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3 de setembro de 2014

Esparguete com molho de atum

 
 
Massas fazem sempre pratos deliciosos. Combinam com tudo e até com um ingrediente que normalmente não me agrada, o atum (é tão saudável, eu sei....), mas a verdade é que fiquei rendida a este molho delicioso.



Fonte: "My Kitchen Table: 100 Pasta Récipes", de Antonio Carluccio
Ingredientes (para 4):
4 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de salsa picada
2 dentes de alho picados
1 pitada de malagueta seca moída
1 cm de raiz de gengibre em fatias finas
450 gr. de molho de tomate caseiro
400 gr. de atum em conserva ao natural, drenado e picado
150 gr. de tomate cereja (mistura de vermelho e amarelo) cortado em fatias
Esparguete  q.b.
Sal q.b.

Preparação:
Cozinhe a massa al dente e reserve.
Aqueça o azeite e gentilmente frite 2 colheres de salsa picada, o alho, a malagueta e o gengibre, por alguns minutos, até amaciarem.
Acrescente o tomate cereja e deixe cozinhar mais alguns minutos, mexendo sempre.
Junte o molho de tomate e, novamente, deixe cozinhar por mais uns minutos.
Misture o atum e tempere de sal.
Misture a massa no molho e sirva.

16 de abril de 2012

Tangerina em calda de caramelo e um lanche surpreedente




Um saco cheio de tangerinas pequeninas e aromáticas entrou na minha cozinha a pedir algo ... especial. Uma compota parecia-me apetecível, não fora retirar todas aqueles semtes nos gomos pequeninos. Folhei um dos meus livros preferidos nesta matéria e encontrei esta pequena delicia que coroou um lanche delicioso.



(Fonte: "Conservas" da Civilização Editora)
Ingredientes:
10 tangerinas pequenas
175 gr. de açúcar refinado
100 ml de água + 200 ml quente
1 iogurte grego por pessoa*
Granola

Preparação:
Descasque as tangerinas e, cuidadosamente, raspe a pele com uma faca e reserve.
Num tacho leve a lume brando o açúcar e 100 ml. água até o açúcar se dissolver, sem mexer.
Quando o açúcar estiver dissolvido aumente o calor do fogão e deixe ferver por 5 a 10 minutos ou até se apresentar com a cor dourada do caramelo.
Retire o tacho do fogão e protegendo as mãos deite a água quente sobre o caramelo. É importante que proteja as mãos porque o caramelo pode respingar. mexa e eleve de novo ao lume até ferver. Desligue.
Coloque as tangerinas num frasco esterilizado e quente (enchi um frasco com 3/4 da sua capacidade de água e levei ao microondas por 3 minutos na potência máxima. Deixei-o no microondas até precisar dele).
Disponha-as sem amassarem e despeje sobre elas a calda. Deixe arrefecer.
Num prato ou numa taça disponha o iogurte, polvilhe com granola, coloque uma tangerina e regue com calda.

* Usei iogurte natural: verti-o sobre um passador de rede fina e deixei a drenar no frigorífico durante 1 hora. O soro que resulta deste processo pode ser usado para pães ou bolos. 

2 de setembro de 2011

Queijo feta em azeite



O verão passou por nós e nem demos por ele. Não tarda muito e o outono entra-nos pela porta dentro. Deixo os churrascos e recolho à cozinha. Nas prateleiras do armário e no frigorífico vou alinhando os frascos de compotas e conservas. Alguns já têm lugar nos cabazes de Natal, outros são para nosso gáudio ou para ofertas mais doces. Alguns mais vão ser acrescentados com as frutas de verão que ainda nos chegam e outros mais ao longo ano com ingredientes intemporais como este feta em azeite.
Segundo a fonte esta conserva mantém-se 4 meses no frigorífico. A minha não vai durar tanto tempo. Tenho utilizado os quadradinhos de feta para barrar em torradas e para enriquecer saladas como esta e o azeite para as temperar.

(Receita adaptada do livro "Conservas" da Civilização Editora)
Ingredientes:
200 gr. de queijo feta
150 ml de azeite
1 col. de chá de grãos de pimenta da Jamaica
1 col.de chá de folhas de oregãos



Preparação:
Numa tigela misture o azeite, a pimenta e as folhas de oregãos.
Corte o queijo em cubos pequenos e acondicione num frasco para compotas previamente esterilizado.
Cubra o queijo com a mistura de azeite.
Acrescente mais azeite se necessário para que o queijo fique completamente coberto.
Feche o frasco e guarde no frigorífico até 4 meses.
Deve manter o queijo coberto pelo azeite, acrescentando mais se necessário.

26 de maio de 2010

Paté de Sardinha



Quando vi esta receita de paté de sardinha na cozinha da Elvira não resisti em experimentar e logo no fim-de-semana seguinte foi a entrada que servi no almoço de Domingo. Ficou simplesmente delicioso.

Ingredientes:
100 gr. de manteiga com sal à temperatura ambiente (utilizei apenas 80 gr.)
1 colher de chá de concentrado de tomate
1 lata de sardinhas de conserva em azeite
Whisky
1 pitada de malagueta moída
Salsa picada q.b.
Sal q.b.
Pimenta moída no momento q.b. (não usei)

Preparação:
Escorra a lata de sardinhas.
Coloque a manteiga cortada em pedaços, a pasta de tomate e as sardinhas no copo da varinha mágica.
Acrescente o whisky, a malagueta, o sal e a pimenta.
Triture tudo até obter uma pasta homogénea.
Adicione parte da salsa e misture com um garfo.
Acondicione o paté em tacinhas ou ramequins e alise com um garfo.
Polvilhe com a restante salsa.
Cubra  com película aderente e leve ao frigorífico, retirando 10 a 15 minutos antes de servir.

28 de abril de 2010

Crepe com ananás e molho de chocolate


Um dia destes perdi-me de amores por um ananás dos Açores, com uma cor laranjinha linda, linda. 
Lembro-me da primeira vez que visitei os Açores, mais precisamente a ilha do Faial e a amiga, em casa de quem fiquei hospedada, comprou um ananás para a sobremesa que fez as minhas delicias, primeiro pelo aroma e depois pelo sabor bem distante dos abacaxis desenxabidos a que estava habituada. Mas para meu desconsolo este ananás saiu um pouco mais ácido do que estava à espera e aprecio, embora nada que uma calda de Vinho do Porto ou de Vinho da Madeira e açúcar não resolvesse. 
Mas eis que me ponho a olhar para o ananás e a pensar que um fruto tão bonito tem que se prestar a mais e melhores desempenhos. Então fiz o seguinte:

Parti o ananás em rodelas com cerca de 1 cm de espessura.
Retirei a casca a cada rodela.
Num tacho levei ao lume 1 chávena de açúcar, 1 chávena e meia de água e meia chávena de vinho do Porto.
Mexi um pouco para dissolver o açúcar  e quando levantou fervura deitei na calda o ananás e respectivas cascas. Reduzi para o mínimo e deixei em lume brando até o ananás estar cozido, ou seja, até espetar um garfo com facilidade.
Deixei arrefecer. Deitei fora as cascas e coloquei as rodelas num frasco de boca larga, devidamente esterilizado (lave o frasco na máquina de lavar ou enxague - frasco e tampa - com álcool e deixe secar com a boca virada para baixo sobre um pano de cozinha). Coe a calda e deite sobre a fruta.
Fica uma delicia, seja para servir simples, seja para outras utilizações não menos simples como esta:

Parta uma rodela de ananás em cubos e espalhe sobre metade de uma folha de crepe.
Regue com uma colher de sopa de calda de ananás.
Feche o crepe e cubra com molho de chocolate:
1 chávena de açúcar
1/2 chávena de água
30 gr. de chocolate 70% cacau em barra
1 colher de sobremesa de manteiga

Num tacho misture a água e o açúcar. Quando começar a ferver reduza para o mínimo e deixe ferver 6 minutos. Junte o chocolate partido em pedacinhos e mexa energicamente até derreter. Deixe ferver novamente. Junte a manteiga, mexa e desligue o fogão.  

Pode guardar este molho num frasquinho e ir utilizando sempre que lhe apetecer. Se o açúcar cristalizar, antes de utilizar aqueça o frasco em banho-maria.

19 de abril de 2010

Caldo de legumes

Se há coisa que me arrepia é deitar comida fora. Gosto de aproveitar tudo quanto puder: do alho francês faço sopa com a parte branca e congelo os talos verdes partidos em tiras para um arroz malandro. Das pencas aproveito também os talos mais grossos para o mesmo arroz ou para o creme de uma sopa. Do caldo das carnes cozidas resulta uma bela sopa e até com a gordura dos assados se fazem belos molhos que se podem congelar para futuras reutilizações. Por isso, quando descobri aqui, na cozinha da Ana,  mais uma forma de fazer alguns aproveitamentos com aquilo que normalmente rejeitamos das verduras frescas, não pude deixar de experimentar. 
Assim, passei a guardar no frigorífico, num tuperware bem fechado, as sobras das couves e do alho francês, pés de cogumelos, cascas de cenoura e das courgetes (que rejeito quando as uso para uma sopa que não quero de cor verde, embora por vezes congele essas cascas para juntar aos legumes salteados). Importante é que esteja tudo bem seco, para que a humidade não deteriore os alimentos. Junto os talos da salsa e dos coentros e das demais ervas frescas.
Quando o recipiente está cheio, corto tudo bem cortadinho, junto uma cebola e um tomate, sal e piri-piri (ou pimenta) e cubro com água. Ferve durante 30 minutos. Depois é só coar e verter para os recipientes onde vai congelar. Utilizo caixinhas de cerca de 300 ml. É o suficiente para um arroz, por exemplo.
Não deixem de visitar o link. A Ana explica tudo bem explicadinho. Vale a pena experimentar. Ganhamos a dobrar: temos um caldo mais saudável e mais uns troquinhos na carteira.

16 de dezembro de 2009

Arroz de Atum



Não aprecio atum em conserva. Adoro um bife de atum fresco grelhado, mas atum em conserva não aprecio. Quando muito em conserva natural lá vou usando para variar um bocadinho, aí umas duas vezes no ano. Há pouco tempo, ao passar de cozinha em cozinha parei na da Colher-dePau e descobri esta receita de arroz de atum com ervilhas. Como já disse e repeti, não aprecio o atum em conserva, mas deixou-me curiosa a receita e ontem lá me decidi a experimentar variando de acordo com o que havia no frigorifico e foi assim que eu fiz:

1 lata de atum natural
1/2 cebola
1 dente de alho
1 folha de louro
1/4 de pimento vermelho
1 tomate maduro
100 gr. de bróculos
1 chávena de arroz carolino
1 e 3/4 de água
1 pitada de malagueta
1 pitada de açafrão
Azeite e sal q.b.
2 ou 3 rodelas de ananás

No tacho coloquei a cebola picada, o alho esmagado, o pimento cortado em cubos, o tomate também cortado em cubos (sem as sementes) e a folha de louro e reguei com um pouco de azeite. Deixei cozinhar em lume brando, com o tacho tapado, até a cebola estar transparente  e o tomate amolecido.
Juntei o atum, previamente escorrido e envolvi. Acrescentei a água, temperei de sal e acrescentei a malagueta e o açafrão.
Assim que ferveu, juntei o arroz e mexi. Tapei o tacho e quando a água voltou a ferver acrescentei os raminhos de bróculos enterrando-os suavemente no arroz.
Quando a calda ferveu a ponto de fazer bolhas que rebentam reduzi para o minimo. Antes de completamente seco o arroz, e porque tinha tempo até à refeição, desliguei o fogão. O calor residual do tacho acabou de o secar.
No momento de servir juntei à superficie uns tirinhas de ananás. O fresco da fruta foi muito bem com o atum e uma excelente forma de atenuar o seu sabor.

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