28 de abril de 2017

Cogumelos salteados com massinhas e ovo

Para quando queremso dar asas á imaginação numa refeição "a solo".


Ingredientes (para 1):
1 mão cheia de cogumelos pleurotus, limpos
1 rabanete, em fatias finas
5-6 tomates cereja, em metadees
1 pedaço pequeno de alho francê fatiado (parte branca)
1 dente de alho pequeno
1/4 de chávena de massa Macarrão Wok da Milaneza
Àgua q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.
Folhas de tomilho q.b.
Uma mão cheia de rucula

Preparação:
Aqueça o azeite com o dente de alho e quando estiver quente junte os cogumelos (corte os maiores em pedaços mais pequenos) e o alho francês.
Deixe saltear em lume forte, mexendo constantemente, até os cogumelos começarem a dourar.
Acrescente os tomates e o rabanete, envolva, tempere de sal e salteie mais um minuto.
Acrescente a massa e salteie.
Junte cerca de 1/8 de chávena de água a ferver e mexa frequentemente, em lume forte, durante cerca de 3 minutos. A massa ainda estará um pouco rija.
Afaste os ingredientes para as bordas da sertã, deixando uma abertura no meio. Acrescente cerca de 2 colheres de sopa de água quente nesse espaço e parta o ovo para  esse centro. Polvilhe a gema com um pouco de sal.
Tape a sertã e deixe cozinhar em lume médio, até a clara de ovo estar cozida. Polvilhe com folhas de tomilho a gosto.
Espalhe a rucula pelo prato, coloque o ovo no centro e distribua a mistura de cogumelos á volta.
Sirva e saboreie.

27 de abril de 2017

Bolinhos de arroz e coco


"Abril arrozes mil". Foi assim que a Marta anunciou o tema para o desafio do mês de Abril. O arroz sendo um companheiro fiel das nossas meses, pode apresentar-se de múltiplas formas, como acompanhamento mais ou menos simples, mais ou menos ornamentado (arroz branco, de forno, de açafrão, de legumes (muitos), á grega...), ou ser a base um rico prato principal (arroz á Valenciana, arroz de marisco, de polvo, de carnes), ou numa sopa tão boa para acalmar o estomago, ou até sob a forma de doce (não o costumo ter na minha mesa de festas, mas muitos são os que não dispensam um arroz doce) e foi nesta forma mais doce que decidi trazê-lo à mesa deste mês: bolinhos, não muito doces, mas muito húmidos, quase a fazer lembrar uma massa de amêndoa.

E como se chama esta flor? Bago de arroz!
 


Ingredientes:
1/2 chávena de arroz carolino Pato Real
250 ml de bebida de coco
100 ml de nata vegetal de coco
1 casca de limão + raspa de 1/2 limão
40 gr. de manteiga
100 gr. de açúcar
2 ovos
2 colheres de sopa de coco ralado
100 gr. de farinha T55 peneirada
1 colher de chá de fermento em pó

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Leve a bebida de coco ao lume juntamente com a nata vegetal e a casca de limão e deixe levantar fervura.
Acrescente o arroz e mantenha em lume baixo até o arroz absorver todo o liquido. Retire a casca de limão e deixe arrefecer.
Reduza o arroz a puré e bata juntamente com a manteiga e o açúcar até obter uma massa uniforme.
Acrescente os ovos um a um, batendo sempre em velocidade média/baixa.
Junte a raspa de 1/2 limão e o coco ralado e envolva a farinha e o fermento peneirados.
Distribua a massa por forminhas de queques (pode previamente forrá-las com massa folhada, se quiser) e leve ao forno durante 20 minutos ou até os bolinhos estarem dourados e passarem no teste do palito.

19 de abril de 2017

Bakewell Tart


Acompanho o desafio "Sweet World" desde que nasceu pelas mãos da Lia, do blogue "Lemon and Vanilla" e da Susana, do blogue "Basta Cheio" (e que vos garanto que merecem uma visita), mas esta é a primeira vez que participo. Tenho sempre a desculpa de que preciso cortar nos doces, mas desta vez, com uma tarte tão apropriada à época, deixei-me de queixumes que a mesa de Páscoa quer-se doce e bonita.
Então, a proposta para este desafio era fazer uma "Bakewell Tart", uma tarte com uma camada de doce de framboesa e outra de recheio de amêndoa. A sua história está tão bem contada pela Susana, que me dispenso de a contar aqui e convido-vos a passar pelo "Basta Cheio" para a conhecerem. Também podem ler mais aqui.
Para a minha tarte baseei-me um pouco nas receitas da Susana e da Lia: optei pela massa folhada (a preferida dos meus comensais) tal como a Lia e para o recheio segui de perto a receita da Susana, reduzindo substancialmente a manteiga no recheio. O resultado final? Uma tarte com uma base estaladiça e um recheio húmido, num contraste delicioso entre a amêndoa e o doce de framboesa.   


Ingredientes:
1 embalagem de massa folhada
150 gr. de amêndoa ralada
150 gr. de açúcar amarelo
50 gr. de manteiga à temperatura ambiente
2 colheres de sopa de farinha peneirada
2 ovos
1 colher de chá de licor de amêndoa
4 colheres de sopa de doce de framboesa
Doce de alperce para a cobertura (ou "geleia gelatina")
Amêndoa laminada para polvilhar

Preparação:
Forre uma forma de tarte de fundo amovível com papel vegetal e de seguida coloque a massa folhada. Pique o fundo da massa com um garfo e refrigere durante cerca de 30 minutos.
Ligue o forno a 190º já com um tabuleiro lá dentro.
Corte o excesso de massa nas bordas da forma e  cubra com papel vegetal e encha com feijões ou qualquer leguminosa ou bolinhas de cerâmica. Leve a forma ao forno e deixe cozer durante 12 a 15 minutos. Findo este tempo, retire a forma do forno, retire o papel vegetal e o enchimento e volte a levar a forma ao forno, baixando a temperatura para 180º, por mais 12 a 15 minutos, até a massa estar dourada e estaladiça.
Retire a forma do forno e deixe arrefecer sobre uma grade e prepare o recheio:
Coloque o açúcar e a manteiga numa taça e bata durante cerca de 5 minutos até obter um creme aveludado.
Junte os ovos 1 a 1, deixando incorporar bem entre cada adição, e o licor de amêndoa.
Finalmente, envolva a amêndoa e a farinha.
Espalhe o doce de framboesa na base da tarte e com cuidado verta a massa sobre o doce e alise bem.
Espalhe as amêndoas laminadas por cima do recheio e leve a cozer durante 35 a 40 minutos, até estar firme e dourada.
Retire do forno e pincele a superfície com o doce de alperce derretido com uma colher de sopa de água ou com a "geleia gelatina".
Deixe arrefecer sobre uma grelha, desenforme e sirva fria.

4 de abril de 2017

Lombinhos de pescada com bacon e espinafres



Gosto de ter sempre uns lombinhos ou medalhões de pescada no congelador para uma refeição simples e rápida. Como normalmente não são muito apreciados se forem só cozidos, levo-os ao forno sempre bem acompanhados: ou com migas ou crumble de broa ou assim, embrulhadinhos. Não há quem reclame.


Ingredientes:
Lombinhos de pescada (frescos ou já descongelados*)
Tiras de bacon
Espinafres (só as folhas**)
1 cebola
2 dentes de alho Sal q.b.
Pimenta q.b. (não costumo usar pimenta)
Sumo de limão q.b.
Azeite q.b.


Preparação:
Tempere os lombinhos de pescada com bastante sumo de limão, sal e pimenta a gosto.
Descasque e pique finamente 1 dente de alho e leve a frigir com azeite numa sertã, em lume brando.
Quando o alho começar a libertar o seu aroma, acrescente as folhas de espinafre e envolva. Deixe cozinhar até as folhas murcharem.
Remova a gordura exterior do bacon e estenda 3 a 4 tiras, dependendo do seu tamanho, lado a lado, ligeiramente sobrepostas.
Espalhe algumas folhas de espinafres salteadas sobre o bacon, ao longo do seu cumprimento, mas deixando uma borda de cerca de 1 cm na ponta que está virada para si.
Descasque e corte a cebola em rodelas finas e espalhe-as num tabuleiro de ir ao forno, juntamente com um dente de alho esmagado e um fiozinho de azeite.
Coloque um lobinho sobre os espinafres, no topo das tiras de bacon, e comece a enrolar, aconchegando os espinafres de forma a que não saiam pelas extremidades.
Coloque este rolinho sobre a cebola, no tabuleiro já preparado.
Repita o processo com os restantes lombinhos.
Leve a assar, em forno pré-aquecido a 200º, até o peixe estar cozido e o bacon dourado.
Sirva com arroz integral e os espinafres salteados que tenham sobrado e acompanhe com uma  "Bohémia" Trigo.

*gosto de descongelar o peixe em leite, assim desaparece o sabor a "congelado e depois temperá-lo com bastante sumo de limão.

** para 3 lombinhos usei cerca de 150 gr. de folhas de espinafres e ao que sobrou na sertã misturei o arroz integral já cozinhado, que servi juntamente com o peixe.

1 de abril de 2017

Ovo escalfado mágico e ovo escalfado colorido - 2 desafios, 2 receitas

Abre-se o mês de Abril com uma participação no desafio lançado pelo "Dia 1 na Cozinha". Este mês as receitas a apresentar deviam dar o estrelato aos ovos, ingrediente que eu adoro e quem segue as minhas marmitas sabe como os ovos aparecem com frequência da forma como eu mais gosto de os cozinhar: escalfados!
O ovo é uma fonte riquíssima de nutrientes: contém todas as vitaminas com excepção da vitamina C e é extremamente rico em proteínas e ... sim, também é rico em gordura. Durante anos o ovo foi "diabolizado" como contendo elevados níveis de colesterol, no entanto foi-se chegando à conclusão de que o colesterol do ovo não é absorvido pelo nosso organismo (isto numa explicação simplista de uma leiga como eu, mas podem ver informação esclarecedora e sucinta aqui), pelo que caiu por terra o mito e eu saltei de alegria porque adoro ovos.
Então, sejam os ovos e, claro, escalfados e em duo. Uma das receitas que vos trago é do famoso Jamie Oliver, que é o chefe convidado para a última edição do grupo "Um mês com...", por isso este post cumpre dois desafios. Nesta receita usa-se uma das técnicas possiveis para escalfar ovos, que é mais simples no que toca manter a forma do ovo, mas com que ainda não me sinto muito confortável quanto ao ponto de cozedura, mas experimentem, afinal é disso que a cozinha se faz: tentar, errar, tentar, conseguir!
Ovo escalfado mágico do Jamie Oliver 
(Fonte: "Receitas Saudáveis", de Jamie Oliver)
Ingredientes (por pessoa):
1 ovo
1/2 malagueta vermelha
1 fatia de pão de centeio
1/2 abacate
Cebola vermelha
Tomate maduro (ou tomates cherry)
Sumo de lima (usei limão)
Coentros, folhas (não usei)
Azeite q.b.
Sal e pimenta preta q.b.
Ovo colorido
Ingredientes (por pessoa):
1 ovo
1/2 beterraba ralada
2 gotinhas de corante alimentar vermelho (opcional)
Vinagre q.b.
Preparação:
Ovo escalfado mágico
Estenda um quadrado de 30cm de lado de pelicula aderente e unte com azeite.
Corte a malagueta em rodelas finas (com ou sem sementes) e espalhe sobre o centro da pelicula aderente.
Parta um ovo, com cuidado, sobre o centro da pelicula, feche as pontas do quadrado e dê um nó, de forma a que o ovo fique aconchegado e sem ar.
Leve a cozer, coberto de água, em lume médio, durante 6 minutos (verifique se a clara está branca por todo o ovo).
Entretanto torre uma fatia de pão e reserve.
Pele o tomate, retire as sementes e coloque a polpa numa taça (ou corte os tomates cherry em fatias finas e retire as sementes), pique a cebola (cortei em rodelas finas) e junte ao tomate, misture e tempere com sumo de lima, sal e pimenta preta. Reserve.
Quando o ovo estiver cozido, retire do lume, mergulhe em água fria para parar a cozedura e arrefecer a pelicula e desembrulhe com cuidado.
Esmague o abacate e regue com sumo de lima.
Sobre a tosta espalhe a mistura de tomate e cebola e, por cima, a pasta de abacate.
Polvilhe com folhas de coentros e coloque o ovo por cima.
Sirva e delicie-se.
  
Ovo colorido:
Comece por cozer a beterraba ralada em água abundante a ferver até a água ficar vermelha (junte o corante se quiser uma cor mais intensa).
Coe e descarte a beterraba, mas volte a deitar a água no tacho e acrescente um golpe generoso de vinagre.
Leve a água a ferver em lume forte.
Parta o ovo com cuidado para uma taça.
Quando a água estiver em ebulição, baixe um pouco o lume e mexa vigorosamente com uma vara de arames, de forma a criar um remoinho no centro. Com cuidado deite o ovo no centro (mergulhe a borda da taça na água e deixe o ovo escorregar). Deixe cozinhar por 3 minutos, para obter uma gema liquida.
Prepare uma tosta como a que se indica acima e sirva.
Sugestão: acompanhe com uma "Bohemia" puro malte.

31 de março de 2017

Macarrão com couve-flor gratinado



Este macarronete gratinado estava quase abandonado na coleção de receitas a aguardar publicação. Confesso que estava quase para o não publicar, mas ao dar com ela lá no cantinho, arrumada, pareceu-me o dia ideal para a trazer para aqui. É uma receita muito simples, mas daquelas que nos deixam satisfeitos e reconfortados, perfeita para estes dias cinzentos de Primavera.


Ingredientes:
Macarronete q.b.
1/2 cebola roxa
1/2 couve flor
2 fatias de presunto (ou a gosto)
Bechamel, q.b. (caseiro ou de compra)
1/4 de chávena de queijo mozarela ralado
Salva, folhas picadas
Parmesão a gosto
Azeite q.b.
Sal e pimenta q.b.

Preparações:
Coza o macarronete al dente, passe por água fria e reserve.
Prepare o béchamel se usar caseiro
Separe os floretes da couve-flor e coza em água e sal, também al dente. Não deve cozer demais para não se desfazer.
Pique a cebola e salteie em azeite quente, até começar a ficar translucida. Junte a couve-flor e salteie por mais dois minutos, em lume médio/alto.
Pique o presunto ou corte-o em fatias pequenas e misture-o na couve-flor, juntamente com as folhas de salva picadas. Temepre a gosto, tendo em atenção que o presunto já é salgado.
Transfira para um pirex ou recipiente de louça que possa ir ao forno.
Misture o béchamel e o queijo ralado e veta esta mistura sobre a couve-flor e envolva com cuidado.
Leve ao forno pré-aquecido a 200º até o molho começar a borbulhar nas bordas.
Sirva quente coberto de parmesão ralado.

29 de março de 2017

Hoje é dia de Momentos Wook!



Mais um dia de momentos Wook!

Aqui ficam três sugestões que são uma escolha aleatória da minha lista de livros para comprar/ler:

De além fronteiras:



Das nossas fronteiras, mas ainda para lá da fronteira:


Para comer  com prazer e sem culpas:



28 de março de 2017

Bolachas decoradas por uma mão pouco artistica


Mais um desafio "O nosso grande bake off" da Ana. Desta vez a proposta são bolachas decoradas... "hummm..." pensei, "medo....", mas as bolachas que a Ana nos apresentou eram tão apelativas que repensei a questão: bolachas decoradas não têm que ser cheias de rococós e de pastas de açúcar e afins, podem ser assim mais ao gosto rústico, que é o gosto de quem como eu não tem grande jeito (ok...nem um pequeno jeito, só um jeito pequenino) para as artes decorativas. Escolhi uma receita que está por aqui no blogue e que foram as primeiras bolachas que alguma vez fiz, o que fazia todo o sentido já que me ía estrear nas artes decorativas, substituindo apenas as farinhas e a laranja pelo limão, por isso vou aproveitar para depois passar pela casa da Marta e dar-lhe a provar estas bolachinhas com o aroma do mês.


Ingredientes:
5 colheres de sopa de manteiga derretida
4 colheres de sopa de açúcar
Raspa de 1 limão
5 colheres de sopa de sumo de limão
1 gema de ovo
100 gr. de farinha de trigo T55
100 gr. de farinha de espelta
Para a cobertura:
Chocolate negro de culinária q.b.
Chocolate branco de culinária q.b.
Corante alimentar vermelho

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Bata a manteiga com o açúcar até formar um creme.
Junte a raspa e sumo de limão e a gema de ovo.
Forme uma bola com a massa, embrulhe em película aderente e leve ao frigorífico por cerca de 30 minutos.
Estenda a massa sobre uma superfície enfarinhada e corte as bolachas a gosto.
Coloque as bolachas num tabuleiro forrado com papel vegetal ou tapete de silicone e leve ao forno durante 12 a 15 minutos. As bolachas estão prontas quando estiverem douradas e tocando no centro ainda estão um bocadinho (só um bocadinho) moles.
Retire o tabuleiro do forno e deixe arrefecer completamente.
Prepare as coberturas:
Derreta o chocolate negro no microondas, começando por 1 minuto na potência máxima e depois em intervalos de 30 segundos, mexendo com a colher de pau entre cada intervalo. Quando ao mexer o chocolate começar a derreter completamente não deve voltar ao microondas. Verta o chocolate para um mini-saco de pasteleiro de papel vegetal (vejam aqui como fazer).
Derreta o chocolate branco no microndas a 360w usando a mesma técnica do chocolate negro.
Junte o corante, aos pouquinhos, até obter a cor desejada (aqui tive um percalço: entornei um pouco do frasco, sem querer, sobre o chocolate que se transformou numa pasta e acrescentei um pouco de leite para o tornar liquido novamente).  Verta o chocolate para um mini-saco de pasteleiro de papel vegetal.
Com as bolachas completamente frias, desenhe traços horizontais e verticais, formando uma grade, ou outros desenhos se tiver mão mais artistica.
Leve ao frio para o chocolate solidificar antes de servir.   



22 de março de 2017

Bolo de laranja no liquidificador


Aos fins-de-semana dedico sempre algum do meu tempo a a ver as novidades dos blogues que sigo no Feedly e vou guardando algumas receitas para um dia, quem sabe, as experimentar. Esta foi uma delas. Vinda da Cozinha da Duxa, um blogue lindo, cheio de receitas de fazer crescer água na boca, não esperou muito tempo para para saltar da blogosfera para a minha cozinha. É um bolo super aromático, embora, por motivos logísticos, me tenha ficado só pela laranja e excluído o coco e o gengibre, mas que deviam emparelhar deliciosamente com a laranja, o que quer dizer que é um bolo que vai ser repetido, naturalmente.

(Fonte: cozinhadaduxa)
Ingredientes:
4 ovos
1 laranja inteira com casca (lavada, limpa e sem topos)
180 gr. de açúcar amarelo
250 gr. de farinha de trigo com fermento
1 colher de chá para fermento para bolos
1/2 colher de chá de gengibre em pó (no original - não usei)
50 gr. de coco ralado (não usei porque não tinha)
Manteiga para untar a forma e açúcar amarelo para a polvilhar


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 190º.
Numa taça misture os ingredientes secos: a farinha peneirada com o fermento, o açúcar, o coco e o gengibre em pó se estiver a usar e reserve.
Corte a laranja em quartos e retire-lhe as pevides.
Coloque-a num liquidificador (processador de alimentos ou robot de cozinha)e triture.
Acrescente os ovos e bata.
Vá juntando, aos poucos, a mistura dos secos à mistura de ovos e laranja, mantendo o liquidificador a trabalhar numa velocidade média.
Deixe bater por 2 minutos.
Unte uma forma de chaminé com manteiga e polvilhe com açúcar.
Verta a massa para a forma e leve ao forno, pré-aquecido e deixe cozer 30-40 minutos (depende dos fornos), até estar cozido (faça o teste do palito).
Desenforme assim que retirar do forno e deixe arrefecer por completo antes de fatiar.

20 de março de 2017

"Paella" de cogumelos em arroz de couve-flor


Março é o mês de ... limões. É esta a proposta de ingrediente que a Marta nos apresenta para este mês. Fácil, não é? Ou não. É que a par dos alhos, louro e tomilho, o limão é um ingrediente indispensável na minha cozinha. Dá um toque especial às carnes brancas e enaltece o peixe. Com ele dou um banho ao cabrito de Páscoa antes do temperar. Com as suas cascas aromatizam-se a grande maioria da doçaria tradicional portuguesa. Refresca-nos no Verão ao transformar-se em limonada e faz terminar em grande qualquer refeição que seja finalizada com uma mousse de limão ou tarte merengada. Com tantas utilizações, não seria fácil a escolha, mas depois de dar uma passada de olhos no "Dicionário dos Sabores", de Niki Segnit (sempre uma inspiração), resolvi emparelhá-lo com a curcuma, numa falsa "paella" de couve-flor. O tal arroz de couve-flor, a que alguns chamam de cuscus de couve-flor, mas que não importa o nome porque a ideia é levar ao prato os ingredientes em formas para lá do óbvio.


Ingredientes:
400 gr. de cogumelos variados (usei 1 embalagem de cogumelos congelados)
300 gr. de couve flor (só os floretes)
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho, picado
1/2 pimento vermelho, limpo de sementes e filamentos e cortado em cubos
1/2 curgete, em cubos
1 cenoura pequena, descascada e cubos
1/4 de chávena de ervilhas
1 colher de chá de curcuma moída na hora
Malagueta vermelha fresca
Água ou caldo de legumes, q.b.
Folhas de tomilho, a gosto
Azeite q.b.
Sal q.b.
Gomos de limão para servir

Preparação:
Comece por saltear os cogumelos numa colher de sopa de azeite, em lume forte, mexendo até evaporar todo o liquido que libertarem. Reserve.
Prepare a couve-flor: separe os floretes (reserve os pés para a sopa) até pesar 300 gr., lave bem e rale com o ralador grosso (pode usar o robot de cozinha, triturando até obter pedacinhos do tamanho de grãos de arroz. Eu usei uma mandolina elétrica).
Numa sertã larga deite 2 colheres de sopa de azeite, as folhas de tomilho e salteie, em lume médio, a cebola, o alho, o pimento, a cenoura e curgete, até a cebola começar a amolecer, mas sem estrugir.
Acrescente os cogumelos e as ervilhas e saltei mais uns minutos.
Junte a couve-flor picada e envolva, polvilhe com a curcuma e tempere com uma pitada de sal.
Deixe cozer durante cerca de 5 minutos minutos até a couve-flor amaciar e perder o gosto a couve crua. Se necessário, vá acrescente até 1/4 de chávena de água quente ou caldo de legumes (ou água de cozer a sopa), mas não deve formar caldo para que a couve não fique empapada. A ideia é obter um prato seco, como se fosse arroz.
Rectifique os temperos e sirva com rodelas de malagueta fresca (sem sementes) e gomos de limão: esprema o sumo sobre a "paella" e delicie-se.

Nota: substitua os cogumelos por frango ou peru e as ervilhas por lentilhas já cozidas. ou omita os cogumelos e sirva este "arroz" de legumes" com um ovo escalfado.


15 de março de 2017

Pão de trigo integral


 Gosto sempre de passar pelo "Cinco Quartos de Laranja", tal como de certeza muitos de vocês, mas a sexta-feira é o dia que nunca passo sem lá espreitar o pão que a Isabel vai apresenta na rúbrica "Vamos fazer pão". Como sabem, porque já o disse aqui várias vezes, adoro pão e gosto de o fazer, embora ultimamente não tenha andado muito cozinheira, mas quando vi este pão, achei-o irresistível e no fim-de-semana que se seguiu deitei logo mãos à obra. Foi um sucesso! Delicioso como tudo e então morno com manteiga? De ir aos céus!



(Fonte: Cinco Quartos de Laranja)
Ingredientes:
Poolish de iogurte ou pré-fermento:
100 gr. de farinha de trigo T65
100 gr. de iogurte natural
1/8 de colher de chá de fermento seco de padeiro (equivalente a 1 gr.)
65 gr. de água à temperatura ambiente
Pão:
300 gr. de farinha de trigo T65
100 gr. de farinha de trigo integral
Poolish de iogurte (todo)
15 gr. de fermento de padeiro fresco
225 ml de água morna
10 gr. de sal
5 ml de azeite


Preparação:
O Poolish ou pré-fermento:
Coloque todos os ingredientes numa taça e mexa muito bem até obter uma massa lisa.
Tape com película aderente e deixe descansar, de um dia para o outro, à temperatura ambiente nos dias mais frios, ou no frigorífico nos dias mais quentes.
O pão:
Dissolva o fermento em 150 ml de água morna.
Coloque as farinhas numa tça, juntamente com o poolish e o sal. Regue com a água que tem o fermento e mexa.
Adicione mais um pouco de água e comece a amassar.
Amasse durante 10 minutos e vá acrescentando a restante água, aos poucos.
Forme uma bola com a massa e regue com o azeite. tape a taça e deixe descansar por 10 minutos.
Puxe as pontas da massa de fora para dentro, mantendo a forma de uma bola. Faça esta operação duas vezes.
tape e deixe levedar por 1 hora.
Numa superfície polvilhada com farinha, molde um pão redondo e coloque-o num cesto (mantive na taça). tape e deixe levedar novamente, em local abrigado, durante 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 230º com um tacho de ferro fundido (ou de barro) lá dentro.
Coloque o pão no tacho com cuidado para não se queimar. Faça um corte em forma de cruz no topo da massa. Tape e e leve ao forno por 30 minutos.
Retire a tampa do tacho e deixe ficar no forno mais 15 a 20 minutos para ganhar cor.

7 de março de 2017

Aveia enformada



Gosto que o pequeno-almoço me saiba bem. É uma boa forma de começar bem o dia (e sim, de vez em quando também vou ao café e basto-me com um pingo e um pãozinho com manteiga, importante é que quer o café, quer o pão sejam bem saborosos) e de me sentir pronta para enfrentar horas de trabalho. Gosto de sair de casa com aquele gostinho de "ai, que me soube tão bem" e gosto de variar. Desde as papas de aveia/quinoa/millet ou trigo sarraceno, às overnight oats, aos crepiocas, à simples taça de fruta, iogurte e granola, às aveias de forno e hoje é uma aveia de forno que vos trago, mas apresentada de forma diferente, como um bolo, um mimo matinal. A receita encontrei-a no blogue "Ponto de Rebuçado" e experimentei-a ainda no Inverno frio e cinzento, por isso em vez de leite ou bebida vegetal utilizei um chá bem reconfortante e aromático que tinha comprado na "1001 Chás", apropriado para os dias frios e que intensificou o sabor destes "queques" de aveia, mas podem usar uma bebida mais leve. Já perceberam que esta é uma daquelas receitas que nos permitem dar asas à imaginação, não é?


(Fonte: Ponto de Rebuçado)
Ingredientes:
2 chávenas e 1/2 de flocos de aveia
1 chávena e 1/2 de bebida vegital ou chá (usei o "Apricot Chai" da 1001 Chás)
1 ovo grande, batido
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de xarope de agave (usei mel)
1 colher de chá de canela em pó
1 chávena de maçã cortada em cubos pequenos
Azeite para untar as formas (usei uma forma de silicone)


Preparação:
Junte a aveia e a bebida escolhida e deixe descansar durante 3 horas, no mínimo.
Pré-aqueça o forno a 170º.
Junte os restantes ingredientes à aveia e misture bem.
Verta o preparado por forminhas de queques e leve ao forno durante cerca de 20 minutos.
Guarde no frigorífico«fico até 3 dias ou congele.
Para comer, aqueça 1 minuto no microondas em potência máxima.


1 de março de 2017

Cheesecake, o clássico



A abrir Março com um tema que para mim tem sabor a Primavera: cheesecake. É que a cheesecake associo sempre a combinação com o sabor da compota de fruta com que gosto de o cobrir e da fruta fresco com que gosto de o acompanhar. Sendo este o tema para o "Dia na 1 na Cozinha", balancei entre um cheesecake mais elaborado ou por recriar um clássico de receita simples, a única certeza estava em que seria um cheesecake de forno, os meus preferidos. Acabei por optar por uma receita simples, as que mais gosto e que me permitem, se a inspiração o ditar, brincar um bocadinho com elas. Fui aos meus "arquivos" procurar esta receita que tinha encontrado em tempos no incontornável blogue "Tertúlia de Sabores", receita já partilhada por outros. 


Ingredientes:
200 gr. de bolachas digestivas (ou bolacha Maria)
80 gr. de manteiga amolecida
1 pacote de queijo creme Philadélphia
1 requeijão
1 lata pequena de leite condensado
4 ovos
Sumo e raspa de 1/2 limão
1 colher de sobremesa de maizena
1 pacote de natas
5 colheres de sopa bem cheias de compota de framboesa
1 colher de sopa de Vinho do Porto
Frutos vermelhos para servir.

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 160º.
Triture as bolachas e junte a manteiga.
Forre a base uma forma de fundo amovível com a bolacha e unte as laterais com manteiga.
Esfarele bem o requeijão ou passe-o por uma peneira e bata-o com o queijo creme.
Acrescente o leite condensado e, de seguida, os ovos, um a um.
Junte o sumo e a raspa de limão.
Dissolva a Maizena num pouco de natas e junte este preparado ao creme juntamente com as restantes natas.
Verta o preparado (que fica bastante liquido, mas não se preocupe) na forma e leve ao forno durante cerca de 40 minutos (no meu forno levou um pouco mais de tempo. Faça o teste do palito para saber se o bolo está cozido.
Leve a compota com o vinho do Porto a um tachinho e aqueça em lume brando até misturar tudo e a compota estar um pouco liquida. Se preferir passe por uma peneira para retirar as sementes.
Sirva frio acompanhado de frutos vermelhos frescos.



Playing around:
Como sobrou algum recheio (nunca sei escolher o tamanho de forma adequado), distribui-o por uma forma de queques de silicone, sem a base de bolacha (rendeu mais 4 mini) e coloquei alguns mirtilos em cada um. Retirei-os do forno assim que o teste do palito o permitiu e fiz uma cobertura de mirtilos para servir (cerca de 100 gr. de mirtilos num tacho com 2 colheres de sopa de açúcar, cozinha-se em lume médio, mexendo até os mirtilos se começarem a desfazer e a calda começar a espessar).


Outros Cheesecakes no blogue:
Cheesecake de chocolate
Cheesecake de manga
Hyden Berry Cream Cheese torte


28 de fevereiro de 2017

Barrinhas de Sésamo e Linhaça


Estas barrinhas estavam marcadas no livro da Marta Varatojo desde o dia em que o comprei. De todas as receitas que encontrei, entre livros e blogues, estas tinham a seu favor a ausência de gorduras e muito menos ingrediente "adoçante", que aqui funciona também como aglutinador. Tinha, assim, aquele "petisco" doce que gostamos sempre de ter connosco para quando nos dá aquela vontade súbita de "apetecia-me algo" e mais: super rápidas de fazer, económicas (não precisal de forno) e sem sujar muita louça. Têm receitas melhores? Vá lá, então partilhem... :)

(Fonte: "O Livro de Cozinha da Marta")
Ingredientes:
1 chávena de arroz puf
1/2 chávena de sementes de sésamo
1/2 chávena de sementes de linhaça
Raspa de 1 laranja
4 colheres de sopa de sultanas
1 colher de chá de cacau em pó
50 gr. de chocolate preto (usei pepitas de cacau cru), finamente picado
4 colheres de sopa de xarope de arroz


Preparação:
Toste, separadamente, o arroz e as sementes.
Reserve numa taça e acrescente a raspa de laranja, o cacau em pó e as sultanas e envolva.
Numa sertã deite o xarope de arroz e ligue o lume em fogo médio. Quando o xarope começar a borbulhar acrescente a mistura de arroz puf e sementes e, de seguida, o chocolate.
Misture com uma colher de pau até os ingredientes terem absorvido o xarope de arroz.
Transfira a mistura para uma folha de papel vegetal, cubra com outra folha e espalhe com o rolo da massa até obter a espessura desejada ou se for como eu, desajeitada com o rolo da massa, use uma forma rectangular forrada com papel vegetal e calque a misture.
Deixe arrefecer e corte as barrinhas.
Guarde, embrulhadas em papel aderente, no frigorifico e estão sempre prontas a levar. 

26 de fevereiro de 2017

Crepe de tapioca e chocolate com queijo quark e morangos baunilhados

 
 
Depois de experimentar a tapioca, comecei a pensar se não haveria forma de incorporar outros ingredientes, além da linhaça e de chia. Crepiocas de cacau, por exemplo... Numa passagem pelo instagram "tropecei" na conta do blogue "Ele Cozinha, Ela lava | Mesmo quando ele não cozinha" e lá estava uma belíssima foto de uns crepiocas de cacau. Ainda me restava um pouco de tapioca na embalagem e tinha claras de ovo congeladas (tenho sempre claras congeladas) para poder experimentar a receita. E para acompanhar? Morangos...morangos combinam com ... baunilha e, bom, vamos fazer a experiência e correndo bem, levamo-la ao "Intrusa na Cozinha" porque este mês é a baunilha o ingrediente que brilha.
 
 
 
Ingredientes (só usei metade dos ingredientes):
4 colheres de sopa bem cheias de tapioca
2 claras de ovo
1 colher de sopa de cacau em pó
4 morangos, cortados em 4
1 pitada de sementes de baunilha (ou 1 colher de café de açucar baunilhado ou extracto de baunilha)
1 colher de sopa de queijo quark
Semetes de chia a gosto
 
Preparação:
Comece por preparar os morangos: deite-os num tachinho com 1 olher de sopa de água e a baunilha. Leve a lume brando, mexendo, até os morangos amolecerem. Reserve. (Versão rápida: misture os morangos com a baunilha e leve ao microondas na pot~encia máxima por 1 minuto).
Misture a tapioca, o cacau e as claras até ficar sem grumos.
Aqueça uma sertã anti-aderente e espalhe parte da massa de forma a cobrir o fundo num camada fina (não foi o meu caso, como se podem aperceber).
Quando as bordas começarem a levantar, vire o crepe, deixe cozinhar mais uns segundos e transfira para um prato.
Deite sobre o crepe o quiejo quark, de seguida, os morangos e polvilhe com as sementes de chia.
 
 

24 de fevereiro de 2017

Crepioca um pouco gulosa


Nos últimos anos a comida "virou moda" e como a moda pede, as tendências da estação (sendo que as estações gastronómicas não coincidem necessariamente com as estações do ano, nem têm a mesma duração) vão desfilando pela internet, contagiando blogosfera, as revistas, as prateleiras dos supermercados e as nossas mesas. Eu que não sou muito de modas e tendências, confesso que no que toca a comida, gosto de experimentar as novidades. Algumas ganham lugar cativo na minha despensa, outras nem por isso.
A última tendência que começa timidamente a parecer por aí são os crepes de tapioca ou os crepiocas. Já conhecia o granulado de tapioca, mas desconhecia esta versão que entrou em minha casa por mero acaso quando uma amiga brasileira me presenteou com um pacote de goma de tapioca já pronta a usar. Ouvi atentamente as instruções dela e fiz uma breve pesquisa na internet e descobri que no Brasil faz furor, especialmente entre quem está a fazer dieta.
A tapioca é rica em hidratos de carbono, isenta de gordura e de gluten, com baixo teor de sal e de fácil digestão o que faz dela uma excelente opção para substituir o pão branco no pequeno-almoço, por exemplo. Claro que, à semelhança do que acontece com o pão, temos que ter atenção ao recheio: ou escolhemos um complemento com valor nutricional (fruta com mel e canela, por exemplo) ou deitamos tudo a perder (banana ou morangos e montes de nutella) e não há tapioca que nos valha. Nesta receita fiquei a meio caminho, escolhi uma peça de fruta como recheio, mas acrescentei-lhe o açúcar refinado. Foi um pequeno pecadilho para apaziguar a gudolice sem muito peso na consciência, mas tenho feito estes crepes para o pequeno-almoço misturando na tapioca 1 colher de sopa de linha moída, o que é uma mais valia nutricional e recheando com fruta fresca adoçada com uma colher de café de mel e polvilhada com canela. Também pode usar um recheio salgado: queijo e fiambre, frango, atum, legumes, etc.
Quanto à técnica o segredo é experimentar, experimentar e experimentar. Este foi o primeiro crepe que fiz e saiu mais ou menos, o segundo foi para o lixo, o terceiro ficou piorzinho que este e o que fiz hoje de manhã (acompanhado com papaia e canela) ficou bem lindinho.

Ingredientes:
2 colheres de servir de goma de tapioca
1 maçã golden
1 colher de sopa de açúcar

Preparação:
Comece por prepara o recheio: descasque e descaroce a maçã e corte em fatias bem finas.
Deite as fatias de maçã numa frigideira com o açúcar e deixe caramelizar, em lume médio, mexendo sempre. Ajuste o açúcar à doçura da maçã.
Quando estiver pronto reserve.
Peneire a tapioca sobre uma sertã anti-aderente com cerca de 18 cm de diâmetro. Agite a sertã de forma a que a tapioca se espalhe pela sua superfície formando um circulo.
Leve a sertã a lume médio e deixe cozinhar durante 1 a 2 minutos até o crepe estar solto (se abanar a sertã vê que o crepe está solto). Nas experiências que tenho feito espero até a sertã começar a fumegar (ligeiramente, claro) e o crepe empola um bocadinho no meio ou nas bordas.
Com a ajuda de uma espátula volte o crepe, e aguarde uns segundos, só para secar alguma goma que esteja solta. 
Volte novamente, espalhe o recheio sobre metade do crepe e com a espátula dobre a outra metade sobre o recheio. 
Transfira para um prato e delicie-se.


20 de fevereiro de 2017

Super pão e quase uma super saga


Continuando a saga deste "Um mês com...", a segunda convidada do desafio foi Mafalda Pinto Leite, que já devem conhecer dos vários livros que tem publicado e do site "Dias com a Mafalda" e a receita escolhida um pão que me pareceu delicioso. Lá fui preparar a receita. Feito o pão, deixei-o a arrefecer em cima da bancada enquanto preparava o jantar. A Nikita estava muito sossegada no canto dela e nem sequer dava sinais de curiosidade pelo pão, por isso, quando fui jantar deixei-a na cozinha, nem sequer imaginando o que é que iria encontrar quando regressasse: migalhas pelo chão todo e eu sem perceber o que se passava, até que o D. me diz "comeu o pão" e eu continuava sem perceber, até que olhei para a bancada e vi que...faltava o meu pão. O rasto de migalhas ía até ao terraço, onde a "desgraçada" estava, lá ao fundo, a olhar para nós com um ar completamente comprometido e nem sequer veio ter connosco, naturalmente. Do primeiro pão só sobraram, então, migalhas.
Não desisti e lancei-me na segunda tentativa, mas desta vez sem as amêndoas e as bagas goji e substituindo a cobertura de aveia e amêndoas por fatias de maçã (que acabaram entretanto). O pão ficou delicioso, embora a foto não lhe faça jus, mas foi o que consegui arranjar....

(Fonte: Dias com a Mafalda)
Ingredientes:
100 ml de leite de arroz (ou outro a gosto)
150 ml de iogurte grego natural (ou iogurte vegetal)
100 ml de mel (ou xarope de ácer)
100 gr. de tâmaras passas
50 gr. de bagas Goji (não usei)
50 gr. de coco ralado ou em lascas
80 gr. de amêndoas + 2 colhres de sopa extra (não usei)
50 gr. de flocos de aveia (ou de quinoa) + 2 colheres de sopa extra
150 gr. de farinha integral
180 gr. de farinha sem fermento
1 colher de chá de canela em pó (opcional)
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
2 colheres de sopa de sementes de chia
2 colheres de sopa de sementes de girassol
1 colher de chá de sal
1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó
1 e 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 maçã grande

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Forre uma forma de pão com papel vegetal (usei uma forma de silicone, por isso não precisei de forrar). Reserve.
Misture o leite, iogurte e o mel numa tigela.
Pique as frutas e as amêndoas de forma grosseira e misture com os restantes ingredientes secos.
Junte a mistura liquida à mistura de ingredientes secos. Se a masse estiver muito grossa acrescente leite, pouco a pouco, até obter a mistura desejada.
Deite a mistura na forma, corte a maçã em fatias e mergulhe-as na massa com  a casca para cima (ou  polvilhe com as amêndoas e aveia extra).
Leve ao forno por 45 minutos ou até ficar dourado e cozinhado no interior.
Deixe arrefecer por completo.
Pode congelar, cortando em fatias e guardando num saco próprio no congelador. Retire apenas as fatias que pretende comer e torre.

19 de fevereiro de 2017

Pizza de quinoa (base)


 
Este foi para mim a edição de"Um mês com...!" mais atribulada de sempre. Além de deixar para o fim do desafio a execução das receitas escolhidas  (sim receitas, que este mês há convidadas a dobrar) à boa maneira portuguesa, mas contra o meu hábito (as publicações sim, essas são feitas muitas vezes em cima da hora), não faltaram percalços nas duas receitas que escolhi.
Começando: uma das convidadas deste mês é Ella Woodward, autora do blog "Delicious Ella"  e já com quatro livros publicados. Ella conta-nos como é que a vida dela sofreu um choque quando, aos vinte anos, lhe foi diagnosticado Síndrome de Taquicardia Postural e como foi encontrando na alimentação uma forma de enfrentar a doença e retomar uma vida normal, tendo deixado de comer alimentos processados e abraçando uma alimentação vegetariana e apoiada em ingredientes integrais.
Bom, como andava ansiosa por experimentar uma base de pizza alternativa escolhi a receita da base de pizza de quinoa, que aparece no "Delicious Ella" também em vídeo, o que é uma grande ajuda (mas que não visionei antes de executar a receita, por pura preguiça e falta de paciência para estar em frente ao computador a assistir a vídeos) e o primeiro percalço aconteceu porque resolvi acrescentar 2 colheres de sopa de água à massa, depois não untei suficientemente a base que usei para cozer a massa, por isso quando retirei a massa do forno tive alguma dificuldade em removê-la do prato. Depois foi um daqueles fins-de-semana em que resolvi não me preocupar com as compras e quando abri a gaveta dos vegetais no frigorifico, descobri que não tinha muito por onde escolher para fazer o recheio. Fiquei-me por uma beterraba e uma curgete que decidi assar em rodelas. Comecei pela beterraba, por necessitar de mais tempo que a curgete, e fui tratar de outras coisas. Resultado: confirmei a minha teoria de que os fornos trabalham melhor e mais depressa quando os deixamos sozinhos e, assim, consegui rodelas de beterraba quase carbonizadas. Restou-me a curgete que acabei apenas por grelhar, não fosse acontecer mais alguma desgraça.
 
 
 
Ingredientes:
3/4 de chávena de quinoa
1 colher de chá de vinagre de sidra
1 colher de chá de ervas de Provença
1 colher de chá de orégãos
Flocos de malagueta a gosto (não usei)
1 pitada de sal
Molho de tomate q.b.
Curgete grelhada
Cebola roxa

Preparação:
Demolhe a quinoa (numa taça coberta com água até cerca de 2cm acima dos grãos) durante 8 horas.
Pré-aqueça o forno a 190º.
Coe a quinoa e coloque-a num processador de alimentos, juntamente com o vinagre, as ervas, a malagueta e o sal. Processe até obter uma massa (usei a Bimby pulsando o turbo e raspando as laterais do copo sempre que necessário até obter o resultado final).
Unte uma forma de pizza ou uma forma de bolo (a Ella usa uma forma de bolo com aro amovível)com azeite e espalhe a massa formando um circulo.
Leve a assar durante 15 a 20 minutos, ou até a base estar firme.
Espalhe o molho de tomates sobre a base e os ingredientes que escolheu (optei pela curgte grelhada, cebola roxa e orégãos secos). Se quiser leve de novo ao forno para aquecer os ingredientes.

17 de fevereiro de 2017

Tatin de pera bêbada


Há unas anos atrás vi numa revista online espanhola uma tarte com pêras bêbadas que me deixou a sonhar até hoje. Era uma daquelas receitas que nos ficam na memória e que sabemos que algum dia havemos de voltar a ela para a por em prática. Ora, entretanto não sei onde guardei o PDF da revista, provavelmente ficou perdida entre mudanças de computador ou em algum lugar de armazenamento de ficheiros, daqueles que acabam por se transformar numa espécie de sótão ou de arrumos lá de casa, onde se guarda tudo e não nos lembramos do que lá temos guardado e exactamente aonde.
Bom, mas a memória desta tarte ficou e ao visitar o "Pratos e Travessas" encontrei pelas mãos da Mónica uma tarte Tatin que me levou de volta a essa memória. Desta vez não aguardei muito, só que chegasse o fim-de-semana, para levar á mesa esta delicia suprema que ficou classificada como uma das melhores sobremesas servidas ... desde sempre.
Aproveitem o fim-de-semana e mimem os vossos comensais com estas tartes maravilhosas. Se forem muito gulosos acompanhem-nas com uma bola de gelado.
 
(Inspiração: Pratos e Travessas
Ingredientes (rende 3 formas de tartelete):
Massa folhada
4 pêras pequenas, não muito maduras, descascadas e descaroçadas e cortadas em quartos
70 gr. de açúcar
1 colher de sopa manteiga
100ml de vinho tinto
1 cálice de vinho do Porto
1 pau de canela

Preparação:
Prepare as formas de tarteletes: corte circulos de massa  folhada com 1 cm de diâmetro superior ao das formas e reserve.
Pré-aqueça o forno a 200º.
Numa sertã deite o açúcar, a manteiga, a canela e os vinhos e leve ao lume, deixando o vinho ferver durante cerca de 5 minutos.
Acrescente as peras e envolva. Deixe cozinhar mais uns minutos, até as peras estarem embebidas no vinho.
Distribua as peras pelas formas, aconchegando-as bem. Regue com 1 a 2 colheres de sopa do liquido que restou na sertã e cubra com a massa folhada voltando as margens excedentes da massa para dentro da forma.
Leve ao forno até a massa ficar dourada.
Deixe arrefecer um pouco e desenforme as tartes virando-as com cuidado e rapidamente sobre um prato. 

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