31 de dezembro de 2015

Amanhã é sempre um novo dia


Em 2016 são 366 dias, por isso temos um bónus de mais uma página, 
mais um amanhã para darmos o melhor de nós, 
para nos apreciarmos, 
para fazermos feliz quem está ao nosso lado nesta caminhada, 
para sorrirmos, rirmos, aplaudirmos, 
para chorar também, 
para errar porque todos erram, mas termos a capacidade de reconhecer que erramos
para tropeçar, cair, levantar, limpar as lágrimas e continuar a caminhar, 
escolhermos os caminhos que queremos seguir, voltar a trás se nos enganarmos, sem medos
para celebrarmos a amizade e os amigos de coração
para celebramos a familia
para nos lembramos dos que partiram, mas que na verdade permanecem cá
para partilharmos a vida!

Um Bom Ano 2016!!!

22 de dezembro de 2015

Frutos secos salgados



Este ano não deixei ficar muito tarde os presentes "home made" com que gosto de presentear os amigos. Compotas que se foram fazendo com os sabores do Verão e granola caseira, foram este ano os eleitos, mas como a festa se faz também à mesa e todos gostam de petiscar entre dois dedos de conversa, fui adiantando uns petiscos ligeiros para ajudar à conversa.
Estes frutos secos salgados são uma perdição, bem crocantes só apetece morder até acabarem. usem as especiarias que mais gostarem e atrevam-se a a novos sabores. Esta é daquelas receitas que se tornam clássicos e que vamos repetindo e recriando até à exaustão.

(Fonte"As Receitas da Mafalda", de Mafalda Pinto Leite e "Natural - O Grande Livro da Cozinha Vegetariana", de Joana Alves)
Ingredientes:
1 chávena de frutos secos e sementes (usei nozes, amêndoas, pistacios e sementes de abóbora)
1 colher bem cheia de mel
1 pitada de flor de sal
1 pitada de paprika
1 pitada de piri piri em pó

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 170º.
Misture todos os ingredientes numa tigela.
Espalhe os frutos num tabuleiro, sobre uma folha de papel vegetal, de forma a que não fiquem sobrepostos.
Leve a assar por 10 a 15 minutos, voltando-os a meio do tempo e vigiando para que não queimem.
Retire do forno e deixe arrefecer.
Guarde num frasco hermético.

15 de dezembro de 2015

Penne com molho de beterraba e coco


Numa fase em que ando a experimentar novos ingredientes na cozinha, nomeadamente bebidas vegetais, caiu que nem ginja a oferta de uma embalagem de leite de coco Ayam, marca que ainda não conhecia e que veio acompanhada do desafio para criar uma receita com este ingrediente. Ora, se forem como eu, que ando sempre atenta a novidades nas prateleiras dos supermercados, também não resistiriam. 
Entre uma óbvia receita doce ou uma básica receita para o pequeno-almoço, acabei por optar por uma simples e deliciosa massa, onde se combinam os sabores terrosos da beterraba e o doce do leite de coco. 



(serve 2)
Ingredientes:
3 beterrabas grandes (pode usar beterrabas já cozidas ou assadas)
1 cebola, picada
1 dente de alho, picado
200 ml de leite de coco Ayam
1 colher de sopa de óleo de coco ou azeite
1 haste de tomilho, só as folhas
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
Sal q.b
Coentros frescos picados ou secos, a gosto.
Penne q.b.

Preparação:
Coza a massa em água abundante e sal, até ficar al dente (eu prefiro interromper a cozedura quando está quase, quase al dente, uma vez que a massa vai ser envolvida no molho quente, acabando por ficar no ponto certo). Coe, reservando alguma água da cozedura, passe por água fria e reserve.
Corte as beterrabas em cubos pequenos e reserve.
Aqueça o óleo de coco numa caçarola larga e junte a cebola e o alho picados.
Deixe refogar, em lume médio, durante cerca de 5 minutos, até a cebola começar a amolecer, mas sem qeimar.
Junte o gegibre e deixe refogar mais 1 minuto.
Acrescente 1 chávena de água (use a água de cozedura da massa) e deixe levantar fervura, acrescentando, então a beterraba e o tomilho. Tempere de sal.
Tape a caçarola e deixe cozinhar em lume médio/baixo até a beterraba ficar tenra, vigiando para que a calda não seque. Se usar beterraba já cozinhada, 10-15 minutos são suficientes.
Acrescente o leite de coco, retifique os temperos e deixe fervilhar por dois minutos, sem a tampa.
Se gostar de texturas diferentes, retire uma porção de beterraba, com uma escumadeira, e reserve.
Triture o restante com a varinha mágica e leve de novo ao lume, deixando reduzir um pouco.
Acrescente a massa e a beterraba reservada, deixe levantar fervura novamente para aquecer a massa.
Sirva polvilhado com coentros a gosto. 


10 de dezembro de 2015

Papas de quinoa e aveia no forno


Desde algum tempo a esta parte que a aveia é o meu ingrediente preferido no pequeno-almoço, sejam as tradicionais papas de aveia (nos dias frios), sejam as já bem conhecidas overnight oats (nos dias quentes), acompanhas de fruta e muitas vezes de iogurte, fazem uma primeira refeição do dia completa e saciante. 

Uma das últimas "novidades" que foi aparecendo em vários blogues e que me deixou curiosa foi a aveia no forno.  Uma nova versão das papas de aveia, mas mais crocante  e gulosa, sem deixar de ser saudável.  Começou por me chamar a atenção a publicada do "Ananás e Hortelã" e depois comecei a procurar e encontrar outra partilhas no "Compassionate Cuisine" (esta com a quinoa, ideal para usar a que tinha já cozinhada), no "Fabrico Caseiro" e no "Hoje Para Jantar". 

Para a minha primeira experiência fiz uma receita tão básica, quanto possível e como ingredientes alternativos usei apenas a linhaça em substituição do ovo e a bebida de arroz e coco, feita em casa (vejam a receita no fim), mas podem usar qualquer leite à vossa escolha, caseiro ou não. A partir daqui será uma receita para repetir até à exaustão, com todos os flocos que me apetecer, sementes e frutos secos e muita fruta à mistura. A grande vantagem é que podemos guardar no frigorífico por 3 ou 4 dias e temos o pequeno-almoço sempre pronto. Experimentem!



Ingredientes:
1/2 chávena de flocos de aveia grossos
1/2 chávena de flocos de cevada
2 chávenas de quinoa cozida*
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de gengibre em pó
1/2 colher de chá de noz moscada, ralada na hora
2 colheres de chá de mel
1 punhado de passas
1 punhado de amendoas
1 pêra cozida, em puré (idealmente usem 1/2 chávena de puré de maçã)
3 colheres de sopa de linhaça moídas + 1/2 chávena de água (ou 1 ovo)
2 chávenas de bebida de arroz e coco** (receita no fim)

Preparação:
Comece por misturar a linhaça com a água e deixe repousar por 10 minutos.
Numa taça grande coloque os flocos e a quinoa, o fermento, as especiarias, as passas e as amêndoas e misture tudo.
Noutra taça misture os ingredientes secos: o mel, o puré de pêra, a água de linhaça e o leite.
Verta os ingredientes líquidos sobre os ingredientes secos e envolva.
Espalhe a mistura num tabuleiro de forno, alise bem o topo e leve a assar, por cerca de 25-30 minutos em forno pré-aquecido a 170º.
Sirva morno, simples, com fruta ou iogurte.
Pode guardar no frigorífico, por 3 a 4 dias, coberto película aderente.  Aqueça antes de servir.

* Lave bem a quinoa e coloque num tacho com o dobro da sua quantidade de liquido (tal como o arroz). Com o tacho destapado deixe levantar fervura, reduza para o mínimo, tape o tacho e deixe cozer por cerca de 15 a 20 minutos, até a quinoa estar bem enxuta.
Pode usar água, leite ou qualquer bebida vegetal.

**
Leite de arroz e coco
(Fonte: "Cozinha Vegeteriana Para Quem Quer Poupar", de Gabriela Oliveira)
Para cerca de 600 ml:
Coloque 1/2 chávena de arroz integral de molho durante a noite.
No dia seguinte, coe e coloque num tacho com 2 chávenas de água. Ligue o fogão em lume médio e quando estiver perto de levantar fervura desligue. Junte 4 a 5 colheres de coco ralado, tape e deixe descansar durante 30 minutos.
Verta todo o conteúdo do tacho para um robot de cozinha e bata na velocidade máxima durante 3 minutos.
Coe, usando um pano limpo e espremendo bem todo o liquido. Guarde no frigorífico, num frasco ou garrafa até 3 dias. Não deite fora a polpa do arroz e coco: pode usá-la em receitas de pão, bolos, panquecas, etc.

7 de dezembro de 2015

Empadão de bacalhau


É um prato de conforto, daqueles que nos caem que nem ginjas em dias frios e cinzentos e traz para a mesa aquele nosso fiel amigo, sim, o tal das 1001 receitas. Como se não bastasse vem acompanhado de outros grandes amigos que lhe gostam de lhe dar as mãos: pimentos, cebola, alho, azeitonas e broa. Que grande festa, não acham? 

Ingredientes:
500 gr. de batata
Leite q.b.
manteiga q.b.
2 a 3 postas de bacalhau, demolhado (dependendo do tamanho das postas)
1/2 pimento vermelho, em tiras finas
1 cebola, às rodelas
2 dentes de alho
1/4 de couve branca, em juliana grossa
2 fatias de broa de milho, só a côdea
1 punhado de salsa, só as folhas
6 azeitonas descaroçadas
Sal q.b.
Azeite q.b.



Preparação:
Coza as batatas em água e sal.
Entretanto, limpe o bacalhau de peles e espinhas e desfie-e (se preferir pode dar-lhe previamente uma cozedura ligeira em água e leite:leve um tacho ao lume com partes iguais de água e leite e quando levantar fervura junte as postas de bacalhau e desligue o fogão, mantendo o bacalhau mergulhado no liquido durante cerca de 10 minutos).
Numa frigideira larga, refogue a cebola, o pimento e um dente de alho picado.
Deixe alourar até a cebola quebrar, junte a couve e deixe cozinhar 2 ou 3 minutos, até a couve "murchar".
Acrescente, então, o bacalhau e envolva, deixe cozinhar por 5 minutos. Se a mistura estiver muito seca, pode acrescentar um pouco de água ou vinho branco, neste caso deixe o vinho evaporar completamente. Tempere a gosto e reserve.
Estando as batatas cozidas, coe toda a água e triture-as com um passe-vite ou utensilio apropriado.
Leve o tacho com a batata esmagada de novo ao lume e acrescente uma colher de sopa de manteiga e um pouco de leite. Mexa para envolver o leite e vá acrescentando leite aos poucos até o puré estar com a consistência desejada. Não deverá ficar muito seco. Prove e retifique os temperos.
Numa travessa de ir ao forno ou assadeira, coloque, no fundo, uma camada de puré, espalhe, por cima, a mistura de bacalhau e termine com outra camada de puré.
Num processador de alimentos triture a broa, 1 dente de alho esmagado, a salsa, as azeitonas e um fio de azeite, até obter migalhas . Se a mistura estiver muita seca, acrescente mais azeite.
Cubra o empadão com este crumble e leve ao forno, a 180º, até a cobertura dourar.

27 de novembro de 2015

Creme de abóbora assada e batata doce


Para os dias frios que se aproximam, deixo-vos ficar uma das minhas sopas de Inverno preferidas.

Ingredientes:
250 gr. de polpa de abóbora manteiga assada (com azeite, sal, aneto, ervas de provença e piri-piri)
1 cebola
1 cenoura
200 gr. de curgete
150 gr de batata doce
Água ou caldo de legumes q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Tradicional:
Numa panela deite um fio de azeite e a cebola e a cenoura em pedaços.
Deixe refogar em lume médio até a cebola começar a quebrar, mas sem deixar queimar.
Acrescente a curgete e a batata doce, descascadas e cortadas em cubos, e a abóbora também em pedaços.
Cubra com água quente ou caldo de legumes e deixe levantar fervura.
Coza em lume médio/alto durante cerca de 20 minutos.
Triture com a varinha mágica até obter um puré macio, junte mais água quente se estiver muito espessa e tempere de sal.
Bimby:
No copo deite um fio de azeite, a cebola e a cenoura, cortadas em pedaços.
Triture 5 segundos / velocidade 5 e, de seguida, refogue 5 minutos/100º/vel. 1.
Junte a curgete e a batata doce, descascadas e cortadas em cubos, e a abóbora também em pedaços.
Cubra com água quente ou caldo de legumes e programe 20 minutos/100º/vel. 1.
No fim triture, progressivamente, nas velocidades 3-5-7.
Junte mais água quente se estiver muito espessa e tempere de sal.

25 de novembro de 2015

Das más vesículas

Este é um mal que me persegue desde sempre, mas que me tinha dado algum descanso nos últimos anos. Este ano, assim de repente, já foram duas crises de se levantar o chapéu e pelo andar das coisas parece que  não se fica por aqui e até já começo a pensar se irei sobreviver aos fritos natalícios - é que nem preciso de os comer, porque nos momentos mais graves até o cheiro dos fritos me provoca uma crise de vesícula!
Na minha mais tenra juventude tinha crises fortíssimas, normalmente depois das festas de aniversários dos amiguinhos de escola ou das épocas festivas. Era coisa para um dia de cama com enxaquecas e náuseas de morrer e no dia seguinte estava literalmente pronta para outra. Depois veio a fase mais associada ao stress (sabem que a vesícula e o fígado andam associados ao nosso humor? Daí a expressão "maus fígados" quando alguém é particularmente ... pouco simpático), mudanças e situações novas e lá vinha uma indisposição, mas que não de tal ordem que não aguentasse. Eram uns dias de dor de cabeça, ligeiras náuseas e ía passando. Atualmente a seguir à crise a sério, seguem-se dias e dias de ressaca, de enjoo e dor de cabeça que interferem com o meu trabalho e com todas as tarefas que me proponho a fazer. Como não há um comprimido milagroso que arrase com estas crises, resta aguentar e ir tomando algumas medidas que me ajudam a acalmar:


- Alimentação: nada de laticinios e legumes. Sopa branca, carnes brancas cozidas ou grelhadas, acompanhadas de arroz ou batata, pão branco e, quando já me começo a sentir melhorzinha, bolacha maria ou de água e sal. É uma variedade grande, não é? Pois, mas sabem tão bem (por mim arroz e batata, tudo misturadinho, já é um manjar). Frutas, só maçã e pêra e de preferência cozidas (começo a ficar deliciada com a pêra cozida);

- Refeições mais pequenas e frequentes;

- Beber água ou infusões e água das pedras. Vou bebendo infusões, começando pelo chá de boldo (não muito agradável), alternando com o chá de cidreira (pelo sabor mais suave) ou de alcachofra, que tem propriedades calmantes do sistema biliar, tal como o cardo mariano e a hortelã. Junto-lhe uma rodela de gengibre que é bom para acalmar os enjoos. (Em pequena o único chá que bebia era o chá preto. Provavelmente por todos os outros me agoniarem, era o que melhor me sabia);

- Indicações médicas: suspender a toma do medicamento para o colesterol. Se forem propensos para estas crises questionem o vosso médico quanto à suspensão de algum medicamento que tomem com regularidade;

Agora duas receitas calmantes do aparelho digestivo para quando exageramos:


Num jarro com a capacidade de 750 ml colocar 3 a 4 rodelas de beringela, cortada em pedaços, 1 rodela de gengibre e algumas folhas de hortelã. Deixar repousar durante a noite. No dia seguinte coar e ir bebendo durante o dia.


Esta é uma receita da minha amiga O.:
Preparam-se e cortam-se iguais quantidades de cebola, abóbora, couve lombarda e cenoura.
Colocam-se num tacho, cobrem-se com água e leva-se a ferver em lume forte durante 3 minutos e, de seguida, deixa-se cozinhar 20 minutos em lume brando.
Coa-se, deixa-se arrefecer e bebe-se morno ou à temperatura ambiente até 3 chávenas por dia.
Pode ser guardado no frigorífico, em recipiente de vidro, durante 2 dias.

24 de novembro de 2015

Quadrados de maçã da Dorie Greenspan em "Quinze Dias com ..."



Quem passa por aqui já se deparou com inúmeras receitas da Dorie Greenspan, pelas minhas participações no grupo "Dorie às Sextas". Desta vez é pela mão do "Quinze Dias com ..." que ela aparece novamente por aqui. 

A maioria das receitas que experimentei desta chef são deliciosas e fazem sempre um brilharete quando as sirvo. O único senão que lhe encontro é que quase sempre as quantidades de manteiga e açúcar que contém são absolutamente pecaminosas, mas tenho conseguido reduzir as quantidades sem perder o essencial da receita. 

Por um feliz acaso estive para fazer esta receita, que até é bem comedida no açúcar e na manteiga, há duas semanas atrás, antes de saber quem seria a chef desta quinzena. Por esse mesmo feliz acaso não a fiz, mas quando vi quem era a nossa convidada nem hesitei em escolher o doce de fim-de-semana. Por um outro acaso, desta vez menos feliz (ai vesícula!), foi-me interdito prová-la, mas quem a provou (e comeu toda.....) achou-a ... aprovadissima!

E foi assim que a Susana, mentora do grupo, apresentou a convidada:
"...é uma das melhores pasteleiras do mundo. Americana de origem, o seu coração divide-se entre Paris e Nova Iorque, cidades onde vive e trabalha. No que a aventuras culinárias toca foi já parceira dos grandes Julia Child e Pierre Hermé. É raro uma receita sua não funcionar e não ser absolutamente deliciosa, o que lhe valeu já um número significativo de prémios. Quem folheia um dos seus livros dificilmente não sente a urgência de ir para a cozinha experimentar uma daquelas receitas. Uma coisa é certa: não irão arrepender-se."




(Vejam o video aqui ou a descrição da receita aqui)
Ingredientes:
Manteiga para untar
3 maçãs médias sumarentas (usei Fuji)
1/2 chávena de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
2 ovos
1/3 de chávena de açucar
1 pitada de sal
2 colheres de chá de extrato de baunilha
6 colheres de sopa de leite
2 colheres de sopa de manteiga sem sal, derretida e à temperatura ambiente
Geleia para barrar (opcional - usei geleia de abrunho)
Açúcar em pó para polvilhar (opcional)

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Unte uma forma quadrada com 20x20 cm com manteiga e forre com papel vegetal.
Descasque as maçãs e fatie muito finamente, mas sem que fiquem fatias transparentes. Use uma mandolina, se tiver.
Numa taça misture a farinha e o fermento.
Noutra taça bata os ovos com o açúcar e o sal, durante alguns minutos, até o açúcar se dissolver e a mistura ficar esbranquiçada.
Junte o extrato de baunilha, de seguida o leite e depois a manteiga derretida.
Acrescente a farinha e envolva até obter uma mistura macia.
Com uma espátula, envolva as maçãs na mistura até todas as fatias estarem cobertas pela massa.
Transfira a massa para a forma e alise o topo com a espátula.
Leve ao forno por 40 a 50 minutos ou até o bolo estar dourado. 
Verifique se está cozido espetando a ponta de uma faca ou um palito no centro, se sair seco estará pronto o bolo.
Deixe a forma arrefecer sobre uma rede durante uns minutos, de seguida desenforme e deixe arrefecer completamente.
Barre com geleia derretida, corte em quadrados e polvilhe com açúcar em pó.

16 de novembro de 2015

São caracóis, são caracolitos .....



Não me canso de repetir esta receita e como gostamos imenso de bolos de maçã, quando toca a caracóis doces, a maçã acaba por ser o recheio de eleição, mas agora que o Natal está a chegar já os imagino cheios de frutos secos ou chila, para quem gostar, ou ambos.
Desta vez, como tinha um iogurte de coco já a chegar ao fim do prazo de validade, usei-o substituindo parte do leite e os caracóis ficaram ainda mais fofos e ao recheio acrescentei, depois de frio, um punhado de passas e 1/2 chávena de mirtilos congelados. Ficaram divinais, perfeitos para uma tarde de Outono e para levar na marmita também.



Ingredientes:
Massa:
500 gr. de farinha T65
1/2 colher de chá de sal
125 ml de iogurte de coco
50 ml de leite
2 ovos, batidos
2 colheres de sopa de manteiga, amolecida à temperatura ambiente
50 gr. de açúcar
1 e 1/4 de colher de chá de Fermipan
Recheio
400 gr. de maçã, descaroçadas, descascadas e cortadas em quartos
50 gr. de açúcar
2 colheres de sopa de água
1 colher de sopa de sumo de limão
um punhado de passas
1/2 chávena de mirtilos, frescos ou congelados

Preparação:
Coloque os ingredientes da massa na cuba da máquina do pão, pela ordem indicada no manual e escolha o programa "massa".
Prepare o recheio:
Num tacho coloque as maçãs, o açúcar, a água e o sumo de limão, deixe levantar fervura em lume médio e cozinhar por cerca de 5 minutos.
Reduza o lume e deixe cozinhar até a maçã amaciar, mas sem se desfazer. Reserve.
Quando a máquina terminar o programa, transfira a massa para uma superficie enfarinhada e estenda um rectangulo com 38cm/30cm.
Misture no recheio frio as passas e os mirtilos.
Barre a massa com o recheio deixando livre um rebordo com cerca de 2 cm nas laterais e no lado oposto a si e enrole, começando pelo lado mais perto de si.
Corte a massa em doze fatias e disponha, com o lado cortado voltado para cima, num tabuleiro untado, em três filas de 4 caracóis.
Cubra com película aderente, sem apertar, e deixe levedar num local morno, durante 30 minutos ou até os caracóis quase dobrarem de volume.
Retire a película  e leve a assar em forno pré-aquecido a 200º, durante cerca de 20 minutos ou até os caracóis estarem dourados e, batendo no do centro, o som soar oco.
Deixe arrefecer um pouco e deseforme sobre uma grade.
Se quiser pincele com uma calda de leite e açúcar e polvilhe com açúcar em pó.

13 de novembro de 2015

O tal licor




Este, que acabou por ficar muito mais que 44 dias em descanso (também poderia esperar 444 dias, segundo Niki Segnit) à espera que me dedicasse a ele. Primeiro foi a espera pela compra do frasco, que acabou por ser quase um souvenir de férias, comprado na loja da Fábrica dos Irmãos Stephens, no nosso regresso de férias. Depois foi a espera pela oportunidade, por uma tarde de fim-de-semana mais calma, sem grandes afazeres, num dia já quase a conseguir  regressar ao estádio de descanso que o fim-de-semana pede e que parecia ter perdido por completo nos últimos tempos.

Então finalmente fui buscar  o frasco ao seu recanto num armário escuro. Tirei a laranja e espremi o sumo juntando-o ao licor e descartando todos os grãos de café. Coei por um passador fino coberto com um pano de musselina, provei e dei a provar. Pareceu-nos ainda muito presente o sabor da aguardente. Fiz, então uma calda com partes iguais de água e açúcar (300gr., mas podem usar uma porção maior de açúcar em relação à água) que levei ao lume até levantar fervura e deixe ferver por 6 minutos. Deixei arrefecer completamente e só então a juntei ao licor, aos poucos, e provando entre cada adição, acabei por usar apenas 200 ml. Voltei a coar para a garrafa e sobrou uma pequena quantidade que o D. quis sujeitar a outra experiência, que correu bem e que fará as cenas dos próximos episódios nesta novela do licor de laranja, assim que as laranjas biológicas me voltarem a entrar pela casa dentro.


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