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25 de outubro de 2013
Creme de abóbora e alho francês com croutons / Pumpkin and leek cream with croutons
O Outono quis-se fazer notar rapidamente e entrou sem quase pedir licença. Têm sido dias de chuva e às vezes frios e desconfortáveis. As sopas voltam á ribalta, fumegantes, aromáticas e cheias de sabor
Ingredientes:
1/2 abóbora manteiga assada com ervas aromáticas
1 batata
1 dente de alho
1 alho francês sem rama
Sal q.b.
Azeite q.b.
1 pão do dia anterior
1 colher de café de aneto (Espiga)
1 colher de café de mistura de salsa e limão (Espiga)
Preparação:
A sopa
Tradicional
Retire a casca à abóbora assada, descasque a batata e corte tudo em pedaços pequenos.
Corte o alho francês em rodelas.
Esmague e pele o dente de alho.
Deite um fio de azeite no fundo de uma panela e coloque os legumes.
Deixe refogar lentamente em lume médio com a panela tapada até os legumes amolecerem, mas sem deixar queimar.
Cubra-os com água quente ou caldo de legumes, tempere de sal e deixe cozer.
No fim, triture, retifique os temperos e a espessura do creme, acrescentando água quente se necessário.
Bimby:
Retire a casca à abóbora assada, descasque a batata e corte tudo em pedaços pequenos.
Corte o alho francês em rodelas.
Esmague e pele o dente de alho.
Coloque o alho francês e o dente de alho no copo, junte um fio de azeite e rale 5seg/vel. 5.
Com a espátula junte os legumes que ficaram na borda do copo, no fundo da bimby.
Refogue: 5 min./100º/vel. 1.
Acrescente a batata e a abóbora, cubra os legumes com água quente ou caldo de legumes, tempere de sal e programe: 25 min. /varoma/vel. 1.
No fim, triture progressivamente 3-5-7.
Retifique os temperos e as espessura do creme, acrescentando mais água quente se necessário.
Os croutons:
Corte o pão em cubos pequenos.
Numa tigela misture azeite e as ervas aromáticas.
Acrescente o pão e envolva com as mãos até os cubos ficarem bem impregnados.
Leve a tostar em lume médio/alto numa frigideira.
Reserve e sirva com a sopa.
In English:
Ingredients:
1/2 roasted butternut pumpkin with herbs
1 potato
1 clove of garlic
1 leek
Salt to taste
Olive oil to taste
1 bread from the previous day
1 tsp dill ("Espiga")
1 teaspoon of mixture of parsley and lemon ("Espiga")
Preparation:
The Soup
Traditional
Peel the roasted pumpkin and the potato and cut everything into small pieces.
Cut the leek into slices ..
Skin and crush the garlic clove.
Pour a little olive oil in the bottom of a pan and place the vegetables.
Let it cook slowly over medium heat with the pan covered until the vegetables soften, but do not let it burn.
Cover with hot water or vegetable broth, season with salt, and let it cook.
In the end, grind the vegetables, rectify the seasoning and thickness of cream, adding hot water if necessary.
Thermomix:
Peel the carrots and potatoes and cut into small pieces.
Remove the raw leek and cut it into slices.
Skin and crush the garlic clove.
Place the leek and garlic clove in the cup, add a little olive oil and grate 5seg/vel. 5.
With a spatula stir the vegetables that were on the edge of the cup at the bottom of Bimby.
Saute: min./100 5 º / vel. 1.
Add the potato and pumpkin, cover the vegetables with hot water or vegetable broth, season with salt and schedule: 25 min./varoma/vel. 1.
In the end, grind, steadily, 3-5-7.
Rectify the seasoning and thickness of cream, adding more hot water if necessary.
The croutons:
Cut bread into small cubes.
In a bowl mix olive oil and the herbs.
Add the bread and wrap with your hands until the cubes become well soaked.
Take the roasting heat on medium / high in a skillet.
Reserve and serve with the soup.
2 de abril de 2013
Shot de vitaminas - uma sopa de brócolos com amêndoa
Sempre o privilégio das sopas. Desta vez um creme simples de brócolos a que acrescentei uma mão cheia de amêndoas com pele. Como naquela sopa da televisão? Talvez sim. Talvez tenha sido vitima do efeito da publicidade. Eu que fujo da publicidade, que mudo de canal e que gravo os programas para poder saltar esses infindáveis minutos de consumismo. Eu, a quem ficou gravada na memória aqueles brócolos suculentos e verdes e as avelãs (na dita sopa são avelãs e não amêndoas) a saltar na frigideira e num rasgo de atrevimento lancei um punhado de amêndoas à sopa.
Ingredientes:
1 cabeça de brócolos
2 cenouras
1 cebola
1 dente de alho
1 punhado de amêndoas com pele
Sal q.b.
Azeite q.b.
Preparação:
Tradicional:
Prepare todos os legumes, lavando e descascando-os.
Numa panela coloque a cebola cortada em meias luas, o alho esmagado e pelado e a cenoura cortada em rodelas.
Regue com um fio de azeite e deixe refogar durante alguns minutos com a panela tapada, mexendo de vez em quando para não queimar.
Quando a cebola estiver amolecida, acrescente os brócolos e cubra com água quente ou caldo de legumes.
Junte as amêndoas picadas.
Deixe cozinhar até os legumes estarem cozidos.
Triture com a varinha mágica até obter um creme. Verifique a consistência, acrescentando água quente se necessário, e rectifique o sal.
Está pronto a servir.
Bimby:
Prepare todos os legumes, lavando e descascando-os.
No copo da bimby bem seco e limpo coloque as amêndoas e triture 4 seg./vel. 4. Reserve.
Coloque agora a cebola cortada em quartos e o alho esmagado e pelado e regue com um fio de azeite. Triture 5 seg./vel. 5.
Refogue: 5 min./100º/vel. 1.
Acrescente as cenouras cortadas em rodelas e os brócolos separados em raminhos e as amêndoas trituradas. Cubra com água quente ou caldo de legumes. Programe varoma/25 min./vel.1/colher inversa.
No fim triture progressivamente: 3-5-7.Rectifique a consistência do creme, acrescentando mais água quente se estiver muito grosso e tempere de sal.
11 de março de 2013
Tantas descobertas num simples prato de sopa
É engraçado como, para mim, o acto de cozinhar se foi alterando ao longo dos anos. Comecei por encarar os ingredientes e as formas de os cozinhar de um modo muito limitado. Comia apenas o que sabia de antemão que me agradava e, portanto, cozinhava apenas esses alimentos. Cozinhava-os conforme aprendi da minha mãe e da minha avó e porque assim aprendi, assim fazia e não questionava. Depois comecei a alargar o meu circulo de alimentos, a experimentar, a gostar. Comecei a aprender outras formas de fazer o mesmo de sempre. Aprendi a juntar outros temperos. Aprendi a usar os mesmos ingredientes para fins diferentes. Espinafres comem-se na sopa, não é? É e em salada também ou salteados. Alface e rúcula são salada, certo? Não. Alface e rúcula também se podem comer na sopa. Fiquei absolutamente fã da sopa de alface e agora segue-se a de rúcula. E deliro porque descobri novos sabores e novas formas de cozinhar e o mesmo de sempre deixou de o ser para passar a ser mais uma coisa boa na minha cozinha.
Nesta sopa descobri, ainda, o imperdível aroma das sementes de coentros.
Sopa de rúcula com sementes de coentros
Ingredientes:
1 cebola1 dente de alho
1 curgete
1/4 de chávena de grão de bico cozido
1 cenoura pequena
1 colher de chá sementes de coentros tostadas
100 gr. de rúcula
Água ou caldo de legumes q.b.
Azeite q.b.
Sal q.b.
Preparação:
Tradicional:
Toste as sementes numa frigideira bem quente.
Corte a cebola em gomos, esmague e pele o alho, descasque a cenoura e corte em rodelas.
Coloque os legumes numa panela, regue com um fio de azeite e deixe refogar em lume brando e com a panela tapada, até os legumes amolecerem.
Junte o grão e as sementes, cubra com água ou caldo de legumes, tempere de sal e deixe cozer.
Quando os legumes estiverem cozidos, triture-os com a varinha mágica, verifique a consistência da sopa, acrescentando mais água ou caldo se necessário e rectifique o sal.
Deixe levantar fervura e acrescente a rúcul.
Coza por mais 5 minutos, sensivelmente.
Desligue e sirva.
Bimby:
Toste as sementes numa frigideira bem quente.
Corte a cebola em gomos, esmague e pele o alho, descasque a cenoura e corte em rodelas.
Coloque os legumes no copo da bimby, juntamente com o grão e as sementes.
Cubra com a água ou caldo de legumes e programe: varoma/25 minutos/colher inversa/vel. 1.
Terminado o tempo, triture progressivamente 3-5-7 durante um minuto e meio.
Verifique a consistência da sopa, acrescentando mais água ou caldo se necessário e rectifique o sal.
Junte a rúcula e programe 100º/5 minutos/velocidade colher.
Regue com um fio de azeite e sirva.
5 de fevereiro de 2013
Creme de cenoura e abóbora com curgete crocante e sementes de abóbora
Sopa é sopa, poderão dizer, mas garanto-vos que uma sopa nunca é igual à outra. Seja sopa de feijão-verde, de espinafres ou um creme de legumes, nesta cozinha são sempre diferentes, únicas e irrepetíveis. Às vezes sabem a memórias, outras vezes sabem a novidade. Umas vêm apenas acompanhadas dos seus aromas, outras trazem companhia extra. Têm, contudo, uma coisa em comum: são sempre saborosas e reconfortantes. Por isso, esta poderia ter sido apenas mais um creme de cenoura e abóbora, ingredientes que não faltam no frigorífico. Tão simples. Não foi. Recebeu os aromas novos dos citrinos e a companhia crocante da curgete e das sementes de abóbora. A repetir? Claro, mas a próxima terá, certamente, algo de diferente.
Ingredientes:
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 cenoura média
1 batata pequena
1 fatia de abóbora (cerca de 200 gr.)
250 ml de caldo de legumes (caseiro de preferência)
Água q.b.
Sal q.b.
Azeite q.b.
1 colher de chá de raspa de laranja e de limão (opcional)
¼ de curgete e sementes de abóbora para guarnecer
Preparação:
Prepare todos os legumes para a sopa, lavando, descascando e partindo-os em pedaços pequenos, com excepção da curgete da guarnição.
Coloque-os na panela e cubra com o caldo de legumes e água, se necessário. Tempere de sal e deixe cozer em lume médio.
Quando os legumes estiverem cozidos, junte a raspa de citrinos e triture até obter um creme, acrescente água ou caldo de legumes quente para corrigir a consistência da sopa, se necessário e um fio de azeite.
Entretanto prepare a guarnição:
Corte a curgete, mantendo a casca, em cubos pequenos.
Numa frigideira anti-aderente deite a curgete e as sementes e deixe tostar, mexendo de vez em quando para não queimar.
Sirva a sopa com a guarnição.
21 de janeiro de 2013
Creme de aipo e feijão vermelho
Ingredientes:
1/3 de chávena de feijão vermelho (em cru ou ligeiramente cozido se usar a bimby / previamente cozido no modo tradicional)*
1 cabeça de aipo (só os talos)
1 cenoura
1 cebola
1 dente de alho
1 litro de caldo de legumes ou água
Azeite q.b.
Sal q.b.
Preparação:
Bimby:
Coloque o feijão seco no copo da bimby e triture 20 seg./vel.9.
Acrescente 1 litro de água ou caldo de legumes, o alho esmagado e os legumes cortados em pedaços pequenos, reservando um talo de aipo.
Tempere de sal e programe 25 min./varoma/colher inversa/vel. 1.Entretanto, corte o talo de aipo reservado em pedaços pequenos e salteie levemente em azeite.
Quando a bimby terminar de cozer os legumes, triture-os durante 1 minuto e meio, progressivamente, nas velocidades 3-5-7-9.
Verifique a consistência do creme, acrescentando caldo ou água quente, se necessário, e rectifique o tempero.
Acrescente um fio de azeite e sirva com o aipo salteado.
Tradicional:
Deite um fio de azeite na panela e acrescente a cebola, a cenoura e o aipo (a que retirou previamente os filamentos, ou pelo menos grande parte deles) partidos em pedaços pequenos, reservando um talo pequeno.
Refogue em lume médio até os legumes amolecerem.
Acrescente o dente de alho esmagado e o feijão, cubra com o caldo de lumes ou água, tempere de sal e leve a cozer em lume médio/forte até os legumes estarem cozidos.
Entretanto corte o talo de aipo reservado em pedaços pequenos e salteie levemente em azeite.
Assim que os legumes estiverem cozidos, triture com a varinha mágica (pode ter necessidade de passar o creme por um passador para retirar os filamentos do aipo que tenham ficado na sopa) e verifique a consistência do creme, acrescentando mais caldo ou água quente se necessário, e rectifique o tempero.
Acrescente um fio de azeite e sirva com o aipo salteado.
*De vez em quando compro a granel o feijão ou outras leguminosas secas (cerca de 200 gr. são suficientes para o uso que lhes dou) e cozo-as na panela de pressão durante o tempo necessário para que fiquem ainda um pouco duros e depois acabo a cozedura no prato em que os pretendo utilizar. Para quem costume sentir os habituais efeitos do feijão rejeite a água da primeira cozedura e pode também usar a dica da minha amiga O.: demolhe o feijão juntamente com alga kombu (se tiver problemas de tiróide aconselhe-se previamente com o seu médico).
13 de dezembro de 2012
Creme de cogumelos
No que diz respeito a sopas gosto das mais tradicionais. Repletas de legumes ou só com a predominância de um só. Refogadas ou simplesmente cozidas, sem grandes acrescentos como leite ou natas ou vinhos e nada de engrossar sopas com farinhas, por isso, já vêm que este creme extravasou todos os meus cânones. E convenceu? Não sei bem, primeiro estranhei e depois entranhei. Soube-me bem pelo calor de uma sopa quente e pelos cogumelos a marcar uma estação. Soube-me bem pela aventura de entrar em modos pouco usuais de cozinhar o que cozinho sempre, soube-me bem por sair da rotina e só por isso valeu a pena, mas sei que a repetir será num regresso às origens, mantendo os cogumelos, claro, e a salsa picada que lhe conferiu um travo muito bom.
(Fonte: Bimby Momentos de Partilha Outubro 2012)Ingredientes:
1 chalota
1 dente de alho
30 gr. de azeite
300 gr de cogumelos (usei pleurotus)
30 gr. de farinha
1 lt de água
Sal
1 colher de sopa de vinho do Porto
50 ml de leite
Salsa picada q.b.
Preparação:
No copo da bimby coloque a chlaota e o alho e pique 4 seg/vel. 5.
Com a ajuda da espátula baixe os residuos que ficaram na parede do copo e refogue: 3 min./varoma/vel. 1.
Adcione os cogumelos cortados em pedaços e salteie: 5 min/varoma/colher inversa/velocidade colher.
Adicione a farinha e envolva com a espátula.
Junte a água, tempere de sal e programe 20 min/100º/colher inversa/velocidade colher.
No fim, retire alguns dos cogumelos e reserve.
Ao que ficou no copo junte o vinho do Porto e o leite e triture: 3-5-7, progressivamente.
Junte os cogumelos reservados e sirva com a salsa picada.
21 de novembro de 2012
Creme de maçã com curgete e couve-flor - actualizado
Vamos lá começar a pôr estas postagens em dia. Começo por uma sopa fumegante, um dos meus pitéus preferidos nos dias frios. Esta já estava cansada de esperar pelo dia em que seria aqui recebida e não parava de perguntar "quando?", "quando é que me partilhas?", "então, não gostaste tanto de mim? Do atrevimento das minhas especiarias? Da frescura da maçã e dos coentros? Vá lá ..." "Pronto, já chega de lamurias! És a próxima, estás satisfeita?". Sim, claro que estava satisfeita e eu também.
(Fonte: "Sabe Bem" nº 7)
Ingredientes:
1 cebola
1 alho francês
1 couve-flor pequena
1 curgete média
3 maçãs Royal gala
1 colheres de sopa de caril em pó
1 colher de chá de noz moscada
1 ramo de coentros frescos picados
1,5lt de água
Azeite q.b.
Sal q.b.
Preparação:
Tradicional:
Descasque a cebola e corte-a em pedaços.
Corte o alho francês às rodelas, lave e escorra.
Deite a cebola e o alho francês numa panela juntamente com um fio de azeite e os pés dos coentros lavados e picados grosseiramente.
Leve ao lume e adicione o caril e a noz-moscada e mexa. Tape deixe cozinhar em lume brando.
Entretanto, separe a couve flor em ramos e pique os talos mais grossos, lave, escorra e coloque na panela.
Lave a curgete, elimine as pontas, corte em pedaços e junte aos restantes legumes. Tape.
Descasque as maçãs e corte em quartos, eliminando os caroços. Junte à panela, mexa e deixe cozinhar tapado em lume brando.
Quando os legumes estiverem cozidos, adicione a água a ferver e triture bem.
Junte as folhas dos coentros e volte a triturar grosseiramente. Sirva com mais coentros picados.
Bimby:
Corte o alho francês às rodelas, lave e escorra.
Deite a cebola e o alho francês no copo da bimby juntamente com um fio de azeite e os pés dos coentros lavados e picados grosseiramente e pique 5seg./vel. 5.
Adicione o caril e a noz-moscada e programe: 100º/5 min/vel. 1.
Entretanto, separe a couve flor em ramos e pique os talos mais grossos, lave, escorra e coloque no copo, bem como a curgete lavada e sem as pontas e cortada em pedaços pequenos.
Descasque as maçãs e corte em quartos, eliminando os caroços. Junte no copo, acrescente a água quente e programe varoma/25 min./vel. 1/colher inversa.
Entretanto, separe a couve flor em ramos e pique os talos mais grossos, lave, escorra e coloque no copo, bem como a curgete lavada e sem as pontas e cortada em pedaços pequenos.
Descasque as maçãs e corte em quartos, eliminando os caroços. Junte no copo, acrescente a água quente e programe varoma/25 min./vel. 1/colher inversa.
Quando os legumes estiverem cozidos triture progressivamente 3-5-7.
Junte as folhas dos coentros e volte a triturar alguns segundos na velocidade 5. Sirva com mais coentros picados.
5 de novembro de 2012
Creme de cenoura com cotovelinho e aroma de laranja
Mais uma sopa reconfortante. Esta para celebrar um dia que já passou: o Dia Mundial da Massa.
O Dia Mundial da Massa celebra-se a 25 de Outubro e numa parceria com a Milaneza, a Laranjinha do blogue "Cinco Quartos de Laranja" pediu um prato com dois ingredientes obrigatórios: massa Milaneza e laranja. Nestes dias frios a sugestão teria que recair num prato quente, uma entrada que prepara o estômago e aquece. Temperada pela frescura da laranja e da salsa e apimentada por um toque quente de pimenta da Jamaica. A massa escolhida foi a cotovelinho, que não se vê na tigela, mas garanto que está lá e é, a par da pevide e da estrelinha, a massa que mais gosto de usar nas sopas.
Ingredientes (para 3 a 4 doses):
150 gr. de cebola
1 dente de alho
100 gr. de pimento vermelho, sem sementes
150 gr. de curgete
300 gr. de cenoura
Sumo de 1 laranja
3 colheres de sopa de massa cotovelinho
30 ml de Azeite
Sal q.b.
Pimenta da Jamaica e salsa para servir (opcional, mas a pimenta faz toda a diferença)
Preparação:
Tradicional:
Num tacho coloque o azeite, a cebola cortada em meias luas, o dente de alho descascado e o pimento em tiras e deixe refogar em lume brando até a cebola estar transparente, mas não queimada.
Acrescente a curgete cortada em quartos (com a casca) e as cenouras, descacadas e cortadas em rodelas.Cubra os legumes com água quente e o sumo de laranja e deixe cozer em lume médio.
Entretanto, leve a massa a cozer num tacho com água abundante, 1 fio de azeite e sal. Assim que a água ferver conte 6 minutos e verifique se a massa está cozida. Coe, reservando a água.
Estando os legumes cozidos, triture-os com a varinha mágica e verifique a consistência da sopa, se necessário acrescente água da cozedura da massa até obter a consistência desejada e rectifique o sal.
Junte a massa e sirva polvilhando com salsa picada e pimenta da Jamaica moída na hora.Bimby:
No copo coloque o azeite, a cebola cortada aos bocados, o dente de alho descascado e o pimento em tiras e triture 5 seg./vel. 5.
Com a ajuda da espátula baixe todos os resíduos que ficaram na parede do copo e refogue: 5 min./100º/vel. 1.
Acrescente a curgete cortada em quartos (com a casca) e as cenouras, descadas e cortadas em rodelas.Cubra os legumes água quente e o sumo de laranja e programe 25 min./varoma/colher inversa/vel. 1.
Entretanto, leve a massa a cozer num tacho com água abundante, 1 fio de azeite e sal. Assim que a água ferver conte 6 minutos e verifique se a massa está cozida. Coe, reservando a água.
No fim triture, progressivamente, 3-5-7. Verifique a consistência da sopa, se necessário acrescente água da cozedura da massa até obter a consistência desejada e rectifique o sal.
Junte a massa e sirva polvilhando com salsa picada e pimenta da Jamaica moída na hora.
30 de outubro de 2012
Para lá do Marão ...
Dizem que "para lá do Marão mandam os que lá estão". Será certamente essa força, essa crença numa terra que lhes pertence, que faz com que os transmontanos façam questão de a tratar tão bem. De a não deixar cair no abandono e no esquecimento, de a fazer produzir o que ela pode e quer produzir.
Não quero fazer deste post uma descrição romântica da vida da aldeia e do campo, que viver da terra só é romântico para nós, os que na cidade vão "colher" os alimentos às bancas dos supermercados ou mesmo que seja à casa do lavrador vizinho ou mesmo ao nosso quintal, mas que não andamos de enxada na mão sete dias por semana, durante largas horas. Também não vou dizer que todo o Trás-os-Montes é um paraíso sem as terras abandonadas que nos habituamos a ver por estas bandas mais próximas do litoral, do lado de cá do Marão, até porque não conheço todo o Trás-os-Montes. Vou dizer, sim, que gostei do que vi. Gostei dos castanheiros e figueiras carregados de frutos, das amoras silvestres, das nogueiras, dos rebanhos, dos campos espraiados de abóboras e couves e cenouras. Gostei de trazer para casa um bom punhado de cenouras acabadas de arrancar à terra e de comer uma sopa com uma couve também colhida no momento.
A aventura de um passeio começa sempre dias antes com a procura de informações sobre o local que escolhemos para destino: o que visitar, onde comer e onde dormir. Este não abriu qualquer excepção. Cada um já levava uma ideia de alguns locais a visitar, o resto foi criado pela oportunidade.
| A hortelã viçosa na margem do Rio Onôr |
Ponto de encontro: Vila Nova de Gaia. A partir daí uma viagem sem sobressaltos até Bragança, a não ser a lentidão e os desvios provocados pelas obras do IP4. Em Bragança esperava-nos o nosso anfitrião para nos conduzir à "Casa dos Nove Mestres da Mina", uma casa retiro no cume da serra de Montesinho, em pleno Parque Natural. Teve em tempos o destino de albergar o Clube Recreativo de Mineiros, hoje recebe quem procura uma pausa do bulício e conhecer o muito que anda por aí escondido do nosso Portugal. Apenas acessível por uma estrada de terra batida e isolada numa paisagem magnífica, a casa encontrava-se lindamente mobilada e equipada. Seria o nosso "retiro" pelas duas noites seguintes, guardados pelos 9 pinheiros que se alinhavam na frente da casa.
Depois da óptima recepção e como a manhã já ía longa a entrar pela tarde dentro, rumamos ao local mais próximo para repasto: "O Javali". Está-se mesmo a ver o que escolhemos para a ementa. Em Trás-os-Montes claro que o javali, grelhado ou estufado, tinha que vir acompanhado das castanhas, mas o que eu gostei mesmo foi do pão a ensopar no molho. Que querem? O pão é mesmo a minha perdição...
O dia estava a meio mas ainda prometia muito. Seguimos para Bragança.
O Museu Ibérico da Máscara e do Traje era já um destino marcado. Aqui reúne-se um espólio de máscaras e trajes usados nas "Festas de Inverno" em Trás-os-Montes e Alto Douro e em Zamora.
De novo na estrada. O próximo destino há-de ser Rio de Onor ou Ruidenore em rionorês, o dialecto local. Uma aldeia, dois países. De um lado Portugal, de outro lado Espanha. Rio de Onor e Riohonor de Castilla. Aqui mantém-se o espírito comunitário, a partilha do forno, dos terrenos e do rebanho. A partilha e entre-ajuda é um modo de vida em Rio de Onor.
| Rio de Onôr - Igreja |
As abóboras estendem-se pelos campos e não resistimos em tentar fazer negócio. Na mala vieram uma abóbora e um punhado de cenouras acabadas de arrancar à terra, algumas ainda com a rama, para espanto de quem mas vendeu que a rama não tem proveito e que "aqui somos pobres, mas ricos no comer".
| Rio de Onôr para cá da ponte, Riohonor de Castilla para lá da ponte |
| Ainda Rio de Onôr |
| Daqui veio na mala uma abóbora e um punhado de cenouras acabadas de arrancar à terra |
Novo dia, novas descobertas. O destino é Vinhais: comprar enchidos e visitar o Parque Biológico. Cumprido o primeiro objectivo no final da manhã, na Fumituela, e já com o saco recheado de alheiras, salpicão, chouriço e mel, perguntamos onde poderíamos almoçar bem. Indicaram-nos o restaurante churrascaria "O Silva" a dois passos dali e lá fomos. O Sr. Silva revelou-se um excelente anfitrião, bem disposto q.b. e de pois de uma posta bem servida, que não era possível ir a Trás-os-Montes e não comer uma posta, ofereceu-nos um Licor das Pedras (um licor de vinho delicioso produzido na Casa das Pedras na aldeia de Montesinho) para acompanhar o café e não resistimos a pedir-lhe que se juntasse a nós num brinde. É o que dá portugueses à volta de uma mesa: há sempre boa disposição. E a simpatia do Sr. Silva não se ficou por aqui: à saída ofereceu-nos duas alheiras caseiras, que acabaram por ser o nosso jantar nesse dia, mas disso falarei mais adiante.
Seguimos então para o Parque Biológico de Vinhais. Aqui podemos ver um pouco da flora e fauna transmontana. Desde as aves de rapina às galinhas e patos, do porco bísaro aos javalis, os veados e o simpático burro mirandês.
Além deste polo o parque conta com mais três pólos complementares: o Alto da Ciradelha, que não visitamos, a Charca da Vidoeira e a Barragem de Prada, todos acessíveis a pé, de bicicleta ou de automóvel.
| Barragem de Prada |
| Dine - Cruzeiro |
| Dine - Escadaria da Igreja |
| Dine - Fornos de cal |
| Montesinho - Casa da Edra |
| Montesinho - Casa das Pedras |
| Aldeia de Montesinho |
| Montesinho - Adro da Igreja |
E assim chegou a hora do jantar:. alheira grelhada, chouriço, queijos, pão regional, a sopa que podia ser da pedra e um vinho da região.
| Uma sopa maravilhosa |
Estava a chegar ao fim o passeio. Um longo passeio de três dias. No Domingo de manhã, depois do pequeno-almoço e de tudo arrumado, rumamos em direcção a Macedo de Cavaleiros. Ía terminar aí o nosso passeio. A Praia Fluvial do Azibo era o último "must see" que trazíamos na ideia. Nunca fui muito amiga do "concurso das maravilhas", sejam elas quais forem, por o achar redutor. São tantas as maravilhas que existem neste Portugal, cada uma com a sua caracteristica, com a sua paisagem envolvente, com a sua história que as tornam únicas, que não percebo porque é que umas têm que ser mais maravilhas que outras, mas admito-lhe (ao concurso) a qualidade de conseguir fazer alguma divulgação dos lugares que todos merecemos conhecer e a Praia Fluvial do Azibo é, certamente, um desses lugares.
O almoço de despedida foi feito no restaurante "O Montanhês". Uma refeição bem servida para celebrar mais um encontro. Daí a pouco rumaríamos de regresso a casa, pensando já na próxima reunião.
Muito ficou por ver e conhecer, o que é um excelente motivo para um regresso a terras transmontanas. Para já vamo-nos deliciando com o que trouxemos, comprado ou apanhado dos caminhos como a maçã, as nozes e os figos (estes oferecidos, em Dine, por uma senhora que os arrancava da figueira).
Compotas de morango e de abóbora do Fumituela e compotas de baga de sabugueiro e de castanha da Casa da Edra. Da Casa da edra também vieram as bolachinhas de maçã e o pão de castanha (em baixo)
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