16 de outubro de 2010

Mesa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão


Era com este mote que a minha avó sempre me repreendia quando me esquecia de por o pão na mesa. Na altura não compreendia muito bem a razão de tal alarido, até porque na mesa havia muito mais que comer, mas não teria sido assim na infância dela e, então, a falta de pão, o alimento mais básico e mais barato, era sinónimo de pobreza extrema. 
Essa massa de farinha, água e levedura, faz parte da alimentação da humanidade há milénios e era até utilizado pelos egípcios como forma de pagamento pelo trabalho. Nas nossas aldeias de antanho (e também de hoje, que felizmente há tradições que nunca morrem) o pão cozido no forno de lenha, muitas vezes no forno comunitário, aquecia o coração de qualquer alma transida do frio rigoroso do Inverno. 
Hoje, depois de atravessar o mundo e a história, em constante evolução, o pão apresenta-se nas nossas mesas sob as mais variadas formas e sabores. É para a grande maioria das pessoas o primeiro alimento do dia: simples ou mais ou menos recheado (manteiga, fiambre, queijo, compota), a frio ou a quente, dá-nos as primeiras energias para enfrentar o dia. Quantas vezes nos volta a fazer companhia numa sandes para uma refeição rápida em dia de trabalho ou de preguiça, ou é mesmo a refeição numa bela açorda ou numa deliciosas migas. Por mim gosto de pão e ponto final. Gosto de perdição. Nem preciso de o rechear, gosto dele mesmo assim: simples. De trigo, integral, de centeio (o meu preferido), de sementes, d`avó, regueifa, carcaça ou molete, não interessa. Gosto de pão. Em miúda adorava a crosta dura da broa de milho e o miolo do pão branco e de molhar o pão com manteiga no café de borra que se fazia para o lanche. Já mais crescida, e por motivos profissionais, desloquei-me para Montalegre durante uns meses. Lá encontrei o melhor pão de centeio que alguma vez comi. À sexta-feira, antes de regressar a casa, passava na padaria, comprava um pão e trazia-o no assento do passageiro. Que rica companhia. Quando o trânsito parava beliscava o pão com gulodice e não havia stress que me batesse à porta. Hoje termino sempre a refeição com uma bucha de pão e se há coisa que me dá prazer é fazer o pão em casa, retirá-lo do forno ou da MFP e parti-lo ainda quente. 
Por gostar tanto de pão, vou juntar-me à iniciativa que o blogue 1x Umrühren Bitte lançou  e comemorar o World Bread Day 2010 com uma bela fatia de um pão feito na minha MFP.  

Pão Básico na MFP
Ingredientes:
3/4 do copo (de medida da M) + 2 colheres de água morna 
1 e1/2 colher pequena de açúcar
1 colher pequena de sal
1 colher de azeite
3 copos de farinha de trigo
1 e1/2 colher de fermento

Preparação:
Deitar os ingredientes na cuba da MFP pela ordem indicada. Escolher o peso (500 gr.) e o nível de tostagem e iniciar o programa de pão básico. A MFP vai trabalhar por 2h50m até podermos apresentar este pão na mesa.


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