14 de setembro de 2010

Uma salada surpreendente - Melancia, Milho e Oregãos ou Melancia, Milho e Coentros


Fiquei bastante curiosa com esta salada apresentada pela Moira, no seu Tertúlia de Sabores. Embora goste de misturar a fruta nas saladas e da mistura do doce/acre que daí resulta, não conseguia imaginar qual o sabor que resultaria desta salada em que impera a doçura da melancia e do milho temperada pela acidez do vinagre e o sabor acentuado dos coentros.


Numa primeira versão (1ª foto) usei apenas a melancia, o milho e Oregãos da Serra de Tavira, tendo apreciado tanto esta combinação que acabei por experimentar a versão mais aproximada da original, substituindo os oregãos por coentros frescos picados (2ª foto). Como estas saladas eram apenas para mim, não usei sal, que dispenso em qualquer salada, e usei apenas umas gotinhas de vinagre de cidra. O resultado foi, numa e outra versão, uma salada bem refrescante e uma boa surpresa ao paladar.

13 de setembro de 2010

Lulas Estufadas



Ingredientes:
1 kg de lulas inteiras e limpas
1 cebola
1 cenoura
1 dente de alho
1/4 chouriço
1 lata de tomate em pedaços
1 folha de louro
1 baga de piri-piri
sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Pique a cebola, o alho e o chouriço. Corte a cenoura às rodelas.
Deite tudo num tacho largo, juntamente com o louro e o piri-piri, regue com um fio de azeite e deixe refogar. Quando a cebola começar a ficar translúcida acrescente todo o conteúdo da lata de tomate.
Deixe levantar fervura e junte as lulas.
Começando a ferver, reduza para o mínimo e deixe estufar. Acrescente água se necessário.
Acompanhe com arroz branco.

10 de setembro de 2010

Doce de figo


3º round de experiências com compotas. Desta vez experimentei o microondas, mas usando o açúcar gelificante e confesso que não fiquei muito fã. Experimentei uma pequena quantidade de fruta: 250 gr. e em cerca de 10 minutos (em potência elevada) o doce estava pronto, mas demasiado espesso. Para além disso, os figos ainda são uma novidade recente para mim e achei que esta compota requeria menos açúcar. É que o doce dos figos acrescido do açúcar dá demasiado doce para o meu gosto, porém terá sido essa doçura que me trouxe à lembrança o doce de abóbora e logo a seguir a sua excelente combinação com o requeijão. Não tendo requeijão em casa, barrei uma fatia de pão com queijo-creme e por cima deste o doce de figo e digo-vos que ficou excelente. O senão é que, tal como com o doce de abóbora, vou comer até não poder ouvir sequer falar em doce de figo e requeijão...mas não faz mal, para já consolo-me e para o ano estarei curada e pronta para outra dose.

Ingredientes:
250 gr de figos pingo de mel
125 gr de açúcar gelificante
Sumo de 1/2 limão
1 cálice de Vinho do Porto

Preparação:
Lave e corte os figos em pedaços.
Num recipiente refractário alto misture todos os ingredientes e leve ao microondas: usei a potência máxima e  com esta quantidade de fruta em dez minutos estava o doce mais que pronto.
De 5 em 5 minutos mexa o doce para que a fruta coza uniformemente.
Distribua o doce por frascos esterilizados e delicie-se.


Nota: Desta experiência resultaram as seguintes conclusões:
- Para usar açúcar gelificante com este método deve ser acertada a combinação potência/tempo do microondas; 
- A MFP é o método mais confortável para fazer compotas, mas em termos de resultado o fogão, usando o açúcar gelificante, vence. 

9 de setembro de 2010

Salada de quinoa e pêra em vinagreta de mel e tomilho


Esta salada nasceu da necessidade de consumir umas pêras já maduras. Lembrei-me de uma sugestão de uma Blue Cooking antiga de umas pêras assadas com tomilho e vinagreta de mel, que são uma delicia, mas estas já estavam demasiado maduras para irem ao forno, por isso adaptei a receita e introduzi-a numa salada.


Ingredientes:
2 pêras maduras
Rúcula q.b.
1 Tomate
1 Cebola 
1 Pimento pequeno
1/2 Pepino
Quinoa q.b.
3 colheres de sopa de azeite
2 colher de sopa de sumo de limão
1 colher de café de Mel
2 raminhos de Tomilho
Sal q.b.

Preparação:
Prepare a quinoa (calculei uma chávena de café por pessoa) conforme instruções da embalagem e reserve.
Descasque as pêras e parta em pedaços médios. Coloque num recipiente refractário e junte-lhe a cebola em gomos e o pimento em cubos.
Prepare a vinagreta: misture muito bem o azeite, o sumo de limão, o mel e o sal.
Regue a pêra com esta vinagreta, envolva e coloque por cima os ramos de tomilho.
Leve ao micro-ondas em potência média por 3 a 4 minutos. Reserve.
Prepare a salada: lave todos os ingredientes, retire as sementes ao tomate e parta-o, bem como ao pepino, em cubos.
Disponha a rúcula no fundo de uma saladeira e por cima o tomate e o pepino.
Coe as pêras, cebola e pimento (reservando a vinagreta a que se misturou o sumo largado pelas pêras durante a cozedura) e disponha por cima da salada.
Rectifique os temperos da vinagreta, acrescentando, se quiser, azeite para um molho com mais emulsão e regue a salada.
Sirva de imediato, uma vez que a pêra irá largar mais sumo.

8 de setembro de 2010

Tremidinho de pêssego



Ingredientes:
1 embalagem de gelatina de pêssego
500 ml de água
1 iogurte natural
2 pêssegos
2 colheres de chá de açúcar



Preparação:
Descasque os pêssegos e corte-os em pedaços pequenos.
Coloque-os numa tigela juntamente com o açúcar e leve ao micro-ondas por 3 minutos em potência média.
Ferva 250 ml de água e junte a gelatina. Mexa até dissolver. Acrescente a água fria e reserve.
Distribua os pêssegos pelo fundo de várias taças ou formas individuais e adicione a gelatina apenas o suficiente para os cobrir. Leve ao frigorífico até solidificar.
Entretanto, misture o iogurte à gelatina restante. Mexa com a vara de arames se necessário.
Quando a gelatina com o pêssego solidificar, acrescente esta com o iogurte e volte a levar ao frigorífico.

7 de setembro de 2010

Figos com molho de iogurte e amêndoa e geleia de vinho do Porto


Mais uma conquista de paladar. Até hoje, figos ... nem vê-los. Mas depois de tanta receita ver pela net  e de tanto ver comer figos com um prazer desmedido, o desprezo que sentia por esta fruta transformou-se em tão forte curiosidade que acabei por ceder à tentação. A primeira trinca foi uma experiência, tímida e surpreendente, nuns figos pingo de mel tão pequeninos que misturei numa terrina de frutas assadas com vinho do Porto, açúcar e canela. Admirada por não me terem provocado qualquer espécie de aversão, muito pelo contrário, decidi avançar para uma experiência mais arrojada. 

Ingredientes (2 doses):
2 figos por pessoa + 2 para o molho
1 iogurte natural açucarado
1 colher de sopa bem cheia de raspas de amendoa
1/2 chávena de vinho do Porto
1/4 chávena de açucar gelificante

Preparação:
Leve o vinho a lume médio. Quando começar a ferver, junte o açúcar e mexa. Conte 3 minutos a partir da nova fervura e desligue. Reserve.
No liquidificador bata o iogurte, com a amêndoa e 2 figos inteiros.
Deite o preparado numa taça e leve ao congelador por uma hora a hora e meia - Sugestão: se puder preparar de véspera, faça um gelado em vez do molho - veja este  da Gasparzinha.
No momento de servir, retire a mousse do congelador e envolva novamente com um garfo.
Em cada prato coloque 2 figos cortados a meio e regue cada metade com um pouco de geleia de vinho.
Distribua por cada prato o molho de iogurte e a restante geleia.
O resultado foi surpreendente. Venham mais figos...

6 de setembro de 2010

Dourada no Forno com laranja


Mais uma vez a dourada. É o nosso peixe favorito, seja assado no forno ou na brasa. Desta vez, para ir dando vazão às muitas laranjas que por aqui ainda andam, foi ao forno em cama de laranja e legumes. A foto é que, enfim, não faz jus ao prato saboroso que saiu do forno, mas isto de fotografar peixe tem que se lhe diga, ai tem sim senhor. Para não desfear a fotógrafa vamos fingir que a douradinha era muito bonita ao natural mas não era muito fotogénica, está bem?

Ingredientes:
1 dourada
1 laranja
1 cebola
1 tomate maduro
rama de alho francês
1/2 copo de vinho branco
1 colher de café de massa de pimentão
3 dentes de alho
1 folhas de louro
Alho em pó q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.
Batatas q.b.

Preparação:
Acame no centro de um tabuleiro de forno ou de uma assadeira a cebola, o tomate, a rama do alho francês e 1/2 laranja, tudo cortado às rodelas.
Lave e descasque as batatas e corte-as em quartos. Distribua-as pelas bordas do tabuleiro e tempere-as de sal.
Dê um golpe em cada lado do lombo da dourada e em cada golpe nele coloque um dente de alho esmagado e na barriga mais um dente de alho e a folha de louro.
Faça uma marinada com o vinho, o sumo de 1/2 laranja, alho em pó e massa de pimentão. Tempere a dourada com sal e pouse-a sobre os legumes do tabuleiro. Regue com a marinada.
Leve a forno pré-aquecido a 180º e deixe assar, vigiando o molho para não secar. Se necessário acrescente água.
Sirva numa travessa rodeada das batatas e coberta pelos legumes.

3 de setembro de 2010

Geleia Tutti-frutti


Vai fazer salada de fruta? Mas não vai deitar fora as cascas, pois não? Pois é, na natureza só se perde o que deitamos fora sem aproveitar todas as utilidades. Já dizia Lavoisier : "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Se a sobremesa hoje é salada de fruta, vamos pondo de lado as cascas das maçãs, das ameixas, das pêras e dos pêssegos, do ananás e de tudo o mais que lhe aprouver descascar. Junte os caroços das ameixas numa boneca de musseline. Coloque tudo num tacho e cubra com água. Leve a lume médio. Assim que as cascas estiverem bem cozidas, coe. Agora sim, livre-se das cascas e caroços. Pese o liquido obtido e volte e deitá-lo no tacho. Junte açúcar (usei açúcar gelificante) numa proporção de metade do peso do liquido obtido. Leve de novo ao lume. Começando a ferver conte 3 minutos e desligue. Deixe arrefecer e distribua a geleia por frascos de tampa hermética e esterilizados. Pode utilizá-la para humedecer os bolos de fatia, necessitando, nesse caso, de a dissolver ao lume brando com um pouco de água.
Enquanto a geleia estiver quente vai-se apresentar liquida, mas arrefecendo adquire a consistência desejada:


2 de setembro de 2010

Doce de pêssego


Enquanto há fruta variada e fresca vamos aproveitar para fazer umas compotas. Nunca faço em grandes quantidades porque gosto de diminuir na dose de açúcar e depois a conservação não é tão longa quanto o esperado, embora até à data, utilizando a proporção de metade do peso da polpa em açúcar, tenha conseguido manter as compotas em bom estado durante largos meses no frigorífico. De qualquer modo, como só praticamente eu as consumo, faço sempre doses menores. Felizmente, hoje em dia as inovações da cozinha (utensílios e produtos) permitem-nos simplificar e reduzir o tempo de preparação e confecção destas gulodices e não temos, como o faziam as nossas mães e avós, que estar horas de volta do fogão de colher-de-pau em punho. Ora vejam:

I - A primeira compota do ano (que não foi aqui publicada) foi a de morango e foi feita na MFP. Ficou um pouco liquida, o que se poderia ter resolvido com mais uma programação, mas decidi não o fazer, porque assim tinha também um belíssimo toping de morango para os gelados e crepes. A vantagem da MFP é que não nos preocupamos com uma vigia constante do tacho.

II - A segunda compota é esta de pêssego e utilizei o açúcar gelificante que adquiri à Dina do Flor de Tavira. Fiquei rendida: o processo acaba por ser bem mais simples e rápido. Em vez de ferver a fruta com o açúcar até atingir o ponto desejado, cozemos a fruta (no caso dos pêssegos juntei água, até porque não estavam muito maduros, mas para frutas mais sumarentas poderá não ser necessário), trituramos, ou não, com a varinha mágica e só então juntamos o açúcar. Assim que começar a ferver contamos três minutos e está pronto o doce.

III - E de cozinha em cozinha fui, ainda, encontrar este método (que hei-de-testar) utilizado pela Moira: fazer a compota no micro-ondas - rápido e económico. Será para a próxima.

Quanto à conservação das compotas: depois de prontas e frias há que acondicionar em frascos de tampa hermética e devidamente esterilizados. Normalmente lavo o interior dos frascos e tampas com álcool e deixo escorrer sobre papel de cozinha, mas também pode lavar os frascos na máquina de lavar louça de onde os deve retirar apenas antes de os utilizar ou fervê-los em água durante dez minutos.
No dia em que estou a escrever este post para posterior publicação a Luísa Alexandra partilhou uma dica muito interessante: congela as compotas e vai depois usando apenas a quantidade que precisa (assim sendo acho que vou começar a fazer os doces em maior quantidade).


Ingredientes:
600 gr. de pêssegos maduros
250 gr. de açúcar gelificante
Água q.b.

Preparação:
Pele os pêssegos, retire o caroço e parta-os em pedaços.
Leve um tacho a lume médio com os pêssegos e cerca de 1 chávena de água.
Deixe cozer, acrescentando água se necessário.
Triture, ou não, com a varinha mágica. Eu trituro sempre um pouco deixando alguns pedaços para se sentirem no meio do doce.
Quando a fruta estiver cozida, acrescente o açúcar. Assim que recomeçar a ferver conte três minutos e desligue. O doce está pronto.
Distribua por frascos herméticos esterilizados.

1 de setembro de 2010

Pudim de Pêssego, Tomilho e Gengibre


Depois do pudim de morango e manjericão, outras combinações se impunham. Que o diga a Babette que logo se pôs a fazer pudins estrondosos a fazer-me crescer água na boca e a atiçar-me a imaginação, por isso segue este para a lista: pêssego temperado com tomilho e gengibre.

Ingredientes:
1 embalagem de gelatina de pêssego
250 ml de água
1 raminho de tomilho
1 pedaço de gengibre fresco com cerca de 1 cm sem casca
1 iogurte natural
1 pêssego


Preparação:
Ferva a água com o tomilho e o gengibre. Deixe descansar por 5 minutos.
Retire o tomilho e o gengibre e dissolva a gelatina nessa infusão.
Pele o pêssego, retire-lhe o caroço e triture-o no liquidificador juntamente com o iogurte.
Junte a gelatina e misture.
Verta o preparado para formas ou taças individuais, previamente passadas por água fria e leve ao frigorífico até gelatinarem.
Antes de servir passe as formas por água quente e desenforme.

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