22 de maio de 2015

Água fresca



O grupo "Quinze dias com..." está de parabéns. Completou o seu primeiro aniversário e embora tivesse faltado à festa com um bolo tal como a Susana pediu, não podia deixar de participar na 1ª quinzena deste segundo ano, que começa exactamente com o chefe que inaugurou o grupo: Jamie Oliver e que dispensa apresentações. 
Gosto da forma simples e prática como o Jamie apresenta as suas receitas, como escolhe os alimentos sazonais e o uso das ervas aromáticas para temperar os pratos. Também não passa despercebida a luta que tem votado à melhoria da alimentação escolar e à luta contra o excesso de peso e a obesidade infantil que já atinge 42 milhões de crianças com idade inferior a 5 anos. Nesta luta tenta que a educação alimentar se torne uma componente obrigatória de ensino introdução. Por mim, acho fundamental que a escola seja um veículo de formação não só nas matérias tipicas de ensino, que incluem a criança no seu meio histórico e geográfico e lhes fornecem ferramentas para gerir o seu futuro profissional e material, mas  que também lhes dêem orientação para uma vida mental e fisicamente saudável (no que acho fundamental a participação dos pais e até também a sua formação se necessário), por isso se têm a mesma sensibilidade podem sempre ajudra esta luta assinando a sua petição: https://www.change.org/p/jamie-oliver-needs-your-help-fighting-for-food-education-foodrevolutionday 

Bom, mas voltando à receita: a escolha recaiu, não sobre um dos seus fabulosos pratos de massa ou saladas, mas numa simples bebida fresca para estes dias quentes. Costumo beber chá de hibisco (como qualquer outro chá) sem açúcar, mas a verdade é que é um pouquinho amargoso, por isso esta bebida revelou-me como este chá se pode transformar só com um pouco de açúcar. Não usei limas porque não tinha, nem gelo, que não gosto de bebidas demasiado frias. Também coei o chá ao fim de uns vinte minutos, mas se o quiserem com uma cor mais intensa deixem-no ficar em infusão de um dia para o outro como o Jamie aconselha.



(Fonte: revista "Jamie - Revista com as melhores receitas do ano")
Ingredientes:
50 gr. de flores de hibisco secas (usei a infusão de hibisco da "Mil e 1 Chás")
100 gr de açúcar
Raspa da casca de 1 lima (opcional - não usei)
Gelo e quartos de lima para servir



Preparação:
Deite as flores o açúcar e a raspa de lima num jarro grande e junte 1,5 lt de água acabada de ferver.
Mexa bem para dissolver o açúcar.
Reserve e deixe arrefecer à temperatura ambiente
Quando estiver frio leve ao frigorífico por umas horas ou de um dia para o outro.
Coe e sirva com gelo e quartos de lima frescos.

21 de maio de 2015

Bolachas da Madre Joana


O grupo "Vamos fazer Bolachas" escolheu para tema do mês "bolachas regionais". Desafio dificil! Bolachas regionais desta zona? Não conheço e fiz muitas pesquisas e as que encontrei como referenciadas ao norte do país eram pecaminosas demais, cheias de ovos e açúcar.
Acabei por descobrir neste site uma longa lista de bolachas típicas das mais diversas zonas do país e algumas que são transversais, daquelas receitas que não se sabe muito qual a origem, mas que aparecem um pouco por todo o lado. 

As bolachas escolhidas têm origem conventual, aproximam-se das muitas bolachinhas que vamos encontrando pelas feiras e são simples de confecionar, embora as massas amanteigadas me atraiçoem sempre (vd nota). Acompanham muito bem um chá ou um refresco a meio da tarde e é melhor afastar a caixa das bolachas porque são tentadoras.



Fonte: Doces Regionais
Ingredientes:
100 gr de farinha  T55
50 gr de farinha de kamut (MyProtein)
100 gr de açúcar
80 gr de manteiga
2 ovos
Erva-doce (opcional - não usei)

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 170º.
No copo da bimby coloque todos os ingredientes e misture 30 seg./vel.6.
Com uma colher de sopa coloque pedaços de massa num tabuleiro untado com manteiga ou forrado com tapete de silicone.
Espalhe a massa em círculos com um garfo.
Leve a cozer por 20 minutos.



Nota: de acordo com a receita original a massa deveria dar para estender com uma espessura bem fininha e ser cortada em círculos, aliás se virem a fotografia no site são tão diferentes estas daquelas como da água para o vinho, mas para mim as massas muito amanteigadas são um pesadelo para estender, daí ter acrescentado 50 gr. de farinha à receita original e ter usado a colher e o garfo para estender as bolachas. Afinal a cozinha deve ser um prazer e não um pesadelo, certo?

20 de maio de 2015

Os menus estão de volta

Depois de alguma ausência dos menus, trago-os de volta novamente. Esta rubrica andou desaparecida do blogue apenas por alguma falta de tempo e organização, não que a tivesse considerado dispensável. Quem segue o blogue no facebook encontra por lá, diariamente, a marmita do dia com algumas dicas e até receitas e por aqui, continua a aparecer na coluna lateral, mas não há como fazer uma resenha semanal e partilhar convosco estes almoços, que podem também ser o vosso almoço em casa quando estão sozinhos ou têm menos tempo. 
Aproveito também para tentar cumprir a minha resolução para 2015, porque com alguma organização vamos conseguindo tempo para tudo, ou quase tudo.

Na organização das marmitas as regras vão-se mantendo: no fim-de-semana faz-se sopa para uns 3 dias ou mais e neste caso congela-se 1 ou 2 doses e de preferência deixa-se já no congelador legumes preparados para fazer outra sopa a meio da semana (abóbora, cenoura, nabo, alho francês, etc.), adiantam-se os acompanhamentos (legumes salteados ou assados), que servem também para os jantares, lavam-se as folhas verdes da salada em quantidade suficiente para 2 dias, secam-se e guardam-se no frigorífico no próprio centrifugador de saladas. Por vezes fazem-se algumas experiências e alguns aproveitamentos que seguem depois para o congelador (empadas, quiches, croquetes, umas vezes em função de alguns desafios que como bloger vou seguindo, outras vezes para aproveitar sobras de refeições ou para experimentar alguma receita nova) e, claro, os jantares de véspera são sempre uma boa alternativa se não se importarem de repetir refeições.


Este menu é já de há 2 semanas atrás e começou com:

Sopa de feijão verde + wrap (de kamut e tahini) recheado com tomate assado, cebola, curgete e beringela grelhados, rúcula e feta.



E continuou assim:

Sopa de feijão verde + Empada de peixe + Salada de coração de alface, rúcula, couve roxa, tomate chucha, couve flor assada e beringela grelhada




Quer a massa, quer o recheio da empada resultaram de sobras que estavam no congelador: a massa desta quiche e o recheio que se fez de sobras e que também recheou este crepe


Sopa de feijão verde + Salada de arroz integral (uma novidade, cozinhei cerca de 200 gr. e congelei o restante), couve flor assada, alho francês, tomate chucha, frango assado e mix de sementes


Sopa de feijão verde + Rolinhos de peru com migas de couve galega (a repetir para vos deixar a receita) + Legumes ripados (couve branca e roxa, cenoura e alho francês), maçã, nozes e passas 


Sopa de couve branca + Quiche de amêijoa e camarão + Espargos salteados e salada


E não se esqueçam de ir espreitando diariamente as marmitas na página do facebook do blogue. Bom almoço!

8 de maio de 2015

Das cascas

 
 
Sim, hoje é das cascas que se fala e cascas que se comem. Desde que os supermercados passaram a ser a principal fonte de abastecimento dos legumes que consumimos e os quintais foram acabando (felizmente, hoje já se nota uma certa inversão com as hortas nas varandas, as hortas urbanas e com muita gente jovem a dedicar-se à agricultura), que nos habituamos a que os legumes chegassem limpos às nossas cozinhas: beterrabas, cenouras e nabos (estes nem sempre) sem rama, brócolos e couve-flor limpos de folhas externas e como se não bastasse, quantas vezes deitamos no lixo essas ramas e outras cascas, ricas em nutrientes, que poderiam ser devidamente aproveitadas. Podendo cozinhar os alimento inteiros faço-o, mas não podendo (batata cozida ou assada com casca, sim, mas na sopa não...), faço mea culpa, acabam muitas vezes no lixo, mas formas de as aproveitar não faltam: podem enriquecer os estufados de legumes, rechear uma tortilha, transformar-se em pataniscas ou panquecas de legumes ou simplesmente enriquecer a base de uma sopa e as cascas de batata, fritas ou assadas no forno até ficarem crocantes, fazem um petisco para acompanhar uma cerveja fresca no Verão.
No livro "Cascas, Talos, Folhas e Outros Tesouros Nutricionais", de Alexandre Fernandes existem muitas receitas criativas com o uso dessas partes rejeitadas dos vegetais, mas a minha inspiração de hoje passou pela lembrança do uso das cascas das favas que vi no "Tertúlia de Sabores" e no "Outras Comidas". Imprescindível é que as favas sejam novas, de casca ainda macia.
Se a sopa ficar mais liquida podem sempre usá-la como base para outros cremes de legumes: basta acrescentarem o que quiserem, cozer e triturar: beterraba, brócolos, ervilhas, alho francês, etc.



Ingredientes:
Cascas de favas
Casca de 1 fatia de abóbora
Casca de 1 curgete
1 cebola
1 dente de alho
Bacon a gosto
Sal q.b.
Azeite q.b.
Água ou caldo de legumes q.b.

Preparação:
Tradicional:
Quando descascar as favas retire o fio lateral como faz ao feijão verde.
Corte todas as cascas em pedaços pequenos.
Numa panela refogue a cebola picada juntamente com o dente de alho e o bacon.
Quando a cebola ficar transparente acrescente a casaca de abóbora envolva e deixe suar (com  a tampa colocada) 2 ou 3 minutos. 
Acrescente água e deixe cozer durante cerca de 10 minutos.
Findo esse tempo, acrescente as restantes cascas e água ou caldo suficiente, mas sem cobrir completamente as cascas.
Tempere de sal e deixe cozer em lume médio/alto mais 10 minutos ou até as cascas estarem suficientemente macias paras serem trituradas.
Triture com a varinha mágica, se estiver demasiado grossa, acrescente água.
Se encontrar algum filamento de casca passe a sopa por um coador (gosto de usar um assim). Retifique os temperos.
Bimby:
Coloque no copo a cebola cortada em quatro, o dente de alho e o bacon e regue com um fio de azeite.
Triture 5 seg./vel. 5 e com a espátula baixa os residuos que ficaram na parede do copo. Refogue: 5 min./100º/vel. 1.
Junte a casca de abóbora e cubra com 1 chávena de água e programe 10 min./100º/vel.1.
Junte, de seguida, as restantes cascas e acrescente água ou caldo, mas de forma a que as cascas não fiquem completamente cobertas. Programe 10 min/100º/vel.1.
No fim triture, progressivamente, 3-5-7-8.
Mesmo com a bimby pode acontecer que se fique a notar algum filamento ou fio da casca da fava que nos tenha escapado, por isso acrescente água quente ou caldo se achar que a sopa está demasiado grossa e passe-a por um coador (gosto de usar um assim). Retifique os temperos.

6 de maio de 2015

Favada com ovo escalfado



Quem gosta de favas ponha o dedo no ar!! Eu não lhes resisto, eu que até há poucos anos nem sabia o que favas eram e que ainda alguns anos mais atrás tenho a certeza que me recusaria determinantemente a provar uma favinha que fosse. Agora é vê-las e "são favas contadas". 
Estas, ainda novas, tiveram serventia completa, da casca à fava, mas para já ocupamo-nos da fava e logo falaremos das cascas.

Ingredientes (serve 2):
1 Kg de favas (peso por descascar)
1/4 chouriço de carne
2 tomates maduros
1 cebola
1 dente de alho
1 copo de vinho branco
Piri-piri a gosto
1 folha de louro
Sal q.b.
Azeite q.b.
1 ovo por pessoa



Preparação:
Descasque as favas, deixando ou não a pele conforme o gosto. Se as favas forem novas, abra-as retirando o fio lateral como se faz à vagem (feijão verde)  e reserve as cascas para a próxima receita a ser aqui publicada.
Escalde e pele os tomates, limpe-os de sementes e corte em cubos.
Num tacho refogue em azeite a cebola cortada em meias luas juntamente com o chouriço cortado às rodelas, o alho esmagado e a folha de louro, até a cebola começar a ficar transparente.
Acrescente o tomate e deixe refogar em lume baixo/médio, até se começar a desfazer.
Refresque com o vinho, deixe levantar fervura e acrescente as favas, tempere de sal e um pouco de piri-piri.
Deixe cozinhar com o tacho tapado até as favas estarem tenras (espete com um palito e se não oferecerem resistência estão prontas) ou a gosto. Se necessário acrescente água durante a cozedura, mas não muita, só queremos calda suficiente para cozinhar os ovos.
Quando as favas estiverem prontas, abra espaço entre elas para deitar os ovos afastados um do outro. Para facilitar abro o ovo para uma taça e deixo-o escorregar para o tacho.
Quando os ovos estiverem cozinhados, está pronto a servir.

1 de maio de 2015

Dia 1 na cozinha com uma quiche de miolo de ameijoa e camarão



Hoje celebra-se o "Dia do trabalhador" e sendo dia 1, é também tempo de mais um "Dia 1 na cozinha" e para nos juntarmos a esta celebração o desafio foi apresentar uma quiche, aquela tarte milagrosa com a qual podemos aproveitar quase tudo o que anda pelo frigorífico à espera de ser consumido. No meu caso foi mais no congelador que encontrei os ingredientes perdidos: um embalagem já aberta de miolo de ameijoa (que comprei não sei bem porquê) e o que sobrava de outra embalagem de miolo de camarão. Foi um pouco a medo que me naventurei neste recheio, mas o resultado foi positivo e assim dei uso àquela ameijoa com a qual não sabia bem o que fazer..



Ingredientes:
Massa:
150 gr. de farinha de kamut (da MyProtein)
4 colheres de sopa de azeite
90 ml de água fria
Recheio:
175 gr. de miolo de ameijoa congelado
12 camarões congelados
1/2 cebola
2 dentes de alho
2 colheres de chá de coentros secos
1 cálice de vinho branco
1 pitada de piri-piri
Sumo de limão q.b.
2 ovos
200 ml de natas
50 gr. de queijo da ilha
Azeite q.b.
Sal q.b.


Preparação:
A massa:
Tradicional
Misture a farinha com o azeite e mexa com a ajuda de um garfo até obter uma espécie de granulado. Acrescente a água aos poucos, mexendo, mas só até conseguir formar uma bola.
Embrulhe em película aderente e guarde no frio por 30 minutos.
Bimby:
Coloque todos os ingredientes no copo e amasse: 15 seg/vel. 6.
Embrulhe em película aderente e guarde no frio por 30 minutos.
Recheio:
Descongele previamente o miolo de ameijoa e de camarão.
Aqueça um fio de azeite numa frigideira e refogue a cebola, cortada em meias luas e os alhos picados.
Junte o miolo de ameijoa, bem seco, e envolva.
Tempere com a malagueta e 1 colher de coentros.
Salteie por alguns minutos até deixar de sentir o cheiro a cru, acrescente o miolo de camarão, deixe ganhar alguma cor e regue com sumo de limão.
Acrescente o vinho branco, a restante colher de coentros e deixe fervilhar em lume brando até o vinho evaporar. Prove de sal e retifique os temperos. Reserve.
As quiches:
Estenda a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada e forre 6 formas de tarte pequenas. Pode usar papel vegetal entre a forma e a massa, o que vai ajudar na hora de desenformar, embora esta massa desenforme facilmente mesmo sem o papel.
Numa taça bata os ovos com as natas e junte o recheio (sem qualquer liquido que se tenha formado na sertã) e o queijo.
Distribua pelas formas, cabendo 2 camarões a cada quiche e leve ao forno pré-aquecido a 200º até dourarem.
Sirva polvilhadas com coentros frescos e acompanhadas de uma salada de folhas verdes.


27 de abril de 2015

Compota de morango e chia



Aproveito a quinzena do "Quinze Dias com o Chefe..." para experimentar outra receita da chefe convidada, Mafalda Pinto Leite. É também uma receita da categoria pequenos-almoços ou lanches e, claro, é uma receita saudável. Para quem gosta de compotas, mas quer fazer pouca quantidade, esta é a receita ideal.



(Fonte: "As Receitas da Mafalda", de Mafalda Pinto Leite)
Ingredientes:
3 chávenas de morangos
2 colheres de sopa de xarope de ácer ou mel (usei agave)
1/2 chávena de sementes de chia

Preparação:
Deite os morangos, cortados em pedaços, num tacho, juntamente com o adoçante e esmague grosseiramente com as costas da colher.
Leve a lume médio e deixe ferver cerca de 5 minutos.
A crescente as sementes, envolva e deixe cozinhar, mexendo sempre, durante cerca de 15 minutos, até engrossar.
Guarde em frascos durante 2  semanas no frigorífico.

24 de abril de 2015

Bolo de maçã e côco para a familia / Apple-coconut family cake



Bolos preferidos lá em casa: bolo de iogurte, bolo de laranja e bolo de maçã. Todos bolos despretensiosos, simples, doces q.b., perfeitos para um brunch ou para um lanche a acompanhar uma chávena de chá, por isso quando o Dorie às Sextas propôs um bolo de maçã para o desafio quinzenal nem hesitei e a receita revelou-se o melhor bolo de maçã que já fizemos. 

Não fiz muitas alterações, só omiti a canela e usei óleo de girassol em vez de óleo de canola e não usei o doce para cobrir o bolo porque gosto destes bolos mesmo assim, tão simples quanto possível. Ah e não usei uma forma de mola, untei e polvilhei e o bolo desenformou na perfeição: voltei-o sobre um prato e depois novamente para outro prato.



Ingredientes:
1 chávena + 2 colheres de sopa de farinha
2 colheres de chá de fermento
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 de colher de chá de canela (não usei)
1 pitada de sal
3 maçãs (descascadas e sem pevides)
2 ovos grandes (à temperatura ambiente)
1/2 chávena de açúcar + 2 colheres de chá
1/2 chávena de iogurte
6 colheres de sopa de óleo de canola (utilizei óleo de girassol)
2 colheres de chá de essência de baunilha
1 chávena de coco ralado
1/2 chávena de doce de maçã (não usei)



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Unte uma forma de 22 cm com aro amovível e reserve.
Misture a farinha, o fermento, a canela e o sal.
De seguida, corte as maçãs. Corte duas em pedaços pequenos e uma em fatias de 0,5cm e reserve cobrindo com pelicula aderente.
Numa taça grande bata os ovos e a 1/2 chávena de açúcar durante cerca de 1 minuto.
Junte o iogurte, óleo e a baunilha e bata novamente por mais 1 minuto.
Neste ponto, misture a farinha na massa.
Assim que a farinha estiver incorporada junte os pedaços de maçã e o côco.
Verta a massa na forma e abane-a para que a mistura se espalhe bem na forma.
Decore com as fatias de maçã e polvilhe com as 2 colheres de açúcar.
Leve a cozer por 45 a 50 minutos ou até o cimo do bolo estar dourado e ao inserir a ponta de uma faca no meio do bolo, esta saia seca.
Retire do forno e deixe arrefecer  na forma durante 20 minutos.
Enquanto o bolo arrefece, prepare o doce para cobrir, aquecendo a compota de maçã com um pouco de água até ficar liquida.
Cuidadosamente, passe uma faca pelos lados do bolo e retire-o da forma para um prato de servir e pincele generosamente com o doce de maçã.

23 de abril de 2015

Copos de aveia com coulis rápido de morangos



Quinze dias com ... a Mafalda Pinto Leite. Quando me ofereceram o último livro desta chefe pelo Natal, fiquei com vontade de fazer receitas novas todos os dias. Como tal não é possível, vou aos poucos experimentando as que acho mais apelativas e comecei pelo principio, ou seja, pelas manhãs e pelas receitas para o pequeno-almoço. Estes copos de aveia são simplesmente deliciosos, já os fiz várias vezes, usando leites vegetais, café e/ou sumo de laranja, mas estes vêm com iogurte, que é, juntamente com a aveia, um dos ingredientes certos dos meus pequenos-almoços. Uma forma deliciosa e energética de começar o dia, mas também podem "enfrascar" e levar para o trabalho.
Abaixo indico as quantidades referidas pela Mafalda Pinto Leite e entre parêntesis as quantidades para uma só dose.

E quem é a nossa chefe pelas palavras da nossa Susana:
"Ávida de conhecimento e com a alimentação saudável em mente, começou a cozinhar profissionalmente aos 20 anos na Escócia, seguindo a sua formação de chefe em Nova Iorque e posteriormente em Londres. Orgânico e sazonal são dois vetores-chave nas suas receitas que, já em Portugal, tenta transpor para os vários livros que publicou até à data. Mãe de quatro filhos com uma carreira construída com muito esforço, entende como ninguém o que é ter pouco tempo e recursos limitados para cozinhar, então a sua comida é necessariamente simples e descomplicada." 

















(Fonte: "As Receitas da Mafalda", de Mafalda Pinto Leite)
Ingredientes:
Para os copos:
1 chávena de flocos de aveia (2 colheres de sopa)
4 colheres de sopa de sementes de chia (1 colher de sopa)
3 chávenas de leite vegetal a gosto (1 iogurte natural)*
Adoçante natural a gosto (não usei)
1 colher de sopa de Super Berries (da MyProtein) - opcional
Para o coulis:
4 a 5 morangos
1 pitada de canela
Para servir:
Framboesas q.b. (ou outra fruta a gosto)

Preparação:
Os copos:
Misture todos os ingredientes num copo ou frasco, tape e guarde no frigorífico por umas horas ou de um dia para o outro, mexendo uma ou duas vezes para que as sementes de chia não colem.
O coulis:
Coloque os morangos cortados em pedaços e a canela num recipiente refratário e leve ao microondas na potência máxima por 1 minuto. Deixe arrefecer.
Para servir:
Cubra a mistura de iogurte e aveia com o coulis e acrescente as framboesas,

Para outros copos deliciosos (1 dose) substitua o iogurte por:
1 chávenas de café expresso e 2 de água mineral (medida: chávena de café) e acrescente 1 colher de café de cacau em pó
ou
1 chávenas de café expresso e 2 de sumo de laranja (medida: chávena de café)
ou
6 a 8 colheres de sopa de sumo de laranja

22 de abril de 2015

Feijoada



Não é uma refeição simples e leve que vos trago hoje, definitivamente não é refeição para dias acalorados, mas é um prato da nossa cozinha tradicional e, de norte a sul, confeciona-se de muitas maneiras. Como, provavelmente ainda vamos ter uns dias mais frios em que possa apetecer uma fartura destas, deixo-vos  a minha versão e que é, por sinal, também a primeira vez em que me aventuro a fazer este prato. é que não aprecio feijoadas, mas como lá por casa pairavam os desejos, arregacei as mangas e tratei de os realizar. 
A verdade é que  sendo aparentemente trabalhoso, acabou por se revelar ser um prato simples: o maior trabalho consiste em cozer as carnes previamente, o que, já estão a ver, não é trabalho por aí além, o que quer dizer que tem esta virtude associada de se poder adiantar trabalho no dia anterior. Outra virtude é ser um prato farto, que se cozinha em quantidade, mesmo que utilize poucas carnes e como nada se perde: se não tiver convivas à mesa em número suficiente para dar conta do recado pode sempre congelar o que sobrar. Outra virtude deste prato é que pode ser cozinhado com as carnes que tenham sobrado de um cozido à portuguesa: congele-as com a água em que cozeram e aproveite também a água para a feijoada. A única virtude que este prato não teve foi a de me converter às feijoadas, ou talvez não ... dispensando as carnes de porco, o resto até estava bem saboroso.



Ingredientes:
Vitela (aba) q.b.
Toucinho q.b.
Orelheira q.b.
Chouriço de carne (ou linguiça se preferir, ou ambos)
1 cebola
1 dente de alho
3 folhas de louro
1/2 lata de tomate pelado
Vinho branco q.b.
1 col café, rasa, de cominhos
1 cenoura
1/2 couve lombarda
Feijão branco cozido q.b.

Preparação:
Demolhe o feijão durante a noite e no dia seguinte coza-o em água fervente com uma folha de louro (na panela de pressão conte 20 minutos a partir do sinal de pressão).
Coza as carnes de porco com uma folha de louro e reserve.
Faça um refogado com a cebola e o dente de alho picados e azeite e junte a aba cortada em pedaços. Tempere com um pouco de sal e deixe refogar por cerca de 10 minutos.
Refresque com o vinho branco e acrescente o chouriço inteiro. Deixe refogar, com o tacho tapado mais 10 minutos.
Retire o chouriço e acrescente a cenoura cortada às rodelas, a couve cortada grosseiramente e o tomate.
Deixe levantar fervura e finalmente acrescente o chouriço cortado às rodelas, as carnes fumadas, os cominhos e o feijão cozido, juntamente com um pouco da água de cozer as carnes.
Verifique o tempero e deixe apurar por mais 10 minutos.
Sirva com arroz branco.
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