13 de novembro de 2015

O tal licor




Este, que acabou por ficar muito mais que 44 dias em descanso (também poderia esperar 444 dias, segundo Niki Segnit) à espera que me dedicasse a ele. Primeiro foi a espera pela compra do frasco, que acabou por ser quase um souvenir de férias, comprado na loja da Fábrica dos Irmãos Stephens, no nosso regresso de férias. Depois foi a espera pela oportunidade, por uma tarde de fim-de-semana mais calma, sem grandes afazeres, num dia já quase a conseguir  regressar ao estádio de descanso que o fim-de-semana pede e que parecia ter perdido por completo nos últimos tempos.

Então finalmente fui buscar  o frasco ao seu recanto num armário escuro. Tirei a laranja e espremi o sumo juntando-o ao licor e descartando todos os grãos de café. Coei por um passador fino coberto com um pano de musselina, provei e dei a provar. Pareceu-nos ainda muito presente o sabor da aguardente. Fiz, então uma calda com partes iguais de água e açúcar (300gr., mas podem usar uma porção maior de açúcar em relação à água) que levei ao lume até levantar fervura e deixe ferver por 6 minutos. Deixei arrefecer completamente e só então a juntei ao licor, aos poucos, e provando entre cada adição, acabei por usar apenas 200 ml. Voltei a coar para a garrafa e sobrou uma pequena quantidade que o D. quis sujeitar a outra experiência, que correu bem e que fará as cenas dos próximos episódios nesta novela do licor de laranja, assim que as laranjas biológicas me voltarem a entrar pela casa dentro.


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