30 de setembro de 2011

Queques integrais e um chá de flor de jasmin



Os dias vão correndo, sem deixar muito espaço para actualizar o blogue. A somar a falta de inspiração para escolher, de entre os posts já em modo de rascunho, o que publicar. São dias, mas hoje decidi que, por entre os muitos afazeres, havia de passar por aqui. Foi difícil escolher, entre algumas receitas de pão, bolos e pratos mais outonais. Acabei por me decidir por estes queques bem simples, acompanhados por um chá de jasmim que tem sido o eleito por estes dias.

Ingredientes:
140 gr. de óleo (usei 100 gr. apenas)
200 gr. de farinha integral
100 gr. de açúcar amarelo
1 colher de chá de fermento
3 ovos

Preparação:
Tradicional:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Numa taça misture todos os ingredientes e bata até obter uma massa homogénea.
Distribua esta massa por forminhas de queques, enchendo 2/3 das mesmas.
Leve ao forno por 20 minutos.
Bimby:
No copo da bimby deite todos os ingredientes e programe: 3 minutos/vel.6.
Proceda como acima.

23 de setembro de 2011

Doce de tomate com malagueta e ervas de provença



Embora não sendo um dos meus doces preferidos não resito em fazê-lo ano após ano. É inevitável com a quantidade de tomate maduro que todos os anos me oferecem. Este ano experimentei duas receitas de doce de tomate, a primeira aparecerá aqui mais para a frente e esta, a segunda, é mais uma receita saída do livro "Conservas" da Civilização Editora.
Para quem não aprecia o doce de tomate como eu, pareceu-me uma combinação perfeita a do picante com os aromas das ervas e o doce da compota. Fica muito boa juntamnete com queijos frescos, requeijão e queijo creme.

Ingredientes:
500 gr. de tomate pelado
250 gr. de açúcar
1 colher de chá de flocos de malagueta (utilizei malagueta seca finamente picada)
1 colher de chá de ervas aromáticas secas a gosto (utilizei ervas de provença)
Sumo de 1/2 limão


Preparação:

Bimby:
Para pelar o tomate: faça um corte em cruz na base, megulhe-o em água a ferver e de seguida em água fria e puxe as extremidades da pele a partir dos cortes que fez.
Parta-o em pedaços e coloque no copo da bimby, juntamente com o açúcar. Triture 10 segundos/vel.5. (se preferir pedaços de tomate maiores salte esta etapa.
Junte a malagueta e ervas aromáticas  e programe 20 minutos/100º/colher inversa/vel.colher.
No final deste tempo substitua o copinho pelo cesto virado ao contrário e programe 20 minutos/varoma/colher inversa/velocidade colher.
Verifique se o doce está no ponto, colocando um pouco num prato e passando o dedo pelo meio do doce. Se abrir uma estrada sem que os dois lados se unam logo de seguida está pronto. Se estiver muito fluido programe mais 5 minutos.
Guarde em frascos esterilizados.



Tradicional:
Depois do tomate pelado e partido em pedaços deite-o num tacho e junte o açúcar e o sumo de limão.
Se desejar um doce sem os pedaços de tomate, triture nesta fase.
Junte as ervas aromáticas e a malagueta e leve o tacho a lume brando. Assim que o doce levantar fervura, reduza o lume para o minimo e deixe cozer, mexendo com a colher-de-pau para não deixar queimar, até atingir o ponto desejado.

20 de setembro de 2011

Se o cozido é pobre, a sopa é rica



O cozido à portuguesa é um dos meus pratos preferidos da nossa cozinha tradicional, mas com excepções: nada de orelheiras, focinhos, mãos ou pés. Sei que fazem a delicia de muitos, mas definitivamente não a minha. Gosto da carne de vaca ou vitela, do frango mais ou menos, gosto das batatas e do arroz e adoro os legumes. Acima de todo gosto do conforto que me dá. É daqueles pratos que não dispenso quando ando enfastiada de exageros culinários. Um cozido bem simples e está o equilíbrio reposto. Também dispenso o cozido fora de portas, ou seja, em restaurantes. É daqueles pratos que só como em casa. Assim, junto apenas os ingredientes que aprecio e que me apetecem no momento. Tenho duas versões para este prato: o pobre, só com a carne de vaca, por vezes um pedaço de frango, as batatas e os legumese o mais rico, com as carnes de vaca e frango, os enchidos, as batatas, os legumes e o arroz.

Este que hoje trago ficou a meio dos dois, já que lhe faltou o frango. Como sempre utilizei a panela de pressão, onde também cozi o arroz e aproveitei a água da cozedura, que é muito rica e de sabor intenso, para fazer uma sopa para o jantar.
Esta sopa traz um certo sabor de infância  agarrado. Numa confecção mais simples de um parmentier feito só com a batata na água de cozer a carne (sem enchidos) a que depois era acrescentado o arroz, era a sopa que a minha mãe me dava quando ficava doente. E que bem que sabia, quentinha, cheia de pingos de amor. Curava todos os males, acreditem.

Ingredientes:
O cozido:
750 gr. de chambão ou nispo
1/2 morcela
1/2 chouriça Moura
1/2 chouriça de Ponte de Lima
1 couve branca (ou outra a gosto)
3 cenouras
2 nabos
5 batatas pequenas
1/2 chávena de arroz

A sopa:
2 lt de água do cozido
Batatas e legumes de sobra do cozido*
1 cebola
1 dente de alho
1/3 chávena (de café) de arroz (opcional)
Azeite q.b.
Sal q.b.



Preparação:
O cozido:
Coloque a carne e os enchidos na panela de pressão. Junte água, tempere de sal e leve a cozer. Começando a silvar a panela, reduza para o mínimo e conte 25 a 30 minutos.
Solte a pressão da panela e abra-a. Se os enchidos estiverem cozidos, retire-os. Junte os legumes descascados e partidos a gosto.
Lave o arroz e coloque-o na bola de cozer e arranje espaço na panela para ela. Feche a panela e leve ao lume contando quinze minutos no mínimo a partir do silvo da panela.
Abra-a com os cuidados necessários. Retire a bola do arroz escorrendo bem todo o liquido e transfira o arroz para uma travessa, dando uma volta aos grãos com um garfo para se soltarem. Se os legumes ainda não estiverem cozidos a gosto volte a fechar a panela contando mais 5 minutos de pressão. No final reserve a água de cozedura.
Corte a carne em pedaços e coloque-a numa travessa, com os enchidos e legumes.



A sopa:
Na água de cozer a carne junte as batatas, cenoura, nabos e couve sobrantes, a cebola partida em quartos e o alho esmagado. 
Leve a cozer em lume médio (Bimby: varoma/20 min./vel. 1/colher inversa).
Quando a cebola estiver cozida, triture tudo (Bimby: vel. 3-5-7).
Rectifique o sal e junte um fio de azeite.
Acrescente o arroz e deixe cozinhar por 20 minutos (Bimby: 20 min/100º/vel. colher inversa)
Estando pronta sirva juntando carne cozida desfiada.

*Acrescento sempre batata e alguns legumes ao cozido para que sobrem para a sopa. Claro que teremos que ter em conta a quantidade de batata para que a sopa não fique demasiado grossa, especialmente se lhe juntar o arroz.

15 de setembro de 2011

Cheesecake de manga



Até à vista verão! Sei que não vais ainda partir definitivamente. Que ainda vais trazer tardes solarengas a pedir uma espreguiçadela na areia. Que vais matizar os teus raios com a frescura de uma brisa que vai atirando as folhas das árvores para o chão, num burburinho que nos começa a convidar ao aconchego. Que ainda te havemos de ver a sorrir com uma mão cheia de castanhas e fuligem antes de regressares ao outro lado do mundo. Até lá servimos o sol à mesa.



Ingredientes:
Para a base:
200 gr. de bolacha Maria
50 gr. de aveia
100 gr. de manteiga
Para o creme:
1 lata de polpa de manga
200 ml de natas
200 gr de queijo creme
100 gr. de açúcar
9 folhas de gelatina

Preparação:
A base
Tradicional:
Coloque as bolachas juntamente com a aveia dentro de um saco plástico e com a ajuda do rolo da massa esmague-as até obter migalhas. Transfira para uma taça grande e junte  a manteiga derretida. Envolva até as migalhas estarem bem impregnadas da manteiga.
Forre o fundo de uma forma com aro de mola com as bolachas pressionando bem. Se não gostar de uma base muito crocante reduza a quantidade de bolachas para 150 gr. e a aveia para 25 gr.
Leve ao forno pré-aquecido a 180º durante 10 minutos. Retire e reserve.
Bimby:
Coloque as bolachas e a aveia no copo e triture durante alguns segundos na velocidade 5.
Junte a manteiga  em pedaços e misture 15 seg./vel 4.

O Creme
Tradicional:
Bata as natas com o açúcar, mas sem que fiquem em chantilly.
Junte o queijo e 350 gr. de polpa de manga e mexa até obter um creme homogéneo.
Demolhe 5 folhas de gelatina em água fria. Esprema e coloque-as numa taça com um pouco de creme e aqueça, mexendo até dissolver, mas sem ferver.
Acrescente mais creme sobre a taça com a gelatina e mexa até o creme estar completamente frio. Misture então ao creme restante. Nunca deite a gelatina quente sobre o creme frio, pois isso irá fazer solidificar a gelatina.
Verta o creme sobre a base e leve ao frio até solidificar.
Demolhe as restantes folhas de gelatina e aqueça a polpa de manga que sobrou. Junte-lhe as folhas de gelatina e mexa até dissolverem. Verta a polpa sobre o cheesecake e ele de novo ao frio até a cobertura solidificar. Pode omitir esta parte e usar a polpa como molho sobre o cheesecake.
Passe uma faca afiada pelas bordas do cheesecake e retire o aro.
Bimby:
Deite as natas no copo, coloque a borboleta e programe 1,30 minutos/vel. 3
Acrescente o queijo creme e 350 gr. de polpa de manga. Misture durante alguns segundos na velocidade 4.
Proceda como acima.

12 de setembro de 2011

Bacalhau gratinado





O fiel amigo da cozinha portuguesa nunca nos deixa ficar mal. Tem 1001 caras e 1001 formas de se apresentar à mesa sem nunca deixar ficar mal a cozinheira. De entradas a petiscos ou em prato principal. Cozido, assado, frito e de outras muitas maneiras. Postas altas ou fininhas (a barbatana é a minha parte preferida) ou desfiado e escondido. 1001 receitas tradicionais que são fonte de de inspiração para outras tantas formas de servir.
Este prato teve a sua principal inspiração no Bacalhau Dourado que a Mónica apresentou no seu "Pratos & Travessas", mas tornou-se numa fusão com o bacalhau com natas. Utilizei apenas um ovo, que é uma redução que procuro fazer em quase todas as minhas preparações culinárias, daí ter acrescentado o pão ralado para lhe dar um pouco mais de cor. 
O que sobrar pode congelar em doses individuais. Pode salvar-lhe uma refeição num dia que não tenha muito tempo ou levar na marmita para o trabalho.

Ingredientes:
O bacalhau e companhia:
2 postas de bacalhau
4 batatas
1 couve branca pequena (ou couve penca)
1 cenoura
1 cebola
2 dentes de alho
Pão raladoO bechamel:                                                                                                                                         400 ml de leite
40 ml de azeite
40 gr. de farinha


1 gema
1 clara (mesmo reduzindo às gemas como eu fiz, aconselho acrescentar mais claras, usando as 3 da receita da Mónica para dar mais fofura ao creme)

100 ml de natas (pode acrescentar até aos 200 ml)
Sal, pimenta (não usei) e noz moscada

Preparação:
Coza o bacalhau, as batatas e a couve em água fervente.
Coe o tacho e deixe arrefecer.

Entretanto, prepare o bechamel:
Ferva o leite e reserve (pode usar parte leite e parte a água de cozer o bacalhau).

Num tacho deite o azeite e a farinha e mexa com a colher de pau até o azeite absorver toda a farinha. Comece a juntar o leite aos poucos e poucos, mexendo entre cada adição até a farinha absorver o leite. Quando tiver usado cerca de metade do leite acrescente o restante de uma só vez e continue a mexer, em lume brando, até o molho engrossar (se criar grumos passe a varinha mágica). tempere com sal e noz moscada e um pouco de pimenta se quiser.
Deixe arrefecer, mexendo com a vara de arames para não criar "crosta".
À parte misture a gema com as natas e junte ao bechamel quando este esfriar.

Na bimby: no copo coloque o leite, o azeite e a farinha e programe: 8min/90º/vel. 4. tempere e continue os restantes passos acima.

Voltamos ao bacalhau que já arrefeceu um pouco:
Desfaça o bacalhau em lascas grossas, retirando as espinhas e as peles (a pedido deixei ficar as peles).
Corte as batatas em rodelas e a couve em pedaços pequenos.
Pique a cebola, a cenoura e os alhos (Bimby: 5 seg/vel 5) e refogue em azeite (Bimby: 5 min/100º/vel.1). Junte as lascas de bacalhau e envolva (Bimby: 1 min/colher inversa).

Numa travessa de forno com alguma altura espalhe no fundo as batatas, cubra com as couves e finalmente espalhe o bacalhau.
Regue com o molho, polvilhe com o pão ralado e leve ao forno a gratinar.

Outras receitas de bacalhau nesta cozinha:
Salada de cuscuz e bacalhau
Paté de bacalhau

7 de setembro de 2011

Pescada à Poveira


Eu sei que peixe cozido é um prato muito saudável, mas aquelas memórias de infância do eterno desconsolo não me deixam aproveitar ao máximo o que muitos têm por uma iguaria divina, no entanto é um prato que procuro fazer pelo menos uma vez por semana. O corpo agradece e no fim até fica aquele sabor agradável que só a "comida de conforto" nos deixa.
Desta vez variei um pouco na confecção e segui um modo de preparação também bem tradicional na nossa gastronomia. A pescada não é cozida em água, mas numa cebolada refrescada com vinho branco. É a bem dizer estufada e muito saborosa. Tradicionalmente acompanha com grelos, mas como não tinha (nem outro legume de folha) servi com cenoura cozida.

(Fonte: "O ABC dos Sabores Portugueses e Mais Alguns" de José Roby de Amorim)
Ingredientes:
2 postas de pescada
Batatas para cozer
1 molho de grelos (de frigorífico quase vazio apenas restavam umas cenouras que tiveram que fazer o lugar dos grelos)
1 cebola
2 dentes de alho
Azeite q.b.
Vinho branco q.b.
Colorau q.b.
Sal q.b.

Preparação:
Corte a cebola em rodelas finas. Pique o alho finamente.
Deite um fio de azeite no fundo de um tacho e aloure a cebola e os alhos, só até a cebola começar a amolecer.
Junte a pescada, um pouco de vinho branco, 1 colher de café de colorau e abafe.
Deixe a pescada cozer acrescentando vinho necessário para formar molho.
Coza as batas com casca, escorra a água e corte-as em fatias grossas.
Aloure as batatas em azeite aromatizado com um dente alho esmagado.
Coza os grelos e escorra.
Sirva a pescada com o molho de cebolada, acompanhado das batatas e grelos.

5 de setembro de 2011

Prego em pão para um jantar domingueiro


E é assim: lá em casa os domingos andam preguiçosos. À cozinheira não lhe tem apetecido muitos cozinhados, nem a tão sempre querida sopa de domingo à noite. São dias em que nos dá para a molenguice, em que apetece coisas simples, muito simples e que nos saibam bem. Que tenham o sabor do descanso, de um certo dolce far niente, deixando para segunda, esse dia terrível, o corropio e a rotina.
Ingredientes:
1 pão por conviva
1 bife por conviva
1 dente de alho
Sal e azeite q.b.
Fatias de queijo e fiambre (opcional)
Alface, espinafres baby, tomate e milho e/ou outros ingredientes a gosto para uma salada.

Preparação:
Abra o pão a meio separando as 2 metades e toste-as levemente na torradeira. Reserve.
Tempere os bifes de sal.
Leve à frigideira um dente de alho e um pouco de azeite.
Quando o alho começar a fritar e a libertar o seu aroma, retire-o e junte os bifes. Frite de ambos os lados a gosto.
Prepare uma salada individual com os ingredientes preferidos de cada um. Neste caso: alface, espinafres baby, milho e tomate, tudo temperado com uma pitada de flor de sal e azeite.
Faça o prego: coloque o bife entre as fatias de pão, podendo, se quiser, enriquecer a sandwuiche, ou melhor, o prego, com queijo e fiambre.

2 de setembro de 2011

Queijo feta em azeite



O verão passou por nós e nem demos por ele. Não tarda muito e o outono entra-nos pela porta dentro. Deixo os churrascos e recolho à cozinha. Nas prateleiras do armário e no frigorífico vou alinhando os frascos de compotas e conservas. Alguns já têm lugar nos cabazes de Natal, outros são para nosso gáudio ou para ofertas mais doces. Alguns mais vão ser acrescentados com as frutas de verão que ainda nos chegam e outros mais ao longo ano com ingredientes intemporais como este feta em azeite.
Segundo a fonte esta conserva mantém-se 4 meses no frigorífico. A minha não vai durar tanto tempo. Tenho utilizado os quadradinhos de feta para barrar em torradas e para enriquecer saladas como esta e o azeite para as temperar.

(Receita adaptada do livro "Conservas" da Civilização Editora)
Ingredientes:
200 gr. de queijo feta
150 ml de azeite
1 col. de chá de grãos de pimenta da Jamaica
1 col.de chá de folhas de oregãos



Preparação:
Numa tigela misture o azeite, a pimenta e as folhas de oregãos.
Corte o queijo em cubos pequenos e acondicione num frasco para compotas previamente esterilizado.
Cubra o queijo com a mistura de azeite.
Acrescente mais azeite se necessário para que o queijo fique completamente coberto.
Feche o frasco e guarde no frigorífico até 4 meses.
Deve manter o queijo coberto pelo azeite, acrescentando mais se necessário.

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