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24 de agosto de 2017

Curgete na frigideira em boa companhia


Com o calor a vontade de comer refeições ligeiras e rápidas, mas que sejam também nutritivas, torna-se quase imperativo. Gosto de abrir o frigorifico e a despensa e dar largas á imaginação. Os salteados de legumes são uma das refeições que mais aprecio e que me servem para os almoços de trabalho. Desta vez o ingrediente base escolhido foi a curgete, vegetal da época e que tenho sempre no frigorifico. A ela juntaram-se o grão e a massa para uma maior consistência na refeição, os tomates sumarentes e os aromas do alho e dos oregãos e a frescura do gengibre e do limão. São servidos?


Ingredientes:
Massa cozida al dente q.b. (macarrão, esparguete, etc.)
1 curgete pequena, cortada em meias luas
1 mão cheia de grão cozido
1 dente de alho laminado
1 colher de sopa de azeite
1 colher de café de gengibre fresco ralado
Sumo de limão
1/2 cebola roxa, pequena, cortada às rodelas
Tomate cereja q.b., em metades
Oregãos a gosto
Sal e pimenta a gosto

Preparação:
Numa frigideira antiaderente coloque o azeite eo dente de alho. Deixe frigir em lume brando e quando começar a sentir a frangância do alho junte a cirgete e envolva.
Deixe a curgete grelhar por alguns minutos, voltando-a ameio do tempo, até estar dourada. Não deixe cozinhar de mais, para não ficar demasiado mole.
Quando estiver pornta, acrescente o grão, gengibre ralado e envolva.
Junte a massa, a cebola roxa e o tomate cereja.
Tempere com sal e pimenta gosto, regue com sumo d elimão e polvilhe com oregãos.
Sirva quente.
 

31 de março de 2017

Macarrão com couve-flor gratinado



Este macarronete gratinado estava quase abandonado na coleção de receitas a aguardar publicação. Confesso que estava quase para o não publicar, mas ao dar com ela lá no cantinho, arrumada, pareceu-me o dia ideal para a trazer para aqui. É uma receita muito simples, mas daquelas que nos deixam satisfeitos e reconfortados, perfeita para estes dias cinzentos de Primavera.


Ingredientes:
Macarronete q.b.
1/2 cebola roxa
1/2 couve flor
2 fatias de presunto (ou a gosto)
Bechamel, q.b. (caseiro ou de compra)
1/4 de chávena de queijo mozarela ralado
Salva, folhas picadas
Parmesão a gosto
Azeite q.b.
Sal e pimenta q.b.

Preparações:
Coza o macarronete al dente, passe por água fria e reserve.
Prepare o béchamel se usar caseiro
Separe os floretes da couve-flor e coza em água e sal, também al dente. Não deve cozer demais para não se desfazer.
Pique a cebola e salteie em azeite quente, até começar a ficar translucida. Junte a couve-flor e salteie por mais dois minutos, em lume médio/alto.
Pique o presunto ou corte-o em fatias pequenas e misture-o na couve-flor, juntamente com as folhas de salva picadas. Temepre a gosto, tendo em atenção que o presunto já é salgado.
Transfira para um pirex ou recipiente de louça que possa ir ao forno.
Misture o béchamel e o queijo ralado e veta esta mistura sobre a couve-flor e envolva com cuidado.
Leve ao forno pré-aquecido a 200º até o molho começar a borbulhar nas bordas.
Sirva quente coberto de parmesão ralado.

20 de março de 2017

"Paella" de cogumelos em arroz de couve-flor


Março é o mês de ... limões. É esta a proposta de ingrediente que a Marta nos apresenta para este mês. Fácil, não é? Ou não. É que a par dos alhos, louro e tomilho, o limão é um ingrediente indispensável na minha cozinha. Dá um toque especial às carnes brancas e enaltece o peixe. Com ele dou um banho ao cabrito de Páscoa antes do temperar. Com as suas cascas aromatizam-se a grande maioria da doçaria tradicional portuguesa. Refresca-nos no Verão ao transformar-se em limonada e faz terminar em grande qualquer refeição que seja finalizada com uma mousse de limão ou tarte merengada. Com tantas utilizações, não seria fácil a escolha, mas depois de dar uma passada de olhos no "Dicionário dos Sabores", de Niki Segnit (sempre uma inspiração), resolvi emparelhá-lo com a curcuma, numa falsa "paella" de couve-flor. O tal arroz de couve-flor, a que alguns chamam de cuscus de couve-flor, mas que não importa o nome porque a ideia é levar ao prato os ingredientes em formas para lá do óbvio.


Ingredientes:
400 gr. de cogumelos variados (usei 1 embalagem de cogumelos congelados)
300 gr. de couve flor (só os floretes)
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho, picado
1/2 pimento vermelho, limpo de sementes e filamentos e cortado em cubos
1/2 curgete, em cubos
1 cenoura pequena, descascada e cubos
1/4 de chávena de ervilhas
1 colher de chá de curcuma moída na hora
Malagueta vermelha fresca
Água ou caldo de legumes, q.b.
Folhas de tomilho, a gosto
Azeite q.b.
Sal q.b.
Gomos de limão para servir

Preparação:
Comece por saltear os cogumelos numa colher de sopa de azeite, em lume forte, mexendo até evaporar todo o liquido que libertarem. Reserve.
Prepare a couve-flor: separe os floretes (reserve os pés para a sopa) até pesar 300 gr., lave bem e rale com o ralador grosso (pode usar o robot de cozinha, triturando até obter pedacinhos do tamanho de grãos de arroz. Eu usei uma mandolina elétrica).
Numa sertã larga deite 2 colheres de sopa de azeite, as folhas de tomilho e salteie, em lume médio, a cebola, o alho, o pimento, a cenoura e curgete, até a cebola começar a amolecer, mas sem estrugir.
Acrescente os cogumelos e as ervilhas e saltei mais uns minutos.
Junte a couve-flor picada e envolva, polvilhe com a curcuma e tempere com uma pitada de sal.
Deixe cozer durante cerca de 5 minutos minutos até a couve-flor amaciar e perder o gosto a couve crua. Se necessário, vá acrescente até 1/4 de chávena de água quente ou caldo de legumes (ou água de cozer a sopa), mas não deve formar caldo para que a couve não fique empapada. A ideia é obter um prato seco, como se fosse arroz.
Rectifique os temperos e sirva com rodelas de malagueta fresca (sem sementes) e gomos de limão: esprema o sumo sobre a "paella" e delicie-se.

Nota: substitua os cogumelos por frango ou peru e as ervilhas por lentilhas já cozidas. ou omita os cogumelos e sirva este "arroz" de legumes" com um ovo escalfado.


1 de fevereiro de 2017

"Cannellonis" de curgete com recheio de espinafres e pinhões



A começar o ano a "brincar" com a comida, o grupo "Dia 1 na Cozinha" desafiou-nos a apresentar cannellonis: tradicionais ou não, isto é com massa ou outro ingrediente, recheados com carne ou o que bem entendermos. Entre a massa e "outro ingrediente" optei por esta alternativa. Escolhi uma curgete gordinha e um recheio simples, mas saboroso. O queijo de cabra no molho béchamel deu-lhes um toque ligeiramente salgado que ligou muito bem com os espinafres e o sabor ligeiramente terroso das folhas de beterraba. 

Ingredientes (serve 2 "doses femininas" :) ):
1 curgete
200 gr. de espinafres
2 colheres de sopa de pinhões
2 dentes de alho laminados
1 molho pequeno de folhas de beterraba
1 queijo de cabra
200 ml de molho béchamel
100 ml de molho de tomate (o que mais gostarem, pode ser o que usam para as pizzas)
Azeite q.b.
Sal q.b.

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 200º.
Comece por preparar o molho de tomate e reserve.
Lave bem a curgete e corte as pontas. Com uma faca ou com uma mandolina corte-a em fatias longitudinais com cerca de 2 mm de espessura (nem muito finas nem muito grossas, ficando suficientemente maleáveis para poderem ser enroladas). Reserve.
Numa sertã aqueça uma colher de sopa de azeite e salteie os pinhões e o alho até alourar, mas sem queimar.
Junte à sertã as folhas de espinafres e de beterraba e envolva, mexendo com a colher de pau até as folhas murcharem. Tempere a gosto e reserve.
Espalhe o molho de tomate no fundo de um recipiente que vá ao forno. 
Estenda as tiras de curgete sobre uma tábua de cozinha e vá colocando numa ponta de cada uma cerca de 1 colher de sopa do recheio e enrole. Coloque o rolinho no tabuleiro de forno com a ponta virada para baixo. Repita este processo até acabar o recheio.
Prepare o molho béchamel, acrescentando o queijo de cabra esfarelado quando o molho estiver pronto (se usar a Bimby acrescente a 30 segundos do fim).
Regue os cannellones de curgete com o béchamel e leve ao forno até o molho começar a borbulhar nas bordas do recipiente e o topo estar dourado.
Sirva com uma salada rica.



Na marmita:




30 de janeiro de 2017

Tortilha de claras com abóbora manteiga assada, espinafres e cebola roxa



Eu sou daquelas pessoas que evita o máximo que pode o desperdício alimentar, por isso tenho sempre o congelador a aborratar de sobras de refeição que possam ser aproveitadas para novas refeições, de sobras de legumes que possam ser usados em sopas ou para fazer caldos (os pés dos cogumelos, por exemplo), de fruta madura (para fazer gelados, mousses ou para acrescentar ás papas de aveia) e tenho sempre algumas claras que vou usando para fazer panados (uso só a clara misturada com um pouquinho de água), alguma receita doce, omeletas de claras ou uma refeição como esta tortilha. 

E vocês, costumam aproveitar as sobras das refeições?



Ingredientes:
4 claras
2 colheres de chá de leite em pó
1 colher de café de fermento em pó
1 colher de sopa de puré de abóbora (opcional)
1 dente de alho
Abóbora manteiga  assada (cerca de ¼ de 1 abóbora pequena)
Espinafres a gosto
½ cebola roxa
Tomilho, folhas frescas
Sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 170º
Numa frigideira que possa ir ao forno, salteie a cebola cortada em rodelas finas (reserve algumas rodelas para guarnecer) e o alho laminado numa colher de sopa de azeite.
Quando a cebola começar a amolecer e o alho alourar junte os espinafres e envolva.
Deixe refogar, mexendo sempre, até os espinafres murcharem.
Reserve.
Com papel absorvente limpe a frigideira, engordurando-a por todo com o azeite em que refogou os vegetais (acrescente mais um pouco se necessário).
Num copo alto junte as claras, o puré de abóbora, o leite em pó, o fermento e uma pitada de sal. Misture com a varinha mágica e verta sobre a frigideira que deve estar sobre lume médio.
Quando as bordas começarem a secar ligeiramente, espalhe a abóbora, a cebola e os espinafres.
Deixe cozinhar por breves minutos até o centro de claras ainda estar húmido.
Transfira a frigideira para o forno e deixe assar por cerca de 5 minutos, até o topo estar cozido e ligeiramente dourado.
Polvilhe com as folhas de tomilho frescas e rodelas de cebola roxa.
Sirva quente com uma boa salada.


Dicas: o puré de abóbora vai ajudar a conferir sabor e cor às claras. Pode não o usar ou substituir por folhas de espinafres para uma tortilha verde.

25 de janeiro de 2017

Bolinhas de maçã e nabo com sementes de sésamo


Mais uma receita para ajudar o organismo a suportar excessos: estas bolinhas podem servir como acompanhamento de fritos, já que o nabo ajuda a eliminar gorduras e, por isso, limpa o fígado e vesícula biliar. 
Além destas propriedades, estas bolinhas são um acompanhamento bem fresco, o que as torna o par ideal de refeições com mais teor de gordura.





(Fonte: "O Livro de Cozinha da Marta")
Ingredientes:
2 maçãs
1 nabo (ou 1 cenoura) (usei 1 nabo e um pouco de cenoura)
Sumo de limão
1 colher de chá de vinagre de ameixa
Sementes de sésamo pretas (usei brancas)
Hortelã (não usei)

Preparação:
Rale as maçãs e o nabo (ou a cenoura), no ralador fino e regue com sumo de limão para não oxidarem.
Pique a hortelã  e envolva todos os ingredientes (maçã, nabo e hortelã).
Tempere com o vinagre e com as mãos faça bolinhas do tamanho de uma ameixa, apertando ligeiramente, mas não muito para não perderem o sumo.
Polvilhe com as sementes de sésamo e sirva como acompanhamento.

17 de janeiro de 2017

Chá de nabo e cenoura


Para recuperar dos "destemperos" das festas, deixo-vos ficar este chá, muito suave e fácil de preparar. No fundo, trata-se de um caldo de vegetais, cozinhados em lume brando e que têm boas propriedades digestivas. É uma bebida boa para eliminar gorduras e ajudar a melhorar o funcionamento do fígado e da vesícula, exactamente o que eu preciso.



(Fonte: "O Livro de Cozinha da Marta")
Ingredientes:
2 colheres de sopa de nabo ralado (ou rábano ou rabanete)
2 colheres de sopa de cenoura ralada
1 chávena de chá de água
1 colher de chá de shoyu

Preparação:
Leve o nabo e a cenoura a cozer na água: deixe levantar fervura e depois coza em lume brando durante 5 minutos.
Acrescente o shoyu e beba morno.
No fim coma os vegetais cozinhados.

15 de janeiro de 2017

Lasanha de abóbora manteiga e cogumelos da Mary Berry



Um mês com... e eu a trazer a receita mesmo no ultimo momento. Bom, a chefe escolhida foi Mary Berry: "Nascida em 1935, a nossa próxima convidada formou-se no Le Cordon Bleu, em Paris, e no Bath School of Home Economics. Foi editora de várias revistas, apresentadora de diversos programas de culinária e escreveu uns inpressionantes 75 livros de culinária. Também conhecida como a Rainha dos Bolos, assume como missão de vida "to get everyone baking"."
Tendo visto um ou dois programas desta chefe, não fiquei muito entusiasmada com a escolha, mas depois de ler algumas receitas dela, acabei por encontrar opções muito interessantes a começar por esta lasanha de vegetais que tem a particularidade de poder ser preparada com antecedência, ficando a aguardar no frigorifico, para que as folhas de lasanha se tornem macias. Pode prepara´-la até 2 ou 3 dias antes e congelar até 2 meses. A receita foi publicada no livro "Cook Up a Feast"


(Fonte: http://www.goodtoknow.co.uk/recipes/516525/mary-berry-s-butternut-squash-lasagne )
Ingredientes:
1 colher de sopa de azeite
225 gr. de abóbora manteiga (peso sem a casca) cortada em pedaços pequenos
1 pimento vermelho, sem sementes e cortado em cubos
1 cebola, grosseiramente picada
2 dentes de alho esmagados
225 gr. de cogumelos brancos fatiados
2 latas de tomate em pedaços
1 colher de sopa de polpa de tomate
2 colheres de chá de açúcar
1 colher de sopa de folhas de tomilho fresco
Sal e pimenta preta moída na hora, q.b.
100 gr. de espinafres cortados em pedaços
6 a 8 folhas de lasanha (usei lasanha verde)
Para o molho béchamel:
75 gr. de manteiga
75 gr. de farinha
900 ml de leite quente
1 colheres de chá de mostarda de Dijon
100 gr. de queijo Gruyère ralado (apenas usei alguns cubos de queijo feta esfarelados no topo da lasanha)
250 gr. de mozzarella cortada em cubos (usei ralada)

Preparação:
Aqueça o azeite numa sertã larga e funda.
Acrescente a abóbora, o pimento, a cebola e o alho e refogue em lume médio durante 4 a 5 minutos ou até a cebola começar a amolecer.
Junte os cogumelos, o tomate, a polpa de tomate, o açúcar o tomilho e tempere com sal e pimenta.
Tape a sertã e deixe cozinhar em lume baico por 20 a 30 minutos ou até os vegetais estarem macios.
Acrescente os espinafres e misture até amolecerem.
Entretanto prepare o molho béchamel:
Derreta a manteiga num tacho, acrescente a farinha e mexa durante 1 minuto.
Lentamente junte o leite quente, mexendo até o molho engrossar.
Tempere com sal e pimenta preta e misture a mostarda e metade do Gruyère.
Deite um terço do molho de tomate num recipiente de forno e por cima deite um terço do molho béchamel.
Coloque por cima uma cama de folhas de lasanha e espalhe metade do mozzarella.
Faça mais uma camada com um terço do molho de tomate e outra com um terço do molho béchamel.
Coloque mais uma camada de folhas de lasanha e a outra metade do mozzarella.
Finalmente, deite o restante molho de tomate e por cima o restante béchamel e polvilhe com o Gruyère que sobrou.
Guarde no frigorifico durante 6 horas ou durante a noite para que as folhas de lasanha amoleçam.
Para servir, pré-aqueça o forno a 200º (180º de usar a ventoinha) e asse a lasanha durante 45 minutos ou até o topo estar dourado e o molho a borbulhar pelos lados da lasanha.

30 de dezembro de 2016

Tarte de couve e batata doce



Mês das couves, ditou a Marta, e muito bem. Que melhor mês este para cozinhar com couves? Começamos logo a pensar na ceia de natal e na véspera de ano novo e nas pencas cozidas com o bacalhau, que mais tarde se hão-de transformar em roupa velha ou farrapo velho. A mim, o tema - as couves - fizeram logo tilintar uma memória de uma galette que andava para repetir ou recriar assim que surgisse a oportunidade. A oportunidade não surgiu, mas criou-se e ás couves acrescentei queijo feta e batata doce. Também poderia ter acrescentado bacon ou cogumelos mas pareceu-me que assim a couve poderia perder o protagonismo que se queria. Por isso aqui a têm, feita logo no inicio do mês, mas só hoje a ser publicada, quase sem chegar a tempo ao desafio da Marta.

E porque Novo Ano se avizinha, desejo-vos os melhores 365 dias das vossas vidas! Bom Ano 2017!!! 

Ingredientes (para 1 empada média):
Massa de empada (ou outra à vossa escolha: quebrada, folhada, etc.)
1 couve coração pequena
1 batata doce pequena
1/2 cebola
1 dente de alho
Queijo Feta a gosto
1 colher de chá de cebola
1 colher de chá de manteiga
Sal q.b.
Pimenta preta q.b.
Azeite q.b.


Preparação:
Estenda a massa já preparada sobre a tarteira, com uma folha de papel vegetal por baixo e reserve.
Corte a couve grosseiramente e escalde em água fervente até amolecer. Coe a água e reserve o liquido.
Lave bem a batata e corte em rodelas finas (mantendo a casca), leve a cozer em água e sal, só até estar macia. Não deixe cozer de mais.
Prepare um molho béchamel com a água da cozedura da couve (vai precisar de cerca de 1 concha de sopa): deite a manteiga num tachinho, deixe derreter e acrescente a farinha aos poucos, mexendo sempre até a farinha absorver a gordura. 
Comece, então, a juntar a água, colher de sopa a colher de sopa, mexendo entre cada adição. Quando já tiver usado cerca de metade do liquido, acrescente o restante de uma só vez e mantenha em lume brando, mexendo sempre até engrossar um pouco. para testar use as costas da colher de pau: como queremos um molho fino, passe a colher de pau no liquido e se ao verter ficar algum molho agarrado às costas da colher está pronto. 
Pique a cebola e o alho finamente e refogue lentamente num fio de azeite. Quando a cebola começar a ficar transparente junte a couve bem espremida e envolva na mistura de cebola e alho. Tempere com sal e uma pitada de pimenta preta.
Espalhe 1/3 das batatas sobre a massa da empada e sobre elas aconchegue o recheio da couve espalmando para ficar compacto.
Polvilhe com Feta esfarelado, cubra com as restantes rodelas de batata e, finalmente, verta o molho béchamel, com cuidado para não extravasar a forma.
Leve a assar em forno pré-aquecido a 180º, durante 30 minutos ou até o topo da tarte dourar (use o grill, para tostar um pouco).
Sirva com uma boa salada.


22 de dezembro de 2016

Linguini com brócolos roxos e nozes e talvez o pesto mais feio do mundo




Ultimamente tenho encontrado com frequência estes brócolos roxos. Umas cabeças mais pequeninas que os verdes, cheias de cor que saltam logo aos olhos, assim que chego à banca dos vegetais. ´
A primeira vez que os comprei e cozi, fiquei muito desiludida porque durante a cozedura ficaram verdes e do roxo só ficou a água, entretanto li no "Dicionário de Sabores", a propósito da couve-roxa, que para lhe manter a cor depois de cozinhada era necessário acrescentar algum elemento ácido à água da cozedura e resolvi aplicar o mesmo método a estes brócolos e resultou lindamente, mas se  cozerem uma quantidade mais generosa para guardarem, preparem-se para ver a cor desaparecer gradualmente.
Uma massa de brócolos é sempre uma delicia, polvilhada com nozes e se quiserem um sabor bem mais "vivo" acrescentem-lhe uma colher de pesto dos mesmos brócolos. Porventura o pesto maiss feio que já alguma vez fiz, mas de sabor intenso. Como o brócolo é denso, poderão ter que acrescentar algum liquido para o soltar, sob pena uma pasta e não um molho ou então experimentem primeiro triturar todos os restantes ingredientes e só depois juntar os brócolos esmagando-os com um garfo e acrescentando o azeite que acharem necessário (próxima experiência...)

Ingredientes:
Para a massa:
Linguini Milaneza q.b.
2 cabeças pequenas de brócolos roxos e as suas folhas
1/2 cebola
1 dente de alho
1 punhado de nozes
Azeite q.b.
Água q.b.
Vinagre ou sumo limão
Sal q.b.

Pesto:
100 gr. de brócolos
4 nozes
1 colher de sopa de parmesão ralado
1 dente de alho
1 punhado de folhas de salsa
Azeite q.b.



Preparação:
Coza a massa al dente e coe a água, mas reservando algum liquido da cozedura.
Separe os floretes de brócolos e as folhas.
Coza os floretes a vapor, juntando à água 2 colheres de sopa de vinagre ou de sumo de limão para que não percam a cor, mas não deixe de cozer demais. Reserve.
Corte as couves de brócolo em juliana grossa.
Numa sertã deite um fio de azeite e deixe aquecer, acrescente a cebola cortada em meias luas e o dente de alho finamente laminado.
Quando a cebola começar a amolecer, acrescente as couves, envolva, tempere de sal e salteie. Eu gosto de deixar estalar (fritar) um bocadinho para sentir algum crocante pelo meio.
Acrescente alguma água da cozedura da massa (cerca de uma concha de sopa) para criar molho, deixe levantar fervura, rectifique o tempero e junte, primeiro os floretes de brócolos, deixando alguns para adicionar no prato, e depois a massa cozida.
Envolva os ingredientes e sirva quente, com os restantes brócolos e as nozes grosseiramente picadas.
Se quiser um sabor mais pungente acrescente uma colher de sopa de pesto ainda na sertã, juntamente com a água da cozedura.

Para o pesto:
Misture todos os ingredientes e triture com a varinha mágica, acrescente o azeite necessário para criar um pesto mais solto ou menos, deixando-o com a consistência de quase uma pasta.



Esta receita foi criada para o desafio Youzz Milaneza

23 de novembro de 2016

Couve salteada com castanhas

Ainda a fumegar...

O ingrediente que a Marta escolheu para reinar durante o mês de Novembro foi a óbvia "castanha" e embora muitas receitas me tivessem vindo à mente para preparar, a verdade é que não foi nada fácil porque castanhas que entrem lá em casa acabam sempre no forno para um lanche ajantarado acompanhas de um bom vinho, mas lá consegui resgatar uma boa meia dúzia delas que juntei a um dos meus acompanhamentos preferidos para as carnes grelhadas: a couve coração salteada em azeite e alho. 


Ingredientes:
1/2 couve coração, cozida al dente, cortada grosseiramente e bem escorrida
2 mãos cheias de castanhas cozidas, já peladas e escorridas
1 dente de alho fatiado
Azeite q.b.
Sal q.b.

Preparação:
Numa sertã larga deite um bom fio de azeite e salteie as castanhas.
Junte o alho (sem tirar as castanhas da sertã) e deixe fritar um pouco só até começar a sentir o seu aroma.
Acrescente, então, as couves, envolvendo bem e acrescentando mais azeite, se necessário.
Deixe fritar um pouco, se gostar deixe até que a couve ganhe um pouco de cor.
prove e acrescente sal se necessário.
Sirva quentinhas e fumegantes como acompanhamento de uma boca carne grelhada. 



10 de outubro de 2016

Abóbora Hokkaido assada com ervas aromáticas


Da abóbora vem-me logo à ideia a carruagem da Cinderella, conto de fadas que me encheu a infância. Depois, ainda durante a infância e juventude, lembro-me de detestar os fios de abóbora que encontrava na sopa. Hoje a abóbora ultrapassou largamente os limites da panela da sopa e a minha forma preferida de a preparar é assá-la no forno com ervas aromáticas: salva, tomilho, alecrim, o que mais gostarem Em fatias, aos cubos, apenas cortada ao meio com alguns golpes para os sabores se intrusarem, uma pitada de flor de sal e um fio de azeite. Depois acompanha ou faz-se acompanhar de massas, outros vegetais assados, queijo feta, millet cozido ... enfim, é só dar largar à imaginação.
Esta receita, que não o é de tão simples, vai juntar-se à festa da abóbora que corre este mês no blogue "Intrusa na Cozinha".



Ingredientes:
1 abóbora Hokkaido
Ervas aromáticas a gosto (usei salva e tomilho)
1 pitada de flor de sal
1 fio de azeite

Preparação:
Lave a abóbora e corte-a em fatias,
Numa taça misture o azeite e as ervas aromáticas picadas.
Junte a abóbora e envolva bem.
Espalhe as fatias de abóbora sobre um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.
Tempere com flro de sal.
Leve a assar em forno pré-aquecido a 200º até a abóbora ficar macia.

6 de junho de 2016

Creme de couve roxa






Não, nunca tinha pensado em utilizar a couve-roxa para fazer uma sopa. Provavelmente por estar tão habituada em usá-la em saladas, mas a verdade é que couve-roxa é couve e se é couve porque não acabar em sopa? Só quando vi este post no Santa Melancia é que fiquei curiosa. Suficientemente curiosa para a experimentar .
O sabor é ligeiramente ácido, tal qual o sabor da couve -roxa, claro. Para quem gosta é uma delicia, para quem não gosta tanto terá que reduzir a quantidade de couve-roxa ou acrescentar um ingrediente com mais doce (cenoura, batata ou abóbora por exemplo, embora a receita original desta sopa tenha a intenção de ser um momento detox para o nossos organismo).


(Fonte: Santa Melancia)
Ingredientes:
1 couve roxa pequena
1 couve-flor pequena
1 cebola roxa
1 dente de alho
Sumo de limão
Azeite q.b.
Água q.b.
Sal q.b.
Salsa picada para guarnecer

Preparação:
Numa panela coloque a cebola às rodelas ou meia s-luas, o alho esmagado, a couve roxa em juliana e a couve-flor cortada em floretes.
Junte água até quase cobrir  os vegetais, juntar umas gotas de sumo de limão e deixar cozer até os legumes estarem macios.
Triture com a varinha mágica e acrescente água até obter a consistência desejada.
Tempere de sal, junte um fio de azeite e sirva polvilhada com salsa picada.

12 de maio de 2016

Rolinhos de curgete com recheio de frango


Esta semana trago-vos uma receita fácil de prepara, saudável e surpreendemente  saborosa a acompanhar com uma salada rica. Pode ser feita com sobras de frango assado, pode enriquecer o molho com ervas aromáticas a seu gosto ou usar outro queijo da sua preferência. Pode até substituir o frango por atum, cogumelos ou uma carne picada à bolonhesa. Use e abuse e delicie-se!

Ingredientes:
1 curgete pequena
1 peito de frango*
1 cebola
2 tomates maduros, pelados e sem sementes (pode usar enlatados)**
1 folha de louro
2 hastes de tomilho (só as folhas)
1 dente de alho
50 ml de cerveja
250 ml de leite
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de chá de farinha
50 gr de queijo da Ilha ralado
Azeite q.b.
sal q.b.



Preparação:
Comece por cozer o peito de frango em água e sal até ficar macio.
Coe e desfie com a ajuda de 2 garfos. Reserve.
Numa frigideira coloque a cebola e o dente de alho picados, a folha de louro e o tomilho. Refogue com um fio de azeite só até a cebola amolecer. Regue com a cerveja e deixe borbulhar por um minuto. 
Acrescente os tomates esmagando-os com as mãos e deixe cozinhar por cerca de 5 minutos em lume baixo/médio. Se necessário acrescente água. Tempere de sal, retire a folha de louro e misture o frango desfiado (se quiser um molho mais fluído, antes de misturar o frango triture com a varinha mágica).

Prepare o molho béchamel:
Ferva o leite e reserve.
Num tacho deite a manteiga, deixe derreter em lume baixo e envolva a e farinha, mexendo até estar completamente incorporada na manteiga (esta mistura chama-se roux).
Verta o leite, pouco a pouco, mexendo bem entre cada adição até o roux ter absorvido cada porção d leite. Proceda desta forma até ter usado cerca de metade da quantidade de leite.
De seguida verta a restante metade de uma só vez e vá mexendo em lume brando até o molho engrossar. O molho deve agarrar ás costas da colher de pau sem escorrer.
Não deixe ferver, para não encaroçar, mas se isso acontecer, não entre em pânico: passe a varinha mágica pelo creme.
Versão Bimby: Coloque todos os ingredientes no copo e programe 90º/6 minutos/vel. 4.

Corte a curgete no sentido do cumprimento, em fatias finíssimas, com a ajuda de uma mandolina ou de um descascador de legumes.
Unte uma pequena assadeira ou pirex com azeite.
Enrole as tiras da curgete***, mas deixando uma abertura no meio, como se fossem canelonis e coloque-as, ao alto, na assadeira.
Recheie cada rolinho, generosamente, com a mistura de frango.
Verta o molho bechamel por cima dos rolinhos e polvilhe com queijo ralado.
Leve ao forno, pré-aquecido a 200º, por cerca de 15 a 20 minutos, até o molho gratinar.

Sirva com uma boa salada.

Dicas:
* Pode usar sobres  de frango assado, nesse caso salte a 1ª parte.
** Costumo ter sempre uma lata de tomate pelado inteiro na despensa. Quando abro uma e não uso o conteúdo todo, congelo os tomates, 2 a 2, com o molho respetivo. Assim tenho sempre tomate maduro para usar.
*** Pode grelhar previamente a curgete, prevenindo que largue água durante o tempo que está no forno, tornando o molho mais liquido.

18 de abril de 2016

Millet cremoso com legumes assados


O millet transformou-se no meu grão preferido este Inverno. Desde as papas de pequeno almoço, até ao acompanhamento predilecto para os meus almoços. É simples de cozinhar, versátil, sem gluten para quem interessar, é de fácil digestão, por isso excelente para quem tem problemas de estômago, é um cereal alcalino e tem um preço relativamente simpático quando comparado com outros grãos. Mas, afinal o que é o millet? Não é um grão, mas uma semente e é também conhecido por milhete, milho miudo ou milho painço. É rico em magnásio e fósforo. É cozinhado como o arroz, na proporção de 1 de millet para 3 de água, durante 30 minutos, deve ser tostado antes de cozinhar ou demolhado previamente.
Por isso, vos trago mais uma receita de millet, desta vez mais cremoso, quase a lembrar um risotto e acompanhado com os legumes assados de que tanto gosto e que até já serviram de recheio de empada.



Ingredientes:
1/2 chávena de millet
1 e 3/4 chávena de água
1 pitada de sal
Legumes assados a gosto
1 punhado de nozes
1 pedaço de queijo feta

Preparação:
Toste o millet num tacho, sem qualquer gordura.
Quando sentir o aroma do millet tostado acrescente a água e o sal, envolva e deixe cozinhar com o tacho destapado, mexendo, até o millet ter absorvido quase toda a água, de forma a que fique cremoso.
Deixe descansar por 10 minutos e sirva com os legumes assados, as nozes e o feta esfarelado.

1 de março de 2016

Empadas de vegetais assados



O tema para este Dia 1 na Cozinha é um dos meus preferidos: empadas. Lá em casa adoramos empadas e, tal como as quiches, são sempre uma boa forma de reciclar sobras de outras refeições, como frango ou peru assado ou até cozido à portuguesa e desde que a Bimby entrou na minha cozinha preparar a massa passou a ser uma tarefa tão fácil, que não há desculpas para as não fazer, mas podem sempre optar por massa de compra ou até massa folhada.
Quanto ao recheio optei por uns vegetais assados, que adoro preparar no Inverno e são tão versáteis e não juntei nenhum molho, porque estou nesta fase em que prefiro refeições mais secas, mas podem preparar um bechamel levezinho para lhes dar um pouco mais de cremosidade.



Rende 6 empadas pequenas
Ingredientes:
1 cebola roxa
1 batata doce pequena
1 cenoura
1 nabo
1 beterraba
3 colheres de sopa de azeite
2 ramos de tomilho fresco (só as folhas)
Sal e pimenta a gosto
1 receita de massa para empadas
1 gema de ovo para pincelar as empadas

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Descasque os legumes e corte-os em pedaços de tamanho idêntico.
Coloque-os numa taça e tempere com o sal e as folhas de tomilho e regue com o azeite. Envolva muito bem.
Espalhe-os num tabuleiro coberto com uma folha de papel vegetal e leve a assar por cerca de 45 minutos. 
A meio do tempo volte-os para que assem por igual e se achar que alguns dos legumes já estão no ponto retire-os. A batata doce e a cebola deverão assar mais depressa que a beterraba, por exemplo.
Quando estiverem prontos, retire do forno e reserve.
Enquanto os legumes assam prepare a massa, conforme indicações do link acima e deixe repousar durante pelo menos 30 minutos.
Reserve 1/3 da massa.
Com os restantes dois terços, estenda-a sobre uma superfície enfarinhada e forre pequenas formas. Distribua o recheio pelas formas.
Com a massa sobrante corte circulos do tamanho da boca da forma e cubra as empadas, unindo os bordos da massa com os dedos humedecidos em água.
bata a gema de ovo com um pouco de água e pincele as empadas.
Faça um corte no meio da massa e leve ao forno a assar por cerca de 30 minutos ou até as empadas estarem douradas.


8 de janeiro de 2016

De verde se faz o meu prato


Nestes dias em que as saladas frias não apetecem muito, recorro mais vezes aos vegetais cozidos e salteados para compor as minhas refeições ou até para fazer deles o meu prato principal. Não fora a curgete, que tem a sua época no Verão, esta taça estaria cheia de ingredientes da época: o brócolo (de que aproveitei para esta receita apenas as folhas, porque no brócolo tudo se aproveita, sabiam?), a cebola e as nozes. Uma delicia que acompanhei com puré de batata doce, mas quem preferir pode acrescentar-lhe arroz integral, um ovo cozido ou escalfado ou carne branca grelhada.

Se gostam de dar preferência às frutas e legumes de cada época, vejam aqui o calendário anual.


Ingredientes:
1/2 cebola pequena
1 molho de couves de brócolo
1/2 curgete grande,
1 chávena de lentilhas verdes cozidas
3 a 4 nozes
1 colher de chá de sementes de sésamo
1 colher de sopa de azeite
1 dente de alho
Sal q.b.

Preparação:
Corte a cebola em meias luas, as couves em tiras e a curgete em fatias muito finas.
Esmague o dente de alho e deite-o numa frigideira juntamente com um fio de azeite. Aqueça o azeite até começar a sentir a fragrância do alho. Retire o alho e grelhe as fatias de curgete até amolecerem. Reserve.
Acrescente mais azeite se necessário (cozinhe com a menor quantidade de gordura possível) e junte a cebola, deixando refogar até amolecer.
Junte, então, as couves e salteie por 4 a 5 minutos em lume médio e, finalmente, as lentilhas. Envolva, deixe cozinhar mais um minuto e sirva polvilhado com as nozes e as sementes de sésamo.





27 de novembro de 2015

Creme de abóbora assada e batata doce


Para os dias frios que se aproximam, deixo-vos ficar uma das minhas sopas de Inverno preferidas.

Ingredientes:
250 gr. de polpa de abóbora manteiga assada (com azeite, sal, aneto, ervas de provença e piri-piri)
1 cebola
1 cenoura
200 gr. de curgete
150 gr de batata doce
Água ou caldo de legumes q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Tradicional:
Numa panela deite um fio de azeite e a cebola e a cenoura em pedaços.
Deixe refogar em lume médio até a cebola começar a quebrar, mas sem deixar queimar.
Acrescente a curgete e a batata doce, descascadas e cortadas em cubos, e a abóbora também em pedaços.
Cubra com água quente ou caldo de legumes e deixe levantar fervura.
Coza em lume médio/alto durante cerca de 20 minutos.
Triture com a varinha mágica até obter um puré macio, junte mais água quente se estiver muito espessa e tempere de sal.
Bimby:
No copo deite um fio de azeite, a cebola e a cenoura, cortadas em pedaços.
Triture 5 segundos / velocidade 5 e, de seguida, refogue 5 minutos/100º/vel. 1.
Junte a curgete e a batata doce, descascadas e cortadas em cubos, e a abóbora também em pedaços.
Cubra com água quente ou caldo de legumes e programe 20 minutos/100º/vel. 1.
No fim triture, progressivamente, nas velocidades 3-5-7.
Junte mais água quente se estiver muito espessa e tempere de sal.

15 de outubro de 2015

15 dias com ... Yotam Ottolenghi e uma belissima shakshuka




Não vos quero massacrar com as minhas desculpas da azáfama do trabalho para não conseguir publicar amiúde, mas a verdade é que fiz esta receita no fim-de-semana e só hoje consegui escrever estas parcas palavras (e a receita...) para o publicar ainda hoje, mesmo no limite do prazo desta quinzena do "15 dias com o chefe..." Yotam Ottolengui.
Por muito azáfama que fosse, não podia deixar passar a oportunidade de voltar a folhear "O Novo Vegetariano" e escolher uma receita para fazer. Elegi esta shakshuka que me maravilhou. Os sabores são explendidos e vou repeti-la mais vezes, até porque dá umas marmitas deliciosas e pode sempre ser acrescentada (sem o ovo) a um prato de massa. Deixo aqui a versão integral da receita que foi adptada, na minha cozinha, a quantidades mais pequenas.

Nascido em Jerusalém, com raízes italianas e alemãs e abraçando Londres como a sua casa desde jovem, a sua cozinha tem uma forte inspiração do médio-oriente. Não sendo vegetariano, os vegetais são o ponto de partida para as suas criações gastronómicas que baseia na sua transformação em algo extraordinário. Nesta quinzena teremos connosco: Yotam Ottolenghi.



(Fonte: "O Novo Vegetariano", de Yotam Ottolenghi)
Ingredientes (para 4, em doses generosas):
1/2 colher de chá de cominhos em grão (usei uma pitada de cominhos em pó)
180 ml de azeite refinado ou óleo vegetal
2 cebolas grandes, às rodelas
2 pimentos vermelhos, em tiras de 2cm
2 pimentos amarelos, em tiras de 2cm
4 colheres de chá de açúcar mascavado
2 folhas de louro
6 raminhos de tomilho, com as folhas cortadas e picadas
2 colheres de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de coentros picados, mais algumas folhas para decorar
6 tomates maduros, picados grosseiramente
1/2 colher de chá de fios de açafrão (não usei)
1 pitada de pimenta de caiena (não usei)
Cerca de 250 ml de água
8 ovos caseiros (2 por pessoa)
sal e pimenta preta q.b. (não usei a pimenta)

Preparação:
Numa frigideira grande, toste os cominhos em grão em lume forte durante 2 minutos (saltei este passo e polvilhei as cebolas com os cominhos em pó no passo seguinte)
Junte o azeite e as cebolas e salteie 5 minutos.
Acrescente os pimentos, o açúcar e as ervas e continue a cozinhar em lume forte por 5 a 10 minutos, até ganhar cor.
Junte os tomates, o açafrão e a pimenta de caiena e um pouco de sal e pimenta.
Reduza o lume e deixe cozer durante 15 minutos e durante a cozedura, vá acrescentando água, para que a mistura tenha uma consistência de molho de tomate.
Prove e retifique os temperos. Deve ficar forte e saboroso.
Retire as folhas de louro e divida a mistura por 4 tachos fundos, cada um suficiente para uma dose generosa.
Leve a lume médio para aquecerem, faça dois buracos na mistura em cada tacho e preencha cada um com um ovo. Polvilhe com sal e cubra com o testo.
Cozinhe em lume muito brando durante 10 a 12 minutos, ou até os ovos ficarem duros.
Polvilhe com coentros e sirva.

30 de agosto de 2015

Ratatouille


O Verão enche-nos a mesa de cor. Num repente as frutas e legumes invadem-nos no seu ponto máximo de sabor e não há como resistir-lhes.

Quando faço as compras semanais além dos vegetais habituais que compõem sempre uma salada ou uma sopa, gosto de comprar mais uma ou outra variedade para tornar as refeições mais ricas. Embora a beringela não seja um dos meus preferidos, não lhe consigo resistir quando a vejo brilhante e perfeita com a sua cor magnifica, mas quando chego a casa fico sempre na dúvida quanto ao uso que lhe vou dar.  Desta fez veio-me à lembrança um prato de comida de conforto: o ratatouille, um estufado de vegetais de Verão tipico de algumas regiões francesas. Embora a receita seja quase intuitiva, dei uma vista de olhos pela internet e acabei por me deparar com este artigo do "The Guardian" onde encontramos uma quase infinidade de maneiras de cozinhar o ratatouille. No fogão, no forno, mais ou menos lentamente, estufando cada um dos legumes em separado...ou não. Bom, o certo é que este estufado deve ficar apurado e suculento, com mais ou menos molho conforme o gosto de cada um, mais "empratado" ou mais rústico. Comido assim, a acompanhar fatias de pão torrado ou com um belissimo ovo escalfado.



Ingredientes:
1 beringela
1 curgete
1 pimento vermelho (ou verde ou amarelo ou todos)
1 cebola
2 tomates grandes maduros, pelados e sem sementes
Tomate cereja q.b. (normalmente usam-se as variedades mais comuns de tomate)
Azeite q.b.
Ervas de provença a gosto
1 dente de alho

Preparação:
Lave bem todos os legumes e corte a beringela, a curgete e o pimento (limpo de sementes e filamentos brancos) em pedaços regulares.
Corte a cebola às rodelas e lamine o alho.
Num tacho (de preferência que possa ir também ao forno) coloque a cebola e um fio de azeite e deixe alourar ligeiramente. Acrescente o alho, mexa e quando começar a libertar o seu aroma, junte os tomates pelados, cortados em pedaços e todo o sumo que libertaram. Deixe cozinhar por amis alguns minutos, a té evaporar um pouco do liquido.
Acrescente, então, a curgete, a beringela e o pimento. Envolva, polvilhe com sal e as ervas aromáticas, e deixe "fritar" em lume baixo por cerca de 5 minutos, mexendo ocasionalmente, com o tacho tapado, para não secar. 
Junte os tomates cereja inteiros e transfira o tacho para o forno pré-aquecido a 180º (bom, como estava a usar o forno com esta temperatura assim deixei ficar, mas se quiser fazer em "slow cook" o forno deve estar pelos 150º, ou então assem por cerca de 20 minutos a 220º e baixem depois o calor para 140º).
Deixem cozinhar, com o tacho tapado, até os legumes estarem tenros. Retire a tampa e asse por mais 15-20 minutos.
Sirva quente com fatias de pão tostado ou acompanhe com ovo escalfado.

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