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9 de junho de 2017

Camadas de iogurte com compota de cereja


Penso que quando nos iniciamos na lides culinárias começamos, mais ou menos, pelas mesmas receitas: aprendemos a fazer o imprescindível arroz nos salgados e nas doçarias começamos por coisas tão simples como um salame de chocolate, um bolo de bolacha ou uma sobremesa que eu adorava, de que não sei o nome, nem sei mesmo se tem nome oficial, mas que era tão simples qunato alternar numa taça camadas de mousse de chocolate (de pacote), bolacha Maria ralada e Chantilly (daquele de pacote) ou natas batidas. Era sempre um sucesso.
 
Hoje, para participar no desafio da Marta, trago-vos uma versão mais saudável dessa taça gulosa: camadas alternadas de skyr (sim, o skyr é um pouco moda, mas pela sua consistência torna-se perfeito para uma sobremesa simples. Estejam à vontade para usar iogurte grego ou iogurte natural), uma simples e outra misturada com macaccino e entre elas suma camada de granola simples. Para terminar: a cereja no topo da taça, já que é de cerejas que se vive este mês no "Intrusa na Cozinha".




Ingredientes:
Camadas de iogurte:
1 iogurte Skyr *
1 colher de chá de Macaccino Iswari (ou cacau ou chocolate)
1 colher de chá de mel
Granola **
1 colher de sopa de flocos de aveia grossos
1 colher de sopa de arroz tufado
1 colher de chá de mistura frutas Iswari
1 colher de chá de xarope de arroz ou mel
1 pitada de canela
Compota de cerejas:
150 gr. de cerejas
2 colheres de sopa de água
1 colher de chá de mel
1 colher de chá de sementes de chia

Preparação:
Comece por fazer a compota de cereja: coloque as cerejas num tachinho com 1 colher de chá de mel e 2 colheres de sopa de água. Deixe levantar fervura e mantenha o lume médio, durante cerca de 10 a 15 minutos, mexendo de vez em quando, até as cerejas começarem a amolecer.
Retire o taxo do lume, polvilhe com as sementes de chia e envolva bem, de forma a que as sementes não fiquem coladas umas às outras.
Deixe arrefecer completamente.
A Granola:
Toste a aveia, o arroz tufado e as sementes numa sertã, em lume alto. Quando começar a sentir o cheiro a tostado (não deixe queimar), retire e reserve.
Reduza o lume para médio e junte o xarope de arroz, quando começar a fervilhar acrescente a aveia reservada e envolva rapidamente com uma colher de pau até os cereais terem absorvido todo o xarope e polvilhe com canela.
Retira para um recipiente forrado com papel vegetal e deixe arrefecer.
As camadas de iogurte:
Divida o iogurte em 2 e a uma metade junte o macaccino e evolva muito bem. à restante metade junte o mel e mexa muito bem.
A taça:
No fundo da taça coloque a camada de skyr com macaccino
Polvilhe com a granola (que terá que desfazer com as mãos uma vez que o xarope de arroz além de adoçar, aglutina a granola em clusters).
Acrescente a camada natural com mel.
Por fim cubra com a compota de cereja.
 
*O Skyr é muito denso, pelo que não precisa de mais ingredientes para formar camadas espessas, mas pode substituí-lo por qualquer iogurte natural (1 iogurte e meio) e acrescentar uma colher de sopa de sementes de chia para formar uma mousse ou misturar o skyr com umas colheres de iogurte grego para o tornar menos denso, mantendo a firmeza de "mousse".
 
** Pode usar qualquer granola
 
 
 

29 de outubro de 2015

O Verão guarda-se em frascos ...



... e todas as estações do ano também, que não há fruta ou legume que não se possa transformar em compota ou em conserva, mas este post é sobre o Verão, sobre as árvores carregadas de sabores e cheiros, sobre os dias azuis que começam a ir embora de mansinho, mas que ainda nos deixam uma réstia de luz morna e acolhedora até que as horas se começam a esvair na penumbra e nada mais nos resta que não seja abrir uma compota feita nesses dias calorosas para nos fazerem regressar, por breves minutos, àquele dolce far niente.
Hoje, um dia frio e cinzento, sirvo-vos um pequeno mimo para o lanche: scones da Leonor e dois doces à escolha: de um lado os figos, do outro os pêssegos e como se não bastasse, que tal uns figos em calda, cuja receita não deixo aqui, vão mesmo ter que passar pelo Cinco Quartos de Laranja (é que acho que alguma coisa não correu como eu queria, mas a verdade é que ninguém se queixou).




Doce de figo e baunilha
(Fonte "Conservas", de Lynda Brown, Livraria Civilização Editora)


Ingredientes:
675 gr. de figos maduros, sem extremidades e cortados em quartos
Raspa e sumo de 1 limão biológico, lavado
1 maçã, descaroçada, descascada e cortada em pedaços
1 vagem de baunilha, cortada em tiras longitudinais
675 gr. de açúcar granulado (usei pouco mais de metade)

Preparação:
Coloque os figos numa panela com o sumo e raspa de limão, a maçã e a vagem de baunilha.
Cozinhe em lume brando, durante cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando até que os figos fiquem moles e se desfaçam.
Adicione o açúcar  e cozinhe em lume brando, mexendo, até o açúcar se dissolver.
Deixe levantar fervura e cozinhe no ponto de formar bolhas, mexendo de vez em quando, durante 15 a 20 minutos ou até atingir o ponto de solidificação.
Retire a espuma que se forma à superficie e retire a panela do lume para testar o ponto.
Assim que estiver pronto, retire a vagem de baunilha e transfira o doce para frascos esterilizados.


Doce de pêssegos e nozes
(Fonte "Conservas", de Lynda Brown, Livraria Civilização Editora)


Ingredientes:
1,250kg de pêssegos maduros
1 laranja descascada e cortada em rodelas finas
900 gr. de açúcar
Sumo de 1 limão
50 gr. de nozes descascadas e partidas grosseiramente
1-2 colheres de sopa de brandy (opcional - não usei)

Preparação:
Pele os pêssegos, corte-os ao meio, retire os caroços e reserve-os.
Corte a polpa em pedaços.
Coloque os pêssegos e a laranja numa tigela grande com o açúcar, tape e deixe repousar durante 4 horas ou de um dia para o outro.
Coloque a fruta e o açúcar numa panela de base reforçada.
Ponha os caroços de pêssego num quadrado de musselina, feche e ate com um cordão e coloque-os dentro da panela.
Cozinhe em lume brando, mexendo, até o açúcar se dissolver.
Depois de levantar fervura, deixe cozinhar até formar bolhas, mexendo de vez em quando, durante 15 a 20 minutos ou até atingir o ponto de solidificação.
Retire a panela do lume para testar o ponto.
Estando pronto retire o saco dos caroços, misture o sumo de limão, as nozes e o brandy, se estiver a usar.
Transfira o doce para frascos esterilizados.

1 de junho de 2015

A cereja no topo do cupcake



O tema para este Dia 1 na Cozinha tem tudo a haver com celebrações e como hoje é "Dia da Criança" e as crianças gostam de doces, os cupkaces vieram para a festa. 
Ora, cupcakes não são propriamente o meu forte. São lindos de ver, adoro ver uma montra com cupcakes, mas confesso que lhes passo ao lado. Regra geral são muito doces e não aprecio as coberturas. Tal como nos bolos, gosto dos que são mais simples, assim como quando saem do forno, mas sendo dia de festa abre-se excepção, afinal até nós nos vestimos de forma diferente e mais cuidada quando vamos a uma festa.
Ainda assim, procurei uma receita que pudesse ser mais consentânea com o meu gosto e acabei por encontrar várias receitas interessantes de cupcakes merengados e a que escolhi revelou-se perfeita, precisamente por não haver nada de perfeito na sua apresentação. Nada de sacos de pasteleiro e formas torneadas. São uns cupcakes de forma ... rústica, digamos, umas colheradas nas formas sem grandes preocupações.
Quanto à execução é que tive algumas dúvidas, o forno ligado durante 3 horas e meia não me parecia nada apelativo, pelo que arrisquei modificar tempos de forno e temperatura. O resultado pareceu-me perfeito (o termo "perfeito" quase parece uma contradição, mas neste ponto é tudo quanto se poderia querer), tanto que usando apenas metade dos ingredientes indicados fiz 6 cupcakes pequenos e enchi as restantes divisórias do tabuleiro de silicone com o meregue  que sobrou, fazendo-lhes uma ligeira concavidade com a ideia de os usar mais tarde como base de sobremesas, o problema é que...não sobrou nenhum.  Ah! Digo que o resultado me pareceu "perfeito", porque só na confecção destes cupcakes, enquanto pensava em arriscar a alteração de temperaturas e tempos de forno, é que me ocorreu que não tenho termo de comparação, porque destas sobremesas merengadas só conheço as que faço em casa.



Cupcake merengado com compota de cereja
(Fonte: Martha Stewart)
Ingredientes (faz 12 grandes):
Para o merengue:
6 claras grandes
1 colher de chá de vinagre branco (de vinha branco ou de cidra, por ex.)
1 colher de chá de extracto de baunilha
1/2 colher de chá de sal
Para a compota (faz 1 frasco):
300 gr. de cereja
100 gr. de açúcar



Preparação:
O merengue:
Aqueça o forno a 180º.
Usando um tabuleiro para muffins coloque em cada divisória uma forma de papel para cupcake e reserve.
Coloque na taça da batedeira as claras juntamente com o vinagre, o extracto de baunilha e o sal.
Bata a velocidade média/alta até começara  formar picos leves.
Acrescente o açúcar aos poucos - uma colher de sopa de cada vez, batendo 2 minutos entre cada adição, certificando-se de que o açúcar se encontra completamente dissolvido e usando uma espátula de borracha para raspar as laterais da taça, empurrando qualquer açúcar que aí se encontre.
As claras deverão formar picos firmes e brilhantes.
Versão Bimby: Coloque as claras juntamente com o vinagre, o extracto de baunilha e o sal no copo da bimby com a borboleta e bata 3 minutos/ vel. 3 e 1/2.
Com a máquina ligada na velocidade 3 vá juntando o açúcar, colher a colher.
Encha cada forma de papel com 2 colheradas de merengue, sem se preocupar com as formas estranhas com que possam ficar. Usando duas colheradas é como se tivesse 2 merengues, um em cima do outro e, em principio, não terá grandes problemas em dividir o cupcake para rechear, sem causar grandes estragos.
Limpe os bordos das formas, para que o merengue não cole ao tabuleiro.
Leve ao forno e reduza a temperatura para os 120º e deixe cozer por hora e meia.
O merengue cresce rapidamente e adquire logo uma cor dourada, por isso, se não se sentir (como eu) muito à vontade com a temperatura do forno neste bolo quando o merengue estiver dourado ligue apenas a resistência inferior do forno.
O merengue deve ficar completamente seco por fora e macio no centro.
Retire do forno (depois de desligado o forno deixei-os ficar lá dentro durante a noite) e tire os cupcakes do tabuleiro.
Usando um faca de serra, corte, cuidadosamente, o topo de cada um e no meio deite, em cada um, uma colher de chá generosa de compota. Cubra de novo o cupcake com o topo cortado e coloque em cada um uma cereja com o pé.


A Compota:
Tradicional:
Descaroce as cerejas e deite a polpa e todos os sucos num tacho juntamente com o açúcar.
Se quiser um doce mais liso triture com a varinha mágica, se não deixe ficar os pedaços de cereja inteiros. (não triturei)
Ligue o fogão em lume média e mexa com uma colher de pau até dissolver o açúcar.
Quando começar a fervilhar reduza para o mínimo e deixe cozer por cerca de 15 minutos, retirando qualquer espuma que se forme.
Findo esse tempo verifique o ponto do doce, deverá fazer estrada no fundo do tacho quando lhe passar a colher de pau, ou use o método do prato frio: enquanto prepara o doce deixe um pires no frigorifico ou no congelador. Neste momento, retire o tacho do lume e deite um pouco do doce no pires. Deixe arrefecer e passe o dedo pelo meio do doce, se fizer uma estrada sem se voltar a fechar está pronto, senão leve-o mais uns minutos ao lume e volte a fazer o teste.
Estando pronto transfira o doce para um frasco esterilizado.
Bimby:
Coloque as cerejas, sem pés no copo. Marque colher inversa e triture na velocidade durante 15 a 20 segundos.
Despeje o conteúdo para uma taça e comece a descartar os caroços.
Volte a colocar a polpa e os sumos no copo da bimby. Acrescente o açúcar.
Se quiser triture 10 segundos/vel. 5, senão salte este passo e programe 15 minutos/100º/vel.1. (não triturei)
No fim, retire o copo e substitua pelo cesto, colocando-o de forma invertida sobre a tampa e programe 5 minutos/varoma/vel. 1.
Faça o teste e se estiver pronto transfira o doce para um frasco esterilizado.


27 de abril de 2015

Compota de morango e chia



Aproveito a quinzena do "Quinze Dias com o Chefe..." para experimentar outra receita da chefe convidada, Mafalda Pinto Leite. É também uma receita da categoria pequenos-almoços ou lanches e, claro, é uma receita saudável. Para quem gosta de compotas, mas quer fazer pouca quantidade, esta é a receita ideal.



(Fonte: "As Receitas da Mafalda", de Mafalda Pinto Leite)
Ingredientes:
3 chávenas de morangos
2 colheres de sopa de xarope de ácer ou mel (usei agave)
1/2 chávena de sementes de chia

Preparação:
Deite os morangos, cortados em pedaços, num tacho, juntamente com o adoçante e esmague grosseiramente com as costas da colher.
Leve a lume médio e deixe ferver cerca de 5 minutos.
A crescente as sementes, envolva e deixe cozinhar, mexendo sempre, durante cerca de 15 minutos, até engrossar.
Guarde em frascos durante 2  semanas no frigorífico.

1 de novembro de 2014

Compota gelada de morango

 
 
No Dia 1 na Cozinha foi lançado o desafio de começar o mês com compotas. Ora, é no Verão que começamos a lançar mãos de frascos e frutas e açúcares e aromas para guardar todo o calor do Verão num frasco de que nos havemos de servir durante as estações de frio que se seguem, mas a verdade é que se penso em compotas, penso no Outono. Penso nos frascos dispostos nas prateleiras da despensa, por cores e etiquetas (como eu gostava de fazer etiquetas bonitas...), nos dias mais frios, mais curtos, nas torradas ou scones barrados com doce e penso na fruta de Outono de que também se fazem deliciosas compotas, mais quentes e encorpadas, mas a que vos deixo ficar hoje é uma compota de Verão. Já a tinha pronta a ser publicada, o tempo foi passando e quando me preparava a para a deixar para o ano eis que as temperaturas sobem e em meados de Outubro ainda os morangueiros dão fruto. Usei um método diferente que encontrei no fantástico livro "Conservas", muito fácil e sem problemas de esterilização dos frascos (claro que os recipientes devem estar bem lavados e secos...). Guarda-se no congelador, de preferência em embalagens pequenas, por que o prazo de consumo, uma vez descongelada, é de 2 semanas. 




Fonte "Conservas", de Lynda Brown, Livraria Civilização Editora
Ingredientes:
500 morangos maduros à temperatura ambiente
1 col sopa de sumo de limão
1 col sopa de agar-agar em flocos ou 1 col chá em pó
60 a 115 gr de açúcar branco

Preparação:
Lave os morangos, coloque-os numa tigela grande com o sumo de limão e esmague com um garfo de modo a obter um puré grosso, mas não cremoso para manter intacta um pouco de textura da fruta.
Coloque 250 ml de água numa panela pequena e adicione o agar-agar. Deixe amolecer por 2-3 minutos.
Agite a panela e deixe levantar fervura lentamente, em lume brando, sem mexer.
Deixe ferver, sempre em lume brando, durante 3 a 5 minutos, mexendo de vez em quando para dissolver o agar agar.
Quando os flocos se dissolverem mantenha a panela ao lume e adicione o açúcar. Mexa de vez em quando até o açúcar se dissolver completamente
Verta o xarope quente sobre a fruta mexendo sempre até os ingredientes ficarem bem misturados.
Verta a compota para recipientes de congelação deixando 1 cm no topo para o aumento de volume. Deixe arrefecer, vede e congele.
Para consumir descongele no frigorifico de um dia para o outro e consuma no prazo de 2 semanas.

Pode usar o mesmo método com outras frutas como nêsperas, amoras, mirtilos, cerejas de mesa, uvas maduras, melão, nectarinas, pêssegos e peras.

21 de novembro de 2011

Doce de curgete, lima e baunilha



Esta foi uma estreia absoluta. Nunca tinha feito doce de courgete, mas depois de me oferecerem uma enorme resolvi aproveitar parte dela para este doce da Gasparzinha do "No Soup for you", que me soou aromático.
Em vez do açúcar amarelo usei açúcar integral de cana que conferiu ao doce um tom mais escuro.

Ingredientes:
500 gr. de courgete
250 de açúcar amarelo
1 lima
1/2 vagem de baunilha

Preparação:
Descasque a courgete e rale-a.
Retire a casca à lima, retirando toda a parte branca.
Coloque o açúcar e a lima no copo da bimby e triture 10 segundos/vel.3-5-7.
Abra a vagem da baunilha e com a ajuda de uma faca ou de uma colher raspe as sementes e deite-as no copo.
Junte a curgete ralada e programe 30 min./100º/colher inversa/vel. colher.
No final do tempo substitua o copinho pelo cesto voltado ao contrário e programe 20 min./varoma/colher inversa/vel.colher.
Se quiser o doce mais seco programe mais 10 minutos. No meu caso acho que 15 minutos a final teriam sido suficientes. Guarde em frascos esterilizados.

20 de outubro de 2011

Ainda o verão ... em forma de ameixa



Já fora de época o verão disse adeus...até para o ano. Aqui, por esta cozinha, quase que findaram as compotas de verão. Tenho ainda uns pêssegos para fazer um chutney que muito provavelmente irá integrar os cabazes de Natal, mas para já ficam aqui as ameixas que deram em licor e duas compotas.

Licor de ameixa:
Fonte: Fórum Bimby (Licor de ameixa da Isi)
Ingredientes:
400 gr. de ameixas vermelhas descaroçadas
200 gr. de água
150 gr. de vodka (ou bagaço)
50 gr. de açúcar mascavado

 
Preparação:
Na bimby coloque a água e as ameixas no cesto. Programe 30 min./varoma/vel.1.
Findo esse tempo, retire as ameixas e reserve-as para a compota.
Ao liquido que ficou no copo acrescente a vodka e o açúcar. Programe 7 min./90º/vel. 2.
Guarde numa garrafinha esterilizada. Pode consumir de imediato.

Compota de ameixa:
Pese as ameixas reservadas, coloque-as no copo da bimby e acrescente metade do seu peso em açúcar. Triture 5 segundos/vel. 5 (gosto de sentir pedaços de fruta no doce) e programe: 25 min./100º/vel. 1.
No fim retire o copinho da tampa e substitua-o pelo cesto virado ao contrário. Programe 20 min./varoma/vel. 1.
Retire um pouco do doce para um pires gelado, deixe arrefecer uns minutos e passe o dedo pelo meio, abrindo uma estrada. Se voltar a fechar rapidamente programe mais 5 ou 10 minutos na mesma temperatura e velocidade.
Guarde em frascos esterilizados.

Compota de ameixas com Porto e canela:
Proceda como acima, juntando ao açúcar e ameixas o vinho do Porto. Triture se quiser e depois junte 1/2 pau de canela. O procedimento restante é idêntico.

Notas:
1 - Foi a primeira vez que fiz licor e fi-lo pela curiosidade inata a quem gosta de cozinhar, já que não sou muito fã de licores, mas este apreciei por não ter ficado muito doce e porque a vodka é mais suave no sabor que o bagaço.  
2 - Sendo o açúcar um conservante, quanto mais açúcar tiver a compota por mais tempo a poderemos guardar (tendo em conta que o processo de esterilização dos frascos é bem feito, claro), mas como normalmente faço pouca quantidade de cada vez, quase só para consumo da casa, atrevo-me a reduzir o açúcar para metade do peso da fruta e até à data sem decepções. Esterilizo os frascos com álcool, enche-os com a compota e coloco-os num tacho com água quase até à tampa. Ferve durante 10 minutos e retiro-os da água (cuidado com os choques térmicos, para os frascos não partirem). Uma vez abertos conservo-os no frigorífico e tenho o cuidado de utilizar uma colher bem limpa quando utilizo o doce. Tenho algumas compotas que se conservaram durante mais de um ano sem ter aparecido qualquer bolor.
3 - Como foi a primeira vez que fiz licor não tenho a receita no modo tradicional. Já quanto á compota vejam aqui.

3 de outubro de 2011

Doce de tomate com Porto e canela



Este ano a minha cozinha foi invadida por doces e ainda não acabou por aqui. Além da tradicional marmelada espero conseguir ainda deitar a mão a ameixas brancas e pêssegos para mais uns frascos. Depois do doce de tomate com malagueta  ervas de provença deixei-me encantar pelos aromas da canela e do vinho do Porto pela mão da Helena no seu "Sabores de Canela".

Ingredientes:
600 gr. de tomate maduro
170 gr. de açúcar
1 pau de canela
1 cravinho
2 cascas de limão (apenas a parte amarela)
20 ml de Vinho do Porto

Preparação:
Pele o tomate: faça um corte em cruz na base, megulhe-o em água a ferver e de seguida em água fria e puxe as extremidades da pele a partir dos cortes que fez.
Se tiver muitas sementes retire parte e coloque-o, cortado em pedaços no copo da bimby, juntamente com o açúcar. Triture 10 segundos/vel.5.
Junte o pau de canela, o cravinho e o vinho do Porto. Programe 20 minutos/100º/colher inversa/vel.colher.
No final deste tempo substitua o copinho pelo cesto virado ao contrário e programe 20 minutos/varoma/colher inversa/velocidade colher.
Verifique se o doce está no ponto, colocando um pouco num prato e passando o dedo pelo meio do doce. se abrir uma estrada está pronto. Se estiver muito fluido programe mais 5 minutos.
Retire as especiarias e as cascas de limão e guarde em frascos esterelizados.

23 de setembro de 2011

Doce de tomate com malagueta e ervas de provença



Embora não sendo um dos meus doces preferidos não resito em fazê-lo ano após ano. É inevitável com a quantidade de tomate maduro que todos os anos me oferecem. Este ano experimentei duas receitas de doce de tomate, a primeira aparecerá aqui mais para a frente e esta, a segunda, é mais uma receita saída do livro "Conservas" da Civilização Editora.
Para quem não aprecia o doce de tomate como eu, pareceu-me uma combinação perfeita a do picante com os aromas das ervas e o doce da compota. Fica muito boa juntamnete com queijos frescos, requeijão e queijo creme.

Ingredientes:
500 gr. de tomate pelado
250 gr. de açúcar
1 colher de chá de flocos de malagueta (utilizei malagueta seca finamente picada)
1 colher de chá de ervas aromáticas secas a gosto (utilizei ervas de provença)
Sumo de 1/2 limão


Preparação:

Bimby:
Para pelar o tomate: faça um corte em cruz na base, megulhe-o em água a ferver e de seguida em água fria e puxe as extremidades da pele a partir dos cortes que fez.
Parta-o em pedaços e coloque no copo da bimby, juntamente com o açúcar. Triture 10 segundos/vel.5. (se preferir pedaços de tomate maiores salte esta etapa.
Junte a malagueta e ervas aromáticas  e programe 20 minutos/100º/colher inversa/vel.colher.
No final deste tempo substitua o copinho pelo cesto virado ao contrário e programe 20 minutos/varoma/colher inversa/velocidade colher.
Verifique se o doce está no ponto, colocando um pouco num prato e passando o dedo pelo meio do doce. Se abrir uma estrada sem que os dois lados se unam logo de seguida está pronto. Se estiver muito fluido programe mais 5 minutos.
Guarde em frascos esterilizados.



Tradicional:
Depois do tomate pelado e partido em pedaços deite-o num tacho e junte o açúcar e o sumo de limão.
Se desejar um doce sem os pedaços de tomate, triture nesta fase.
Junte as ervas aromáticas e a malagueta e leve o tacho a lume brando. Assim que o doce levantar fervura, reduza o lume para o minimo e deixe cozer, mexendo com a colher-de-pau para não deixar queimar, até atingir o ponto desejado.

20 de maio de 2011

Compota de Morango - Temporariamente Esgotada



Se há morangos, há compota de morangos. Ou havia. A primeira dose já desapareceu. Até ao fim do Verão voltarei a repor o stock.

Ingredientes:
400 gr. de morangos
200 gr. de açúcar
1/2 limão

Preparação:
Versão Bimby:
No copo coloque os morangos previamente arranjados e cortados em pedaços grosseiros.
Junte a polpa do limão e o açúcar.
Triture 5 seg./vel. 5.
Tire o copinho e coloque o cesto voltado ao contrário sobre o buraco da tampa.
Programe: 30 minutos/100º/vel. 1.
Para verificar o ponto retire um pouco de doce para um prato frio e passe o dedo pelo meio, abrindo um sulco. Se o doce voltar a unir então necessita de mais tempo, programe, então, mais 5 minutos/varoma.
Verta para frascos esterilizados.

Versão tradicional:
Coloque num tacho os morangos previamente arranjados e cortados em pedaços grosseiros, juntamente com o sumo do limão e o açúcar.
Leve o tacho a lume brando, mexendo de vez em quando, até reduzir.
Para verificar o ponto retire um pouco de doce para um prato frio e passe o dedo pelo meio, abrindo um sulco. Se o doce voltar a unir então necessita de mais tempo.
Verta para frascos esterilizados.

10 de maio de 2011

Cestos de laranjas e uma compota


As laranjas invadiram a minha casa. São cestos e sacos delas a pedirem para lhes dar uso condigno. comecei por esta compota magnifica em sabor e na cor que adaptei do "Doce de Laranja Doce" da Suzana.

Compota de Laranja
(adaptada de Gourmets Amadores)

Ingredientes:
600gr. de laranjas
400 gr. de açúcar (usei 150 gr. de açúcar gelificante e 250 gr. de açúcar amarelo)
1,8 lt de água
1/2 vagem de baunilha

Preparação:
Com um descascador retire a casca das laranjas (apenas a parte laranja) e corte em juliana muito fininha. Como queria usar o espremedor de citrinos para depois extrair o sumo, retirei apenas parte da casca, em tiras alternadas.
Extraia o sumo das laranjas, podendo reservar todas as cascas e pevides para aproveitar a sua pectina.
Deite o sumo num tacho largo e alto juntamente com 1,2 lt de água e as cascas que cortou em juliana e leve ao lume, a ferver em lume brando, durante cinco minutos.
Acrescente a vagem de baunilha e, enquanto mexe, junte o açúcar.
Deixe ferver em lume médio/alto durante 10 a 15 minutos. O doce vai subir bastante durante este processo, daí ser importante que o tacho seja alto e largo para não extravasar.
Verifique o ponto, deitando um pouco de doce num prato frio. Se passar o dedo, criando uma estrada, sem que o doce volte a unir está pronto.
Retire a baunilha e distribua por frascos esterilizados.

P.S. - Na intenção (boa) de aproveitar a pectina das cascas da laranja, segui as indicações da Suzana no seu post "Doce de laranja doce ou um amor imcopreendido por marmalade", mas sem ter dado a devida atenção ao lume, que estava demasiado alto para o efeito e todo o liquido acabou por evaporar. Resolvi a questão utilizando cerca de 150 gr. de açúcar gelificante, perfazendo a restante quantidade com açúcar amarelo. 

31 de janeiro de 2011

Compota de Cebola Roxa


Assim que vi esta compota primeiro no blogue da Tangerina e depois no da Colher-de-Pau decidi que a teria mesmo que a experimentar. Gosto bastante da cebola roxa e do seu sabor suave e se ficava bem em tantos pratos porque não em compota?

Ingredientes:
700 gr. de cebola roxa
2 folhas de louro
1 pau de canela
1 copo de vinho tinto
300 gr de açúcar

Preparação:
Corte a cebola em meias luas fininhas e coloque-as num tacho.
Regue com o azeite e junte a canela e o louro (e se gostar e tiver 1 raminho de tomilho).
Leve a lume brando até a cebola cozinhar e evaporar a água que libertar.
Junte o açúcar e deixe caramelizar a cebola.
Acrescente o vinho, envolva e deixe cozinhar até reduzir.
Se desejar pode triturar. Guarde no frio e sobereie com um bom queijo ou com um suculento assado de carne.

28 de outubro de 2010

Doce de Ameixa Branca e Maçã Bravo de Esmolfe


Continuando a saga das compotas, junto à prateleira esta de ameixa branca e maçã. Doce feito no micro-ondas (pela rapidez e simplicidade de elaboração), ficou com um sabor excelente e uma linda cor dourada. 


Ingredientes:
1 maçã Bravo de Esmolfe de tamanho médio
3 ameixas brancas (juntamente com a maçã, depois de descaroçadas, totalizava cerca de 430 gr. de fruta)
200 gr. de açúcar
1 limão

Preparação:
Parta as ameixas em pedaços, reservando os caroços.
Deite num recipiente alto próprio para ir ao micro-ondas.
Regue com o sumo de limão.
Descasque e descaroce a maçã e reserve quer as cascas, quer os caroços (utilizei um descaroçador de maçã e juntei a polpa retirada desta forma).
Parta a maçã em pedaços pequenos (esta tarefa tem que ser executada rapidamente, pois a maçã Bravo de Esmolfe oxida facilmente).
Misture as frutas, deite o açúcar, junte os caroços e cascas (ricas em pectina), envolva e leve ao micro-ondas por 5 minutos em potência alta. Findo este tempo mexa para envolver bem frutas e calda. Repita a operação mais 2 vezes. Retire os caroços e as cascas da maçã. Triture com a varinha mágica, mas de forma a deixar pedaços de fruta. Verta para um frasco esterilizado.

14 de outubro de 2010

Doce de Pêssego aromatizado com Gengibre e Tomilho


Desde que fiz o pudim de pêssego com tomilho e gengibre que aquela combinação de sabores me ficou na memória, pela doçura e frescura que dela resultou. Agora que o Outono está aqui a pedir sabores mais mornos e consistentes, resolvi recriar a mesma combinação numa compota que tão bem vai acompanhar uns scones acabados de fazer e uma chávena de chá a fumegar numa tarde chuvosa.  E porque o "Eu Mulher" está a promover mais um  Alquimia de Ingredientes em que o gengibre é um dos escolhidos, participo na ronda  com este doce.

Ingredientes (para um frasco pequeno):
400 gr. de pêssego descaroçado e descascado
200 gr. de açúcar
1 colher de café rasa de gengibre ralado
2 hastes de tomilho

Preparação:
Corte o pêssego em pedaços pequenos e coloque num recipiente próprio para o micro-ondas.
Junte o açúcar, o gengibre e o tomilho e envolva.
Leve ao micro-ondas, em potência máxima, por 5 minutos. Findo esse tempo, mexa, para envolver a fruta e o açúcar. Volte a programar 5 minutos na potência máxima.
Findo esse tempo verifique a consistência do doce. No meu micro-ondas foi o tempo necessário, ora vejam:

Caso não esteja no ponto desejado programe mais 3 minutos de cada vez até atingir o ponto, tendo cuidado para não ficar com consistência de marmelada. Triture com a varinha mágica (ou não) e guarde num frasco esterilizado.


6 de outubro de 2010

Mais ameixas, mais compotas - Doce de Ameixas com Vinho


Este doce é um repetente anual, desde que a aprendi no curso temático "Doces, Compotas e Conservas" na Escola de Gastronomia Segredos & Cozinha. Além de bem servir numa tosta ou fatia de pão, é uma excelente companhia para carnes de caça ou estufados mais suculentos e outonais. Habitualmente utilizo-a como condimento da costela mendinha estufada.

Ingredientes:
 500 gr. de ameixas vermelhas
250 gr. de açúcar
200 gr. de água
200 gr. de vinho tinto

Preparação:
Descaroçam-se e partem-se em pedaços as ameixas e guardam-se os caroços numa "boneca" de pano.
Misturam-se todos os ingredientes num tacho, pendura-se a "boneca" e leva-se ao lume até atingir o ponto.

4 de outubro de 2010

Groselhas em geleia



O Outono chegou. É definitivo. As manhãs estão mais frias e os dias mais curtos. Por muito que goste do Verão, do calor (moderado, de preferência), dos dias longos, é com especial prazer que recebo o Outono. Entre os últimos dias de Verão e o inicio da nova estação, dá-se uma transformação súbtil, e atmosfera fica diferente, intimista, quase saudosista. A luz tem um brilho morno e convida a espreguiçar e a preguiçar sob o sol que se despede num último fulgor. O pôr-de-sol adquire uma cor intensa que não tarda muito vai tingir as folhas das árvores e um tapete dourado vai cobrir os passeios. 
Na cozinha começamos a atarefar-nos de novo em volta do calor do fogão. Os últimos frutos de Verão começam a escassear nas bancas do mercado. Tiram-se das gavetas os tachos para as compotas e geleias, e guardamos em frascos, tal qual lamparina mágica, esses sabores e aromas que nos deliciam.   

Ingredientes (para um frasco pequeno):
100 gr de groselhas
50 gr de água
1/4 chávena de vinho do Porto
1/4 chávena de açucar gelificante

Preparação:
Leve a água e as groselhas a lume brando por cerca de 15 minutos. A água começará a reduzir e ficará com a cor da groselha.
Acrescente o vinho e deixe ferver novamente por 2 minutos.
Acrescente o açúcar, envolva e, levantando fervura,  conte 3 minutos e desligue.
Guarde num frasco esterilizado.

17 de setembro de 2010

Doce de Ameixa Vermelha e Uvas Moscatel - mais uma compota



Mais um doce, este de ameixa e uvas e também incluído rol dos favoritos, logo a seguir ao doce de pêssego.

Ingredientes:
400 gr Ameixas vermelhas
100 gr de uvas Moscatel
250 gr de açúcar gelificante

Preparação:
Retire as grainhas às uvas e descaroce as ameixas. Partas-as em pedaços.
Deite todos os ingredientes na cuba da MFP e programe "compotas".
Ao fim de uma hora tem um doce fantástico que fará uma excelente companhia a qualquer tosta ou scone.

10 de setembro de 2010

Doce de figo


3º round de experiências com compotas. Desta vez experimentei o microondas, mas usando o açúcar gelificante e confesso que não fiquei muito fã. Experimentei uma pequena quantidade de fruta: 250 gr. e em cerca de 10 minutos (em potência elevada) o doce estava pronto, mas demasiado espesso. Para além disso, os figos ainda são uma novidade recente para mim e achei que esta compota requeria menos açúcar. É que o doce dos figos acrescido do açúcar dá demasiado doce para o meu gosto, porém terá sido essa doçura que me trouxe à lembrança o doce de abóbora e logo a seguir a sua excelente combinação com o requeijão. Não tendo requeijão em casa, barrei uma fatia de pão com queijo-creme e por cima deste o doce de figo e digo-vos que ficou excelente. O senão é que, tal como com o doce de abóbora, vou comer até não poder ouvir sequer falar em doce de figo e requeijão...mas não faz mal, para já consolo-me e para o ano estarei curada e pronta para outra dose.

Ingredientes:
250 gr de figos pingo de mel
125 gr de açúcar gelificante
Sumo de 1/2 limão
1 cálice de Vinho do Porto

Preparação:
Lave e corte os figos em pedaços.
Num recipiente refractário alto misture todos os ingredientes e leve ao microondas: usei a potência máxima e  com esta quantidade de fruta em dez minutos estava o doce mais que pronto.
De 5 em 5 minutos mexa o doce para que a fruta coza uniformemente.
Distribua o doce por frascos esterilizados e delicie-se.


Nota: Desta experiência resultaram as seguintes conclusões:
- Para usar açúcar gelificante com este método deve ser acertada a combinação potência/tempo do microondas; 
- A MFP é o método mais confortável para fazer compotas, mas em termos de resultado o fogão, usando o açúcar gelificante, vence. 

3 de setembro de 2010

Geleia Tutti-frutti


Vai fazer salada de fruta? Mas não vai deitar fora as cascas, pois não? Pois é, na natureza só se perde o que deitamos fora sem aproveitar todas as utilidades. Já dizia Lavoisier : "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Se a sobremesa hoje é salada de fruta, vamos pondo de lado as cascas das maçãs, das ameixas, das pêras e dos pêssegos, do ananás e de tudo o mais que lhe aprouver descascar. Junte os caroços das ameixas numa boneca de musseline. Coloque tudo num tacho e cubra com água. Leve a lume médio. Assim que as cascas estiverem bem cozidas, coe. Agora sim, livre-se das cascas e caroços. Pese o liquido obtido e volte e deitá-lo no tacho. Junte açúcar (usei açúcar gelificante) numa proporção de metade do peso do liquido obtido. Leve de novo ao lume. Começando a ferver conte 3 minutos e desligue. Deixe arrefecer e distribua a geleia por frascos de tampa hermética e esterilizados. Pode utilizá-la para humedecer os bolos de fatia, necessitando, nesse caso, de a dissolver ao lume brando com um pouco de água.
Enquanto a geleia estiver quente vai-se apresentar liquida, mas arrefecendo adquire a consistência desejada:


2 de setembro de 2010

Doce de pêssego


Enquanto há fruta variada e fresca vamos aproveitar para fazer umas compotas. Nunca faço em grandes quantidades porque gosto de diminuir na dose de açúcar e depois a conservação não é tão longa quanto o esperado, embora até à data, utilizando a proporção de metade do peso da polpa em açúcar, tenha conseguido manter as compotas em bom estado durante largos meses no frigorífico. De qualquer modo, como só praticamente eu as consumo, faço sempre doses menores. Felizmente, hoje em dia as inovações da cozinha (utensílios e produtos) permitem-nos simplificar e reduzir o tempo de preparação e confecção destas gulodices e não temos, como o faziam as nossas mães e avós, que estar horas de volta do fogão de colher-de-pau em punho. Ora vejam:

I - A primeira compota do ano (que não foi aqui publicada) foi a de morango e foi feita na MFP. Ficou um pouco liquida, o que se poderia ter resolvido com mais uma programação, mas decidi não o fazer, porque assim tinha também um belíssimo toping de morango para os gelados e crepes. A vantagem da MFP é que não nos preocupamos com uma vigia constante do tacho.

II - A segunda compota é esta de pêssego e utilizei o açúcar gelificante que adquiri à Dina do Flor de Tavira. Fiquei rendida: o processo acaba por ser bem mais simples e rápido. Em vez de ferver a fruta com o açúcar até atingir o ponto desejado, cozemos a fruta (no caso dos pêssegos juntei água, até porque não estavam muito maduros, mas para frutas mais sumarentas poderá não ser necessário), trituramos, ou não, com a varinha mágica e só então juntamos o açúcar. Assim que começar a ferver contamos três minutos e está pronto o doce.

III - E de cozinha em cozinha fui, ainda, encontrar este método (que hei-de-testar) utilizado pela Moira: fazer a compota no micro-ondas - rápido e económico. Será para a próxima.

Quanto à conservação das compotas: depois de prontas e frias há que acondicionar em frascos de tampa hermética e devidamente esterilizados. Normalmente lavo o interior dos frascos e tampas com álcool e deixo escorrer sobre papel de cozinha, mas também pode lavar os frascos na máquina de lavar louça de onde os deve retirar apenas antes de os utilizar ou fervê-los em água durante dez minutos.
No dia em que estou a escrever este post para posterior publicação a Luísa Alexandra partilhou uma dica muito interessante: congela as compotas e vai depois usando apenas a quantidade que precisa (assim sendo acho que vou começar a fazer os doces em maior quantidade).


Ingredientes:
600 gr. de pêssegos maduros
250 gr. de açúcar gelificante
Água q.b.

Preparação:
Pele os pêssegos, retire o caroço e parta-os em pedaços.
Leve um tacho a lume médio com os pêssegos e cerca de 1 chávena de água.
Deixe cozer, acrescentando água se necessário.
Triture, ou não, com a varinha mágica. Eu trituro sempre um pouco deixando alguns pedaços para se sentirem no meio do doce.
Quando a fruta estiver cozida, acrescente o açúcar. Assim que recomeçar a ferver conte três minutos e desligue. O doce está pronto.
Distribua por frascos herméticos esterilizados.

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