16 de abril de 2013

Convidei para jantar - Maria Helena Vieira da Silva



Nasceu a 13 de Junho de mil novecentos e oito e cresceu no meio de infância solitária, sem crianças da sua idade para brincar, mas nem por isso deixou de dar largas à sua imaginação. Maria Helena Vieira da Silva, cresceu rodeada de adultos, mas o seu dom artístico começou a revelar-se bem cedo e apenas com onze anos começa a receber, em casa, aulas de desenho, pintura, modelagem e música. Este inicio empurrou-a para uma vida inteiramente dedicada às artes.
Casa com Arpad Szenes, também pintor, e perde a nacionalidade portuguesa, mas o casal divide a sua vida entre Paris e Lisboa, até que com o ameaçar da guerra decidem regressar definitivamanente a Portugal. Por pouco temo, no entanto, porque é recusada a nacionalidade portuguesa a Maria Helena. O casal refugia-se então no Brasil durante quase uma década. Em nenhum destes momentos a arte ficou esquecida. Não só Vieira da Silva, mas também Arpad Szenes alcançam uma fama e reconhecimento excepcionais no mundo das artes. Em 1956 Maria Helena é naturalizada francesa, mas é em Lisboa que escolhe, após a morte do marido,instalar a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Maria Helena Viera da Silva acabou por falecer antes da abertura ao público da Fundação. Ficou o génio artístico desta mulher que traçou geometrias em telas, linhas, riscos, cores. Emanharados abstractos que poderiam ser imagens duras, mas são tão etéreas que apetece mergulhar, tal fosse possível, nos seus quadros e percorrer todos os labirintos.  


La bibliothèque en feu (A biblioteca em fogo) 1974

Para receber esta ilustre convidada, cujo trabalho tanto me fascina servi um doce tão etéreo como as suas obras. Um molotoff que se desfaz na boca a cada colherada.





Fonte: "Mesa para 4"
Ingredientes:
Para o Molotoff:
5 claras
6 colheres de sopa de açúcar
1 pitadinha de sal ou umas gotas de sumo de limão
Margarina q.b.
Para o caramelo:
100 gr. de açúcar
3 colheres de sopa de água + 80 ml.

Preparação:
Comece por preparar o caramelo:
Num tacho pequeno deite o açúcar e as 3 colheres de sopa de água.
Leve a lume médio/baixo, sem mexer, até o açúcar derreter e se apresentar com uma cor de caramelo bem dourado.
Cuidadosamente, para evitar salpicos do caramelo a ferver, acrescente a restante água e reserve.
O Molotoff:
Comece por untar uma forma com buraco abundantemente com margarina ou manteiga.
Pré-aqueça o forno a 180º.
Bimby:
Coloque a borboleta no copo, deite as claras com o sal ou o sumo de limão, retire o copinho da tampa e programe 5 minutos/vel. 3 1/2.
Mantendo a bimby a trabalhar na velocidade 3 vá acrescentando o açúcar e, por fim, cerca de 50 ml do caramelo liquido, misturando muito bem.
Tradicional:
Com a batedeira bata as claras, juntamente com uma pitada de sal ou sumo de limão, em castelo firme. Mantendo a batedeira ligada vá acrescentando o açúcar aos poucos e, por fim, cerca de 50 ml do caramelo liquido, misturando muito bem.

Deite as claras na forma, alise-as e bata a forma sobre a bancada para retirar as bolhas de ar.
Leve ao forno durante 5 minutos. Desligue e deixe o molotoff arrefecer dentro do forno.
Quando estiver frio, passe uma faca afiada entre o molotoff e a forma para desenformar e regue com o restante caramelo.


Participo, assim, em mais uma edição do Convidei Para Jantar, projecto iniciado pela Ana e recebido, desta
vez, em casa do blogue "Panela sem (de)pressão".
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