30 de Abril de 2010

Pato Assado com Laranja e Arroz no Forno


Esta foi a minha primeira experiência com pato e não foi aprovada por todos. Para mim foi uma refeição mediana que há-de ser repetida até melhorar o suficiente para a considerar, no mínimo, uma boa refeição.

O Pato:
Ingredientes:
1 pato (este era biológico)
5 laranjas
2 dl de vinho branco
Sal q.b.
Piripiri q.b.
4 dentes de alho
1 folha de louro
Manteiga q.b.


Prepare o pato de véspera, limpando-o e aparando as gorduras mais evidentes (não deite fora estas aparas).
Faça uma marinada com o vinho, o sumo de 4 laranjas, o piri-piri, o louro e os alhos esmagados.
No dia pré-aqueça o forno a 200º.
Esfregue o pato com a manteiga e sal.
Na concavidade coloque uma laranja partida a meio.
Coloque numa assadeira com o peito voltado para cima e regue com metade do liquido da marinada.
Leve ao forno e quando a pele se mostrar tostada baixe a temperatura para 180º.
Não cozi previamente o pato, mas é uma operação que não dispensar na próxima experiência.


O Arroz:
Ingredientes:
Gorduras aparadas do frango
1/2 cebola
Chouriço - algumas rodelas
Arroz q.b.
Água q.b.
1 folha de louro
Sal q.b.
Azeite q.b.

Coza as aparas do frango. Reserve a água da cozedura. Se quiser acrescente-lhe os miúdos e reserve-os também.
Num tacho de barro faça um refogado com um fio de azeite, a cebola picada, a folha de louro e rodelas de chouriço.
Quando a cebola estiver transparente Acrescente água da cozedura das aparas em proporção  à quantidade de arroz. Se cozeu os miúdos, parta-os e junte também. Tempere de sal e deixe levantar fervura.
Acrescente o arroz.
Tape o tacho e deixe levantar fervura novamente e desça o lume para o mínimo.
Quando já quase não existir liquido à superfície do arroz desligue o fogão e transfira o tacho para o forno.

O Molho:
Ingredientes:
1 laranja grande e sumarenta ou 2 médias
1/4 chávena de açúcar
1 chávena de água
1 cálice de Licor de Laranja
1 colher de sobremesa de Maizena
Molho do assado

Lave bem a laranja e corte o vidrado da casca em juliana.
Leve ao lume as cascas e sumo da laranja, o açúcar, a água e o licor. Assim que ferver, reduza para o mínimo e deixe ferver até reduzir em cerca de um quarto do liquido.
Quando o assado estiver pronto, coe o molho para um recipiente pequeno e desfaça nele a Maizena.
Junte à calda de laranja e deixe ferver até engrossar.
Sirva numa molheira.

29 de Abril de 2010

Bolo Salgado de Salmão


Como já aqui tinha dito da receita para a minha participação no "Delicias e Talentos" sobrou salmão com o qual preparei um bolo salgado. Pois bem, aqui está ele:

Ingredientes:
2 ovos
2 chávenas de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
3/4 chávena de leite
30 gr de azeite + azeite para alourar
1 colher de chá de massa de pimentão
1/2 cebola
1/4 couve flor cozida
1/2 courgette
Tomate cereja
1 1/2  Filete de Salmão (utilizei cerca de 1/4 de filete de salmão assado que sobrou daqui e 1 filete inteiro que cozi em água e sal)
Cebolinho q.b.

Numa frigideira aloure no azeite a cebola picada, a pele da courgette cortada em pedaços pequenos e a couve-flor bem partidinha.
Entretanto bata os ovos e junte a massa de pimentão. Bata novamente até misturar muito bem. Acrescente ao azeite e a farinha peneirada com o fermento. Envolva. Acrescente o leite e mexa até ter uma massa bem incorporada.
Desfaça o salmão com a ajuda de um garfo.
No fundo de uma forma anti aderente coloque 3/4 do preparado de legumes. Por cima coloque uns fios de cebolinho inteiros.
Os restantes legumes misture com o salmão e acrescente à massa. Envolva e verta na forma.
Vai ao forno pré-aquecido a 180º durante 15 minutos, findos os quais deve baixar o calor para os 160º até o bolo acabar de cozer.
Vai uma fatia?

28 de Abril de 2010

Crepe com ananás e molho de chocolate


Um dia destes perdi-me de amores por um ananás dos Açores, com uma cor laranjinha linda, linda. 
Lembro-me da primeira vez que visitei os Açores, mais precisamente a ilha do Faial e a amiga, em casa de quem fiquei hospedada, comprou um ananás para a sobremesa que fez as minhas delicias, primeiro pelo aroma e depois pelo sabor bem distante dos abacaxis desenxabidos a que estava habituada. Mas para meu desconsolo este ananás saiu um pouco mais ácido do que estava à espera e aprecio, embora nada que uma calda de Vinho do Porto ou de Vinho da Madeira e açúcar não resolvesse. 
Mas eis que me ponho a olhar para o ananás e a pensar que um fruto tão bonito tem que se prestar a mais e melhores desempenhos. Então fiz o seguinte:

Parti o ananás em rodelas com cerca de 1 cm de espessura.
Retirei a casca a cada rodela.
Num tacho levei ao lume 1 chávena de açúcar, 1 chávena e meia de água e meia chávena de vinho do Porto.
Mexi um pouco para dissolver o açúcar  e quando levantou fervura deitei na calda o ananás e respectivas cascas. Reduzi para o mínimo e deixei em lume brando até o ananás estar cozido, ou seja, até espetar um garfo com facilidade.
Deixei arrefecer. Deitei fora as cascas e coloquei as rodelas num frasco de boca larga, devidamente esterilizado (lave o frasco na máquina de lavar ou enxague - frasco e tampa - com álcool e deixe secar com a boca virada para baixo sobre um pano de cozinha). Coe a calda e deite sobre a fruta.
Fica uma delicia, seja para servir simples, seja para outras utilizações não menos simples como esta:

Parta uma rodela de ananás em cubos e espalhe sobre metade de uma folha de crepe.
Regue com uma colher de sopa de calda de ananás.
Feche o crepe e cubra com molho de chocolate:
1 chávena de açúcar
1/2 chávena de água
30 gr. de chocolate 70% cacau em barra
1 colher de sobremesa de manteiga

Num tacho misture a água e o açúcar. Quando começar a ferver reduza para o mínimo e deixe ferver 6 minutos. Junte o chocolate partido em pedacinhos e mexa energicamente até derreter. Deixe ferver novamente. Junte a manteiga, mexa e desligue o fogão.  

Pode guardar este molho num frasquinho e ir utilizando sempre que lhe apetecer. Se o açúcar cristalizar, antes de utilizar aqueça o frasco em banho-maria.

27 de Abril de 2010

Berlindes de Morango


O concurso da Luisa Alexandra não podia ter vindo em melhor altura. Além de os morangos abundarem no mercado, andava com vontade de experimentar uma versão de brigadeiros, utilizando morangos em vez do chocolate. Estes não ficaram com uma consistência mais mole que o brigadeiro de chocolate, provavelmente por a massa necessitar de um pouco mais de cozedura, mas a minha pressa em ver o resultado final  não o permitiu. Prometo que da próxima cozinho com menos ansiedade. Seja como for, a final, o resultado foi uma guloseima muito saborosa e fresca. E mais pequenos que o tradicional brigadeiro, daí ter-lhes chamado  "berlindes".

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga
60 gr. morangos
Coco ralado q.b.

Preparação:
No liquidificador bata o leite condensado com os morangos.
Deite esta mistura num tachinho e acrescente a manteiga.
Deixe cozinhar em lume brando, mexendo sempre, até a massa despegar da parede do tacho.
Verter sobre um prato e deixar arrefecer.
Untar as mãos e fazer bolinhas com a massa.
Passar por coco ralado.

26 de Abril de 2010

Almoçar no escritório - Salada de cuscuz


Aquando da participação no passatempo do "Delicias e Talentos" sobraram alguns ingredientes dos Cogumelos Portobello Recheados que aproveitei para preparar uma salada para o almoço do dia seguinte. O cuscuz presta-se a boas opções de saladas quentes ou frias e são uma refeição prática se quiser levar para o trabalho.

Ingredientes:
Cuscuz q.b.
3 cogumelos Portobello
Sultanas q.b.
Amêndoas q.b.
Ervilhas cozidas q.b.
1 fatia de ananás
Tomate cereja q.b.
Azeite q.b.
1 dente de alho
Cebolinho q.b.
Coentros q.b.

Preparação:
Numa frigideira aqueça o azeite e o dente de alho esmagado. Quando este começar a alourar retire-o e aloure os cogumelos cortados em fatias, as amêndoas, o ananás partido em pedaços e o tomate cortado em metades.
Junte as sultanas e as ervilhas cozidas. Envolva. Junte o cuscuz previamente desidratado conforme instruções da embalagem.
Tempere com cebolinho e coentros picados.

20 de Abril de 2010

Macarronete com Salmão e Espargos ao molho crocante de amêndoa e laranja



O salmão não entra muito na minha mesa, especialmente se confeccionado de outra forma que não seja grelhado e bem temperado com sumo de limão. O salmão é mais gordo e tem um sabor mais acentuado que outros peixes de carne branca, daí que a vista de uma refeição deste peixe riquissimo em Omega 3 gere, lá em casa, uma resistência fortissima. Mas de vez em quando temos que variar um bocadinho e lá tenta vir o salmão para a mesa. 
Tinha dois filetes no congelador, comprados num daqueles momentos em que decido que hei-de passar a comer mais peixe que carne. A intenção foi boa, mas os filetes lá foram ficando até ter compreendido que não ía ser  ultrapassada a tal resistência ao salmão e acabei de o cozinhar só para mim. Deu origem a uma refeição e um bolo salgado que colocarei aqui mais tarde.
O primeiro prato foi este, um macarronete com salmão e espargos e molho crocante: 

Ingredientes (para 1 pessoa):
Macarronete q.b.
1 filete de salmão
Sal q.b.
Manteiga q.b.
1 raminho de salsa
1 laranja
1 pontinha de malagueta seca
3 espargos verdes frescos

Para o molho:
1/2 laranja (raspas e sumo)
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de amêndoa
2 colheres de sopa de queijo ralado
2 colheres de sopa de Licor de Laranja
Sal e Pimenta q.b.

Pré-aqueça o forno a 200º.
Tempere o salmão com o sal, a malagueta, salsa e a laranja cortada às rodelas.
Deixe marinar pelo menos durante 30 minutos.

Coza o macarronete em água fervente com sal e um fio de azeite
Prepare os espargos cortando os caules por onde se mostrem  maleáveis e raspando os caules para retirar as fibras lenhosas.
Ponha uma panela onde os mesmos caibam com água e sal ao lume e quando ferver coloque os espargos. Deixe cozer por  3 minutos, não mais.

Pouse o salmão num tabuleiro e coloque sobre ele pedacinhos de manteiga e salsa.
Leve ao forno a assar até dourar. Vire o salmão e proceda da mesma forma.

Entretanto prepare o molho: deite todos os ingredientes no liquificador e misture muito bem.
Para o molho utilizei amêndoa laminada e um licor de laranja à base de Rum vindo da Venezuela.

Agora vamos empratar e comer:
Corte as pontas dos espargos e os caules em toquinhos. Desfaça o salmão. Misture na massa já escorrida e regue com o molho.

19 de Abril de 2010

Caldo de legumes

Se há coisa que me arrepia é deitar comida fora. Gosto de aproveitar tudo quanto puder: do alho francês faço sopa com a parte branca e congelo os talos verdes partidos em tiras para um arroz malandro. Das pencas aproveito também os talos mais grossos para o mesmo arroz ou para o creme de uma sopa. Do caldo das carnes cozidas resulta uma bela sopa e até com a gordura dos assados se fazem belos molhos que se podem congelar para futuras reutilizações. Por isso, quando descobri aqui, na cozinha da Ana,  mais uma forma de fazer alguns aproveitamentos com aquilo que normalmente rejeitamos das verduras frescas, não pude deixar de experimentar. 
Assim, passei a guardar no frigorífico, num tuperware bem fechado, as sobras das couves e do alho francês, pés de cogumelos, cascas de cenoura e das courgetes (que rejeito quando as uso para uma sopa que não quero de cor verde, embora por vezes congele essas cascas para juntar aos legumes salteados). Importante é que esteja tudo bem seco, para que a humidade não deteriore os alimentos. Junto os talos da salsa e dos coentros e das demais ervas frescas.
Quando o recipiente está cheio, corto tudo bem cortadinho, junto uma cebola e um tomate, sal e piri-piri (ou pimenta) e cubro com água. Ferve durante 30 minutos. Depois é só coar e verter para os recipientes onde vai congelar. Utilizo caixinhas de cerca de 300 ml. É o suficiente para um arroz, por exemplo.
Não deixem de visitar o link. A Ana explica tudo bem explicadinho. Vale a pena experimentar. Ganhamos a dobrar: temos um caldo mais saudável e mais uns troquinhos na carteira.

16 de Abril de 2010

Feijão Verde com Ovo


Gosto imenso de estufados e guisados (e também assados) de legumes. Quando não sei o que fazer são sempre uma solução prática e admitem todo o tipo de combinações. Esta receita, de que gosto imenso, foi inspirada aqui.

Ingredientes:
Feijão verde q.b.
Chouriço q.b.
Cenoura q.b.
Ovo q.b.
Cebola q.b.
Azeite q.b.

Preparação:
Num tacho deite um golpe de azeite e junte a cebola partida em gomos e o chouriço partido em rodelas. Deixe refogar um pouco em lume brando e tape o tacho. Mexa de vez em quando para a cebola não queimar. Refresque com meio copo de vinho branco e tempere de sal, louro e piri-piri. Acrescente o feijão verde e a cenoura partidos em pedaços pequenos. Mantenha em lume brando e deixe os vegetais cozer lentamente, acrescentando água ou vinho sempre que necessário. Só a quantidade suficiente para não deixar secar. Quando os vegetais estiverem cozidos acrescente uma quantidade generosa de água - o suficiente para os cobrir. Rectifique os temperos. Deixe levantar fervura.
Parta o ovo para uma chávena ou pires. Abra um  espaço entre os vegetais e cuidadosamente deite o ovo sem desfazer a gema. Deixe cozer a clara e a gema a gosto.
Sirva com pão caseiro ou, na falta dele, com tostas.
Na operação de deitar o ovo entre os legumes tentei seguir as indicações da fonte. Não é fácil, mas não é impossivel. 

14 de Abril de 2010

Palitinhos Integrais com Chocolate


Quando fiz as bolachinhas de amêndoa e laranja fiz também esta receita adpatada daqui. É uma mania que tenho de vez em quando: não fico satisfeita em experimentar uma coisa só e vai daí, mãos na massa...

Vai precisar de:
100 gr de farinha integral
20 gr de azeite
30 gr de açucar
30 ml de água
chocolate negro cortado em pedacinhos

Preparação:
Junte a farinha, o açucar, o azeite e a água e amasse até obter uma massa consistente.
Faça palitos e coloque-os espaçados num tabuleiro forrado com papel vegetal (utilizei um tapete de silicone da Luisa Alexandra).
Espete os pedaços de chocolate nos palitos e leve ao forno pré-aquecido a 200º durante 25 minutos ou até estarem dourados.

13 de Abril de 2010

Arroz tinto com grelos


O arroz de polvo confeccionado com o vinho tinto despertou a minha curiosidade para experimentar nova versão deste arroz. Como ía estufar um coelhinho que, por norma, tempero com vinho tinto, achei que era uma boa oportunidade de avançar com a experiência. 

1 cebola pequena
1 dente de alho
1 folha de louro
Arroz q.b.
1/2 chávena de vinho tinto
Água q.b. (ou caldo de legumes)
Azeite q.b.
Sal q.b.
Grelos q.b.

Num tacho coloque um pouco de azeite e refogue nele a cebola bem picada, o alho esmagado e o louro.
Quando a cebola estiver transparente deite o arroz e deixe fritar um pouco.
Acrescente o vinho e água necessária para perfazer o liquido suficiente para cozer o arroz.
Tempere de sal e acrescente os grelos.
Desligue o fogão um pouco antes de ter terminado a cozedura do arroz. O calor do tacho fará o resto e poupa energia.

12 de Abril de 2010

Mousse de Chocolate com Espuma de Morango


Há algumas sobremesas deliciosas que raramente preparo em casa porque são uma autêntica gulodice e como se faz sempre mais que a conta e, por isso, se come mais que a conta, opto por comê-las fora quando sei que as fazem bem feitas. Neste caso particular falo da Mousse de Chocolate. A pergunta na hora de escolher a sobremesa é fulcral: "a mousse é caseira?". Se a resposta for sim, então a escolha está feita, embora já tenha apanhado algumas desilusões...
Nos últimos meses tenho comprado barras de chocolate de culinária (70% cacau) sempre com a ideia na dita mousse, mas  normalmente acabo por comer o chocolate, quadradinho a quadradinho, depois do jantar. Um quadrado de chocolate negro por dia faz bem à saúde, certo?
Bom, mas finalmente consegui concretizar a ideia e lá veio a mousse de chocolate a sobremesa escolhida. Para não cair em tentação fiz apenas as doses suficientes para um fim de refeição. A elaboração não correu muito bem...estava quase a ser desastrosa, mas no fim tudo se compôs. Como a imaginação às vezes dispara e tinha alguns morangos no frigorifico fiz também uma espuma dos ditos para acompanhar o chocolate. Morango e chocolate é aquela combinação...

Para 2 doses individuais utilizei:
Para a mousse:
100 gr. de chocolate com 70% de cacau
2 ovos
2 colheres de sopa de açucar
1 colher de sobremesa de manteiga
8 colheres de sopa de natas

Para a espuma:
5 Morangos grandes
1 pacote de natas
1 folha de gelatina

Versão I (para mim esta é a versão normal - sem as natas):
Derreta o chocolate, juntamente com a manteiga, em banho-maria.
Num recipiente à parte bata os ovos com o açucar.
Mexendo sempre, verta o chocolate sobre a mistura dos ovos.
Verta em taças individuais e leve ao frigorifico.

Versão II (com as natas):
Nota - A quantidade de ingredientes indicada é metade da receita que normalmente uso. Desta vez, não sei se foi a pressa no momento de derreter o chocolate ou se foi mesmo o facto de usar menor quantidade de ingredientes, a mistura endureceu mais do que devia e de mousse não tinha nada. Para salvar a situação fui misturando as natas aos poucos até obter a consistência desejada.

A espuma de morango:
Demolhe a gelatina em água fria.
No liquidificador misture bem os morangos e as natas.
Aqueça um pouco desta mistura e dissolva nela a gelatina bem escorrida.
Junte ás restantes natas.
Verta esta mistura no cifão e reserve no frigorifico até ao momento de servir.
Antes de servir cubra a mousse de chocolate com a espuma de morango.

7 de Abril de 2010

Uma Pizza três sabores


Por tradição, Domingo é dia de assado ao almoço e de sopa ao jantar, ou para variar, além da sopa (que já fica pronta para segunda-feira) um petisco.Depois de ter feito as primeiras experiências com Artisan Bread sobrou alguma massa no frigorifico e lembrei-me de fazer uma pizza num desses Domingos.
Depois de espalhar a massa no tabuleiro próprio, fui cortando os ingredientes: chouriço, peito de frangodelicias do mar, courgetecogumelos. Sobre a base da pizza espalhei uma camada generosa de polpa de tomate. Num terço da pizza espalhei rodelas de chouriço, na outra terça parte delicias do mar e no restante cubos de frango e cogumelos. Polvilhei generosamente com queijo mozarela e foi ao forno pré-aquecido até a massa cozer e o queijo derreter.

5 de Abril de 2010

Páscoa pelo Douro


O Douro é um pequeno fascinio que tenho desde pequenina. A imagem do rio passando de mansinho entre as margens de Gaia e Porto, reflectindo a imagem da Ponte D. Luís e da Ponte da Arrábida e o casario das Ribeiras é uma imagem que trago comigo de raiz. Quis o destino que a minha vida profissional acabasse por me ligar ainda mais à paisagem duriense e a descoberta de outras margens do Douro intensificou esse fascinio. 
Que me desculpe quem habita as margens de outros rios, que serão bonitos com certeza, não lhes diminuo a beleza e bem que até os admiro,  mas o Douro, para mim, é de uma beleza sem igual. E se bem que goste de passear pelo nosso Portugal, descobrindo e redescobrindo os seus recantos, sempre que posso dou uma escapadela ao Douro. 
Foi o que fiz este fim-de-semana prolongado. Com vontade e necessidade de parar um pouco da correria de todos os dias e sem força para viajar para muito longe, fiz as malas e parti.

Primeiro dia de Viagem. Sexta-feira Santa. Rumo à A4, saindo em Amarante e percorrendo a EN 101 espera-nos a primeira paragem: Mesão Frio. Está frio e ora chove, ora faz sol. Em Mesão Frio é dia de feira. Vamos lá espreitar. Há muito tempo que não vou à feira, embora tenha perto a dos Carvalhos todas as quartas-feiras. Baratissimo o morango e o kiwi, regressasse nesse dia a casa e levaria o carro carregadinho. Demos uma voltinha pela vila, pelas suas ruas estreitinhas e casas brancas de varandas de ferro forjado.
Estamos na hora de almoço, a fome começa a apertar, mas aguentamos mais um bocadinho. Vamos voltar à  estrada. Curva após curva o Douro acompanha-nos o trajecto. As amendoeiras surgem dispersas já cobertas de flor, fazendo lembrar flocos de neve. Vamos parar na Régua para comer qualquer coisa. Sempre tive a ideia que para comer bem na Régua é preciso pagar caro e de facto mais uma vez se confirmou: num restaurante pequenino, que estava quase cheio, escolhemos a dourada na brasa com batata a murro. Como nos foi dito que a dourada era de tamanho jeitoso e bastante para duas pessoas pedimos apenas um prato. Bom...saiu-nos uma dourada para o pequeno e magrinha que não sei se foi à brasa, mas que de certeza foi à sertã e a batata ressequida (peço a quem passar por aqui e conheça bem a Régua que me diga onde se pode comer bem e a preços acessiveis). Valeu-nos um pastelinho conventual no Café do Cais.
Voltamos à estrada. Temos uma visita a fazer em Gestaçô que nos vai ocupar parte da tarde.
Acabamos o dia a jantar um Bacalhau à Borges na Pensão Borges em Baião.
Segundo dia de viagem. Sábado. Fazemo-nos à estrada depois do pequeno-almoço. Primeira paragem: Ribadouro, no concelho de Baião, onde, no Cais da Pala, o Douro mostra toda a sua masjestade numa imponente curva ladeada de socalcos e arvoredo. Casas e solares pendurados pelas margens do rio. Laranjeiras sem fim. O sol vai dando um ar da sua graça, mas depressa se mostra timido.

O plano de viagem incluía uma visita à Fundação de Eça de Queirós em Tormes, Santa Cruz do Douro, freguesia de Baião. Seguimos pela EN 108 em direcção à Régua até encontrarmos a placa identificativa da Fundação. Uma estrada empedrada leva-nos até ao edificio principal. A casa em pedra acolhe-nos calorosa. O edificio está em muito bem conservado. Passando a entrada um páteo abre-se: do lado esquerdo a capela. Em frente a casa. As visitas são guiadas e depressa estamos a entrar na vida de Eça de Queirós e também no imaginário que lhe guiou a caneta de aparo em "A Cidade e as Serras". Esta é uma visita que aconselho vivamente. Ficamos a conhecer pormenores interessantíssimos da vida de Eça de Queirós e passamos a ter uma vontade quase incontrolável de ler ou reler  o romance que esta casa inspirou. Para a próxima, com melhor tempo, ficará uma visita aos jardins. A Fundação também tem uma casa para turismo e promove os "Almoços Queirosianos" para grupos de 15 pessoas ou mais.
Encantados com esta visita, descemos novamente a Ribadouro. Vamos almoçar a um local já conhecido: a Estalagem de Porto Antigo onde optamos por um salmão grelhado com arroz de ervilhas de quebrar e um leite creme à sobremesa.

Mais uma partida em direcção a Resende. Muito do que queremos ver fica perdido entre parcas indicações na estrada quase resumidas a uma placa indicativa no inicio do percurso (e outra no fim do percurso, em sentido inverso, deixando a amargura de termos perdido algo pelo caminho entre uma ponta e outra), mas não faz mal: também não queremos ver tudo num dia só. Há que deixar alguma coisa para descobrir mais tarde. Ficamo-nos pela Praia Fluvial da Lagariça antes de irmos em busca de outro tesouro, desta feita, gastronómico: as Cavacas de Resende.

De regresso a Porto Antigo, onde vamos pernoitar, ainda passamos pelo centro de Cinfães. Só para ver. Está frio e começa a chover forte com granizo. Vamos recolher ao quente da estalagem. À noite uma refeição ligeira, uma canja de galinha e uma salada aconchega-nos o estômago para uma boa noite sono.

Terceiro e ultimo dia de Viagem. Domingo de Páscoa. O rio está coberto de neblina. Voltamos a Gestaçô para nos despedirmos de um casal amigo. À medida que vamos subindo a encosta, a neblina vai ficando para trás e o céu abre-se num azul esplendoroso. Por todo lado os foguetes anunciam a passagem do Compasso. As familias reunem-se à porta de casa esperando o anúncio da Ressurreição que chega a pé, debaixo do sol, por estradas ermas e ingremes. Depois do almoço de Páscoa, irão ao café da vila antes da despedida. Uns ficam na terra e os outros regressam à cidade ou a outras terras... até para o ano. 
Quanto a nós não dispensamos o anho assado com batatinha e arroz de forno. O regresso a casa é sempre bom. Chegamos mais ricos e cansados da viagem, mas é um cansaço bom...um cansaço que descansa.

1 de Abril de 2010

Pães e Pãezinhos


Adoro pão e quando vi esta receita no blog da Colher-de-Pau não resisti em experimentar.
É uma receita que vem daqui e tem andando de blog em blog (aqui, por exemplo) e com toda a justiça porque é sensacional de tão simples que é, já para não falar da versatilidade. 
Numa primeira experiência fiz pãezinhos simples e com passas e uns pães com maçã e erva-doce, que ficaram com um aspecto estranho porque tive alguma dificuldade em moldar a massa. Embora tenham ficado pouco branquinhos (não coloquei a água no forno, cuja evaporação cria a crosta no pão),  ficaram todos deliciosos. E dois dias depois, estando já um pouco secos, foi só colocar uns 20 segundos no microondas a uma potência média e ... voilá...pareciam frescos.

Numa 2ª experiência saiu um belo pão tostadinho e rústico como eu gosto e uma pizza que colocarei aqui mais tarde.

6 e1/2 copos de farinha trigo
3 copos de água morna
1 1/2 de sopa de fermento biológico seco
1 1/2 de sopa de sal grosso
farinha de milho para polvilhar q.b.

Numa caixa plástica grande com cerca de 6 litros de capacidade e com tampa, misture muito bem todos os ingredientes utilizando uma colher de pau.
Tape a caixa e guarde-a no frigorifico.
A massa deverá repousar pelo menos 2 horas antes de ser utilizada e mantém-se por 2 semanas.
Quando pretender fazer o seu pão caseiro, prepare um tabuleiro para ir ao forno polvilhando-o com farinha de milho.
Com as mãos enfarinhadas pegue num pedaço de massa e corte-o com uma faca.
Com cuidado, para a massa não perder o ar, dê-lhe a forma desejada e coloque no tabuleiro, deixando repousar durante, pelo menos trinta minutos, se tiver mais tempo...melhor.
No fundo do forno coloque um recipiente no qual há-de deitar um copo de água (coloquei-o já com água fria  assim que liguei o forno para pré-aquecer) e pré-aqueça durante 20 minutos a 230º.
Polvilhe o pão com um pouco de farinha. Faça-lhe uns cortes com uma faca e leve ao forno a assar por cerca de 30 minutos a uma temperatura médias de 200º.
Idealmente o tabuleiro onde o pão vai assar deve ser de terracota e deve ser aquecido no forno e na hora de levar o pão ao forno deve usar uma espátula com a qual, cuidadosamente deve levantar o pão e pousá-lo na terracota. Nesse momento deite a água no recipiente já no forno para o efeito.

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