30 de agosto de 2011

Porto Sentido



(imagem extraída daqui)

Eu hoje não ía publicar nada, mas ao ver esta reportagem na Jamie Magazine fiquei com tanto orgulho que tinha que a partilhar. Jamie Olivier esteve no Porto. Calcorreou as ruas. Admirou os edifícios. Provou as francesinhas. Conheceu a hospitalidade dos tripeiros. E escreveu uma bela crónica de viagem.

Eu nasci no Porto e sempre vivi em Gaia. Dividi os estudos entre as duas cidades e parte da minha vida profissional também. Gaia tem uma costa fabulosa. Um cordão de praias limpas, enfeitadas de um rendilhado de rochas que ficam à vista na maré vaza. Tem um passadiço de madeira a convidar a caminhadas sempre acompanhados pela vista do mar e pelo cheiro a maresia. Tem mar e tem rio. Tem um cordão dunar em crescimento e um estuário que é uma Reserva Natural Local. Tem um parque da cidade - o Parque da Lavandeira. O Parque Biológico. Uma zona ribeirinha com uma movida constante e a melhor vista sobre a ribeira do Porto, esse "velho casario que se estende até ao mar". E do outro lado, atravessando a ponte D. Luís, está o Porto (pode utilizar qualquer umas destas pontes: da Arrábida (de carro), D. Luís (carro ou a pé pelo tabuleiro inferior e de metro ou a pé no tabuleiro superior), do Infante (a pé ou de carro), do Freixo (de carro) e a ponte de S. João (de comboio) que veio substituir a ponte D. Maria agora encerrada).

A este Porto criei um laço afectivo incorrupto. Eu amo o Porto. Granítico, cinzento, imponente. As gentes de sotaque cerrado. As ruas escuras e a cascata de escadas que descem da Sé até à Ribeira. O bairrismo e o orgulho de ser tripeiro. A convicção de que o Porto é do melhor. O FCP. O mercado do Bolhão e o do Bom Sucesso, actualmente envolvido num polémico processo de obras e reconversão, e as mercearias. A Rua de Santa Catarina e arredores que se enchia de um mar de gente na época natalícia. Tenho pena que o comércio tradicional comece a morrer. Doi-me a alma sempre que encontro aquelas ruas quase desertas a horas que antes se enchiam de gente num corre corre. Doi-me ver montras vazias onde antes existiam lojas de tradição. Alegro-me com as novidades, o renascer de prédios antigos que começam a albergar uma nova geração de jovens empreendedores. Alegra-me descer Mouzinho da Silveira, passar na Rua Galeria de Paris junto aos Clérigos, em Miguel Bombarda, na Rua do Almada e ver que há gente jovem que teima em reanimar o Porto. O S. João, a festa mais democrática de todas. O fogo de artificio das festas, mesmo quando não há, como aconteceu na minha primeira passagem de ano na rua.

Amo os eclaires da "Leitaria da Quinta do Paço", os gelados da "Sincelo", as bolachas da "Padaria Ribeiro", os croissants não folhados em qualquer café, pastelaria ou confeitaria, os rissóis da "Império". Não gosto do café do Majestic, mas gosto do Majestic, das francesinhas do "Capa Negra" e das larocas em qualquer tasco da Ribeira. Tantas outras iguarias e tantos outros locais. Estes são apenas alguns. Aqueles que eu elegi ao longo dos anos, mas não necessariamente os melhores, que os gostos não se discutem, felizmente. Adoro passear pelos jardins da Casa de Serralves e do Palácio de Cristal e de assistir a um concerto na Casa da Música ou no Coliseu onde muitas vezes se agradece aos artistas batendo com os pés no chão tabuado provocando um som estrondoso

E quando ouço turistas que se deslocam ao Porto na festa de S. João com o único propósito de participar na festa e quando alguém, seja quem for, escreve acerca do meu Porto e enaltece a cidade e as gentes, eu sinto-me comovida, orgulhosamente comovida e tenho que partilhar.

29 de agosto de 2011

Quiche de galinha com rúcula e tomate cereja



A receita não é nova nesta cozinha. É até a receita base que utilizo para as minhas tartes salgadas, variando apenas no recheio. Esta tem a novidade de não ser vegetariana como o costume. A galinha que já conhecem deu uma refeição de muito rendimento, por isso o que sobrou desfiei e parte usei para esta quiche. O restante dividi por sacos de congelação para outras utilizações.

Ingredientes:
1 base de massa quebrada
2 ovos
1 pacote de natas
100 gr. de queijo ralado
Sal q.b.
Rúcula q.b.
200 gr. de galinha assada desfiada

Tomate-cereja q.b.



Preparação:
Comece por abrir a massa quebrada sobre uma tarteira, deixando o papel vegetal, e reserve.
Numa taça grande misture os ovos e as natas até a mistura estar bem ligada. Tempere a gosto.
Junte o queijo ralado e o frango.
Espalhe uma camada de rucula sobre a massa da tarte e verta o preparado anterior.
Coloque os tomatinhos espalhados, afundando-os na massa.
Leve a forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de 30 minutos ou até a quiche cozer.


28 de agosto de 2011

Batido de ameixa


No momento em que estou a agendar este post, não faço ideia o tempo que vai fazer aquando da sua publicação: estará sol? Calor? Frio? Estará a chover? Ou começará o dia de céu encoberto acabando nume sol tropical à tarde? Têm sido assim os dias de verão, pelo menos aqui pelo norte. Para quem está a trabalhar são dias macios que não nos fazem suspirar pela areia da praia e pelas ondas do mar, mas para quem está de férias têm sido dias desconcertantes. Para relaxar um pouco ofereço este batido de fruta de verão e com cor intensa como as cores de verão devem ser.

Ingredientes:
1 iogurte natural
5 ameixas vermelhas
Açúcar qb
Leite qb

Preparação:
Lave e retire o caroço às ameixas.
Deite o iogurte e as ameixas no copo do liquidificador e triture até obter uma mistura homogénea (na bimby são alguns segundos na velocidade 9).
Adoce e acrescente leite até o batido ter a consistência desejada. Misture novamente, coe (dispensável com a bimby) e sirva.

27 de agosto de 2011

Pudim de Verão, uma travessura e uma celebração fora do tempo




Este pudim de Verão foi publicado pela Mónica no Pratos e Travessas no dia 21 de Junho de 2011.  O solstício de Verão, que este ano se tem mostrado tão morno, foi assim assinalado com uma sobremesa que não podia ser mais simples, nem mais condizente com a estação que entrava. Marquei-a de imediato. Voltei a ela mais tarde quando quis procurar receitas publicadas nesse dia especifico e elegi-a de entre tantas outras.  É que o dia 21 de Junho, além de ser o dia mais longo do ano, o dia em que a luz se prolonga pelas horas da noite num convite a viver, é o dia do meu aniversário.

Quem me tem acompanhado já deu conta que nunca celebrei no blog o meu aniversário. Deixei-o passar sempre de mansinho e bem discreto. É que nos últimos anos tenho celebrado este dia fora de casa, sem ligações à internet e sem festas . Não por ter qualquer questão a resolver com a idade. Não é isso, bem pelo contrário. Tem simplesmente acontecido assim. Uma celebração intima, apenas.

Ora, mas quando um dia de Verão, já em Julho, pensava numa doçura para fazer resolvi procurar as receitas publicadas nesse dia. Um cesto de ameixas vermelhas em cima da minha mesa fez a ligação imediata ao Pratos e Travessas.


Utilizei unicamente as ameixas. Deliciosas, mas com um travo de acidez que eu tanto gosto e que nem todos gostam. Para cortar um pouco essa acidez acabei por fazer uma verdadeira travessura a esta sobremesa.



Cobri-a com alguns marshmallows cortados a meio e levei a tostar ao grill do microondas. Se à primeira colherada de pudim um certo nariz torceu um pouco, à segunda colherada, de pudim e marshmallow, esta taça convenceu.
Desculpa Mónica, pela travessura e desculpem-me os seguidores deste blogue por tão tardia celebração, mas este ano entrei nos "entas" e quatro décadas merecem celebração quando eu bem quiser e sempre que quiser e como hoje o blogue faz 2 anos, é hoje que quero celebrar.



Ingredientes:
Pão de forma
200 gr. de ameixas
50 gr. de açúcar (ou mais se as ameixas não forem muito doces)

Preparação:
Prepare as ameixas, lavando-as, retirando a pele e os caroços. Corte-as em pedaços pequenos.
Coloque-as num tachinho, cobertas com o açucar e deixe repousar por 15 minutos.
Leve o tacho a lume brando até a mistura começar a fervilhar. Aguarde 3 minutos e desligue.
Corte fatias bem finas de pão e retire a côdea.
Forre uma taça com as fatias de pão, comprimindo-as bem e tapando bem a base e paredes da taça, sem deixar nenhum espaço entre o pão.
Reserve 3 colheres de sopa da calda das ameixas para regar algum pedaço de pão fique branco.
Encha a taça com as ameixas cozidas, bem até cima, e tape com mais pão.
Coloque um prato com um peso sobre a taça e leve ao frigorífico de um dia para o outro


Versão Marmita:

Em vez de uma taça utilize pequenos frascos de compota (este tem uma capacidade para cerca de 90ml) e leve o Verão consigo na marmita.

26 de agosto de 2011

Bacalhau à Gomes de Sá à nossa moda



Um prato tradicional bem português e de alma portuense. São várias as versões da sua criação, mas em comum têm todas elas ter nascido ás mãos de José Luís Gomes de Sá, dito filho de um comerciante de bacalhau no Porto, com armazém no Muro dos Bacalhaoeiros e muito afamado entre os amigos pelos seus bolinhos de bacalhau. Tendo o negócio do pai falido José Luís tornou-se cozinheiro no Restaurante Lisbonense onde, certo dia, resolveu criar, com os mesmos ingredientes dos bolinhos de bacalhau (à excepção do leite), um prato diferente. De um manuscrito que se tem da sua autoria e que ía dirigido a um tal de João consta a receita original, com a seguinte nota: "João se alterar qualquer cousa já não fica capaz" e é este o teor do manuscrito:

Pega-se no bacalhau demolhado e deita-se numa caçarola. Depois cobre-se tudo com água a ferver e depois tapa-se com uma baeta grossa ou um pedaço de cobertor e deixa-se então assim sem ferver durante 20 minutos. A seguir, ao bacalhau que está na caçarola e que devem ser 2 quilos pesados em cru, tiram-se-lhe todas as espinhas e faz-se em lascas e põe-se num prato fundo cobrindo-se com leite quente, deixando-o em infusão durante uma hora e meia a duas horas.
Depois em uma travessa de ir ao forno, deita-se três decilitros de azeite fino do mais fino (isto é essencial), quatro dentes de alho e oito cebolas alourar. Ter já dois quilos de batatas (cortadas à parte com casca) às quais se lhes tira a pele e se cortam às rodelas da grossura de um centímetro e bota-se as batatas mais as lascas do bacalhau que se retiram do leite. Põe-se então na mesma travessa no forno, deixando-se ferver tudo por dez a quinze minutos. Serve-se na mesma travessa com azeitonas grandes pretas, muito boas e mais um ramo de salsa muito picada e rodelas de ovo cozido. Deve-se servir bem quente, muito quente.”
 (Fontes: memoriaportuguesa e wikipedia)

Naturalmente que mais de um século depois muitas versões existem deste prato de bacalhau. A sua maioria não segue a cozedura do bacalhau em leite e permite pequenas adaptações aos gostos pessoais de cada um. Lembro-me que a minha mãe picava a cebola, em vez de a juntar às rodelas e por uma razão muito simples: eu detestava encontrar a cebola no prato e a imaginação de mãe lá engendrou este subterfúgio para que eu não rejeitar a comida, sem fugir ao paladar original. Hoje faço com frequência o bacalhau á Gomes de Sá, mas numa versão bem mais simples que dispensa o forno.

Ingredientes:
3 lombos de bacalhau
Batatas q.b.
1 ou 2 ovos
1 cebola grande
2 dentes de alho
Azeite q.b.
Sal q.b.
Salsa q.b.

Preparação:
Dê uma fervura aos lombos de bacalhau, coe e reserve.
Descasque as batatas e coza-as em água e sal, juntamente com os ovos.
Retire as espinhas ao bacalhau e desfaça-o em lascas, deixando as peles se gostar.
Corte as batatas em cubos (às rodelas na receita original).
Corte a cebola às rodelas e leve a frigir em azeite abundante até começar a ficar transparente. Junte os alho picados e acrescente as batatas e as lascas de bacalhau.Envolva até as batatas e o bacalhau alourarem, acrescentando mais azeite se necessário.
Junte os ovos cortados em cubos (mais uma vez: às rodelas no original), envolva e retire o tacho do lume.
Polvilhe com salsa picada e sirva.

24 de agosto de 2011

Era uma vez um pudim e um gelado de pêssego e poejos



Ano passado foram os pudins de gelatina. Lembram-se deles? Morango. Pêssego. Cheios de aroma. Manjericão. Tomilho. Gengibre. Pois este ano o pudim passou a gelado. De uma mousse simples de pêssego, sem aromas, distribuída por pequenas taças sobrou um pouco. Aqueles restinhos que ficam no fundo das taças que são de mais ou de menos. Resta-nos rapar o fundo ao tacho ou, então, dar largas à imaginação.
As quantidades que indico são as suficientes para um pudim, mas estes gelados nasceram mesmo do que sobrou depois de distribuído por taças individuais. 

Ingredientes:
Preparado de pudim de pêssego
Folhas de poejo fresco a gosto

Preparação:
A receita do pudim é a mesma que já aqui publiquei, tendo omitido o tomilho e o gengibre, que foram substituídos por folhas de poejo fresco picadas e envolvidas no creme.
Distribuí o preparado por copos de licor e levei ao congelador.
Passado uma hora espetei um palito em cada um (se tiver pauzinhos de gelado melhor) e deixei congelar completamente.
Para desenformar deixe o copinho no frigorífico ou à temperatura ambiente durante uns minutos.

22 de agosto de 2011

Jantar de domingo



Um almoço de carne assada que ficou divinal. Um pedaço do acém que temperei na véspera em vinha de alho com vinho tinto e levei ao forno lardeada em fatias de bacon, em cama de cebola, rodeado de batata em quartos e cenoura em rodelas grossas. Sempre com algum receio que ficasse dura, fui regando com o próprio molho e lá me orientei com o meu novo brinquedo: um termómetro para carne. O resultado foi um pedaço suculento, de interior rosado e com um óptimo sabor conferido pela vinha d`alhos. O facto é que não houve qualquer oportunidade para a foto, mas do que sobrou fez-se um jantar ligeiro e não menos saboroso.




Ingredientes:
Fatias de carne assada
Fatias de bacon
Tomate
Alface
Pão

Preparação:
Abra o pão a meio, separando as duas metades e toste-o ligeiramente.
Leve as fatias de bacon ao lume numa frigideira deixando-as fritar na sua própria gordura.
Construa a sandwiche: 1 metade de pão, folhas de alface, rodelas de tomate, carne assada, bacon, mais tomate e alface e a outra metade de pão.
Não usei manteiga ou maionese para compensar a gordura do bacon.

19 de agosto de 2011

Nectar de laranja e cenoura


Palavras para quê? Tenham um bom fim-de-semana, cheio de sol e praia.

Ingredientes (rende cerca de 800 ml):
3 laranjas
1 cenoura média
2 colheres de sopa de adoçante
300 ml de água fria

Preparação:
Tradicional:
Descasque a descaroce as laranjas.
Descasque a cenoura e corte em pedaços pequenos.
Junte todos os ingredientes no liquidificador e triture.
Coe e sirva.

Bimby:
Coloque a cenoura no copo e triture com uns golpes de turbo.
Junte os restantes ingredientes e programe 2 minutos/Vel. 9.
Sirva.

18 de agosto de 2011

E se fossemos às compras?

Tenho um gosto especial por compras on-line. Roupa, livros, cd`s, artigos para a casa e agora também a Lusitana apresenta a "e-mercearia" ("mercearia" soa sempre tão bem, não é?).
O "e-mercearia" é um site onde podemos comprar confortavelmente os produtos de marca Espiga e Branca de Neve, que tanto ajudam à criação dos nossos petiscos.
Numa acção promocional a Lusitana presenteou os blogues que fazem parte d`"Os Melhores Blogues Portugueses de Culinária" com um vale de 15,00€ em compras na e-mercearia. Já fiz as minhas escolhas.
Vejam lá o que há nesta mercearia:


17 de agosto de 2011

Limonada com xarope de flor de sabugueiro



No fim-de-semana passado os dias fizeram muitas caras. Nevoeiro, chuviscos, sol. Felizmente acordaram cinzentos e acabaram de sol cheio. As manhãs enevoadas, mas mornas, foram o palco perfeito para mais umas caminhadas matinais à beira-mar e as tardes solarengas para umas horas de preguiça bem temperadas com uma bebida refrescante e deliciosa.
A partida para esta bebida foram uns cubos de limonada congelada, sobras de uma dose excessiva e que achei por bem não transformar em desperdício. Acrescentou-se a vontade de usar o xarope de flor de sabugueiro adquirido no Ikea depois de aguçada a curiosidade numa visita à Anasbageri e um punhado de sol radioso criou a oportunidade.
A flor de sabugueiro e o limão fazem uma combinação bem refrescante. Na minha imaginação já começaram a nascer outras variantes...haja sol e calor.

Ingredientes (para 400 ml):
1 garrafa de água gaseificada
10 ml de xarope de flor de sabugueiro
16 cubos de limonada congelada*

Preparação:
De véspera faça uma limonada a gosto e congele em cuvetes.
No copo da bimby coloque os cubos de limonada congelada, o xarope e a água gaseificada.
Triture alguns segundos na velocidade 7, com 1 ou 2 golpes de turbo no inicio.
Distribua a bebida pelos copos.
Se quiser junte algumas folhinhas de hortelã.

*Limonada - receita do livro base da Bimby:
1 litro de água
2 ou 3 limões
100 gr. de açúcar (na altura pareceu-me açúcar a mais, mas resultou perfeitamente para esta bebida)
Parta os limões em quartos e retire as sementes, mas mantenha a casca.
Coloque todos os ingredientes no copo da bimby e dê 4 ou 5 golpes de turbo. Coe.

16 de agosto de 2011

Galete de tomate cereja



Este ano devo bater o record de receitas com tomate neste blog. Eles não param de chegar. Tornaram-se imprescindiveis nas saladas e entretanto já foram servidos assados e de tomatada.
Estes vêm em tarte e a seguir se verá. aqui ainda lhe faz companhia a farinha de trigo sarraceno, que preciso de gastar com alguma urgência e que se mostrou uma farinha de um sabor precioso para quem gosta de sabores mais rusticos (acho que já usei este termo para descrever esta farinha, mas na verdade é o adjectivo com que a caso de imediato).

Ingredientes:
Para a massa:
150 gr de farinha
50 de trigo sarraceno
100 gr de manteiga fria (pode reduzir sem prejuízo para a receita)
50 ml. de água
1 pitada de sal
1 colher de sopa oregãos

Para o recheio:
Queijo ralado (usei uma mistura de mozarela e flamengo)
Tomate cereja q.b.
1 colher de sopa de azeite Espiga Virgem Extra

Preparação:
A massa:
Tradicional:
Coloque as farinhas num recipeinte grande, misture-lhe os oregãos e o sal e junte a manteiga cortada em pedacinhos. Com as pontas dos dedos ou com 2 garfos, misture a manteiga e a farinha até ter uma textura de "areia". Junte um pouco de água e misture, continue a juntar água e amassando até ter uma massa homogénea, lisa e não peganhenta. Se precisar acrescente mais água - uma colher de sopa de cada vez até obter o resultado desejado.
Bimby:
No copo coloque a farinha, o sal, os oregões e manteiga e misture 20segundos/vel. 6.
Acrescente a água com a bimby a trabalhar na velocidade 5 até a massa estar bem ligada.

De seguida, faça uma bola com a massa, embrulhe-a em pelicula aderente e guarde-a no frigorifico por 30 minutos.
Entretanto lave os tomatinhos e corte-os a meio. Coloque-os num recipinte e regue com o azeite, envolvendo-os bem.
Estenda a massa com um rolo, sobre uma superficie enfarinhada, e cubra com ela uma forma de tarte de fundo amovível. Não corte os excedentes da massa.
Espalhe o queijo ralado sobre a massa e distribua as metades de tomate em circulos com a parte cortada virada para cima.
Dobre os excedentes da massa  sobre a própria tarte e leve ao forno pré-aquecido a 180º por 30 minutos.

12 de agosto de 2011

Pão de pirex



Continua a sair pão da minha cozinha à razão de 1 experiência por semana. Vou coleccionando sabores e testando farinhas e formas de preparação. Este pão estava na lista das receitas a experimentar e vai merecer honras de repetição (no momento em que escrevo este post já vou na 3ª versão).
A fonte desta receita está aqui, no blogue da Gisela, o "Pão e Beldroegas" e requer o uso da bimby. Presumo que se possa adaptá-la amassando à mão ou com a batedeira, usando as pás apropriadas, ou até na MFP no ciclo amassar interrompendo antes do inicio da levedação. A verdade é que não testei ainda nenhuma destas hipóteses, mas assim que me apetecer fá-lo-ei e aqui deixarei ficar o resultado. Para já fica a estreia. Acho que foi o pão mais bonito que fiz até hoje e o trigo sarraceno confere-lhe um sabor único. A não perder.

Ingredientes:
175 gr. de água
200 gr. de farinha de trigo
50 gr. de farinha de trigo integral
50 gr. de farinha de trigo sarraceno
20 gr. de azeite
1 saqueta de fermento seco ou 15 gr. de fermento fresco de padeiro
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de sementes de linhaça
1 colher de sopa de sementes de sésamo

Preparação:
No copo da bimby coloque a água, o azeite e o fermento e programe 2 minutos/37º/velocidade 2.
Adicione as farinhas e o sal e misture: 20 segundos/velocidade 6.
Amasse durante 2 minutos em velocidade espiga.
Enquanto isso verifique se a massa descola das paredes do capo, se não for o caso acrescente um pouco mais de farinha.
Retire a massa para uma superfície enfarinhada e dê a forma de uma bola.
Unte um pirex com tampa, com azeite e polvilhe de farinha (a tampa também) e coloque aí a massa.
Pincele o pão de azeite, polvilhe de farinha, faça uns cortes cruzados no topo, tape o pirex e leve ao forno, sem pré-aquecimento, a 200º até o pão estar tostado.

10 de agosto de 2011

Tomates cereja assados



Uma das entradas que fez a mesa de S. João teve como protagonista um dos reis do Verão: o tomate. è um petisco muito simples e tem ainda a vantagem de poder ser feita na noite anterior, deixando-os no forno durante a noite. Veio da cozinha da Viciante e segundo ela podem ser conservados em frascos cobertos de azeite. Os meus não sobraram para experimentar.

Ingredientes:
Tomate cereja q.b.
Azeite
Oregãos
Sal
Piri-piri

Preparação:
Ligue o forno a 220º meia hora antes de levar os tomates ao forno.
Corte os tomates a meio e tempere-os com o sal, o piri-piri, os oregãos e o azeite.
Forre um tabuleiro de forno com papel vegetal e coloque os tomates com a metade cortada voltada para baixo  para cima.
Certifique-se que o forno está já bem quente e leve o tabuleiro ao forno. Desligue-o de imediato e não o volte abrir durante as doze horas seguintes.
S
Os meus tostaram um pouco por insegurança de cozinheira, que achou, no dia seguinte, que se calhar deveriam ter ficado um pouco mais assados e resolveu voltar a ligar o forno.

4 de agosto de 2011

Pão de cerveja preta chocolate, espelta e alfarroba com avelãs



Cá está de novo a cerveja chocolate. Para saber se a cerveja trouxe alguma mais valia a este pão teria que o ter experimentado sem a alfarroba, o que não fiz. A verdade é que não resisti à alfarroba e tive a oportunidade de dar vazão a outra garrafa desta estranha cerveja. Fui buscar a receita deste pão de espelta maravilhoso e adaptei-a. O resultado foi excelente, fotografias à parte, claro.

Ingredientes:
280 ml de cerveja preta à temperatura ambiente (usei cerveja preta chocolate)
200 gr. de farinha de trigo
100 gr. de farinha integral
100 gr. de farinha de espelta
20 gr. de farinha de alfarroba
1 colher de sopa de açúcar amarelo
1 saqueta de fermento seco
1 mão cheia de avelãs

Preparação:
Parta as avelãs grosseiramente e reserve.
Na cuba da MFP coloque os restantes ingredientes pela ordem indicada e programe "amassar".
Quando a máquina emitir o sinal sonoro junte as avelãs.
Deixe completar o programa e tranfira a massa para uma superfície enfarinhada.
Molde duas bolas e coloque-as, lado a lado, numa forma rectangular, dê uns cortes na massa com uma tesoura e deixe levedar até dobrar de volume. Normalmente ligo o forno a 50º e coloco a forma com a massa lá dentro durante 30 a 45 minutos, mas como tinha feito um bolo aproveitei o calor residual do forno.
Quando a massa tiver crescido ligue o forno a 180º (não retirei o pão do forno) e deixe cozer durante 40 minutos.
Para ver se o pão está cozido dê uma pancada com os nós dos dedos no fundo do pão. Se fizer um som oco está pronto. 

3 de agosto de 2011

Tomatada com ovo

O verão é uma época maravilhosa. Começa logo por ter dias grandes. Muitas horas de luz, mesmo que o tempo esteja cinzento. Adoro acabar de jantar e olhar pela janela e ver ainda o céu azul...ou cinzento, mas ver a cor dele e não apenas o negrume da noite.  E há a praia e o mar. E as gaivotas. O cheiro a maresia. E o horizonte que tem uma cor diferente. 


E tem esta coisa maravilhosa de nos encher a cozinha de cor e sabor. Ele são os tomates, as courgetes, as ameixas, os pêssegos, os morangos, todos a entrar portas adentro e nós às tantas já sem saber por onde começar. Certeza só uma: que havemos de aproveitar tudinho, criando e recrinado as 1001 maneiras de os apresentar à mesa e aí vai ser o deleite.
 

Ingredientes:
2 tomates maduros
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 folha de louro
1 ovo
Oregãos secos q.b.
Azeite q.b.
Sal q.b.



Preparação:
Corte os tomates em cubos, retirando as sementes. Reserve.
Faça um refogado com a cebola bem picada e o dente de alho esmagado e a folha de louro.
Quando a cebola ficar transparente, mas sem queimar, junte o tomate, tempere de sal e polvilhe com oregãos.
Tape o tacho e deixe estufar na água que os tomates libertam durante 15 a 20 minutos. Vá esmagando o tomate com as costas de uma colher de pau.
Quando o molho estiver mais reduzido abra um espaço no meio do tacho e abra o ovo nesse espaço (costumo abrir o ovo para uma taça pequena e depois despejá-lo cuidadosamente no tacho).
Tape o tacho e deixe o ovo cozer, muito ou pouco conforme o seu gosto.
Sirva sobre fatias de pão rústico.
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