27 de agosto de 2017

Um doce "até já"


 
Faz hoje 8 anos que abri este espaço e é a primeira vez que o assinalo aqui, no dia preciso do seu aniversário. É um facto inusitado, porque sou daquelas pessoas que sabe o dias dos aniversários da família e amigos, mas com frequência esquece-se no próprio dia.

Em dia de aniversário, deste oitavo aniversário, imponho-me uma reflexão: este espaço foi criado para memória futura dos sabores que nascem na minha cozinha. Nunca pensei que que fosse crescendo e que com ele acabasse por rumar entre novos sabores, novos ingredientes, novas e velhas formas de alimentação e com ele fosse crescendo o meu carinho pela comida e interesse pelo tema "alimentação" (sim, "alimentação" e não só "gastronomia"). Comecei a fazer pão (agora nem tanto), alterei alguns hábito alimentares, especialmente que no que aos pequenos-almoços diz respeito, comecei a experimentar receitas vegetarianas. Deixe-me levar pelos super-alimentos (que vou deixando aos poucos), passei por entre dezenas de blogues deliciando-me com as suas histórias e receitas. Comecei a partilhar as minhas marmitas, o que determinou um novo rumo no blogue e por causa delas publiquei um livro, o "I Love Marmita" (um dos meus sonhos de menina, daqueles sonhos que deixamos escritos em listas, era precisamente publicar um livro, mas nunca imaginei que fosse um livro de receitas). Participei em tantos desafios (este, este, este, este, este, este e este). Foi com muito carinho que recebi os convidados de uma das edições do "Convidei para Jantar" .

Arrisquei novas técnicas a pensar que iria falhar... Bom, a lista é quase infindável, mas chegou um momento em que comecei a questionar se haveria de manter ou não o blogue. É que o  cansaço da vida atraiçoa-nos, entre afazeres profissionais com cada vez mais responsabilidade, entre o necessitar de partilhar os tempos livres com a família, às tantas este espaço começa a ficar num cantinho mais à parte e a minha determinação em continuar acaba por se transformar numa obrigação, que é precisamente o que não queria conferir a este espaço: que seja uma obrigação, em vez de uma vontade. Por isso este espaço vai continuar, mas ao sabor do vento, sem amarras e obrigações. Vão encontrá-lo muitas vezes em modo de planagem e talvez outras em modo furacão. Tenho a certeza que passarei por aqui para participar em algum desafio ou para vos deixar uma partilha daquelas que nos encheu o estômago e o coração. Até lá podem continuar a ver as marmitas no Instagram e no Facebook, enquanto eu irei continuar a espreitar tantos cantinhos deliciosas dessa blogosfera que muito me inspiraram e em que continuarei a procurar inspiração.

E para não fazer deste post uma despedida, deixo-vos uma receita doce. Uma mousse de chocolate deliciosa e fácil do chef Henrique Sá Pessoa, que dispensa considerações. Vamos lá a meter a colherada:



(Fonte: "Curso de Cozinha", de Henrique Sá Pessoa)
Ingredientes:
200 gr. de chocolate de culinária de boa qualidade
3 ovos (gemas e claras separadas)
100 gr. de açúcar
3 colheres de sopa de créme fraiche (não usei)
2 colheres de sopa de água
1 café expresso frio

Preparação:
Faça uma calda com o açúcar e a água: deite os ingredientes num tachinho, leve a lume médio/forte, mexendo com uma colher de pau só até o açúcar se dissolver. Quando começar a ferver diminua  lume e deixe ferver 3 minutoes. Deixe arrefecer completamente.
Derreta o chocolate em banho-maria. Deixe arrecer um pouco e junte o créme fraiche.
Deite as gemas numa taça e bata com a vara de arames.
Deite o chocolate sobre as gemas, mexendo sempre para que o calor do chocolate não coza as gemas.
Acrescente o café e mexa bem.
Bata as claras em castelo e sem parar de bater adicione a calda de açúcar em fio.
Envolva as claras no choclate, com uma espátula, em movimentos suaves, de baixo para cima, para que as claras não percam volume.
Distribua por tacinhas e leve ao frio até solidificar.

Até Já!

24 de agosto de 2017

Curgete na frigideira em boa companhia


Com o calor a vontade de comer refeições ligeiras e rápidas, mas que sejam também nutritivas, torna-se quase imperativo. Gosto de abrir o frigorifico e a despensa e dar largas á imaginação. Os salteados de legumes são uma das refeições que mais aprecio e que me servem para os almoços de trabalho. Desta vez o ingrediente base escolhido foi a curgete, vegetal da época e que tenho sempre no frigorifico. A ela juntaram-se o grão e a massa para uma maior consistência na refeição, os tomates sumarentes e os aromas do alho e dos oregãos e a frescura do gengibre e do limão. São servidos?


Ingredientes:
Massa cozida al dente q.b. (macarrão, esparguete, etc.)
1 curgete pequena, cortada em meias luas
1 mão cheia de grão cozido
1 dente de alho laminado
1 colher de sopa de azeite
1 colher de café de gengibre fresco ralado
Sumo de limão
1/2 cebola roxa, pequena, cortada às rodelas
Tomate cereja q.b., em metades
Oregãos a gosto
Sal e pimenta a gosto

Preparação:
Numa frigideira antiaderente coloque o azeite eo dente de alho. Deixe frigir em lume brando e quando começar a sentir a frangância do alho junte a cirgete e envolva.
Deixe a curgete grelhar por alguns minutos, voltando-a ameio do tempo, até estar dourada. Não deixe cozinhar de mais, para não ficar demasiado mole.
Quando estiver pornta, acrescente o grão, gengibre ralado e envolva.
Junte a massa, a cebola roxa e o tomate cereja.
Tempere com sal e pimenta gosto, regue com sumo d elimão e polvilhe com oregãos.
Sirva quente.
 

17 de agosto de 2017

Tostas com pimento assado e requeijão



 Para este mês de Agosto, a Marta propõe que se façam umas receitinhas com pimentos. Para mim não há nada mais sublime para se fazer com pimentos que não seja uma boa salada de pimentos assados na brasa. Acho que é que por essa simples iguaria evoca em mim todo o pleno do Verão com uma boa sardinhada de S. João, mas claro que o uso do pimento carnudo, verde ou vermelho, laranja ou amarelo, não s e fica por aqui. Gosto de os ter sempre à mão para o fundo de um assado, para dar um tal sabor ao arroz, para saltear com outros legumes ou para juntar a um estufado.
 Ora, há receitas que não são receitas, que são uma junção de um punhado de ingredientes, com uma mão mestra na preparação e mais não é preciso para satisfazer. Foi com essa mestria que no fim-de-semana passado se assaram pimentos (de horta particular), um verde e um vermelho, deixando-os no ponto certo (não, não fui eu que os assei). Depois da preparação tradicional (abafar em saco de plástico, pelar sob água fria, rasgar em tiras e temperar) lá se serviu a salada e com o que havia de sobrar fez-se mais um petisco que fica bem em qualquer mesa de petiscos.
 

Ingredientes:
Fatias de pão rústico torradas
1 requeijão de Seia
Pimentos assados, já arranjados e cortados em tiras
Azeite q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Sal q.b.

Preparação:
Tempere os pimentos com azeite, vinagre e sal. Envolva bem.
Sobre as fatias de pão espalhe fatias de pimentos.
Polvilhe com requerijão desfeiro.
Regue com um pouco do molho dos pimentos se desejar.

 
 
 

10 de agosto de 2017

Tarte de pêra e mirtilo

 
 
Lá em casa umas das nossas sobremesas favoritas são as tartes de fruta. Tartes simples compostas por uma base de massa crocante e o recheio 100% (ou quase) de fruta, de preferencia maçã, sózinha ou acompanhada, mas quase qualquer fruta serve. Estas tartes são sobremesas sempre apreciadas por todos e fazem-se num abrir e fechar de olhos, mesmo quando preparamos nós a massa. Na verdade, o que demora mais é descascar a fruta.
E porque gostamos tanto de tartes de fruta, a Susana, do blogue "Basta Cheio", deu-me a  desculpa perfeita para correr para a cozinha e preparar mais uma tarte de fruta, tema de mais uma edição do desafio "Sweet World". A generosidade de amigos tinha-nos presenteado com uma quantidade de peras que começavam a amadurecer sem piedade, por isso, desta vez, as maçãs ficaram de lado, para dar lugar às peras que recebram a companhia dos mirtilos que tenho sempre na gaveta do congelador. Não é preciso muita imaginação para adivinhar que o sabor ficou esplendido e que esta combinação acabrá por regressar à nossa mesa.

Ingredientes:
Para a massa:
250 gr. de farinha de trigo
125 gr. de manteiga bem fria, em pedaços pequenos
85 gr. de açúcar amarelo
1 ovo
Para o recheio:
500 gr. de pêras maduras (peso depois de descascadas e descaroçadas)
1 mão bem cheia de mirtilos (usei congelados)
2 colheres de sopa de doce de mirtilo
1 colher de sopa bem cheia de farinha
1 colher de sopa bem cheia de açúcar amarelo
Geleia para finalizar
Gelado de baunilha para servir (opcional)



Preparação:
A massa:
Se possível reduza o açúcar a açúcar em pó (Bimby: 15 seg./Vel. 9) e reserve. Se não tiver robot de cozinha capaz desta tarefa use o açúcar normal.
Na taça do processador de alimentos coloque a farinha e o açúcar e junte a manteiga.  Processe até obter migalhas grossas.
Junte o ovo e volte a misturar.
Forme uma bola com a massa e guarde no frio durante 30 minutos.
(Bimby: depois de pulverizar o açúcar, acrescente os restantes ingredientes e programe 15 seg./vel. 5)
Findo esse tempo, estenda cerca de 2/3 da massa sobre uma folha de papel vegetal dando-lhe a forma circular e forre uma forma de fundo amovível com cerca de 20 cm de diâmetro (não retire o papel vegetal). Apare as bordas da massa.
Estenda a restante massa sobre uma superficie enfarinhada e com uma cortador de bolachas corte várias flores (ou simplesmente faça tiras para sobrepor em grade sobre a fruta).
O recheio:
Descasque as pêras, descaroce e corte-as em quartos. Coloque-as numa taça com água e sumo de limão para atrasar a oxidação.
Coe a água das pêras e polvilhe-as com a farinha e o açúcar. Envolva.
Barre o fundo da tarte com o doce de mirtilo.
Coloque as peras em circunferencia na massa, acomodando bem cada pedaço, com o lado concavo para baixo.
Espalhe os mirtilos entre as peras.
Coloque as flores de massa sobre a fruta. 
Leve ao formo pré-aquecido a 180º (com função ventoinha) e asse, durante cerca de 30 a 40 minutos, até a massa estar dourada e a compota borbulhar junto às laterais.
Quando estiver pronta retire do forno e pincele com a geleia derretida.
Deixe arrefecer antes de desenformar.
 
 

1 de agosto de 2017

Trifle de ananás


Dizem os antigos que o o primeiro dia de Agosto é o primeiro dia de Inverno. Que o Verão se está para ir. É certo que atualmente o tempo está incerto e nem sabemos muito bem quando é que temos dias de verdadeiro Verão, pelo menos aqui pelo norte. Das minhas memórias de infância o calor de Verão começava em Junho e mantinha-se  até Outubro, quando se iniciavam a escola, mas é verdade que o mês de Agosto, embora fosse quase o pleno do Verão, era, de facto, o último mês de praia. 
Esquizofrenices meteorológicas à parte, Agosto continua a ser o mês mais concorrido para férias, continuamos a esperar dias de calor, sol, praia e mar, por isso o mês começa com mais um desafio do "Dia 1 na Cozinha" e hoje temos uma sobremesa fresca em camadas
 
 


(As receitas para a camada de natas e de creme custarda vieram do blogue "Lemon and Vanilla")
Ingredientes:
1 pacote de gelatina de ananás
1 lata pequena de ananás em calda
Para a base:
100 gr. de bolacha torrada
2 colheres de sopa de manteiga
Para a camada de natas:
2 folhas de gelatina
200ml de natas´
100 gr. de queijo mascarpone
4 colheres de sopa de açúcar em pó
Para o custard:
100ml de natas
350 ml de leite gordo
2 gemas de ovo L
1 e 1/2 colher de sopa de Maizena
100 gr de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha
2 folhas de gelatina
200 ml de natas

Preparação:
Comece por preparar a gelatina de ananás segundo as instruções da embalagem, mas usando apenas metade da quantidade de água indicada nas instruções e reserve até arrefecer.
Pique a bolacha com a manteiga, num processador de alimentos e leve ao forno, a 180º, até tostar ligieramente. preencha o fundo de um pirex com a mistura e calque bem.
Corte 2 rodelas a meio (ou mais, dependendo do tamanho do pirex) e coloque-as ao alto com o corte para baixo pousado nas bolachas.
Espalhe por cima das bolachas mais 2 rodelas de ananás cortadas em pedaços.
Por cima verta a gelatina e leve ao frio para solidificar
Prepare a camada de natas:
Demolhe as folhas de gelatina em água fria durante 5 minutos.
Aqueça as natas até quase levantar fervura, retire do lume, junte as folhas de gelatina bem espremidas e mexa até dissolverem.
Acrescente o mascarpone e o açúcar e bata até obter uma mistura cremosa.
Para o creme custard:
Bimby:
Coloque todos os ingredientes no copo e misture 30 segundos/vel. 4.
Programe 8 minutos/90º/vel. 2 e 1/2.
Verta para uma tigela e tape com pelicula aderente, que deve ficar mesmo juntinha ao creme, e deixe arrefecer.
Quando a gelatina tiver solidificado acrescente metade do creme de natas, de seguida uma camada de custarda (não usei todo) e, de seguida, a segunda camada de natas.
Distribua ananás cortado em pedaços no topo e polvilhe com mistura de bolacha que tenha sobrado.
Leve ao frio até refrescar bem e sirva.


 





27 de julho de 2017

Para aproveitar só hoje na Wook!



1 - "Sapatos de Rebuçado", de Joanne Harris
2 - "A Filha do Papa", de Luis Miguel Rocha
3 - "No meu Peito não cabem Pássaros", de Nuno Carmaneiro
4 - "Provo-te", de Catarina Beato
5 - "Debaixo de Algum Céu", de Nuno Carmaneiro
6 - "O Tigre Branco", de Aravind Adiga
7 - "Patagónia Express", de Lúís Sepúlveda
8 - "A Sombra do Vento", de Carlos Ruiz Zafón
9 - "As Filhas de Eva", de Louise O`Neill
10 - "O Filho de Mil Homens", de Valter Hugo Mãe
11 - "O Quarto de Jack", de Emma Donoghue
11 - "Saber Comer", de Michael Pollan
12 - "O Aroma das Especiarias", de Joanne Harris
13 - "Abraço", de José Luís Peixoto
14 - "O Fim da Inocência", de Francisco Salgueiro
15 - "A Elegância do Ouriço", de Murirl Burbery
16 - "Os Homens que Odeiam as Mulheres", de Stieg larsson
17 - "Mil Sóis Resplandecentes", de Khaled Hosseini

23 de julho de 2017

Estufado de vegetais


Eu não gostava de vegetais e passei a gostar quando o meu paladar despertou para novos sabores e, irremediavelmente, para novos ingredientes. Nesse momento a minha curiosidade pela cozinha e pelo ato de cozinhar também começou a crescer. Aventurei-me a aprender por aqui e este foi uma das minhas primeiras experiencias pela cozinha vegetariana. De vez em quando volto a este prato porque é simples de fazer, surpreendemente saboroso com a presença do milho e posso congelar em doses individuais para me precaver contra a falta de tempo, vontade ou inspiração para preparar uma marmita. E, assim, chega mais uma receita para o desafio da Marta.
 


Ingredientes:
1 lata pequena de milho, escorrida
1 cubo de espinafres congelados (previamente descongelados e escorridos)
150 gr. de cogumelos brancos
1 cebola
1 lata pequena de tomate em pedaços (não usei, acrescentei apenas 2 colheres de sopa de polpa de tomate)
Água ou caldo de legumes
1 dente de alho
Azeite q.b.
Sal q.b.
Piri-piri a gosto

Preparação:
Limpe os cogumelos com papel de cozinha e retire o talo (guarde-os para fazer um caldo de legumes).
Corte os cogumelos em fatias e reserve.
Num tacho coloque um fio de azeite e junte a cebola e o dente de alho esmagado.
Deixe refogar um pouco só até a cebola amolecer e então juntar os restantes ingredientes e temperar a gosto.
Acrescente um pouco de água ou caldo de legumes e deixe refogar, em lume baixo, por cerca de 30 minutos.
Comece-seassm, simples, ou com um ovo escalfado ou como bem lhe aprouver.

17 de julho de 2017

Polenta de pequeno almoço

 
 
Confesso que me admirei com o ingrediente que a Marta escolheu para o desafio deste mês: o milho. É que quando penso em milho vem-me logo á ideia a controversa dos transgénicos e por isso não é um ingrediente que use muito o ano todo. Normalmente fica reservado para as saladas de Verão e uso-o sobretudo sob a forma de congelado ou enlatado, isto se não falar da famosa Maizena, que mais não é que amido de milho.
Porque o tema surgiu acabei por refletir na injustiça que lhe tenho feito. Afinal o milho está enraizado na nossa cultura popular. Os campos de milho abundam e sempre abundaram muito antes ainda da tal polémica e com ele se faz a tão famosa e deliciosa broa de milho, de que me ainda lembro de as ver enormes sobre o balcão da mercearia e a ser vendida pedaço a pedaço, com uma côdea bem forte que eu adorava. Nas Beiras adoça as mesas com as papas de carolo e além de alimentar as mesas, alimenta as tradições com as desfolhadas que ainda se fazem pelas eiras e quinteiros do nosso Portugal rural. E até direito teve a ser eternizado numa canção, pela voz da poderosa Simone de Oliveira, que pelo do pouco que me lembro também teve o seu quê de polémico.
Bom, justiça feita ao nosso milho, aproveitei para alargar o meu horizonte gastronómico e escolhi a farinha de milho com ingrediente para fazer uma polenta cremosa de pequeno-almoço.
É uma receita fácil, mas demorada porque a farinha de milho requer tempo para ser hidratada e cozinhar, mas valeu a pena e tal como as papas de aveia ou de trigo sarraceno ou de millet permitem uma variedade considerável de variações. 


(Fonte: Heartbeet Kitchen)
Ingredientes:
1/2 chávena de farinha de milho (da mais grossa)
2 chávenas de leite de amêndoa (+ 1/3 de chávena)
1 pitada de sal
1 pitada de canela (opcional)
1 colher de chá de macca
2 colheres de chá de mel
Mirtilos a gosto
Iogurte natural
Topings a gosto (granola, frutos secos, sementes) - opcional

Preparação:
Comece por colocar os mirtilos num tachinho com 1 colher de chá de mel e leve a lume médio/brando, mexendo de vez em quando até os mirtilos se começarem a desfazer ligeiramente. Reserve.
Misture muito bem a farinha com a canela e a macca (o pó de macca é muito fininho e cria grumos com muita facilidade).
Num tacho junte as 2 chávenas de a bebida de amêndoa, o sal, 1 colher de chá de mel e a farinha de milho.
Deixe levantar fervura, mexendo sempre sem parar, para evitar que se criem grumos.
Reduza o lume para o mínimo e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. A polenta deve continuar a ferver ligeiramente, soltando pequenas bolhas durante cerca de 30 minutos.
Quando ao mexer a polenta deixar de agarrar às laterais do tacho, está pronta.
Retire e junte o restante leite de amêndoa, mexendo para se tornar mais cremosa.
Sirva de imediato com a compota de mirtilos e topings a gosto.

Nota: pode preparar de véspera e aquecer na hora de servir juntando mais um pouco de leite de amêndoa, mas como a polenta tende a endurecer ficará sempre menos cremosa e macia.
 
 

7 de julho de 2017

Rosti de vegetais


Daqueles dias em que se folheia um livro de receitas, a cheirar a novo, e nos deixamos levar pelas imagens ou pela descrição e marcamos na memória aquelas que nos parecem perfeitas. Daqueles dias em que nos apetece algo de novo, leve, fresco. Daqueles dias em que aquelas receitas nos voltam à memória e que percebemos que é desta que as vamos experimentar.
Foi assim com este "rosti" que mereciam antes de ser chamados de bolinhos, porque não ficaram tão crocantes quanto deviam, mas ficaram tão saborosos e, surpreendentemente, aprovados por todos, que cheguei à conclusão que o nome é o de somenos importância.


(Fonte: "Home Cooking", de Lorraine Pascale)
Ingredientes:
1 nabo
1 cenoura
1/2 curgete
50 gr. de farinha de trigo
1 ovo
Sal e pimenta a gosto (não uso pimenta)
2 hastes de tomilho (só as folhas)
Azeite q.b.

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Descasque a cenoura e o nabo e rale.
Lave bem a casca da curgete e rale.
Junte os legumes todos numa taça, tempere com sal e pimenta a gosto e com as folhas de tomilho.
Polvilhe com a farinha, junte o ovo ligeiramente batido e envolva tudo muito bem.
Forme bolinhos espalmadas (esta quantidade rendeu 8 pequenos) e frite-os num fio de azeite, de ambos os lados, durante cerca de 3-4 minutos.
Transfira-os para um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e leve-os a assar por cerca de 15 a 20 minutos, até estarem dourados e completamente cozinhados.

1 de julho de 2017

Gelado de ameixas assadas e coco






O mês é para abrir com gelados de fruta, dizem-me do grupo "Dia 1 na Cozinha". Então assim seja, mesmo que Verão ande incerto entre dias tórridos e dias de autêntica Primavera.
O gelado que vos trago não é muito doce, porque a ameixa quando cozinha tende a amargar. Para quem goste de doces "pouco doces" é uma boa sugestão, para quem goste um bom docinho então sugiro que acrescente açúcar às ameixas quando forem a assar. Também pode substituir o iogurte natural simples, por iogurte açucarado (normal ou grego) ou por iogurte de coco, já que este ingrediente também está presente.
 
Bom mês de Julho!


Ingredientes:
1 chávena de ameixas de S. João descaroçadas
1 colher de sopa de vinho do Porto
2 colheres de sobremesa de geleia de arroz (ou mel, mas a geleia de arroz é mais doce)
1/2 iogurte natural (ou açucarado ou grego ou de coco)
2 colheres de sopa de coco ralado

Preparação:
Leve as ameixas, misturadas com o vinho do Porto a assar em forno pré-aquecido a 200º, até os sucos começarem a caramelizar. Retire do forno e deixe arrefecer.
Quando arrefecer completamente junte os restantes ingredientes e misture com a varinha mágica até obter uma polpa cremosa.
Distribua pelas forminhas de gelado e leve ao congelador até solidificarem.
Para desenformar passe a forminha por água quente.

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