5 de janeiro de 2012

Rabandas de vinho branco em calda de frutos secos



São dias doces. Estes de dezembro a janeiro. De um ano ao outro. Preparam-se mentalmente, contam-se os quilos de açúcar, os paus de canela, somam-se os ovos e acrescentam-se frutos secos. Nozes, pinhões, amêndoas, avelãs. Saem toalhas vermelhas e douradas das gavetas. Acendem-se as velas. Coloca-se a árvore que se polvilha de bolas e sinos e o presépio não pode faltar. Grande ou pequenino, em lugar de destaque, que é ao Deus Menino que dedicamos estes dias. E voltamos à mesa. Oferendas doces para aqueles que nos fazem os dias felizes. Não importa que me exceda, que faça mais que a conta. No final haverá lugar a partilha e pouco ou nada se perderá.

Nesta mesa há sempre alguns "lugares comuns". Aqueles doces que se repetem ano após ano. Que se repetem mesmo fora das épocas festivas, mas que em dezembro sabem a Natal. A dias frios, mas de  aconchego. Na minha mesa nunca faltam as rabanadas. Podia faltar tudo o resto, mas não as rabanadas. Sempre em duas versões. As de leite e as de vinho. Este natal com uma novidade: em vez de vinho tinto, usei o vinho branco e acrescentei frutos secos à calda. Culpa da globalidade dos meios de comunicação social que nos trazem para dentro de portas as tradições e os costumes de outros. 



Ingredientes:
1 cacete com 2 dias
Vinho branco q.b.
Açúcar RAR q.b.
Ovos q.b.
Água q.b.
2 cálices de vinho do Porto
2 paus de canela
3 colheres de sopa de mel
Frutos secos a gosto
Óleo Espiga para fritar

Preparação:
As Rabanadas:
Corte o pão em fatias com cerca de um dedo de grossura.
Num tacho leve a aquecer o vinho com açúcar, 1 colher de sopa de mel, 1 cálice de vinho do Porto e o pau de canela, até levantar fervura. Verta para um recipiente baixo e reserve.
Bata os ovos num outro recipiente até ficarem espumosos.
Demolhe as fatias de pão no vinho morno até ficarem bem embebidas, passe-as pelo ovo e frite no óleo bem quente até se apresentarem douradas de ambos os lados.
Escorre-as em papel absorvente e polvilhe com açúcar e canela.

A Calda:
Leve a ferver o vinho restante com água, açúcar, vinho do Porto, um pau de canela, o restante mel e os frutos secos. Regue as rabanadas com esta calda.

Notas:
Normalmente faço uma calda de açúcar muito muito leve usando o vinho que sobrou a que acrescento água ou usando apenas água (mas também a pode fazer apenas com vinho). Em qualquer dos casos, ao liquido acrescento o restante mel, o mesmo pau de canela (pode usar o pau de canelas até 3 ou 4 vezes sem perder o aroma) e açúcar na proporção de duas partes de água para uma de açúcar. Como uso muito pouco açúcar deve ferver em lume baixo cerca de 10 a 15 minutos.
Para uma calda forte deve usar duas partes de açúcar para uma parte de água e para uma calda fraca deve usar igual quantidade de água e açúcar. Em ambos os casos levo a lume forte e quando levantar fervura reduzo para o mínimo e deixo ferver 3 minutos.

Regra geral, opta-se por servir as rabanadas polvilhadas com açúcar e canela ou regadas com a calda. Como junto sempre as duas opções, ou seja, polvilho-as, coloco-as numa taça grande e rego com a calda, prefiro uma calda mesmo muito fraca para que as rabanadas não se tornem excessivamente doces.

Com este doce participo no desafio lançado pela Laranjinha do "Cinco Quartos de Laranja" em parceria com a RAR Açúcar.
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