27 de julho de 2010

Marmotinha de rabo na boca e Arroz de Ervilha de quebrar


Lá em casa o jantar de sexta-feira é, por norma, um jantar leve e é, por norma, peixe que se compra logo pela manhã na peixeira. É uma espécie de ritual, uma preparação para possíveis excessos de fim-de-semana. Assim, quando cheguei a casa lá estavam quatro marmotinhas no frigorífico, prontas a irem ao tacho em água a ferver na tradicional companhia da batata e legumes cozidos. Mas se o peixe cozido não é prato pelo qual morra de amores, embora por vezes saiba bem, há dias em que não apetece mesmo nada. E se não apetece e se é marmota e se é pequenina vêm logo à ideia aqueles peixinhos de rabo na boca a fritar na sertã (que desgraça, lá se vai o jejum estomacal!) e a acompanhar um arroz malandro à maneira. Tinha ainda no congelador, lado a lado com as favas, umas ervilhas de quebrar, que normalmente cozo e sirvo com azeite e alho, ainda crocantes, mas esta versão em arroz também me encantou pelo perfume que as ervilhas dão ao prato.

Ingredientes:
As marmotas:
4 marmotinhas
Farinha q.b.
Sal q.b.
Óleo q.b.


O arroz:
1 chávena de arroz
200 gr. de ervilhas de quebrar
1/2 cebola
1 tira de bacon
1 dente de alho
1 folha de louro
Azeite q.b.
Sal q.b.
Água q.b. (ou caldo de legumes)

Preparação:
Lave as ervilhas e retire o fio lateral.
De seguida, comece por confeccionar o arroz, fazendo um refogado, num tacho largo, com o azeite, o bacon partido em cubos, a cebola picada, o alho esmagado e a folha de louro.
Assim que a cebola começar a ficar transparente (tenha cuidado para o bacon não queimar) junte o arroz e envolva no refogado.
Acrescente a água, 3 a 4 medidas para 1 de arroz, e tempere de sal.
Deixe levantar fervura e reduza o calor do fogão para o mínimo.
Vá vigiando a acrescentando água (quente) se necessário.
Deixe ferver cinco minutos e junte as ervilhas.
Rectifique os temperos.
Quando estiver pronto o arroz, desligue o fogão e acrescente 1 chávena ade água bem fria. 
Entretanto já o peixe espera por acompanhar tão saboroso arroz: temperado de sal e presa a cauda na boca, foi passado por farinha e levado à sertã a fritar.
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