-7-8, durante 1 minuto e deixe arrefecer.
Adicione a raspa e sumo de laranja e retifique os temperos.
Guarde 3 horas no frigorífico durante 3 horas antes de servir.

25 de junho de 2015

Gelado de citrinos e gengibre



Rachel Allen foi a chefe escolhida para a quinzena do "Quinze dias com o chefe" e, por aqui, a receita eleita condiz com o calor: sai um gelado, por favor!

Rachel Allen "vem da Irlanda, onde nasceu, cresceu, aprendeu a cozinhar e onde se transformou numa das mais populares chefs da televisão irlandesa… e não só! Atualmente, divide-se entre os programas televisivos, os livros e as aulas que leciona na escola que a acolheu, a Ballymaloe Cookery School. Sendo apelidada de rainha da cozinha irlandesa, prefere dizer que a sua forma de cozinhar procura a simplicidade necessária num jantar de família e amigos".



(Fonte: Rachel Allen)
Ingredientes:
200 ml de curd de citrinos *
300 ml de créme fraiche
300 ml de iogurte natural
2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado
Adoçante a gosto, caso o vosso curd n\ao seja muito doce como o meu

Preparação:
*Para o curd segui  esta receita, usando o sumo de 2 laranjas e 1 limão e a raspa da casca do limão.
Numa taça grande misture bem todos os ingredientes, transfira para um recipiente com tampa e leve ao congelador até ficar firme.
Retire do congelador uns minutos antes de servir.
Sirva com amêndoas palitadas ou, quem sabe, um fio de caramelo...

Nota: embora a Rachel Allen nada refira, convém levar o gelado à máquina de gelados ou, pelo menos, quebrar os cristais de gelo que se formam durante a congelação (ao fim de uma hora retire o gelado e com a ajuda de um garfo envolva-o, repita a operação mais umas vezes. Em última instância, antes de servir, deixe à temperatura ambiente até poder quebrar o gelado em pedaços e leve ao robot de cozinha, misturando por alguns segundos até obter a cremosidade desejada), senão não teremos um gelado cremoso.

Ah... e não se esqueçam do passatempo fresquinho que corre AQUI. Ainda têm até dia 27 para participar!!

11 de junho de 2015

A quinzena de Raymond Blanc



É a quinzena do Raymond Blanc no "Quinze dias com o chefe" e fico cheia de pena por só ter experimentado uma receita. Como sempre, nestes desafios, procuro experimentar receitas mais simples, que possam servir as minhas refeições diárias e esta quinzena a minha escolha recaiu numa couve roxa braseada. O que me chamou a atenção nesta receita foi, em primeiro lugar, o ingrediente principal, a couve roxa, que quase invariavelmente utilizo crua nas saladas, o que me deu a oportunidade de experimentar outras formas de a apresentar e, em segundo lugar, as especiarias utilizadas. Não que costume usar muitas especiarias na comida, mas fiquei curiosa e vocês conseguem, certamente, imaginar todos os aromas que daqui resultaram. O único senão na escolha que fiz é que este é acompanhamento sobretudo para carnes e para tempo mais frio que clama pelo calor das especiarias.

E quem é Raymond Blanc:
"De origem francesa, o nosso próximo convidado é um autodidata, totalmente inspirado pelo amor da sua mãe pelos produtos locais e sazonais. Ainda jovem, foi trabalhar para Inglaterra como empregado de mesa, até que um dia teve que substituir o chef do restaurante onde trabalhava, dando aí início à sua carreira. Cinco anos depois, abria o seu primeiro restaurante em Oxford e, mais tarde, um restaurante e hotel em Oxfordshire. O passo seguinte foi a criação de uma escola de culinária, que acolheu alguns dos mais famosos chefes do mundo. Continuando com a sua missão de levar o melhor de França para Inglaterra, tornou-se igualmente uma estrela da BBC" - extraído de "Quinze Dias com..."

A descrição da receita é a que se encontra no site, mas, como devem calcular, não cozinhei 2 kg de couve. Usei cerca de 300 gr adaptando as restantes quantidades.



Ingredientes:
2 kg de couve roxa, cortada finamente
30 bagas de zimbro (Espiga)
15 gr de sal
40 gr de manteiga
2 paus de canela
4 estrelas de anis
250 ml de sumo de laranja
250 ml de vinho do Porto Ruby
250 ml de água
200 ml de vinagre balsâmico (com 8 anos, diz a receita ...)
50 ml de geleia de groselha
Raspa de uma laranja
1 pitada de pimenta preta moída

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 150º.
Num almofariz esmague as bagas de zimbro com o sal, até obter uma mistura fina.
Numa taça grande, misture a couve com o sal e o zimbro e deixe repousar por cerca de 30 minutos. Este passo vai permitir que os sucos da couve se libertem e que haja uma troca de sabores com o zimbro.
Usando um tacho que possa ir também ao forno, derreta a manteiga em calor médio e junte a couve, deixando suar por cinco minutos.
Junte os restantes ingredientes e deixe levantar fervura. Tape a panela e transfira para o forno e deixe cozinhar durante 1 hora e 20 minutos, até a couve estar macia.
Prove e rectifique os temperos, se necessário.

22 de maio de 2015

Água fresca



O grupo "Quinze dias com..." está de parabéns. Completou o seu primeiro aniversário e embora tivesse faltado à festa com um bolo tal como a Susana pediu, não podia deixar de participar na 1ª quinzena deste segundo ano, que começa exactamente com o chefe que inaugurou o grupo: Jamie Oliver e que dispensa apresentações. 
Gosto da forma simples e prática como o Jamie apresenta as suas receitas, como escolhe os alimentos sazonais e o uso das ervas aromáticas para temperar os pratos. Também não passa despercebida a luta que tem votado à melhoria da alimentação escolar e à luta contra o excesso de peso e a obesidade infantil que já atinge 42 milhões de crianças com idade inferior a 5 anos. Nesta luta tenta que a educação alimentar se torne uma componente obrigatória de ensino introdução. Por mim, acho fundamental que a escola seja um veículo de formação não só nas matérias tipicas de ensino, que incluem a criança no seu meio histórico e geográfico e lhes fornecem ferramentas para gerir o seu futuro profissional e material, mas  que também lhes dêem orientação para uma vida mental e fisicamente saudável (no que acho fundamental a participação dos pais e até também a sua formação se necessário), por isso se têm a mesma sensibilidade podem sempre ajudra esta luta assinando a sua petição: https://www.change.org/p/jamie-oliver-needs-your-help-fighting-for-food-education-foodrevolutionday 

Bom, mas voltando à receita: a escolha recaiu, não sobre um dos seus fabulosos pratos de massa ou saladas, mas numa simples bebida fresca para estes dias quentes. Costumo beber chá de hibisco (como qualquer outro chá) sem açúcar, mas a verdade é que é um pouquinho amargoso, por isso esta bebida revelou-me como este chá se pode transformar só com um pouco de açúcar. Não usei limas porque não tinha, nem gelo, que não gosto de bebidas demasiado frias. Também coei o chá ao fim de uns vinte minutos, mas se o quiserem com uma cor mais intensa deixem-no ficar em infusão de um dia para o outro como o Jamie aconselha.



(Fonte: revista "Jamie - Revista com as melhores receitas do ano")
Ingredientes:
50 gr. de flores de hibisco secas (usei a infusão de hibisco da "Mil e 1 Chás")
100 gr de açúcar
Raspa da casca de 1 lima (opcional - não usei)
Gelo e quartos de lima para servir



Preparação:
Deite as flores o açúcar e a raspa de lima num jarro grande e junte 1,5 lt de água acabada de ferver.
Mexa bem para dissolver o açúcar.
Reserve e deixe arrefecer à temperatura ambiente
Quando estiver frio leve ao frigorífico por umas horas ou de um dia para o outro.
Coe e sirva com gelo e quartos de lima frescos.

27 de abril de 2015

Compota de morango e chia



Aproveito a quinzena do "Quinze Dias com o Chefe..." para experimentar outra receita da chefe convidada, Mafalda Pinto Leite. É também uma receita da categoria pequenos-almoços ou lanches e, claro, é uma receita saudável. Para quem gosta de compotas, mas quer fazer pouca quantidade, esta é a receita ideal.



(Fonte: "As Receitas da Mafalda", de Mafalda Pinto Leite)
Ingredientes:
3 chávenas de morangos
2 colheres de sopa de xarope de ácer ou mel (usei agave)
1/2 chávena de sementes de chia

Preparação:
Deite os morangos, cortados em pedaços, num tacho, juntamente com o adoçante e esmague grosseiramente com as costas da colher.
Leve a lume médio e deixe ferver cerca de 5 minutos.
A crescente as sementes, envolva e deixe cozinhar, mexendo sempre, durante cerca de 15 minutos, até engrossar.
Guarde em frascos durante 2  semanas no frigorífico.

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