22 de dezembro de 2010

Bolo Rainha


Esta é a estória de um desejado bolo rainha, pela primeira vez nascido na minha cozinha e que começou por ser um prenúncio de desastre para acabar num bolo simplesmente delicioso. Deixem-me que melhor explique: como todos sabem em primeiro lugar comem os olhos e nesta época natalícia o que não faltam por aqui são os doces do costume, entre eles o bolo rei e o bolo rainha, que, confesso, não são a minha iguaria favorita da mesa de Natal, mas tanta foto vi e tanta descrição de fazer cresce água na boca li, que decidi que tinha que tentar. Depois de muito pesquisar, ver e ler, decidi orientar-me por este bolo-rainha da Gasparzinha. Dos 3 métodos, o da MFP foi o que me pareceu mais simples e vai daí a tirar a MFP do armário. Juntei os ingredientes todos, ralei a laranja e coloquei-os na cuba da máquina sempre com uma indecisão quanto ao programa a seleccionar, uma vez que as instruções da minha máquina são demasiado básicas (tão básicas que geram mais dúvidas que certezas), mas arrisquei...no programa errado. A MFP não desandava a misturar e em vez disso só ficava ali a aquecer lentamente e eu a ver o meu bolo transformar-se num verdadeiro desperdício. E como a MFP aqueceu, também não aceitava mudar para um programa que requeria iniciar-se a frio (já para não falar que a ordem para colocar os ingredientes era bem diferente). Quinze minutos passados e já o fermento começava a querer desenvolver, sem nada a acontecer. Perdida por 100 perdida por 1000, transferi tudo para uma tigela grande, envolvi com a colher de pau, amassei, fiz uma bola e a partir daí segui os passos levedar-amassar-levedar-formar a rosca-levedar-cozer. Em vez de 170º aqueci o forno a 180º (não foi propositado, apenas mais um acidente), programei os 40 minutos e não vi que o temporizador não iniciou. Fui descansadamente aconchegar-me no sofá até que o aroma do bolo começou a invadir a casa e eu a pensar que, de facto, já deveriam ter passado os 40 minutos. Lá fui abrir o forno, o bolo estava cozido, sim, com uma cor um pouco mais escura do que estava à espera. Aguardei que esfriasse e cortei a primeira fatia. Gostos não se discutem, há quem goste do bolo-rei clarinho e macio, há quem o prefira tostado e crocante. Este estava ao segundo modo: tostado e crocante e ... delicioso. Salvou-se o dia e lá vai mais uma iguaria obrigatória para a mesa.  

Ingredientes:
Massa:
raspa e sumo de 1 laranja (50 ml)
50 ml de leite
80 gr de açúcar
50 gr de manteiga
1 ovo
2 colheres de chá de vinho do Porto
1 pitada de sal
250 gr de farinha de trigo T65 Espiga
100 gr de farinha de trigo integral
15 gr de fermento fresco (usei uma saqueta de Fermipan)

Recheio:
130 gr de frutos secos a gosto

Cobertura:
70 gr de frutos secos a gosto
70 gr de açúcar
60 gr de manteiga á temperatura ambiente

Preparação:
Triture a casca da laranja juntamente com o açúcar, ou rale a casca e misture com o açúcar.
Misture todos os ingredientes numa tigela grande e envolva com a ajuda da colher de pau. Forme uma bola com a massa, coloque-a dentro da tigela e levei ao forno a 50º por 30 minutos.
Findo esse tempo, transfira a massa para a bancada e sove-a, batendo sobre a bancada para lhe retirar o ar.
Misturei os frutos secos grosseiramente triturados.
Envolva a massa de novo numa bola, polvilhe com farinha e deixe levedar mais uma vez, no forno a 50º, por 30 minutos.
Entretanto prepare a cobertura:
Pique os frutos secos e misture os restantes ingredientes até formar uma pasta.
Retire a massa da tigela, forme uma bola, faça um buraco no meio e molde uma coroa.
Deixe levedar novamente (neste ponto o meu bolo não cresceu muito mais).
Barre o bolo com a pasta da cobertura eleve ao forno a 170º por cerca de 40 minutos.
Deixe arrefecer e polvilhe com açúcar em pó.
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