25 de novembro de 2015

Das más vesículas

Este é um mal que me persegue desde sempre, mas que me tinha dado algum descanso nos últimos anos. Este ano, assim de repente, já foram duas crises de se levantar o chapéu e pelo andar das coisas parece que  não se fica por aqui e até já começo a pensar se irei sobreviver aos fritos natalícios - é que nem preciso de os comer, porque nos momentos mais graves até o cheiro dos fritos me provoca uma crise de vesícula!
Na minha mais tenra juventude tinha crises fortíssimas, normalmente depois das festas de aniversários dos amiguinhos de escola ou das épocas festivas. Era coisa para um dia de cama com enxaquecas e náuseas de morrer e no dia seguinte estava literalmente pronta para outra. Depois veio a fase mais associada ao stress (sabem que a vesícula e o fígado andam associados ao nosso humor? Daí a expressão "maus fígados" quando alguém é particularmente ... pouco simpático), mudanças e situações novas e lá vinha uma indisposição, mas que não de tal ordem que não aguentasse. Eram uns dias de dor de cabeça, ligeiras náuseas e ía passando. Atualmente a seguir à crise a sério, seguem-se dias e dias de ressaca, de enjoo e dor de cabeça que interferem com o meu trabalho e com todas as tarefas que me proponho a fazer. Como não há um comprimido milagroso que arrase com estas crises, resta aguentar e ir tomando algumas medidas que me ajudam a acalmar:


- Alimentação: nada de laticinios e legumes. Sopa branca, carnes brancas cozidas ou grelhadas, acompanhadas de arroz ou batata, pão branco e, quando já me começo a sentir melhorzinha, bolacha maria ou de água e sal. É uma variedade grande, não é? Pois, mas sabem tão bem (por mim arroz e batata, tudo misturadinho, já é um manjar). Frutas, só maçã e pêra e de preferência cozidas (começo a ficar deliciada com a pêra cozida);

- Refeições mais pequenas e frequentes;

- Beber água ou infusões e água das pedras. Vou bebendo infusões, começando pelo chá de boldo (não muito agradável), alternando com o chá de cidreira (pelo sabor mais suave) ou de alcachofra, que tem propriedades calmantes do sistema biliar, tal como o cardo mariano e a hortelã. Junto-lhe uma rodela de gengibre que é bom para acalmar os enjoos. (Em pequena o único chá que bebia era o chá preto. Provavelmente por todos os outros me agoniarem, era o que melhor me sabia);

- Indicações médicas: suspender a toma do medicamento para o colesterol. Se forem propensos para estas crises questionem o vosso médico quanto à suspensão de algum medicamento que tomem com regularidade;

Agora duas receitas calmantes do aparelho digestivo para quando exageramos:


Num jarro com a capacidade de 750 ml colocar 3 a 4 rodelas de beringela, cortada em pedaços, 1 rodela de gengibre e algumas folhas de hortelã. Deixar repousar durante a noite. No dia seguinte coar e ir bebendo durante o dia.


Esta é uma receita da minha amiga O.:
Preparam-se e cortam-se iguais quantidades de cebola, abóbora, couve lombarda e cenoura.
Colocam-se num tacho, cobrem-se com água e leva-se a ferver em lume forte durante 3 minutos e, de seguida, deixa-se cozinhar 20 minutos em lume brando.
Coa-se, deixa-se arrefecer e bebe-se morno ou à temperatura ambiente até 3 chávenas por dia.
Pode ser guardado no frigorífico, em recipiente de vidro, durante 2 dias.
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