30 de dezembro de 2014

Rabanadas de vinho e um excelente 2015!


Primeiro são as lojas que começam a enfeitar-se de vermelho, bolas, sinos e pais natais, ainda mal acabamos de sair do Verão. Depois começamos a pensar que temos que comprara as prendas para o Natal. Vamos deixando passar os dias, até que nos decidimos que hoje é o dia, fazemos uma lista e vamos às compras. Já por várias vezes criticamos (e criticamo-nos) esta ânsia de presentes, que pela força da publicidade comercial quase que nos obriga a comprar sem pensar em quem queremos presentear, como se a tradição nada mais fosse que uma obrigação. Vamos, contudo, fazendo um esforço para pensar bem nas pessoas com quem queremos partilhar o espírito de Natal para que os presentes tenham o valor que devem ter: o do agradecimento por estarmos juntos nesta época.

Finalmente chega o dia 24 de Dezembro, que é sempre dia dedicado à cozinha e às pessoas que vamos receber em nossa em casa ou que nos irão receber na casa delas e com quem queremos partilhar os sabores desta época. Este é para mim o melhor presente para dar e receber: a escolha dos ingredientes, a bancada da cozinha cheia de ovos, açúcar e o cheiro a canela no ar. Pôr a mesa, a toalha, ora branca, ora vermelha, a coroa de centro, as taças e travessas de iguarias. Esperar que todos gostem e se sintam satisfeitos.



Como a nossa mesa alberga poucos comensais, as iguarias são as mais tradicionais e mesmo assim ainda sobram para partilhar: o bolo-rei, o pão-de-ló, o leite creme,a aletria e as rabanadas, que este ano se fizeram em dois sabores, as de leite e as de vinho e são estas que vos venho trazer. Não são estreia por aqui, mas este ano ficaram tão boas que não posso deixar de as partilhar convosco. Em vez de fazer a mesma receita de outros anos, ía experimentar uma outra receita, que as rabanadas são demolhadas numa calda de açúcar, fritas e depois cobertas pela calda de vinho. Preparei as caldas, comecei a molhar as fatias de pão na calda de açúcar, mas vem o D., que nestes dias fazemos sempre parelha na cozinha, e coisa e tal e porque não as demolhas no vinho, para ficarem com côr, senão até parecem rabanadas normais e eu, meio obtusa, que a receita era assim e mais coisa e tal, mas a meio da argumentação lá me capacitei que não temos sempre razão e temos que dar oportunidade a novas ideias, senão não evoluímos, por isso vamos misturar as duas formas de as fazer.



Ingredientes (para 8 rabanadas):
1 cacete para rabanadas com 2 ou 3 dias
1 chávena de açúcar
2 chávenas de água
1 colher de sopa de manteiga
2 paus de canela
2 cascas de limão (só a parte amarela)
500 ml de vinho tinto
100 ml de mel claro
3 ovos L (poderá precisar de mais)
Óleo q.b. para fritar
Açúcar e canela em pó q.b. para polvilhar as rabanadas

Preparação:
Prepare uma calda com a água, o açúcar, a manteiga, 1 pau de canela e 1 casca de limão. Deixe levantar fervura e depois deixe ferver em lume brando por 10 minutos. Reserve.
Prepare a calda de vinho: junte o vinho, o mel, 1 pau de canela e 1 casca de limão, num tacho e deixe ferver por 2 minutos. Reserve, vertendo cerca de 1/3 para uma taça, servindo esta para demolhar e os restante para servir.
Bata os ovos
Corte o pão em fatias com cerca de 1 cm de espessura.
Molhe-as na calda de açúcar e escorra.
Molhe-as, de novo, mas desta vez na calda de vinho, embebendo-as bem. Esprema com cuidado para tirar o liquido excedente ou deixe escorrer sobre um passador.
Aqueça o óleo.
Bata os ovos.
Passe as rabanadas pelos ovos batidos e frite no óleo quente, deixando dourar de ambos os lados.
Retire para um  prato forrado com papel absorvente para retirar o excesso de óleo.
Polvi-lhe-as com açúcar e canela e coloque numa taça funda.
Quando acabar, regue com a calda de vinho reservada.




Como possivelmente só volto a este cantinho para o ano, desejo-vos umas excelentes saídas de 2014 e melhores entradas em 2015 e que o Novo Ano nos traga tudo de bom quanto desejarmos!

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