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12 de abril de 2018

Frittata de esparguete e vegetais



Sobrou esparguete ou outra massa cozida? Que bom! Frittata à vista!


(Fonte: Jamie Oliver)
Ingredientes:
Sobras de esparguete cozido
3 ovos
1/4 de curgete, cortada em cubos
1 cebola, em rodelas finas
1 dente de alho picado
Tomate cereja q.b.
Queijo feta a gosto
Azeite q.b.
Folhas de tomilho
Sal a gosto (tenha em atenção que o queijo é já salgado)

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Bata os ovos, junte as folhas de tomilho e a massa e reserve.
Faça um refogado com a cebola, a curgete e o alho até a curgete começar a alourar.
Junte os ovos batidos e espalhe pela frigideira.
Deixe cozinhar até a lado inferior estar sólido, espalhe os tomatinhos cortados a meio e espalhe o feta esfarelado.
Leve ao forno até a frittata estar firme.
Sirva com uma boa salada.

8 de março de 2018

Estufado no forno com abóbora e especiarias

 
 
 
De ser mulher já muito se disse e escreveu. Cada uma de nós sabe, por si, o quanto é maravilhoso ser mulher, ter a capacidade de sorrir entre lágrimas e de chorar a rir e de fazer dezenas de coisas quase em simultâneo. Da capacidade de inventar e  de reiventar e de arregaçar as mangas quando à nossa volta os braços se baixam.
 
Não foi de proposito que escolhi este dia para voltar a postar no blog, mas quando revi esta fotografia, veio-me à ideia todo o conforto de um prato cozinhado lentamente. Um prato de mulher, feito com apego e com resolução.
 
Ingredientes:
400 gr. de alcatra, cortada em pedaços
1/4 de abobora manteiga, descascada e sem pevides, cortada em cubos
Cogumelos brancos, 1 mao cheia, sem os talos e limpos
2 talos de aipo, cortado em pedaços regulares
1 cenoura, descascada e cortada em rodelas
1 cebola roxa, aos gomos
1 dente de alho, pelado e esmagado
1/2 copo de vinho branco
1 folha de louro
1 pétala de anis
2 cravinhos
Sal q.b.
Pimenta a gosto (não usei)
Frainha q.b.


Preparação:
Começe por passar alguns pedaços de carne por farinha e frige em lume alto de todos os lados, para selar a carne.
Numa assadeira colouqe todos os ingredientes, temnpere, regue com o vinho e envolva.
Tape o recipiente com papel de aluminio e leve ao forno pré-aquecido a 170º e deixe assar por cerca de 50/60 minutos, mexendo de vez em quando. Se necessário acrescente um pouco de água para não secar.
Findo esse tempo verifique se a carne está tenra ou se precisa de mais algum tempo. Retire o papel de aluminio e aumente o forno para 200º para tostar um pouco. Sirva com arroz branco ou só assim, com uma fatia de pão para acompamhar o molho. 

NOTA: este estufado de forno, como gosto de chamar a estes pratos, foi feito por necessidade de resolver um pequeno "desaire", com esse tal arregaçar de mangas a que temos que nos votar quando é preciso. Por aicdente a porta da arca ficou entreaberta e quando demos pelo esquecimento (no dia seguinte) o descongelamento do seu conteúdo já tinha começado, por isso, para aproveitar ao máximo os ingredientes que lá tinha não tive outro remédio que passar uma tarde de Domigo a cozinhar. Desde frango assado, estufado e decaril, esta carne de forno e carne e peixe que se cozinharam para proveitar mais tarde, foi um fartote de fogão e forno. Valeu a quantidade de marmitas prontas para os dias que se seguiram.
   

30 de janeiro de 2017

Tortilha de claras com abóbora manteiga assada, espinafres e cebola roxa



Eu sou daquelas pessoas que evita o máximo que pode o desperdício alimentar, por isso tenho sempre o congelador a aborratar de sobras de refeição que possam ser aproveitadas para novas refeições, de sobras de legumes que possam ser usados em sopas ou para fazer caldos (os pés dos cogumelos, por exemplo), de fruta madura (para fazer gelados, mousses ou para acrescentar ás papas de aveia) e tenho sempre algumas claras que vou usando para fazer panados (uso só a clara misturada com um pouquinho de água), alguma receita doce, omeletas de claras ou uma refeição como esta tortilha. 

E vocês, costumam aproveitar as sobras das refeições?



Ingredientes:
4 claras
2 colheres de chá de leite em pó
1 colher de café de fermento em pó
1 colher de sopa de puré de abóbora (opcional)
1 dente de alho
Abóbora manteiga  assada (cerca de ¼ de 1 abóbora pequena)
Espinafres a gosto
½ cebola roxa
Tomilho, folhas frescas
Sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 170º
Numa frigideira que possa ir ao forno, salteie a cebola cortada em rodelas finas (reserve algumas rodelas para guarnecer) e o alho laminado numa colher de sopa de azeite.
Quando a cebola começar a amolecer e o alho alourar junte os espinafres e envolva.
Deixe refogar, mexendo sempre, até os espinafres murcharem.
Reserve.
Com papel absorvente limpe a frigideira, engordurando-a por todo com o azeite em que refogou os vegetais (acrescente mais um pouco se necessário).
Num copo alto junte as claras, o puré de abóbora, o leite em pó, o fermento e uma pitada de sal. Misture com a varinha mágica e verta sobre a frigideira que deve estar sobre lume médio.
Quando as bordas começarem a secar ligeiramente, espalhe a abóbora, a cebola e os espinafres.
Deixe cozinhar por breves minutos até o centro de claras ainda estar húmido.
Transfira a frigideira para o forno e deixe assar por cerca de 5 minutos, até o topo estar cozido e ligeiramente dourado.
Polvilhe com as folhas de tomilho frescas e rodelas de cebola roxa.
Sirva quente com uma boa salada.


Dicas: o puré de abóbora vai ajudar a conferir sabor e cor às claras. Pode não o usar ou substituir por folhas de espinafres para uma tortilha verde.

20 de março de 2016

Quando o Domingo é dia de cozido...



O cozido à portuguesa é um prato simples, farto e inteligente. Simples pelo modo de confecção, que o trabalho que dá prende-se com a quantidade de ingredientes a preparar, farto pela quantidade de ingredientes e inteligente porque com o que necessariamente acaba por sobrar podemos fazer mais umas quantas refeições. 

A quantidade de ingredientes e o diferente tempo de cozedura leva à necessidade de gerir os tachos e panelas que vamos utilizar. Como não gosto das orelheiras e afins, que, juntamente com os enchidos, são a grande fonte de problemas deste prato que, no resto, é bem nutritivo, cozo estes elementos à parte (às vezes dou meia cozedura à morcela com a carne de vaca, para dar mais sabor à água que vai sobrar, mas acaba sempre de cozer juntamente com o porco e a farinheira) e descarto a água de cozedura no final. Já quanto à carne de vaca e de frango o caso muda de figura.

A carne de vaca vai à panela de pressão e quando já está quase pronta, abro a panela e retiro  a água necessária para fazer o arroz (2 chávenas de água para 1 de arroz), junto-lhe as batatas, as cenouras, a couve e o nabo. Por esta ordem, de modo que a batata e a cenoura, que demoram mais a cozer, ficam submersas (ou quase) pela água e a couve e o nabo, mais sensíveis, praticamente cozem ao vapor. Ainda assim, convém vigiar para que o nabo não vire puré. Se não couber tudo na panela segue o que exceder para o tacho onde o frango coze. 

Noutro tacho vai a cozer o frango, que por causa da pele vai largar mais gordura. Quanto ao caldo que resta podem juntar uma cebola, uma cenoura, um talo de aipo e umas ervas aromáticas e deixar cozer, coar e guardar num recipiente de vidro no frigorífico até ao dia seguinte, ou simplesmente guardar assim mesmo no tal recipiente de vidro e no frio de um dia para o outro. No dia seguinte vai ter a gordura solidificada à tona da água, retire-a e congele esse caldo, gelificado, mais ou menos simples, mais ou menos aromático, em cuvetes de gelo ou em recipientes maiores, mas não se esqueça de datar e registar a quantidade. Pode usar esse caldo para as sopas e arrozes.

No dia em que faço o cozido, invariavelmente faço uma sopa tendo por base a água de cozer a carne de vaca e as batatas, nabo e cenoura que sobraram. Dependendo das quantidades, acrescento uma cebola e um chuchu. Gosto imenso de juntar um punhado de arroz e carne desfiada à sopa. É o que chamo a minha sopa de cozido, um verdadeiro prato de conforto que me leva de volta à infância e que me cura tantos males.

Das carnes e enchidos que sobram (ideias da minha e de outras cozinhas):
- faz-se pelo menos uma refeição com as carnes de vaca ou de frango (ou porco, para quem gostar) e com as couves que sobraram (sim, aquecidas), juntamente com o arroz, cozendo, eventualmente, mais uns legumes;
- faz-se feijoada, ou
- massa com carne, ou
- pasteis de massa tenra ou empadas com recheio de morcela e outras coisa saborosas ou
- croquetes de carne ou
- arroz de enchidos, e que tal juntar-lhes uns grelos ou espigos?

1 de março de 2016

Empadas de vegetais assados



O tema para este Dia 1 na Cozinha é um dos meus preferidos: empadas. Lá em casa adoramos empadas e, tal como as quiches, são sempre uma boa forma de reciclar sobras de outras refeições, como frango ou peru assado ou até cozido à portuguesa e desde que a Bimby entrou na minha cozinha preparar a massa passou a ser uma tarefa tão fácil, que não há desculpas para as não fazer, mas podem sempre optar por massa de compra ou até massa folhada.
Quanto ao recheio optei por uns vegetais assados, que adoro preparar no Inverno e são tão versáteis e não juntei nenhum molho, porque estou nesta fase em que prefiro refeições mais secas, mas podem preparar um bechamel levezinho para lhes dar um pouco mais de cremosidade.



Rende 6 empadas pequenas
Ingredientes:
1 cebola roxa
1 batata doce pequena
1 cenoura
1 nabo
1 beterraba
3 colheres de sopa de azeite
2 ramos de tomilho fresco (só as folhas)
Sal e pimenta a gosto
1 receita de massa para empadas
1 gema de ovo para pincelar as empadas

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Descasque os legumes e corte-os em pedaços de tamanho idêntico.
Coloque-os numa taça e tempere com o sal e as folhas de tomilho e regue com o azeite. Envolva muito bem.
Espalhe-os num tabuleiro coberto com uma folha de papel vegetal e leve a assar por cerca de 45 minutos. 
A meio do tempo volte-os para que assem por igual e se achar que alguns dos legumes já estão no ponto retire-os. A batata doce e a cebola deverão assar mais depressa que a beterraba, por exemplo.
Quando estiverem prontos, retire do forno e reserve.
Enquanto os legumes assam prepare a massa, conforme indicações do link acima e deixe repousar durante pelo menos 30 minutos.
Reserve 1/3 da massa.
Com os restantes dois terços, estenda-a sobre uma superfície enfarinhada e forre pequenas formas. Distribua o recheio pelas formas.
Com a massa sobrante corte circulos do tamanho da boca da forma e cubra as empadas, unindo os bordos da massa com os dedos humedecidos em água.
bata a gema de ovo com um pouco de água e pincele as empadas.
Faça um corte no meio da massa e leve ao forno a assar por cerca de 30 minutos ou até as empadas estarem douradas.


1 de junho de 2015

A cereja no topo do cupcake



O tema para este Dia 1 na Cozinha tem tudo a haver com celebrações e como hoje é "Dia da Criança" e as crianças gostam de doces, os cupkaces vieram para a festa. 
Ora, cupcakes não são propriamente o meu forte. São lindos de ver, adoro ver uma montra com cupcakes, mas confesso que lhes passo ao lado. Regra geral são muito doces e não aprecio as coberturas. Tal como nos bolos, gosto dos que são mais simples, assim como quando saem do forno, mas sendo dia de festa abre-se excepção, afinal até nós nos vestimos de forma diferente e mais cuidada quando vamos a uma festa.
Ainda assim, procurei uma receita que pudesse ser mais consentânea com o meu gosto e acabei por encontrar várias receitas interessantes de cupcakes merengados e a que escolhi revelou-se perfeita, precisamente por não haver nada de perfeito na sua apresentação. Nada de sacos de pasteleiro e formas torneadas. São uns cupcakes de forma ... rústica, digamos, umas colheradas nas formas sem grandes preocupações.
Quanto à execução é que tive algumas dúvidas, o forno ligado durante 3 horas e meia não me parecia nada apelativo, pelo que arrisquei modificar tempos de forno e temperatura. O resultado pareceu-me perfeito (o termo "perfeito" quase parece uma contradição, mas neste ponto é tudo quanto se poderia querer), tanto que usando apenas metade dos ingredientes indicados fiz 6 cupcakes pequenos e enchi as restantes divisórias do tabuleiro de silicone com o meregue  que sobrou, fazendo-lhes uma ligeira concavidade com a ideia de os usar mais tarde como base de sobremesas, o problema é que...não sobrou nenhum.  Ah! Digo que o resultado me pareceu "perfeito", porque só na confecção destes cupcakes, enquanto pensava em arriscar a alteração de temperaturas e tempos de forno, é que me ocorreu que não tenho termo de comparação, porque destas sobremesas merengadas só conheço as que faço em casa.



Cupcake merengado com compota de cereja
(Fonte: Martha Stewart)
Ingredientes (faz 12 grandes):
Para o merengue:
6 claras grandes
1 colher de chá de vinagre branco (de vinha branco ou de cidra, por ex.)
1 colher de chá de extracto de baunilha
1/2 colher de chá de sal
Para a compota (faz 1 frasco):
300 gr. de cereja
100 gr. de açúcar



Preparação:
O merengue:
Aqueça o forno a 180º.
Usando um tabuleiro para muffins coloque em cada divisória uma forma de papel para cupcake e reserve.
Coloque na taça da batedeira as claras juntamente com o vinagre, o extracto de baunilha e o sal.
Bata a velocidade média/alta até começara  formar picos leves.
Acrescente o açúcar aos poucos - uma colher de sopa de cada vez, batendo 2 minutos entre cada adição, certificando-se de que o açúcar se encontra completamente dissolvido e usando uma espátula de borracha para raspar as laterais da taça, empurrando qualquer açúcar que aí se encontre.
As claras deverão formar picos firmes e brilhantes.
Versão Bimby: Coloque as claras juntamente com o vinagre, o extracto de baunilha e o sal no copo da bimby com a borboleta e bata 3 minutos/ vel. 3 e 1/2.
Com a máquina ligada na velocidade 3 vá juntando o açúcar, colher a colher.
Encha cada forma de papel com 2 colheradas de merengue, sem se preocupar com as formas estranhas com que possam ficar. Usando duas colheradas é como se tivesse 2 merengues, um em cima do outro e, em principio, não terá grandes problemas em dividir o cupcake para rechear, sem causar grandes estragos.
Limpe os bordos das formas, para que o merengue não cole ao tabuleiro.
Leve ao forno e reduza a temperatura para os 120º e deixe cozer por hora e meia.
O merengue cresce rapidamente e adquire logo uma cor dourada, por isso, se não se sentir (como eu) muito à vontade com a temperatura do forno neste bolo quando o merengue estiver dourado ligue apenas a resistência inferior do forno.
O merengue deve ficar completamente seco por fora e macio no centro.
Retire do forno (depois de desligado o forno deixei-os ficar lá dentro durante a noite) e tire os cupcakes do tabuleiro.
Usando um faca de serra, corte, cuidadosamente, o topo de cada um e no meio deite, em cada um, uma colher de chá generosa de compota. Cubra de novo o cupcake com o topo cortado e coloque em cada um uma cereja com o pé.


A Compota:
Tradicional:
Descaroce as cerejas e deite a polpa e todos os sucos num tacho juntamente com o açúcar.
Se quiser um doce mais liso triture com a varinha mágica, se não deixe ficar os pedaços de cereja inteiros. (não triturei)
Ligue o fogão em lume média e mexa com uma colher de pau até dissolver o açúcar.
Quando começar a fervilhar reduza para o mínimo e deixe cozer por cerca de 15 minutos, retirando qualquer espuma que se forme.
Findo esse tempo verifique o ponto do doce, deverá fazer estrada no fundo do tacho quando lhe passar a colher de pau, ou use o método do prato frio: enquanto prepara o doce deixe um pires no frigorifico ou no congelador. Neste momento, retire o tacho do lume e deite um pouco do doce no pires. Deixe arrefecer e passe o dedo pelo meio do doce, se fizer uma estrada sem se voltar a fechar está pronto, senão leve-o mais uns minutos ao lume e volte a fazer o teste.
Estando pronto transfira o doce para um frasco esterilizado.
Bimby:
Coloque as cerejas, sem pés no copo. Marque colher inversa e triture na velocidade durante 15 a 20 segundos.
Despeje o conteúdo para uma taça e comece a descartar os caroços.
Volte a colocar a polpa e os sumos no copo da bimby. Acrescente o açúcar.
Se quiser triture 10 segundos/vel. 5, senão salte este passo e programe 15 minutos/100º/vel.1. (não triturei)
No fim, retire o copo e substitua pelo cesto, colocando-o de forma invertida sobre a tampa e programe 5 minutos/varoma/vel. 1.
Faça o teste e se estiver pronto transfira o doce para um frasco esterilizado.


30 de maio de 2015

Projeto Marmita - Semana de 25 a 29 de Maio

Se neste blog se fala de comida, é natural que esteja atenta ao que se vai falando de comida por aí. E não me refiro apenas aos muitos blogues que costumo visitar ou às receitas que se colecionam. Refiro-me ao tema comida enquanto tema alimentação. O nosso instinto básico manda-nos comer. É uma questão de sobrevivência. O nosso instinto social adapta essa necessidade ao nosso meio, à nossa sociedade e de repente estamos a comer não só para além do que necessitamos, mas também alimen-tos que nos afastam de uma alimentação natural e mais saudável. 
Hoje em dia cada vez mais se fala em comer, dietas, distúrbios alimentares, intolerâncias alimenta-res., etc. Assumem-se posições, teorias, modas e no meio de tudo isto penso que o primordial é, como em tudo na vida, encontrar um equilíbrio entre o que devemos comer e o desejo de comer. manter uma alimentação completa, com tudo o que compõe a roda dos alimentos e que é necessário ao nosso organismo, em quantidades corretas (nem de mais, nem de menos) e ceder às tentações conscientemente, de forma a que o ato de comer seja sempre um prazer e jamais uma frustração. É esta a regra que procuro seguir nas minhas refeições, seja no trabalho, seja em casa e sim, também cedo a tentações.


Sopa de 3 couves + Salada de cebolinha e pêssego grelhados com alface, rúcula, abacate, tomate e vinagrete balsâmico




Sopa de 3 couves + Pão liso e salada de alface, rúcula, tomate, cebola roxa e abacate



Sopa de couve branca e cenoura + Mini panquecas de salsicha e salada de alface, rúcula, tomate, beterraba, cenoura e curgete com mix de sementes
(Receita das panquecas inspirada numa do blogue Ponto de Rebuçado) a



Sopa de couve branca e cenoura + Salada de arroz integral com beterraba, ovo, tomate, amoras, alface e rúcula e vinagrete balsâmico com hortelã 



Sopa de couve branca + Croquetes com puré de abóbora e assada e salada de alface, rúcula, tomate e milho.



8 de maio de 2015

Das cascas

 
 
Sim, hoje é das cascas que se fala e cascas que se comem. Desde que os supermercados passaram a ser a principal fonte de abastecimento dos legumes que consumimos e os quintais foram acabando (felizmente, hoje já se nota uma certa inversão com as hortas nas varandas, as hortas urbanas e com muita gente jovem a dedicar-se à agricultura), que nos habituamos a que os legumes chegassem limpos às nossas cozinhas: beterrabas, cenouras e nabos (estes nem sempre) sem rama, brócolos e couve-flor limpos de folhas externas e como se não bastasse, quantas vezes deitamos no lixo essas ramas e outras cascas, ricas em nutrientes, que poderiam ser devidamente aproveitadas. Podendo cozinhar os alimento inteiros faço-o, mas não podendo (batata cozida ou assada com casca, sim, mas na sopa não...), faço mea culpa, acabam muitas vezes no lixo, mas formas de as aproveitar não faltam: podem enriquecer os estufados de legumes, rechear uma tortilha, transformar-se em pataniscas ou panquecas de legumes ou simplesmente enriquecer a base de uma sopa e as cascas de batata, fritas ou assadas no forno até ficarem crocantes, fazem um petisco para acompanhar uma cerveja fresca no Verão.
No livro "Cascas, Talos, Folhas e Outros Tesouros Nutricionais", de Alexandre Fernandes existem muitas receitas criativas com o uso dessas partes rejeitadas dos vegetais, mas a minha inspiração de hoje passou pela lembrança do uso das cascas das favas que vi no "Tertúlia de Sabores" e no "Outras Comidas". Imprescindível é que as favas sejam novas, de casca ainda macia.
Se a sopa ficar mais liquida podem sempre usá-la como base para outros cremes de legumes: basta acrescentarem o que quiserem, cozer e triturar: beterraba, brócolos, ervilhas, alho francês, etc.



Ingredientes:
Cascas de favas
Casca de 1 fatia de abóbora
Casca de 1 curgete
1 cebola
1 dente de alho
Bacon a gosto
Sal q.b.
Azeite q.b.
Água ou caldo de legumes q.b.

Preparação:
Tradicional:
Quando descascar as favas retire o fio lateral como faz ao feijão verde.
Corte todas as cascas em pedaços pequenos.
Numa panela refogue a cebola picada juntamente com o dente de alho e o bacon.
Quando a cebola ficar transparente acrescente a casaca de abóbora envolva e deixe suar (com  a tampa colocada) 2 ou 3 minutos. 
Acrescente água e deixe cozer durante cerca de 10 minutos.
Findo esse tempo, acrescente as restantes cascas e água ou caldo suficiente, mas sem cobrir completamente as cascas.
Tempere de sal e deixe cozer em lume médio/alto mais 10 minutos ou até as cascas estarem suficientemente macias paras serem trituradas.
Triture com a varinha mágica, se estiver demasiado grossa, acrescente água.
Se encontrar algum filamento de casca passe a sopa por um coador (gosto de usar um assim). Retifique os temperos.
Bimby:
Coloque no copo a cebola cortada em quatro, o dente de alho e o bacon e regue com um fio de azeite.
Triture 5 seg./vel. 5 e com a espátula baixa os residuos que ficaram na parede do copo. Refogue: 5 min./100º/vel. 1.
Junte a casca de abóbora e cubra com 1 chávena de água e programe 10 min./100º/vel.1.
Junte, de seguida, as restantes cascas e acrescente água ou caldo, mas de forma a que as cascas não fiquem completamente cobertas. Programe 10 min/100º/vel.1.
No fim triture, progressivamente, 3-5-7-8.
Mesmo com a bimby pode acontecer que se fique a notar algum filamento ou fio da casca da fava que nos tenha escapado, por isso acrescente água quente ou caldo se achar que a sopa está demasiado grossa e passe-a por um coador (gosto de usar um assim). Retifique os temperos.

1 de maio de 2015

Dia 1 na cozinha com uma quiche de miolo de ameijoa e camarão



Hoje celebra-se o "Dia do trabalhador" e sendo dia 1, é também tempo de mais um "Dia 1 na cozinha" e para nos juntarmos a esta celebração o desafio foi apresentar uma quiche, aquela tarte milagrosa com a qual podemos aproveitar quase tudo o que anda pelo frigorífico à espera de ser consumido. No meu caso foi mais no congelador que encontrei os ingredientes perdidos: um embalagem já aberta de miolo de ameijoa (que comprei não sei bem porquê) e o que sobrava de outra embalagem de miolo de camarão. Foi um pouco a medo que me naventurei neste recheio, mas o resultado foi positivo e assim dei uso àquela ameijoa com a qual não sabia bem o que fazer..



Ingredientes:
Massa:
150 gr. de farinha de kamut (da MyProtein)
4 colheres de sopa de azeite
90 ml de água fria
Recheio:
175 gr. de miolo de ameijoa congelado
12 camarões congelados
1/2 cebola
2 dentes de alho
2 colheres de chá de coentros secos
1 cálice de vinho branco
1 pitada de piri-piri
Sumo de limão q.b.
2 ovos
200 ml de natas
50 gr. de queijo da ilha
Azeite q.b.
Sal q.b.


Preparação:
A massa:
Tradicional
Misture a farinha com o azeite e mexa com a ajuda de um garfo até obter uma espécie de granulado. Acrescente a água aos poucos, mexendo, mas só até conseguir formar uma bola.
Embrulhe em película aderente e guarde no frio por 30 minutos.
Bimby:
Coloque todos os ingredientes no copo e amasse: 15 seg/vel. 6.
Embrulhe em película aderente e guarde no frio por 30 minutos.
Recheio:
Descongele previamente o miolo de ameijoa e de camarão.
Aqueça um fio de azeite numa frigideira e refogue a cebola, cortada em meias luas e os alhos picados.
Junte o miolo de ameijoa, bem seco, e envolva.
Tempere com a malagueta e 1 colher de coentros.
Salteie por alguns minutos até deixar de sentir o cheiro a cru, acrescente o miolo de camarão, deixe ganhar alguma cor e regue com sumo de limão.
Acrescente o vinho branco, a restante colher de coentros e deixe fervilhar em lume brando até o vinho evaporar. Prove de sal e retifique os temperos. Reserve.
As quiches:
Estenda a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada e forre 6 formas de tarte pequenas. Pode usar papel vegetal entre a forma e a massa, o que vai ajudar na hora de desenformar, embora esta massa desenforme facilmente mesmo sem o papel.
Numa taça bata os ovos com as natas e junte o recheio (sem qualquer liquido que se tenha formado na sertã) e o queijo.
Distribua pelas formas, cabendo 2 camarões a cada quiche e leve ao forno pré-aquecido a 200º até dourarem.
Sirva polvilhadas com coentros frescos e acompanhadas de uma salada de folhas verdes.


22 de abril de 2015

Feijoada



Não é uma refeição simples e leve que vos trago hoje, definitivamente não é refeição para dias acalorados, mas é um prato da nossa cozinha tradicional e, de norte a sul, confeciona-se de muitas maneiras. Como, provavelmente ainda vamos ter uns dias mais frios em que possa apetecer uma fartura destas, deixo-vos  a minha versão e que é, por sinal, também a primeira vez em que me aventuro a fazer este prato. é que não aprecio feijoadas, mas como lá por casa pairavam os desejos, arregacei as mangas e tratei de os realizar. 
A verdade é que  sendo aparentemente trabalhoso, acabou por se revelar ser um prato simples: o maior trabalho consiste em cozer as carnes previamente, o que, já estão a ver, não é trabalho por aí além, o que quer dizer que tem esta virtude associada de se poder adiantar trabalho no dia anterior. Outra virtude é ser um prato farto, que se cozinha em quantidade, mesmo que utilize poucas carnes e como nada se perde: se não tiver convivas à mesa em número suficiente para dar conta do recado pode sempre congelar o que sobrar. Outra virtude deste prato é que pode ser cozinhado com as carnes que tenham sobrado de um cozido à portuguesa: congele-as com a água em que cozeram e aproveite também a água para a feijoada. A única virtude que este prato não teve foi a de me converter às feijoadas, ou talvez não ... dispensando as carnes de porco, o resto até estava bem saboroso.



Ingredientes:
Vitela (aba) q.b.
Toucinho q.b.
Orelheira q.b.
Chouriço de carne (ou linguiça se preferir, ou ambos)
1 cebola
1 dente de alho
3 folhas de louro
1/2 lata de tomate pelado
Vinho branco q.b.
1 col café, rasa, de cominhos
1 cenoura
1/2 couve lombarda
Feijão branco cozido q.b.

Preparação:
Demolhe o feijão durante a noite e no dia seguinte coza-o em água fervente com uma folha de louro (na panela de pressão conte 20 minutos a partir do sinal de pressão).
Coza as carnes de porco com uma folha de louro e reserve.
Faça um refogado com a cebola e o dente de alho picados e azeite e junte a aba cortada em pedaços. Tempere com um pouco de sal e deixe refogar por cerca de 10 minutos.
Refresque com o vinho branco e acrescente o chouriço inteiro. Deixe refogar, com o tacho tapado mais 10 minutos.
Retire o chouriço e acrescente a cenoura cortada às rodelas, a couve cortada grosseiramente e o tomate.
Deixe levantar fervura e finalmente acrescente o chouriço cortado às rodelas, as carnes fumadas, os cominhos e o feijão cozido, juntamente com um pouco da água de cozer as carnes.
Verifique o tempero e deixe apurar por mais 10 minutos.
Sirva com arroz branco.

10 de março de 2015

Bacalhau assado com crosta

Ah, o nosso amigo bacalhau há quanto tempo não se vinha juntar á nossa mesa. E que saudades. Para celebrar este regresso tinha mesmo que ser um sumptuosa, mas nem por isso menos simples, assado. A crosta deu-lhe um sabor maravilhoso e as batatinhas assadas com a pele são sempre o melhor acompanhamento. Sirvam-se e com o que sobrar, não se façam rogados e voltem a servir numa "embrulhada de ingredientes" que o bacalhau é assim mesmo, presta-se a 1001 brincadeiras.


Ingredientes:
1 posta alta de bacalhau (já demolhado) por pessoa
1 cebola, às rodelas
1 pimento verde, em tiras
2 dentes de alho, esmagados
1 folha de louro grande
Batatas novas q.b.
1/2 couve lombarda
1 mão cheia de vagem (feijão verde), sem as pontas e os fios laterias
2 fatias grossas de broa de avintes
3 a 4 azeitonas descaroçadas
1 rodela de chouriço
1 dente de alho, descascado e esmagado
1 mão cheia de folhas de salsa
Sal q.b.
Azeite q.b.



Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Coza as batas com a pele, em água e sal, só até conseguir espetar a ponta de uma faca afiada e retirá-la suavemente. Coe, passe por água fria, com cuidado para manter a pele intacta e reserve.
Coza a couve e o feijão verde, al dente. Coe e reserve.
Cubra o bacalhau com água e leite em partes iguais e leve a levantar fervura em lume médio, assim que se começarem a formar bolhas, desligue e deixe 10 minutos em repouso. 
Entretanto, leve a alourar numa sertã, a cebola, o pimento, os dentes de alho e folha de louro, até a cebola amolecer, ganhando alguma cor, mas sem queimar.
Prepare a crosta: no processador de alimentos junte a broa em pedaços, as azeitonas e o dente de alho e triture (Bimby: 5 segundos/velocidade 5). Raspe as laterais do copo, empurrando as migalhas para o fundo e junte cerca de 50 ml de azeite. Volte a triturar até obter uma pasta ((Bimby: velocidade 3, aumente a velocidade se necessário).
No fundo de uma assadeira coloque os legumes alourados, regue com azeite, por cima coloque as postas de bacalhau e à voltas as batatinhas e polvilhe-as com umas pedrinhas de sal.
Barre o bacalhau com a crosta de broa.
Regue com bastante azeite.
Leve a assar por cerca de 20 a 30 minutos, regando frequentemente com o azeite.
Sirva com os legumes cozidos.



SUGESTÃO: sobrou? Óptimo! Guarde tudo (pode até congelar), incluindo o azeite num recipiente à parte. Dependendo dos ingredientes que sobraram e da sua quantidade, corte mais cebola e pimento e coza mais batatas que vai depois cortar às rodelas e mais couve. Coza também um ovo. Limpe o bacalhau de espinhas e lasque-o, livre-se de deitar fora a crosta de broa.
Numa sertã, usando o azeite do assado, refogue a cebola, o pimento e os legumes cozidos cortados em bocados,  tempere de sal se necessário. Junte as lascas de bacalhau e a crosta. Envolva, deixe secar um pouco. Transfira para uma assadeira, desfaça a gema de ovo sobre o preparado e corte a clara em pedacinhos e junte. cubra com as batatas às rodelas, regue com mais um pouco de azeite e leve ao forno até as batatas dourarem.

22 de janeiro de 2015

Do velho se faz novo



É tradição nas casas portuguesas, depois da consoada e jantar de Ano Novo, aproveitar as sobras do bacalhau cozido para fazer a chamada "roupa velha" ou "farrapo velho". Não obstante a tradição, a verdade é que este aproveitamento pode ser feito durante todo o ano e até com sobras de bacalhau assado (e fica igualmente delicioso).
Embora esta tradição se tenha tornado incontornável lá em casa, nem sempre gostei deste prato. Só quando o D. o começou a cozinhar, com o seu toque ligeiro de cominhos, é que comecei a apreciá-lo e quase todos os anos uma das primeiras marmitas do ano novo é feita desta tradição. Este ano o pouco que sobrou embrulhei numa folha de crepe. As boas tradições são mesmo assim: têm tanto de velho como de novo.



Ingredientes:
1 folha de crepe por pessoa (receita aqui e aqui)
Sobras de bacalhau, batatas e couves cozidas
2 ou 3 dentes de alho (consoante o gosto e a quantidade de sobras)
1 pitada de cominhos (opcional)
Sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Corte as batatas em cubos, lasque o bacalhau, depois de limpo de espinhas e de peles (estas pode deixar ficar se gostar) e corte a couve em pedaços generoso. Reserve.
Num tacho largo deite um fundo de azeite e o alho picado, refogue o alho até começar a lourar, mas sem queimar.
Junte as batatas e a couve, envolva e só no fim o bacalhau. Vá mexendo os ingredientes com a ajuda de uma colher de pau, até estarem ligados  (mas não em papa).
Rectifique os temperos e, se gostar, junte uma pitada de cominhos.
Coloque uma colherada de farrapo velho no centro da folhe de crepe e feche. Sirva com salada a gosto.

15 de janeiro de 2015

Nugets de peixe e quinoa



Como sabem, lá por casa não se deita comida fora. O que sobra ou serve outra refeição, ou serve a marmita ou é congelado ou é logo transformado e foi este último o destino que dei a uma posta de raia cozida, transformando-a nuns saudáveis nugets que foram cozinhados no forno em vez da habitual fritura. Ficam óptimos acompanhados com molho de iogurte. Ah, e podem ser congelados.



Ingredientes:
1 chávena de sobras de peixe cozido, limpo de peles e espinhas (usei uma posta de raia)
1 cenoura ralada
1/2 chávena de quinoa cozida
1/2 chávena + 1 colher de sopa de farinha de kamut (MyProtein)
1/4 de chávena de coentros picados
1 ovo L
Sementes de sésamo q.b.
Sal e pimenta q.b.
Azeite




Preparação:
Tradicional:
Pré-aqueça o forno a 180º e forre um tabuleiro com papel vegetal ou tapete de silicone, untado com azeite.
Numa taça grande coloque as sobras de peixe e esmague grosseiramente com um garfo.
Acrescente a cenoura, os coentros, a quinoa e a farinha e envolva. Prove e tempere a gosto. Junte a gema de ovo para ligar até obter uma massa moldável e forme um rolo.
Corte o rolo em fatias com cerca de 0,5cm de espessura.
Num recipiente bata a clara com 1 colher de sopa de água.
Noutro recipiente coloque as sementes de sésamo.
Passe os nugets pela clara, escorrendo bem e, de seguida, pelas sementes de sésamo. Vá dispondo sobre o tabuleiro e pincele o lado que fica voltado para cima com mais azeite.
Leve assar por cerca de 15 minutos, até as sementes estarem levemente douradas, vire os nugtes e deixe assar mais 5 minutos.
Sirva com uma salada e molho de iogurte.
Bimby:
Rale a cenoura: 5 segundos/velocidade 5.
Junte o peixe em lascas, a quinoa, a farinha e os coentros e misture 10 segundos/velocidade 3.
Acrescente agema de ovo e envolva 5 segundos/velocidade 4.
Retire a massa do copo e molde um rolo.
Corte o rolo em fatias com cerca de 0,5cm de espessura.
Num recipiente bata a clara com 1 colher de sopa de água.
Noutro recipiente coloque as sementes de sésamo.
Passe os nugets pela clara, escorrendo bem e, de seguida, pelas sementes de sésamo. Vá dispondo sobre o tabuleiro e pincele o lado que fica voltado para cima com mais azeite.
Leve assar por cerca de 15 minutos, até as sementes estarem levemente douradas, vire os nugtes e deixe assar mais 5 minutos.
Sirva com uma salada e molho de iogurte.


4 de novembro de 2014

Projecto marmita Semana 35/2014

Mais vale tarde que nunca. Aqui estão as marmitas da semana passada, feitas com carinho e com simplicidade.

Segunda-feira
Sopa de couve lombarda + Arroz de frango e legumes (aproveitamento - baseada no modo de preparar desta receita, mas com legumes em vez das passas e frutos secos) + brócolos cozidos.

 
Terça-feira
Sopa de couve lombarda + Empada de carne com salada de rúcula, alho francês e uvas.
 
 
Quarta-feira
Sopa de couve lombarda + Arroz de frango e legumes + Salada de rúcula, tomate e alho francês.
 
 
Quinta-feira
Sopa de couve lombarda + Barrinhas de peixe (cozinhadas no micro-ondas) com salada de rúcula, tomate e pepino.
 
 
Sexta-feira
 Sopa de couve lombarda + Salada de queijo fresco com rúcula, tomate, alho francês e temperada com funcho e vinagrete balsâmico.
 
 

1 de outubro de 2014

Dia 1 na Cozinha com o nosso estimado ... bacalhau



E começamos o mês com um prato de bacalhau. Apesar de não ser um ingrediente nacional, este fiel amigo, oriundo das águas geladas dos mares do norte, ganhou um lugar incontestável de destaque nas nossas mesas e até podemos afirmar que é um dos símbolos da nossa gastronomia, tantos são os pratos que confecionamos com ele (dizem que são 1001 receitas...). 
A receita que trago para este Dia 1 na Cozinha andava perdida nas memórias deste blogue. Uma tarte cujo ingrediente principal é o bacalhau, mas de bacalhau fresco em vez do característico bacalhau seco. Quando a fiz não fiquei plenamente satisfeita com o resultado final (o sabor estava óptimo, a consistência é que não era a que eu tinha pretendido) e acabei por a partir em fatias e congelar. Entretanto, naqueles dias em que as horas nos atraiçoam e acabamos por precisar de algo rápido para colocar na mesa, acabei por a ir buscar ao congelador e a reação do D. foi tão surpreendente, que pensei que era então hora de a publicar aqui e quando foi anunciado o tema deste dia 1, nem hesitei, por isso aqui está ela, uma tarte para os dias de azáfama a ser bem acompanhada por uma sopa ou uma salada. 
 
Tarte de bacalhau com crumble

Ingredientes:
1 base de massa quebrada
1 posta de skrei (bacalhau fresco)
1 cebola
1 alho francês (só a parte branca)
2 dentes de alho
1 cenoura pequena
1/4 de pimento vermelho
100 gr de rúcula
1 folha de louro
1 pão de mistura (do dia anterior)
1/2 molho de salsa (só as folhas)
Azeite q.b.
Sal q.b.



Preparação:
Bimby:
Comece por cozer a posta de skrei em água a ferver temperada com sal. Reserve a água da cozedura. Deixe arrefecer o peixe e limpe-o de peles e espinha.
Forre uma forma de tarte com a massa (mantendo por baixo o papel vegetal) e reserve no frio.
Aqueça o forno a 200º.
No copo da bimby coloque a cebola, 1 dente de alho, o alho francês, o pimento e a cenoura e junte um fio de azeite. Rale 5 segundos/velocidade 5.
Junte a folha de louro, tempere com sal e, de seguida, refogue: 5 minutos/100º/velocidade 1.
Acrescente o bacalhau e a rúcula, um pouco da água de cozedura (a mistura não deve ficar com molho) e programe: 3 minutos/100º/velocidade 1.
Quando terminar deixe arrefecer uns minutos e, de seguida, verta sobre a massa.
Sem limpar o copo, deite o pão partido em pedaços, a salsa, o dente de alho esmagado e 1 a 2 colheres de sopa de azeite. Triture durante alguns segundos na velocidade 5.
Cubra a tarte com este crumble e leve ao forno a assar por 20 a 25 minutos. Se o crumble começar a queimar cubra com papel de alumínio.
Tradicional:
Comece por cozer a posta de skrei em água a ferver temperada com sal. Reserve a água da cozedura. Deixe arrefecer o peixe e limpe-o de peles e espinha.
Forre uma forma de tarte com a massa (mantendo por baixo o papel vegetal) e reserve no frio.
Aqueça o forno a 200º.
Pique a cebola e o alho, corte o alho francês em rodelas finas, o pimento em cubos pequenos e rale a cenoura.
Aqueça um fio de azeite numa sertã e refogue os legumes em lume médio, juntamente com a folha de louro e temperados com um pouco de sal, até amolecerem, mas sem queimar
Acrescente o bacalhau e a rúcula, um pouco da água de cozedura (a mistura não deve ficar com molho), envolva e deixe refogar por mais uns minutos. Deixe arrefecer e, de seguida, verta sobre a massa.
Num processador de alimentos ou robot de cozinha, deite o pão partido em pedaços, a salsa, o dente de alho esmagado e 1 a 2 colheres de sopa de azeite e triture até obter migalhas grossas.
Cubra a tarte com este crumble e leve ao forno a assar por 20 a 25 minutos. Se o crumble começar a queimar cubra com papel de alumínio.

 

29 de setembro de 2014

Croquetes para uma festa de aniversário

 
 
Desde que tenho a Bimby que não a deixo de utilizar para algumas receitas como é o caso dos croquetes (além de sopas, molhos, cremes....). São um belo petisco para um lanche ajantarado, para um pic-nic, para a marmita e para levar a uma festa e é por isso que os vou levar para a festa do 4º aniversário do blogue "O Barriguinhas".      
 
Ingredientes:
600 gr de carne (pode usar carne já cozinhada)
250 ml de molho béchamel
1 cebola
1 a 2 dentes de alho
1 cenoura
50 gr. de chouriço (opcional)
Azeite q.b.
Sal q.b.
Ovo, pão ralado e óleo para fritar

Preparação (bimby):
Comece por picar a carne: 20 segundos/velocidade5. Verifique se tem a consistência desejada (não deve ter pedaços grandes, nem ficar demasiado moída, apenas desfiada) e se precisar utilize uma velocidade mais rápida ou pique durante mais alguns segundos. Reserve.
De seguida coloque no copo (sem necessidade de limpar) a cebola, o alho descascado, a cenoura e o chouriço. Pique 5 segundos/velocidade5.
Junte um fio de azeite e refogue 5 minutos/100º/velocidade 1.
Junte a carne e misture com a espátula cozinhe: 15 minutos/100º/velocidade 2 (se usar carne já cozinhada 8 minutos são suficientes). Rectifique os temperos.
Acrescente o molho, começando por juntar cerca de 150ml e envolva, se estiver muito seco vá acrescentando até obter uma massa moldável.
Transfira para uma taça e reserve no frigorifico durante umas horas ou de um dia para o outro.
Molde os croquetes e passe-os pelo pão ralado, de seguida pelo ovo batido e novamente pelo pão ralado. Frite em óleo bem quente e transfira-os para uma travessa com papel de cozinha para secar o óleo em excesso.

Dicas:
Esta é uma óptima receita para aproveitamentos de sobras de carne. A Luisa Alexandra (a quem fui tirar umas dicas quando comecei a fazer estes croquetes lá em casa) tem várias receitas de croquetes com aproveitamentos.
Quando faço molho béchamel faço sempre uma quantidade maior e congelo o que não preciso em doses de 200/250ml. Quando preciso dele deixo descongelar no frigorifico e volto a bater com a varinha mágica ou com a bimby até obter novamente um molho cremoso.

26 de maio de 2014

Empada de peru / Savory turkey pie



As empadas são sempre uma solução excelente para aproveitamento de sobras de carne ou peixe. Os meios recheios preferidos vão para as sobras de frango ou perú assados ou então para os legumes. Esta foi a solução perfeita para aproveitar as sobras de uma perna de peru assada.

Ingredientes:
Para a massa (fonte: Livro de receitas base da Bimby):
50 ml água
50 ml azeite
50 ml vinho branco
100 gr. margarina ou 50 gr. banha (usei 75 gr. de manteiga)
1 colher de chá de sal
1 ovo
1/2 saqueta de fermento seco  (5g)
450 gr farinha de trigo
1 gema para pincelar
Para o recheio:
Sobras de peru assado (cerca de 300 gr.)
1 cenoura
1 cebola
1 dente de alho
Pencas cozidas q.b.
Tomilho q.b.
50 gr de azeite
100 ml de vinho branco
1caldo de galinha
80 gr de farinha



Preparação:
A massa:
No copo da Bimby coloque a água, o azeite, o vinho, a margarina e o sal e programe: 2 minutos/37º/velocidade 2.
Adicione o ovo, o fermento e a farinha e amasse 2 minutos/velocidade espiga.
Deixe levedar durante alguns minutos.
Estenda a massa numa superfície enfarinhada e estenda com a ajuda de um rolo de massa.
Divida-a em duas partes.
Coloque uma dela sobre uma forma de fundo amovível.
Prepare o recheio:
Coloque no copo a cebola e a cenoura cortadas em pedaços, o alho, as folhas de tomilho e o azeite e pique 5 segundos/velocidade 5.
Acescente o vinho e o caldo e programe 5 minutos/100º/velocidade 1.
Adicione a farinha e programe mais 5 minutos /90º/ velocidade 3.
Retifique os temperos e cozinhe por mais 2 minutos/90º/velocidade 3.
Junte o peru e as pencas e misture 1 minuto/velocidade 3.
Deixe arrefecer e recheie a tarte com esta misture.
Com a massa sobrante cubra a forma, dobre a massa lateral sobrante sobre a "tampa", para fechar a empada, faça um corte no topo com uma faca afiada, pincele com a gema de ovo batida e leve ao forno, pré-aquecido a 180º, por 30 minutos.




In English:
Savory pies are allways an excelent solution to take the meat or fish leftovers. My favourite fillings are the roasted chicken or turkey leftovers or the vegetables. This one was the perfect option for some roasted turkey leftovers.

Ingredients:
The dough (From: Livro de receitas base da Bimby /Thermomix Basic Recipes):
50 ml water
50 ml olive oil
50 ml white wine
100 gr. margarine or 50 gr. lard (used 75 gr. butter)
1 teaspoon salt
1 egg
1/2 package dry yeast  (5g)
450 gr all-purpose flour
1 egg yolk, to brush
The filling:
Roasted turkey leftovers (about 300 gr.)
1 carrot
1 onion
1 garlic clove
Boiled bunch to taste
Thyme to taste
50 gr olive oil
100 ml white winw
1chicken broth
80 gr all porpouse flour



The dough:
In the thermomix bowl put the water, olive oil, wine, margarine and salt: 2 minutes/37º/speed 2.
Add the egg, yeast and flour and knead 2 minutes/knead speed.
Let rise for a few minutes.
On a lightly floured surface roll the dough and divide in half.
With one half cover the bottom and sides of a removable bottom pie pan.
The filling:
In the thermomix bouwl put the onion and carrot cuted in small pieces, garlic, thyme (leaves only) and olive oil and chop 5 seconds/spedd 5.
Add the wine and broth and cook 5 minutes/100º/speed 1.
Add the flour and cook for more 5 minutes /90º/ speed 3.
Taste ans season if need and cook 2 minutes/90º/speed 3.
Add the turkey and bunch e mix 1 minute/speed 3.
Let it cool and fill the pie.
With the remaing dough cover the top of pie, pinch top and bottom edges together and fold under. Crimp the edges, make a small cut on the topo with a knife, brush with the egg yolk and cook on pre-heat oven at  350ºF for 30 minutes or until golden.

***
Tempo de preparação: 40 minutos + 30 minutos no forno / Preparation time: 40 minutes + 30 minutes in oven
Dificuldade: Média / Dificulty: medium
Vegetariano: não / Vegan: no
Para crianças: sim/ For children: yes
Ingrediente Principal: carne / Main ingredient: meat
Nº de doses: 6/ Doses: 6
Prato: prato principal / Plate: main dish
Marmita: sim / Lunchbox: yes
Pode ser congelada em fatias embrulhadas em pelicula aderente.
It may be frozen in slices wraped on film

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