2 de setembro de 2010

Doce de pêssego


Enquanto há fruta variada e fresca vamos aproveitar para fazer umas compotas. Nunca faço em grandes quantidades porque gosto de diminuir na dose de açúcar e depois a conservação não é tão longa quanto o esperado, embora até à data, utilizando a proporção de metade do peso da polpa em açúcar, tenha conseguido manter as compotas em bom estado durante largos meses no frigorífico. De qualquer modo, como só praticamente eu as consumo, faço sempre doses menores. Felizmente, hoje em dia as inovações da cozinha (utensílios e produtos) permitem-nos simplificar e reduzir o tempo de preparação e confecção destas gulodices e não temos, como o faziam as nossas mães e avós, que estar horas de volta do fogão de colher-de-pau em punho. Ora vejam:

I - A primeira compota do ano (que não foi aqui publicada) foi a de morango e foi feita na MFP. Ficou um pouco liquida, o que se poderia ter resolvido com mais uma programação, mas decidi não o fazer, porque assim tinha também um belíssimo toping de morango para os gelados e crepes. A vantagem da MFP é que não nos preocupamos com uma vigia constante do tacho.

II - A segunda compota é esta de pêssego e utilizei o açúcar gelificante que adquiri à Dina do Flor de Tavira. Fiquei rendida: o processo acaba por ser bem mais simples e rápido. Em vez de ferver a fruta com o açúcar até atingir o ponto desejado, cozemos a fruta (no caso dos pêssegos juntei água, até porque não estavam muito maduros, mas para frutas mais sumarentas poderá não ser necessário), trituramos, ou não, com a varinha mágica e só então juntamos o açúcar. Assim que começar a ferver contamos três minutos e está pronto o doce.

III - E de cozinha em cozinha fui, ainda, encontrar este método (que hei-de-testar) utilizado pela Moira: fazer a compota no micro-ondas - rápido e económico. Será para a próxima.

Quanto à conservação das compotas: depois de prontas e frias há que acondicionar em frascos de tampa hermética e devidamente esterilizados. Normalmente lavo o interior dos frascos e tampas com álcool e deixo escorrer sobre papel de cozinha, mas também pode lavar os frascos na máquina de lavar louça de onde os deve retirar apenas antes de os utilizar ou fervê-los em água durante dez minutos.
No dia em que estou a escrever este post para posterior publicação a Luísa Alexandra partilhou uma dica muito interessante: congela as compotas e vai depois usando apenas a quantidade que precisa (assim sendo acho que vou começar a fazer os doces em maior quantidade).


Ingredientes:
600 gr. de pêssegos maduros
250 gr. de açúcar gelificante
Água q.b.

Preparação:
Pele os pêssegos, retire o caroço e parta-os em pedaços.
Leve um tacho a lume médio com os pêssegos e cerca de 1 chávena de água.
Deixe cozer, acrescentando água se necessário.
Triture, ou não, com a varinha mágica. Eu trituro sempre um pouco deixando alguns pedaços para se sentirem no meio do doce.
Quando a fruta estiver cozida, acrescente o açúcar. Assim que recomeçar a ferver conte três minutos e desligue. O doce está pronto.
Distribua por frascos herméticos esterilizados.
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