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23 de dezembro de 2016

Rolo bicolor de aletria


Confesso que a aletria não é dos meus doces preferidos de Natal, mas é um dos predilectos do D. (a seguir às rabanadas) e por isso lá em casa não pode faltar na mesa uma travessa de aletria. E porque a necessidade faz o engenho foi um doce que aprendi a fazer a partir de uma receita de aletria sem ovos e dei-me tão bem ela, que até durante o ano de vez em quando lá faço uma travessura doce para o meu doce D., embora, por regra, acrescente 1 gema de ovo. Desta vez, decidi sair da zona de conforto que são as receitas tradicionais e para o desafio Youzz Milaneza, transformei a aletria num rolo de dois sabores e duas cores, que servida fresca é uma delicia.


(Para um rolo pequeno que rende cerca de 5 fatias, para um rolo maior duplique ou triplique a receita)
Ingredientes:
40gr.+40gr. de aletria (cerca de 4 meadas)
160 gr. de sumo de laranja (ou o sumo de 1 laranja completado com água para perfazer a quantidade)
4 colheres de chá de açúcar
2 paus de canela
1 pedaço de casca de laranja (só a parte laranja)
200 ml de natas para culinária ou 100 ml de natas e 100 ml de leite
1 colher de sopa de cacau cru em pó
3 quadrados de chocolate para culinária
4 colheres de chá de açúcar
1 colher de chá de extrato de baunilha

Preparação:
Para a camada de laranja:
Num tacho deite o sumo de laranja, 2 colheres de sopa das natas, o pau de canela, a casca de laranja e o açúcar (se for preciso ajuste o açúcar em função da doçura da laranja).
Mexa para derreter o açúcar e quando levantar fervura acrescente 40 gr. de aletria, desfazendo grosseiramente as meadas para abrir a massa.
Coza em lume médio/brando, mexendo de vez em quando.
Quando a aletria estiver cozida, vá mexendo sempre com a colher-de-pau até ficar cremosa e a "descolar" dos lados do tacho.
Espalhe numa camada fina sobre uma folha de papel aderente dando-lhe a forma de um rectângulo. Reserve e prepare ...
.... a camada de chocolate:
Num tacho deite as natas, o pau de canela, o cacau em pó, o chocolate, o extracto de baunilha e o açúcar (se for preciso ajuste o açúcar em função do seu gosto).
Mexa para derreter o açúcar e o chocolate e quando levantar fervura acrescente a restante aletria, desfazendo grosseiramente as meadas para abrir a massa.
Coza em lume brando, mexendo de vez em quando, até a massa amolecer. 
Vá mexendo sempre com a colher-de-pau até ficar cremosa e a "descolar" dos lados do tacho (como as natas são mais gordas, tem que ter atenção para que não reduzam demasiado e a aletria fique encruada, se precisar acrescente leite).
Espalhe em camada sobre a de laranja e deixe arrefecer um pouco. Se ficar uma camada muito grossa retire o excesso.
Com a ajuda do papel aderente comece a enrolar a parte do lado mais longo do rectângulo. Aperte o rolo, embrulhe em papel de alumínio para ajudar a manter a forma e leve ao frigorífico por cerca de 1 hora.
Desenrole o papel e polvilhe com canela, desenhando uma grade ou fazendo outro qualquer desenho a gosto.
Sirva bem fresco.



Esta receita foi criada para o desafio Youzz Milaneza



22 de janeiro de 2015

Do velho se faz novo



É tradição nas casas portuguesas, depois da consoada e jantar de Ano Novo, aproveitar as sobras do bacalhau cozido para fazer a chamada "roupa velha" ou "farrapo velho". Não obstante a tradição, a verdade é que este aproveitamento pode ser feito durante todo o ano e até com sobras de bacalhau assado (e fica igualmente delicioso).
Embora esta tradição se tenha tornado incontornável lá em casa, nem sempre gostei deste prato. Só quando o D. o começou a cozinhar, com o seu toque ligeiro de cominhos, é que comecei a apreciá-lo e quase todos os anos uma das primeiras marmitas do ano novo é feita desta tradição. Este ano o pouco que sobrou embrulhei numa folha de crepe. As boas tradições são mesmo assim: têm tanto de velho como de novo.



Ingredientes:
1 folha de crepe por pessoa (receita aqui e aqui)
Sobras de bacalhau, batatas e couves cozidas
2 ou 3 dentes de alho (consoante o gosto e a quantidade de sobras)
1 pitada de cominhos (opcional)
Sal q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Corte as batatas em cubos, lasque o bacalhau, depois de limpo de espinhas e de peles (estas pode deixar ficar se gostar) e corte a couve em pedaços generoso. Reserve.
Num tacho largo deite um fundo de azeite e o alho picado, refogue o alho até começar a lourar, mas sem queimar.
Junte as batatas e a couve, envolva e só no fim o bacalhau. Vá mexendo os ingredientes com a ajuda de uma colher de pau, até estarem ligados  (mas não em papa).
Rectifique os temperos e, se gostar, junte uma pitada de cominhos.
Coloque uma colherada de farrapo velho no centro da folhe de crepe e feche. Sirva com salada a gosto.

30 de dezembro de 2014

Rabanadas de vinho e um excelente 2015!


Primeiro são as lojas que começam a enfeitar-se de vermelho, bolas, sinos e pais natais, ainda mal acabamos de sair do Verão. Depois começamos a pensar que temos que comprara as prendas para o Natal. Vamos deixando passar os dias, até que nos decidimos que hoje é o dia, fazemos uma lista e vamos às compras. Já por várias vezes criticamos (e criticamo-nos) esta ânsia de presentes, que pela força da publicidade comercial quase que nos obriga a comprar sem pensar em quem queremos presentear, como se a tradição nada mais fosse que uma obrigação. Vamos, contudo, fazendo um esforço para pensar bem nas pessoas com quem queremos partilhar o espírito de Natal para que os presentes tenham o valor que devem ter: o do agradecimento por estarmos juntos nesta época.

Finalmente chega o dia 24 de Dezembro, que é sempre dia dedicado à cozinha e às pessoas que vamos receber em nossa em casa ou que nos irão receber na casa delas e com quem queremos partilhar os sabores desta época. Este é para mim o melhor presente para dar e receber: a escolha dos ingredientes, a bancada da cozinha cheia de ovos, açúcar e o cheiro a canela no ar. Pôr a mesa, a toalha, ora branca, ora vermelha, a coroa de centro, as taças e travessas de iguarias. Esperar que todos gostem e se sintam satisfeitos.



Como a nossa mesa alberga poucos comensais, as iguarias são as mais tradicionais e mesmo assim ainda sobram para partilhar: o bolo-rei, o pão-de-ló, o leite creme,a aletria e as rabanadas, que este ano se fizeram em dois sabores, as de leite e as de vinho e são estas que vos venho trazer. Não são estreia por aqui, mas este ano ficaram tão boas que não posso deixar de as partilhar convosco. Em vez de fazer a mesma receita de outros anos, ía experimentar uma outra receita, que as rabanadas são demolhadas numa calda de açúcar, fritas e depois cobertas pela calda de vinho. Preparei as caldas, comecei a molhar as fatias de pão na calda de açúcar, mas vem o D., que nestes dias fazemos sempre parelha na cozinha, e coisa e tal e porque não as demolhas no vinho, para ficarem com côr, senão até parecem rabanadas normais e eu, meio obtusa, que a receita era assim e mais coisa e tal, mas a meio da argumentação lá me capacitei que não temos sempre razão e temos que dar oportunidade a novas ideias, senão não evoluímos, por isso vamos misturar as duas formas de as fazer.



Ingredientes (para 8 rabanadas):
1 cacete para rabanadas com 2 ou 3 dias
1 chávena de açúcar
2 chávenas de água
1 colher de sopa de manteiga
2 paus de canela
2 cascas de limão (só a parte amarela)
500 ml de vinho tinto
100 ml de mel claro
3 ovos L (poderá precisar de mais)
Óleo q.b. para fritar
Açúcar e canela em pó q.b. para polvilhar as rabanadas

Preparação:
Prepare uma calda com a água, o açúcar, a manteiga, 1 pau de canela e 1 casca de limão. Deixe levantar fervura e depois deixe ferver em lume brando por 10 minutos. Reserve.
Prepare a calda de vinho: junte o vinho, o mel, 1 pau de canela e 1 casca de limão, num tacho e deixe ferver por 2 minutos. Reserve, vertendo cerca de 1/3 para uma taça, servindo esta para demolhar e os restante para servir.
Bata os ovos
Corte o pão em fatias com cerca de 1 cm de espessura.
Molhe-as na calda de açúcar e escorra.
Molhe-as, de novo, mas desta vez na calda de vinho, embebendo-as bem. Esprema com cuidado para tirar o liquido excedente ou deixe escorrer sobre um passador.
Aqueça o óleo.
Bata os ovos.
Passe as rabanadas pelos ovos batidos e frite no óleo quente, deixando dourar de ambos os lados.
Retire para um  prato forrado com papel absorvente para retirar o excesso de óleo.
Polvi-lhe-as com açúcar e canela e coloque numa taça funda.
Quando acabar, regue com a calda de vinho reservada.




Como possivelmente só volto a este cantinho para o ano, desejo-vos umas excelentes saídas de 2014 e melhores entradas em 2015 e que o Novo Ano nos traga tudo de bom quanto desejarmos!

23 de dezembro de 2014

Aletria aromática queimada



Vontade não falta para partilhar receitas por aqui, mas nos últimos dois meses várias condições se reuniram para que isso não pudesse acontecer como gostaria. Foram bons os motivos que me impediram por parar por com mais assiduidade e sem ser só pelas marmitas. Agora só é reorganizar-me mais um pouco e o blogue vai entrar em ritmo normal. 
Como estamos em épocas festivas venho desejar-vos um Santo e Feliz Natal e deixar-vos com uma iguaria que nunca falta na nossa mesa natalícia, embora esta se apresente de forma diferente.

Ingredientes:
150 gr. de aletria
100 gr. de açúcar
300 ml de leite
300 ml de água
1 casca de laranja
1 pau de canela
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 gema de ovo
Açúcar q.b.



Preparação:
Num tacho coloque o leite, a água, o açúcar e os aromas. Deixe levantar fervura e acrescente a aletria.
Deixe cozer em lume médio, mexendo de vez em quando.
Deite a gema numa tigela e desfaça com um garfo. Junte um pouco de leite de quente e bata para ligar os dois ingredientes. Assim está a temperar a gema e vai evitar que talho quando a juntar à aletria.
Quando a aletria estiver cozida, mantenha o lume médio/baixo e vá mexendo sempre com a colher de pau, até começar a ficar cremosa. 
Quando começar a "descolar" dos lados do tacho, transfira para uma travessa.
Retire a casca de laranja e as especiarias. Deixe arrefecer para secar mais um pouco.
Polvilhe com açúcar e queime com a pá de leite creme.

Dica: faça o seu próprio extracto de baunilha, colocando uma vagem de baunilha que já tenha utilizado, aberta dentro de um frasco com Vodka. Vá acrescentando a Vodka à medida que for utilizando.

26 de dezembro de 2013

Marmita pós-festas / After party lunchbox



Ano passado as minhas marmitas pós Natal continuaram a celebrar a época: cabrito, pinhões e farrapo velho foram alguns dos seus ingredientes. Este ano, que nem comi tanto como no ano anterior, que fui mais comedida na escolha das doçarias e até pequei por defeito na quantidade de açúcar usada nas rabanadas e aletria, só queria mesmo era desintoxicar, por isso esqueci o bacalhau, o cabrito, as rabanadas, o bolo-rei e tudo o mais que adoçou a nossa mesa e escolhi uma marmita bem simples.

Last year, my after Christmas lunchbox meals were still a celebration: lamb, pinions and the traditional "farrapo velho", made with the leftovers from Christmas night codfish, were some of the ingredients. This year, as I haven`t ate much as the year before, as I made a smaller selection for the traditional sweets and even cut off the sugar in the french toasts and in "aletria" (sweet angel air pastta"), only I really wanted was to desintoxicate myself, so I forgott the codfish, the lamb, the french toasts, the king-cake and whatever else has sweetened our table, and choose a quite simple meal.



Da mesa de Natal só os grelos salteados que são a minha perdição, singelamente acompanhados de cenoura, abacaxi grelhado e umas nozes. Parece que é pouco, eu sei, mas foi hoje apenas o bastante e a marmita desejada: sabia que o abacaxi contém uma subsistência chamada "bromelina" que facilita a digestão? E que a parte do abacaxi mais importante é precisamente o seu centro, que normalmente deitamos fora.

From the Christmas table only the sautée greens in olive oil and garlic, that are a perdition to me, candidly accompanied by carrots, grilled pineapple and some nuts. It seems litle, I know, but today was just enough and the wished lunchbox: did you know taht the pineapple contains a substance called "bromelain" which facilitates digestion? And the most important part of the pineapple is precisely its center, which normally  we throw away.


E como foram as vossas marmitas de hoje? Não se esqueçam do giveaway que está a correr até aos Reis: partilhem as vossas marmitas e sugestões. O prémio é um exemplar do "I Love Marmita".

And how were your lunchboxes today? Do not forget the giveaway running up to the Kings: your tins and suggestions. The prize is a "I Love Marmita".

23 de dezembro de 2013

Um Feliz Natal / Merry Christmas



Da minha cozinha para as vossas, que já se prevêm atarefadas nestes dias desejo-vos um Santo e Feliz Natal, cheio de alegria e paz!
 
From my kitchen to yours, already busy these days, I wish you a holy and happy Christmas, full of joy and peace!

21 de dezembro de 2012

Boas Festas


Para todos os que por aqui passam, diariamente ou não, que deixam os seus comentários ou que os guardam para si, numa visita silenciosa, para os que passam devagar ou a correr, o "De Cozinha em Cozinha" deseja uma Festas muito Felizes, cheias de Alegria, Paz e Amor e,
claro, muitas iguarias para partilhar! 


(Obrigada, Vera, pelo lindo postal)


5 de janeiro de 2012

Rabandas de vinho branco em calda de frutos secos



São dias doces. Estes de dezembro a janeiro. De um ano ao outro. Preparam-se mentalmente, contam-se os quilos de açúcar, os paus de canela, somam-se os ovos e acrescentam-se frutos secos. Nozes, pinhões, amêndoas, avelãs. Saem toalhas vermelhas e douradas das gavetas. Acendem-se as velas. Coloca-se a árvore que se polvilha de bolas e sinos e o presépio não pode faltar. Grande ou pequenino, em lugar de destaque, que é ao Deus Menino que dedicamos estes dias. E voltamos à mesa. Oferendas doces para aqueles que nos fazem os dias felizes. Não importa que me exceda, que faça mais que a conta. No final haverá lugar a partilha e pouco ou nada se perderá.

Nesta mesa há sempre alguns "lugares comuns". Aqueles doces que se repetem ano após ano. Que se repetem mesmo fora das épocas festivas, mas que em dezembro sabem a Natal. A dias frios, mas de  aconchego. Na minha mesa nunca faltam as rabanadas. Podia faltar tudo o resto, mas não as rabanadas. Sempre em duas versões. As de leite e as de vinho. Este natal com uma novidade: em vez de vinho tinto, usei o vinho branco e acrescentei frutos secos à calda. Culpa da globalidade dos meios de comunicação social que nos trazem para dentro de portas as tradições e os costumes de outros. 



Ingredientes:
1 cacete com 2 dias
Vinho branco q.b.
Açúcar RAR q.b.
Ovos q.b.
Água q.b.
2 cálices de vinho do Porto
2 paus de canela
3 colheres de sopa de mel
Frutos secos a gosto
Óleo Espiga para fritar

Preparação:
As Rabanadas:
Corte o pão em fatias com cerca de um dedo de grossura.
Num tacho leve a aquecer o vinho com açúcar, 1 colher de sopa de mel, 1 cálice de vinho do Porto e o pau de canela, até levantar fervura. Verta para um recipiente baixo e reserve.
Bata os ovos num outro recipiente até ficarem espumosos.
Demolhe as fatias de pão no vinho morno até ficarem bem embebidas, passe-as pelo ovo e frite no óleo bem quente até se apresentarem douradas de ambos os lados.
Escorre-as em papel absorvente e polvilhe com açúcar e canela.

A Calda:
Leve a ferver o vinho restante com água, açúcar, vinho do Porto, um pau de canela, o restante mel e os frutos secos. Regue as rabanadas com esta calda.

Notas:
Normalmente faço uma calda de açúcar muito muito leve usando o vinho que sobrou a que acrescento água ou usando apenas água (mas também a pode fazer apenas com vinho). Em qualquer dos casos, ao liquido acrescento o restante mel, o mesmo pau de canela (pode usar o pau de canelas até 3 ou 4 vezes sem perder o aroma) e açúcar na proporção de duas partes de água para uma de açúcar. Como uso muito pouco açúcar deve ferver em lume baixo cerca de 10 a 15 minutos.
Para uma calda forte deve usar duas partes de açúcar para uma parte de água e para uma calda fraca deve usar igual quantidade de água e açúcar. Em ambos os casos levo a lume forte e quando levantar fervura reduzo para o mínimo e deixo ferver 3 minutos.

Regra geral, opta-se por servir as rabanadas polvilhadas com açúcar e canela ou regadas com a calda. Como junto sempre as duas opções, ou seja, polvilho-as, coloco-as numa taça grande e rego com a calda, prefiro uma calda mesmo muito fraca para que as rabanadas não se tornem excessivamente doces.

Com este doce participo no desafio lançado pela Laranjinha do "Cinco Quartos de Laranja" em parceria com a RAR Açúcar.

19 de dezembro de 2011

Pequenos reis e uma rainha para celebrar a época natalicia


A árvore de Natal já está no sitio que lhe pertence. Decorações antigas e decorações novas saltaram das caixas no dia 8 de Dezembro. Marcam etapas de uma vida que se vai fazendo, construindo todos os dias. Dá abrigo ao presépio pequenino. No centro da mesa a coroa e a vela vermelha. O azevinho na jarra. As prendas compradas e embrulhadas. Uma lembrança que diz o apreço que sentimos. A alegria por fazerem parte da família, a pequenina ou a mais alargada.  
Na cabeça já baila a lista dos comeres natalícios, as listas de compras e a organização na cozinha. Até lá vamos procurar fazer coisas mais simples, mas já a saber a Natal. A semana passada as tradicionais rabanadas de leite inauguraram a época festiva, desta vez foi a vez de um pacote de farinha Branca de Neve, quase em fim de vida, sair para as luzes da ribalta. os afazeres de fim-de-semana impuseram que a MFP desse o seu contributo. Um bolo rainha e uns pequenos Reis, ou príncipes, talvez, deram continuidade às festas anunciadas.



Ingredientes:
1 pacote de farinha para pão brioche Branca de Neve
220 ml de leite morno
1 cálice de vinho do Porto
Sumo e raspa de 1 laranja
Raspa de 1 limão
200 gr. de frutos secos a gosto (nozes, pinhões, avelãs e amêndoas)
Fruta cristalizada para os "pequenos Reis"
50 gr. de açúcar em pó*
Geleia ou mel para pincelar o bolo
Spray para untar Espiga  ou manteiga
Farinha de trigo para polvilhar



Preparação:
A Rainha:
Na cuba da MFP deite o leite morno, o vinho do Porto, o sumo e raspa da laranja e raspa do limão.
Acrescente a farinha e programe "Massa" ou "Massa leveda".
Quando o programa chegar ao fim, inicie novamente o mesmo programa.**
Ao sinal sonoro acrescente metade dos frutos secos grosseiramente partidos.
Deixe levedar e amassar novamente.
Quando a MFP terminar o seu trabalho transfira a massa para uma superfície polvilhada com farinha e reserve uma pequena porção para os "reizinhos".
Com a maior quantidade e massa faça uma bola e abra um buraco no meio, colocando nesse buraco uma forma untada para evitar que ao voltar a levedar o mesmo se feche. Distribua frutos secos pelo bolo pressionando ligeiramente para se fixarem e deixe levadar novamente durante 45 minutos (coloco o bolo no forno ligado a 50º).
Leve a assar em forno pré-aquecido a 200º*** até a massa estar cozida. Se necessário cubra com folha de alumínio para não queimar.
Retire o bolo do forno, deixe arrefecer, pincele com geleia ou mel e polvilhe com açúcar em pó.

Os "pequenos Reis":
Unte formas de queques com o spray ou com manteiga derretida e polvilhe com farinha.
Com a massa que reservou faça pequenas bolas. Coloque cada uma numa forma e ponha em cada uma frutos secos e/ou cristalizados.
Deixe levedar em local morno até o bolo rainha estar pronto.
Entretanto reduza a temperatura do forno para 170º e quando tiver atingido esta temperatura coloque as forminhas a assar por 10 a 15 minutos.
Retire, deixe arrefecer e polvilhe com açúcar em pó.

Notas
* - Pode triturar açúcar normal na bimby
** - pode fazer só uma fase de levedação na MFP, nesse caso deve juntar os frutos secos ao sinal sonoro respectivo.
*** - não costumo retirar o bolo do forno enquanto aquece até aos 200º, mas isso pode fazer reduzir o tempo de cozedura do bolo. Penso que no meu forno os 200º são muito elevados, deixando o bolo com um tom bem dourado (muito a gosto, lá de casa aliás) e a massa um pouco mais seca. na próxima vou reduzir para os 190º ou até 180º.

27 de dezembro de 2010

E mais um Natal ....



Começou no dia 8 de Dezembro com o colocar da árvore de Natal e enfeites. O sino na porta de entrada. As toalhas para a mesa e aparador, o centro de mesa, as velas. O presépio. Continuou com a escolha das prendas, pensando em cada um dos presenteados. O planeamento da consoada. O serviço de mesa. E dia 24 saltar cedo da cama, que é dia de festa. De homenagem ao Deus Menino. Vamos recebê-lo o melhor que podemos oferecendo a nossa casa, a nossa mesa e a alegria da reunião familiar. Os preparativos começam e só acabam quando nos sentamos todos em confraternização à volta do tradicional bacalhau cozido com batata e penca, regado com azeite e alho fervidos. Um bom vinho para brindar e os mimos que nunca podem faltar:

Aletria à antiga (mas a que acrescentei uma gema)
Pão-de-Ló (este ano para esquecer, mas valeu a intenção...)
Molotof com caramelo
Frutos secos
Queijo da Serra

No dia 25 foi rei na mesa o cabrito assado, mas aí fui apenas convidada, tendo descansado da cozinha. O jantar serve o Farrapo Velho e nos dias que se seguem vamos petiscando o que sobrou. O principal das festas passou. O Ano Novo é outra tradição, de uma alegria diferente e os Reis visitam-nos numa comemoração mais discreta, mas parra esses dias ainda nos vamos preparar.

23 de dezembro de 2010

Feliz Natal





NO PRESÉPIO

[...]
Ora, eram vindos os dias,
     segundo os signos dos céus
     e as letras das Profecias,
     - que nascia um filho de Deus.

Mas este filho real
     não foi nos céus embalado,
     não teve ouro, nem brocado,
     nem teve régio enxoval.

As nuvens não o enfaixaram
     nos seus mantos de cetim.
     Nem estrelas lhe cantaram,
     junto ao berço de marfim.

Não lhe mandou Deus enfeite
    em uma salva dourada.
    - Teve as pérolas do leite,
    - e o orvalho da madrugada!

Não lhe cantaram cantigas
     os sóis, para o adormecer.
     - Teve o ouro das espigas,
     - e os rubins do amanhecer!

Não se ergueu do seu assento
     Deus a beijá-lo na face.
     - Teve a luz do sol que nasce!
     - Teve as ladainhas do vento!

[...]

Gomes Leal (1848-1911)
História de Jesus
In Poemário 2000

Desejo a todos um Santo e Feliz Natal, cheio de saúde, paz e carinho!

22 de dezembro de 2010

Bolo Rainha


Esta é a estória de um desejado bolo rainha, pela primeira vez nascido na minha cozinha e que começou por ser um prenúncio de desastre para acabar num bolo simplesmente delicioso. Deixem-me que melhor explique: como todos sabem em primeiro lugar comem os olhos e nesta época natalícia o que não faltam por aqui são os doces do costume, entre eles o bolo rei e o bolo rainha, que, confesso, não são a minha iguaria favorita da mesa de Natal, mas tanta foto vi e tanta descrição de fazer cresce água na boca li, que decidi que tinha que tentar. Depois de muito pesquisar, ver e ler, decidi orientar-me por este bolo-rainha da Gasparzinha. Dos 3 métodos, o da MFP foi o que me pareceu mais simples e vai daí a tirar a MFP do armário. Juntei os ingredientes todos, ralei a laranja e coloquei-os na cuba da máquina sempre com uma indecisão quanto ao programa a seleccionar, uma vez que as instruções da minha máquina são demasiado básicas (tão básicas que geram mais dúvidas que certezas), mas arrisquei...no programa errado. A MFP não desandava a misturar e em vez disso só ficava ali a aquecer lentamente e eu a ver o meu bolo transformar-se num verdadeiro desperdício. E como a MFP aqueceu, também não aceitava mudar para um programa que requeria iniciar-se a frio (já para não falar que a ordem para colocar os ingredientes era bem diferente). Quinze minutos passados e já o fermento começava a querer desenvolver, sem nada a acontecer. Perdida por 100 perdida por 1000, transferi tudo para uma tigela grande, envolvi com a colher de pau, amassei, fiz uma bola e a partir daí segui os passos levedar-amassar-levedar-formar a rosca-levedar-cozer. Em vez de 170º aqueci o forno a 180º (não foi propositado, apenas mais um acidente), programei os 40 minutos e não vi que o temporizador não iniciou. Fui descansadamente aconchegar-me no sofá até que o aroma do bolo começou a invadir a casa e eu a pensar que, de facto, já deveriam ter passado os 40 minutos. Lá fui abrir o forno, o bolo estava cozido, sim, com uma cor um pouco mais escura do que estava à espera. Aguardei que esfriasse e cortei a primeira fatia. Gostos não se discutem, há quem goste do bolo-rei clarinho e macio, há quem o prefira tostado e crocante. Este estava ao segundo modo: tostado e crocante e ... delicioso. Salvou-se o dia e lá vai mais uma iguaria obrigatória para a mesa.  

Ingredientes:
Massa:
raspa e sumo de 1 laranja (50 ml)
50 ml de leite
80 gr de açúcar
50 gr de manteiga
1 ovo
2 colheres de chá de vinho do Porto
1 pitada de sal
250 gr de farinha de trigo T65 Espiga
100 gr de farinha de trigo integral
15 gr de fermento fresco (usei uma saqueta de Fermipan)

Recheio:
130 gr de frutos secos a gosto

Cobertura:
70 gr de frutos secos a gosto
70 gr de açúcar
60 gr de manteiga á temperatura ambiente

Preparação:
Triture a casca da laranja juntamente com o açúcar, ou rale a casca e misture com o açúcar.
Misture todos os ingredientes numa tigela grande e envolva com a ajuda da colher de pau. Forme uma bola com a massa, coloque-a dentro da tigela e levei ao forno a 50º por 30 minutos.
Findo esse tempo, transfira a massa para a bancada e sove-a, batendo sobre a bancada para lhe retirar o ar.
Misturei os frutos secos grosseiramente triturados.
Envolva a massa de novo numa bola, polvilhe com farinha e deixe levedar mais uma vez, no forno a 50º, por 30 minutos.
Entretanto prepare a cobertura:
Pique os frutos secos e misture os restantes ingredientes até formar uma pasta.
Retire a massa da tigela, forme uma bola, faça um buraco no meio e molde uma coroa.
Deixe levedar novamente (neste ponto o meu bolo não cresceu muito mais).
Barre o bolo com a pasta da cobertura eleve ao forno a 170º por cerca de 40 minutos.
Deixe arrefecer e polvilhe com açúcar em pó.

10 de dezembro de 2010

Rabanadas de Leite



E saem as primeiras rabanadas do ano. 
Por tradição de família não podem faltar na nossa mesa as rabanadas de chá, mas porque rabanadas há tantas e tradições também, e para atender a um especial pedido, este ano a estreia da doçaria natalícia coube às rabanadas de leite. Em conversa com uma amiga acerca destas coisas dos doces de natal revelou-me o seu truque para evitar a pandeguice que resulta de molhar o pão de taça em taça, do leite para o ovo e deste para sertã: misturava numa taça o leite, açúcar, ovos e natas (uma novidade para mim, embora já tenha visto receitas de rabanadas no forno com leite condensado), colocava fatias de pão-de-forma sem côdea num tabuleiro e regava-as com a mistura anterior. Levava o tabuleiro ao frigorífico durante 20 minutos e estavam prontas as rabanadas a fritar. Eu gosto de tradições e gosto das voltas e voltas da cozinha, mas confesso que às vezes...bom, às vezes nem há tempo, nem há paciência e as tradições reinventadas com truques de modernidade e facilitismos caem que nem ginjas. Por isso segui feliz e contente para a cozinha a pensar nas rabanadas mornas, polvilhadas de açúcar e canela e regadas numa calda espessa, com a felicidade redobrada por haver  um voluntário para a fase da fritura.

Ingredientes:
Para as rabanadas:
Pão de cacete com 3 dias
Ovos q.b.
Leite q.b.
Açúcar q.b.
Canela em pó q.b.

Para a calda:
250 gr de açúcar
250 ml de água
1 casca de limão
1 pau de canela
1 cálice de vinho do Porto

Preparação:
A Calda:
Prepare a calda misturando todos os ingredientes. Leve ao lume, mexa para dissolver o açúcar e quando levantar fervura conte 6 minutos e desligue. Coe e reserve.

As Rabanadas:
Corte o pão em fatias não muito muito grossas e disponha-as num tabuleiro.
Bata os ovos com o leite e adoce a gosto.
Cubra o pão com esta mistura e reserve no frigorifico por cerca de 20 minutos. Poderá voltar as fatias a meio do tempo para melhor embeberem completamente no polme.
Aqueça o óleo.
Escorra o excesso de polme das fatias de pão e frite no óleo quente.
Retire o excesso de óleo e acame as rabanadas numa travessa funda. Polvilhe-as com açúcar e canela e regue com calda.

7 de janeiro de 2010

Pão-de-Ló



Desde que frequentei o curso de Doçaria Natalicia da Escola dos Segredos e Cozinha que passei a fazer o pão-de-ló sempre que é requisito das festas.

Ingredientes:
14 gemas + 2 claras
250g de açúcar
150g de farinha

Bata os ovos com o açúcar durante 25 minutos. Junte  a farinha e envolva.
Forre uma forma de barro com papel de almaço e cubra com a outra parte da forma.
Leve ao forno quente a 220º aproximadamente durante 20 minutos. Reduza a temperatura do forno para 180º e conte mais 20 minutos, só se abre no dia seguinte.

Rabanadas de Vinho


Quanto às rabanadas de vinho, o procedimento é idêntico às de chá, muda apenas a calda em que são demolhadas e a calda que as cobre depois:

1 cacete com 2/3 dias
1 litro de vinho maduro tinto
Açucar q.b.
1 colher de chá de mel
1 pau de canela
1 casca de limão
Canela em pó q.b.
Ovos q.b.
Óleo q.b.


Ferva o vinho, juntamente com o mel, o pau de canela e a casca de limão e açucar a gosto.
Corte o pão em fatias com cerca de 1 cm de espessura (corte em diagonal para obter umas rabanadas maiores).
Deixe arrefecer o vinho e vá preparando a mesa de trabalho: ovos batidos numa taça, vinho noutra taça e noutra taça, ainda, misture bem açucar em pó e canela em pó para polvilhar as rabanadas depois de fritas.
Aqueça o óleo numa frigideira grande.
Molhe as fatias de pão no vinho. Tenha em atenção que devem absorver o liquido q.b. para ficarem húmidas, mas não tanto que se desfaçam, daí a calda não dever estar muito quente. Esprema com cuidado ou deixe escorrer sobre um passador. Passe no ovo batido. Coloque na frigideira com o óleo bem quente e deixe dourar de um lado e outro. Uma vez fritas retire o excesso de óleo. Polvilhe de ambos os lados com a mistura de açucar e canela em pó. Vá colocando as rabanadas em camadas numa taça funda. Repita até acabar o pão.

Para a calda :
Aproveite o vinho que sobrou e acrescente mais até perfazer cerca de 600 gr., acrescente 300 gr. de açucar (ou menos), pode juntar mais um pau de canela. Deixe ferver 1 minuto. Quando arrefecer deite sobre as rabanadas e leve à mesa.

Rabanadas de Chá



As rabanadas são mais que tradicionais na mesa de Natal. Toda a gente as sabe fazer, mas quando as vemos no prato acabamos sempre por perguntar como é que foram confeccionadas. É que as tradições são tantas de norte a sul, que há sempre quem tenha um segredinho a acrescentar. Esta receita, que não tem que saber, é repetida Natal após Natal na minha familia desde que tenho memória. E como a tradição passa de geração em geração nos últimos anos tem-me cabido a mim fazê-las.
São iguais a tantas outras, mas vá lá, é um doce tradicional  e mais uma receita escrita só vem agradecer a quem as inventou para nossa satisfação.

Vai precisar de:
1 cacete com 2/3 dias
1 pacotinho de chá preto
Água q.b.
Açucar q.b.
1 pau de canela
1 casca de limão
1 cálice de vinho do Porto
Canela em pó q.b.
Ovos q.b.
Óleo q.b.

Faça o chá utilizando cerca de 1 litro de água, o pau de canela e a casca de limão, adoçando a gosto.
Corte o pão em fatias com cerca de 1 cm de espessura (corte em diagonal para obter umas rabanadas maiores).
Deixe arrefecer o chá e entretanto prepare a mesa de trabalho: ovos batidos numa taça, chá noutra taça e noutra taça, ainda, misture bem açucar e canela em pó para polvilhar as rabanadas depois de fritas.
Aqueça o óleo numa frigideira grande.
Molhe as fatias de pão no chá. Tenha em atenção que devem absorver o liquido q.b. para ficarem húmidas, mas não tanto que se desfaçam, daí o chá não dever estar muito quente. Esprema com cuidado ou deixe escorrer sobre um passador. Passe no ovo batido e escorra o excesso. Coloque na frigideira com o óleo bem quente e deixe dourar de um lado e outro. Uma vez fritas retire o excesso de óleo. Polvilhe de ambos os lados com a mistura de açucar e canela em pó.
Vá colocando as rabanadas em camadas numa taça funda.
Repita até acabar o pão.
Petisque uma ou duas ainda quentinhas e de seguida faça a calda.

Para a calda (para mim, rabanadas secas têm que ser quentinhas e acabadas de fritar):
Aproveite o chá que sobrou e acrescente água até perfazer cerca de 600 gr. (dependendo da quantidade de rabanadas que preparou, claro), acrescente o vinho do Porto e 300 gr. de açucar (ou menos, prefiro sempre cortar um pouco no açucar). Deixe ferver 1 minuto. Quando arrefecer deite sobre as rabanadas. Sirva e delicie-se.

2 de dezembro de 2009

Leite Creme


Quando chega Dezembro já o Natal baila no nosso espirito há algum tempo graças ao comércio que logo em Outubro faz questão de nos lembrar que há tanta coisa para comprar. Mas o Natal das prendas é o das crianças, que o nosso faz-se mais à mesa. E no imaginário de cada um há sempre iguarias sem as quais não há mesa de Natal. Na minha, além do Pão-de-Ló e do Bolo-Rei, não podem faltar as Rabandas, o Leite Creme e a Aletria. Não que só se apresentem à mesa no Natal. Não. Em qualquer altura do ano elas aparecem...basta apetecer. Porém, é por estes dias que mais reinam porque o calor do fogão e a doçura calórica afastam o frio e o cinzento do Inverno. E como ontem foi um dia frio e cinzento foi apenas apetecer e aí está o Leite Creme dourado e morno para aquecer a tarde.

Para 4 pessoas precisa de:

1 litro de leite
1 pau de canela
1 casca de limão
150 gr. de açucar (ou a gosto) + açucar q.b. para queimar
4 gemas (a maioria das receitas leva bem mais gemas e açucar para esta quantidade de leite, mas, sempre que possível, reduzo às quantidades destes ingredientes a bem do colesterol - a receita não fica nada a perder e até fica no ponto certo para quem, como eu, não aprecia o sabor demasiado doce)
2 a 3 colheres bem cheias de Farinha Maizena


Leve a ferver o leite (reservando um pouco para desfazer a farinha) com o pau de canela e a casca de limão. No leite que reservou desfaça bem a farinha.
Misture as gemas com o açucar e a farinha desfeita.
Retire ao leite fervido a canela e a casca de limaõ e verta lentamente sobre a mistura das gemas, mexendo sempre.
Leve a lume brando, mexendo e sem nunca deixar ferver, até engrossar. O creme deve "agarrar" a parede do tacho.
Quando pronto verta para taças individuais ou para uma travessa grande.
Polvilhe com açucar e queime com a pá ou com maçarico.

7 de setembro de 2009

Aletria à antiga

Durante a semana procuro conter-me no que toca às sobremesas e afins, mas ao fim-de-semana não resisto a um mimo doce.
Esta semana calhou a sorte à aletria.
Como a preocupação com a saúde é cada vez mais premente procura-se bem comer para bem estar, por isso, sempre que posso, substituo os ingredientes comuns por outros menos agressivos ou procuro até eliminar alguns. Neste capitulo os ovos (as gemas, mais precisamente) são o grande problema e bem sabemos como fazem parte da doçaria tradicional portuguesa. Mas as alternativas existem.
Nesta cozinha encontrei uma receita de aletria sem ovos que mereceu a aprovação de quem a comeu. 

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