Mostrar mensagens com a etiqueta Dicas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dicas. Mostrar todas as mensagens

19 de setembro de 2016

Bolo de pêras mais que delicioso

Ai pêras como gosto delas. Ponto indiscutível é que não podem estar maduras demais. Gosto delas até quase para o verde, a ponto de roer, por isso, de todas as minhas preferidas são a pêra Rocha e pêra D. Joaquina e foi por ter uma quantidade extra de pêra rocha que saiu esta sobremesa, que mais não é senão esta com pêras à mistura em vez das maçãs. Ficou absolutamente deliciosa (não sei que versão prefira, se a de maçãs, se esta) e vai directamente para a mesa da Marta, para participar no encontro mensal do "Intrusa na Cozinha"




Ingredientes:
Manteiga para untar
3 pêras médias não muito maduras
1/2 chávena de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1/3 de chávena de açucar
1 pitada de sal
2 colheres de chá de extrato de baunilha
6 colheres de sopa de leite
2 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida e à temperatura ambiente
Geleia para barrar (usei calda de açúcar gelatinada*) 
Açúcar em pó para polvilhar (opcional)



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Unte uma forma quadrada com 20x20 cm com manteiga e forre com papel vegetal.
Descasque as pêras e fatie finamente, mas sem que fiquem fatias transparentes. Se tiver use uma mandolina.
Numa taça misture a farinha e o fermento.
Noutra taça bata os ovos com o açúcar e o sal, durante alguns minutos, até o açúcar se dissolver e a mistura ficar esbranquiçada.
Junte o extrato de baunilha, de seguida o leite e depois a manteiga derretida.
Acrescente a farinha e envolva até obter uma mistura macia.
Com uma espátula, envolva as maçãs na mistura até todas as fatias estarem cobertas pela massa.
Transfira a massa para a forma e alise o topo com a espátula.
Leve ao forno por 40 a 50 minutos ou até o bolo estar dourado. 
Verifique se está cozido espetando a ponta de uma faca ou um palito no centro, se sair seco estará pronto o bolo.
Deixe a forma arrefecer sobre uma rede durante uns minutos, de seguida desenforme e deixe arrefecer completamente.
Barre com geleia derretida, corte em quadrados e polvilhe com açúcar 

*Se lhe faltar geleia ou doce para cobrir os bolos e tartes, não desespere. Faça uma calda de açúcar gelatinada:
Num tacho coloque uma chávena de açúcar e uma chávena de água, mexa para o açúcar dissolver e deixe levantar fervura em lume forte. Quando ferver, reduza o lume e deixe ferver durante 6 minutos. Desligue o fogão e junte uma folha de gelatina previamente demolhada e escorrida. 
Guarde num frasco esterilizado.

(Foto: Intrusa na Cozinha)

25 de novembro de 2015

Das más vesículas

Este é um mal que me persegue desde sempre, mas que me tinha dado algum descanso nos últimos anos. Este ano, assim de repente, já foram duas crises de se levantar o chapéu e pelo andar das coisas parece que  não se fica por aqui e até já começo a pensar se irei sobreviver aos fritos natalícios - é que nem preciso de os comer, porque nos momentos mais graves até o cheiro dos fritos me provoca uma crise de vesícula!
Na minha mais tenra juventude tinha crises fortíssimas, normalmente depois das festas de aniversários dos amiguinhos de escola ou das épocas festivas. Era coisa para um dia de cama com enxaquecas e náuseas de morrer e no dia seguinte estava literalmente pronta para outra. Depois veio a fase mais associada ao stress (sabem que a vesícula e o fígado andam associados ao nosso humor? Daí a expressão "maus fígados" quando alguém é particularmente ... pouco simpático), mudanças e situações novas e lá vinha uma indisposição, mas que não de tal ordem que não aguentasse. Eram uns dias de dor de cabeça, ligeiras náuseas e ía passando. Atualmente a seguir à crise a sério, seguem-se dias e dias de ressaca, de enjoo e dor de cabeça que interferem com o meu trabalho e com todas as tarefas que me proponho a fazer. Como não há um comprimido milagroso que arrase com estas crises, resta aguentar e ir tomando algumas medidas que me ajudam a acalmar:


- Alimentação: nada de laticinios e legumes. Sopa branca, carnes brancas cozidas ou grelhadas, acompanhadas de arroz ou batata, pão branco e, quando já me começo a sentir melhorzinha, bolacha maria ou de água e sal. É uma variedade grande, não é? Pois, mas sabem tão bem (por mim arroz e batata, tudo misturadinho, já é um manjar). Frutas, só maçã e pêra e de preferência cozidas (começo a ficar deliciada com a pêra cozida);

- Refeições mais pequenas e frequentes;

- Beber água ou infusões e água das pedras. Vou bebendo infusões, começando pelo chá de boldo (não muito agradável), alternando com o chá de cidreira (pelo sabor mais suave) ou de alcachofra, que tem propriedades calmantes do sistema biliar, tal como o cardo mariano e a hortelã. Junto-lhe uma rodela de gengibre que é bom para acalmar os enjoos. (Em pequena o único chá que bebia era o chá preto. Provavelmente por todos os outros me agoniarem, era o que melhor me sabia);

- Indicações médicas: suspender a toma do medicamento para o colesterol. Se forem propensos para estas crises questionem o vosso médico quanto à suspensão de algum medicamento que tomem com regularidade;

Agora duas receitas calmantes do aparelho digestivo para quando exageramos:


Num jarro com a capacidade de 750 ml colocar 3 a 4 rodelas de beringela, cortada em pedaços, 1 rodela de gengibre e algumas folhas de hortelã. Deixar repousar durante a noite. No dia seguinte coar e ir bebendo durante o dia.


Esta é uma receita da minha amiga O.:
Preparam-se e cortam-se iguais quantidades de cebola, abóbora, couve lombarda e cenoura.
Colocam-se num tacho, cobrem-se com água e leva-se a ferver em lume forte durante 3 minutos e, de seguida, deixa-se cozinhar 20 minutos em lume brando.
Coa-se, deixa-se arrefecer e bebe-se morno ou à temperatura ambiente até 3 chávenas por dia.
Pode ser guardado no frigorífico, em recipiente de vidro, durante 2 dias.

24 de outubro de 2011

Novidades

Nos dias que correm é inevitável falarmos da crise. Depois do Verão que se prolongou pelo Outono, é o tema de conversa mais frequente. Logo pela manhã o rádio acorda-nos com as mais recentes notícias da "crise" e acabamos o dia a ouvir fala dela. Penso que, finalmente, todos temos a noção que esta crise não é uma notícia empolada. Que é real. Que vai mudar o nosso modo de vida, que nos vai afectar de inúmeras maneiras. Na certeza de que nada é garantido, faz-nos temer pelo futuro .
Faz-me pensar em outros tempos. Tempos da minha meninice em que a maioria das pessoas vivia em casa arrendada, havia um carro por família (quando havia) e ninguém tinha telemóvel. As férias de muitas famílias ficavam-se pelo aluguer da barraca da praia durante os meses de Verão e só uma minoria fazia férias no estrangeiro. Faz-me pensar nas memórias dos meus pais dos tempos difíceis da sua infância, em que grande parte do que hoje servimos à mesa era um autêntico luxo e em que as mães de família faziam das tripas coração para fazerem do pouco muito. Faz-me pensar na noção de "economia doméstica". Na necessidade de gerir um orçamento. Na evolução que teve a nossa sociedade nos últimos anos que tão depressa esqueceu a poupança para entrar numa rota de desperdícios. Como se poupar fosse vergonhoso.
Precisamos de mudar. Não de retroceder no tempo, mas de encontrar um meio de gerir esta crise da melhor maneira. Reduzir alguns custos, será necessário, claro, mas também reorganizar o nosso modo de vida de forma a rentabilizar o que temos. Porque não começar na cozinha? Como? Reciclando. Comida no lixo é dinheiro deitado fora. A imaginação é o limite para uma refeição reciclada. Faz a refeição do almoço fora de casa? Leve a marmita! Olhe que está na moda.


Na minha cozinha tenho há muitos anos o hábito de aproveitar quase todas as sobras. Raramente vai comida para o lixo e como sou marmiteira, essas sobras transformam-se muitas vezes nos almoços semanais. E porque a minha cozinha é feita de muitas formas de cozinhar (as refeições práticas, as mais elaboradas, as experiências, etc.) vou passar a partilhar mais vezes as soluções que encontro para as sobras de comida e para as minhas marmitas.



As marmitas entram uma rubrica denominada "Projecto Marmita" e em simultâneo arranca outra rubrica: "Projecto Reciclar para Poupar". Na barra lateral do blogue irão aparecer as etiquetas respectivas em destaque e nelas se irão incluir os posts mais antigos com elas relacionados.
Fiz também alterações às páginas do blogue, passando a incluir uma página com algumas sugestões para organizar a marmita.

Artigos relacionados neste blogue:
Culinária Reciclada ou panquecas assadas de quinoa e peixe
E noutros blogues:
Vejam os textos que acompanharm as participações no Desafio Culinária Reciclada do blogue "Delicias e Talentos".

8 de junho de 2010

Batata frita no forno



Batata frita é coisa rara em minha casa. De vez em quando lá sucumbo à tentação, mas um pacote das pré-congeladas resiste meses no meu congelador.
Ontem, para uma refeição ligeira de peru grelhado decidi acabar com um resto de um pacote que ocupava espaço que precisava de libertar. Para evitar os fritos, levei-as ao forno: num pirex pequeno deitei uma malagueta seca desfeita e uma colher de sobremesa de azeite. Espalhei as batatas no pirex. Polvilhei com sal aromatizado com tomilho, oregãos, louro e alecrim e envolvi-as no azeite.
À parte preparei outro pirex de igual forma, mas com cenoura baby e couves de Bruxelas.
Foi tudo ao forno pré-aquecido a 200º, dando uma volta ás batatas e aos legumes, de vez em quando.
As batatas ficaram estaladiças e muito saborosas. 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...